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Sinopse:
O padre Thomas Madden aguarda as confissões. Impera o silêncio, ninguém aparece. Está um dia quente e abafada, o suor escorre-lhe pelo corpo. De súbito uma voz trocista e maléfica suplica, Abençoai-me, padre, porque pecarei. Com requinte de detalhe um serial-killer descreve-lhe os crimes que cometeu e os que planeia... Tomou-lhe o gosto, quer voltar a matar. Ao ouvi-lo pronunciar o nome da sua irmã, o padre tem de violar o segredo da confissão e fazer tudo para a salvar das garras do assassino. Um romântico e misterioso livro de suspense assinado por uma genial tecelã de emoções fortes, crime e mistério.
Holy Oaks, no Iowa, é uma daquelas cidades norte-americanas em que ainda se respira tranquilidade. Os vizinhos cumprimentam-se, as notícias correm de boca em boca. Há uma paz que Laurant, educada na Suíça, não encontrou em nenhum outro lugar do mundo. Por isso voltou para a terra natal onde o irmão, o padre Thomas Madden, é por todos conhecido. Entusiasmada com os planos para abrir uma loja de gelados bem no centro da antiga praça, Laurant vê-se subitamente envolvida num tortuoso esquema de vingança e crime.
Confessando ao padre que pretende matar, com requintes de tortura, a sua irmã, a caça ao homem começa. Thomas pede a ajuda do seu amigo de infância, Nick Buchanan, um agente do FBI. Nick planeava tirar umas longas férias junto à sua família em Nathan Bay, mas a aflição do amigo fá-lo mudar de planos. Ao conhecer a bela Laurant percebe que não mudou apenas de planos, é toda a sua vida que se transforma ao conhecer esta mulher de cabelos longos...
A delícia da paisagem, e as caricatas personagens que por ali conhecemos, acabam por se deixar contaminar pelo horror e medo. No encalço de um perigoso assassino, os protagonistas envolvem-se e vivem uma intensa história de amor. Mas estará Nick disposto a deixar o burburinho de grande cidade? E conseguirá Laurant continuar a viver em Holy Oaks onde é perseguida por um louco sedento de sangue e vingança?
Um emocionante romance a fazer as delícias do leitor. Natural do Kansas City, Missouri, a autora, Julie Garwood, nasceu no seio de uma numerosa família de origem irlandesa. Tendo editado os seus primeiros romances históricos nos anos 80, é hoje uma das mais conhecidas autoras norte-americanas. Com mais de 35 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, traduzida em várias línguas, iniciou-se com «Sem Perdão» no romance contