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Sinopse:
Todo o homem sonha, todo o homem deseja.
Mas estará alguém preparado para que os seus sonhos se tornem realidade?
“Não sou alto nem atlético, não tenho olhos verdes nem azuis e o meu cabelo anda constantemente despenteado pelo vento, o que me dá, quase sempre, um ar de idiota.”
Nem por Sonhos é uma narrativa onde um homem a quem não resta senão sonhar, se vê no trilho da sua fantasia.
“Gosto, particularmente, daquelas pernas altas, graciosamente torneadas nos gémeos e que depois afunilam, estreitando-se até pouco acima dos tornozelos.
Pernas próprias para suportarem coxas e ancas carnudas e suculentas e proporcionarem um andar ligeiramente bamboleante, esbelto e firme. Aquele andar etéreo, levemente requebrado nos quadris que é próprio dos manequins que levam a profissão a sério.”


A minha opinião:
Não gostei mesmo nada deste livro. Não será um livro que recomendarei a alguém.
Comecei a ler. Esforçei-me por continuar a lê-lo uma vez que não gosto nada de deixar livros a meio. Não aguentei e tive de pousar este livro.
Trata-se da história de um homem obcecado pela imagem breve de uma mulher de que apenas conheceu o seu reflexo no vidro de uma montra.
Depois ao ver que esta obsessão lhe transtorna a vida, tenta 'transferir' esta obsessão para outras coisas e pessoas, e pelo meio conhece Margarida. A mulher que o fará esquecer a sua primeira fixação feminina.
(16 de Janeiro de 2008)

Sinopse:
O destino da menina Plectrude, nascida na prisão, de uma mãe de dezanove anos que assassinara o marido semanas antes de dar à luz, será travar uma luta permanente contra o impulso de repetir o destino maldito da progenitora. Criada com a família de uma tia, cedo se destacará pela sua beleza selvagem, pelos seus dotes quase sobrenaturais de sedução, que fazem cair a seus pés todos os que se cruzam no seu caminho. Todos, à excepção do rapaz que ama…


A minha opinião:
Trata-se de um romance de perspectivas surrealistas mas que aborda temas bastante actuais: anorexia, bulimia, pressão, depressão, obsessão, ...
Acompanhamos a vida trágica de Plectrude e vamos simpatizando com ela e com o seu sofrimento. Uma menina cuja dor inicia-se ainda antes de nascer e que irá transportar com ela, por toda a vida, dois fardos que serão também duas bençãos: um nome que não lembra a ninguém e que apenas a evidencia num mundo já de si difícil, e, um olhar poderoso e intimidante. É como se os seus olhos fossem duas pequenas lagoas de água escura e turva que denuncia de imediato a invulgaridade, nascida da dor, e nos atrai de imediato.
Gostei muito deste pequeno mas belo livro. O único senão foi o final que deu uma reviravolta um pouco drástica demais. Penso que foi uma última tentativa da autora de fazer com que esta bela menina tivesse um pouco de felicidade na sua vida... mas isto é a minha opinião...
(16 de Janeiro de 2007)

Sinopse:
Quando Alex Pellier, curadora do Museu Cluny, em Paris, é encarregue de visitar as obras de arte que o Convento de Sainte-Blandine, nos arredores de Lyon, pôs à venda, não sabe que está prestes a enfrentar o desafio mais importante da sua vida. Alex encontra na biblioteca do convento, escondido dentro de dois livros, um poema com séculos de existência e uma série de esboços. O poema e os desenhos sugerem a Alex a existência de uma sétima tapeçaria, desconhecida até hoje, da série mundialmente famosa A Dama e o Unicórnio.
Sucede-se, então, uma excitante busca que poderá conduzir Alex à descoberta mais importante da sua carreira – e ao reencontro com o homem que pensava ter perdido para sempre.

“Empolgante e perspicaz, Kelly é uma escritora maravilhosa.”
Nicholas Sparks


Informação retirada da Wikipédia:
A Dama e o Unicórnio (francês: La dame à la licorne) é o título de um conjunto de tapeçarias francesas frequentemente consideradas como um dos grandes trabalhos da arte medieval na Europa. Estima-se que tenham sido tecidas no final do século XV (cerca 1490), na Flandres.
Os tapetes são geralmente interpretados como mostrando os seis sentidos - gosto, audição, visão, olfacto, tacto e "A mon seul désir" (o meu próprio desejo - numa tradução literal), este último interpretado como o amor ou a compreensão.
Cada um dos seis tapetes mostra uma senhora nobre e um unicórnio, e alguns incluem um macaco ou um leão na cena. As flâmulas, bem como os brasões de armas do Unicórnio e do Leão nos tapetes carregam as armas do nobre que os patrocinou, Jean Le Viste, poderoso na corte de Carlos VII de França. São feitos no estilo mille-fleurs.
Os tapetes foram descobertos em 1841 por Prosper Mérimée, no castelo de Boussac. Segue-se uma breve descrição de cada peça:
Paladar
A Dama serve-se de um doce num prato, seguro por uma criada. Seus olhos fixos num papagaio que está apoiado em sua mão esquerda. O leão e o unicórnio estão deitados atrás delas, como uma moldura à senhora. Um macaco aparece aos pés, comendo um dos doces.
Audição
A Dama toca um instrumento sobre uma mesa. A criada jaz em pé do lado oposto, apoiando-se no instrumento. O leão e o unicórnio também ornam o centro da figura, mas nesta tapeçaria suas posições estão invertidas - de forma que eles ficam ao centro da composição.
Visão
A senhora está sentada, segurando em sua mão direita um espelho. O unicórnio está ajoelhado, com sua pata direita no colo da dama, a quem contempla pelo reflexo no espelho. O leão está ao lado esquerdo.
Olfacto
A senhora está de pé, compondo uma grinalda de flores. Sua criada segura uma cesta de flores, ao seu alcance. Novamente leão e unicórnio ornam a figura, enquanto o macaco surge, tendo apanhado uma das flores, encerrando assim a alegoria, cheirando-a.
Tacto
A dama ergue uma das mãos, tocando o chifre do unicórnio, enquanto a outra aponta para cima. O leão jaz, observando a cena.
A Mon Seul Désir
Esta tapeçaria é mais larga que as outros, e tem um estilo um pouco diferente. A senhora se levanta em frente a uma barraca, e na parte superior lê-se: A Mon Seul Désir ("para meu exclusivo desejo"). A criada está ao pé, à direita, abrindo seu peito. A dama está colocando um colar, com o qual aparece nas demais peças. A sua esquerda um banco com bolsas de moedas. O leão e o unicórnio estão em suas posições normais. Esta tapeçaria tem suscitado diversas interpretações. Uma delas diz que a dama pondo o colar no peito expressa a renúncia das paixões, despertadas pelos outros sentidos, e como uma livre afirmação da vontade. Outros dizem que representa o sexto sentido do entendimento. Outras tantas vêem como o amor, ou a virgindade.

A minha opinião:
Gostei de ler este livro e recomendo a qualquer pessoa. Penso que esta leitura seria ideal para o Verão. Com mistério, cultura (é que as tapeçarias realmente existem) e muito romance.
Explica de uma forma bastante acessível o contexto histórico em que se inserem as tapeçarias e cria uma resposta romântica para o porquê do tema destas tapeçarias.
Além disso a autora exprime muito bem por escrito os sentimentos de insegurança e receio que alguém pode sentir quando se ama e não se sabe os sentimentos da outra pessoa. O medo do desconhecido e o risco que corremos quando o nosso orgulho intervém em situações que envolvem os sentimentos.
(13 de Janeiro de 2007)
Sinopse:
A velha condessa Ana Fédotovna, na sua juventude apelidade de Vénus Moscovita, esconde um segredo… um segredo que pode tornar qualquer homem milionário ou destruir-lhe a vida. Numa noite longa, durante um jogo de cartas, Tomski, o neto da condessa, confidencia aos amigos parte do segredo da avó. Mas, entre eles está o ambicioso Hermann, rapaz sem escrúpulos que vai tentar descobrir o segredo para se tornar no homem mais rico do mundo. Pelo meio, não hesitará em levar quase à loucura Lisavete Ivanovna, a singela dama de companhia da condessa.


Excertos:
"Por esta mesma escada - pensava ele - há uns sessenta anos, à mesma hora, de casaca bordada, com a flamante cabeleira ao gosto do tempo e com o tricórnio na mão, descia furtivamente daquele mesmo quarto um jovem e feliz amante; esse já há muito tempo é apenas poeira e o coração da sua amante cessou hoje de bater..."
Excerto retirado da página 55


"O anjo da morte - disse o orador - surpreendeu-a na vigília das suas meditações piedosas e da expectativa do noivo da meia-noite."

Excerto retirado da página 59


Excerto de um artigo do DN:
"Enquanto escritor, Alexandre Puskine (1799 - 1837) gostava de designar o seu próprio estilo de "romantismo realista". Enquanto homem, progressista e desterrado pelo império russo, sentia na pele os latos e baixos da sociedade da época e aprendeu a retratar classes e personalidades. A Dama de Espadas teve, forçosamente, de agarrar estas características pessoais do seu autor, escrita que foi numa fase de maturidade, após Puskine ter sido perdoado pelo imperador e regressado a Moscovo. (...)"


A minha opinião:
Este é um pequeno conto de um dos maiores nomes da literatura russa - Alexander Pushkin -, que se lê extraordinariamente bem.
Numa época em que o gosto pelo jogo é comum surge esta pequena história sobre um poderoso segredo que pode fazer a felicidade de um homem ou a sua desgraça completa. Junta-se a isto uma personagem curiosa e gananciosa, que com os poucos escrúpulos que possui, tenta por meios menos próprios chegar ao conhecimento desse segredo que apenas a condessa Ana Fédotovna conhece.
Com uma certa ironia pelo meio Pushkin conta-nos uma história simples mas interessante que eu gostei de ler e tenho a certeza que será do agrado de toda a gente.
9 de Janeiro de 2008

1ª leitura de 2008


Sinopse:

É a comovente história do menino Zezé, de seis anos, pobre, inteligente, sensível e carente de afeto que não encontra na família, o endiabrado garotinho sai pelas ruas fazendo mil travessuras.
Aprende tudo sozinho, é o "descobridor das coisas". Descobre a ternura é o carinho no amigo "Portuga". Inventa para si um mundo de fantasia em que o grande confidente é o Xururuca, o pé de Laranja Lima. Mas a vida ensina-lhe tudo cedo demais, e Zezé descobre o dor e a saudade. "Por que contam coisas às criancinhas?"


"O leitor vai encontrar a história comovente do menino Zézé, de seis anos, um rapaz pobre, inteligente, sensível e carente. Com a falta de afecto que não encontra na família, o endiabrado rapaz vai pelas ruas fazendo mil travessuras. Zézé aprende tudo sozinho, é o "descobridor das coisas". Descobre a ternura e o carinho no amigo "Portuga". Inventa para si um mundo de fantasias em que o grande confidente é Xururuca, o pé de Laranja Lima. Mas a vida ensina-lhe tudo demasiado cedo, e Zézé descobre o que é a dor e a saudade"


Excerto:

"- Olhe Titio, quando eu era pequenininho eu achava que tinha um passarinho aqui dentro e que cantava. Era ele que cantava.
(...)
- Vou explicar para você, Zezé. Sabe o que é isso? Isso significa que você está crescendo. E crescendo, essa coisa que você diz que fala e vê, chama-se o pensamento. O pensamento é que faz aquilo que uma vez eu disse que você teria logo...
- A idade da razão?
- Bom que você se lembre. Então acontece uma maravilha. O pensamento cresce, cresce e toma conta de toda a nossa cabeça e nosso coração. Vive em nossos olhos e em tudo o que é pedaço da vida da gente.
- Sei. E o passarinho?
- O passarinho foi feito por Deus para ajudar as criancinhas a descobrirem as coisas. Depois então quando o menino não precisa mais, ele devolve o passarinho a Deus. E Deus coloca ele em outro menininho inteligente como você. Não é bonito?"
Excerto das páginas 67 e 68


A minha opinião:
Uma leitura absolutamente maravilhosa que me fez chorar imenso.
Um livro que toda a gente, em qualquer idade, deve ler.
Maravilhoso!

1 de Janeiro de 2008
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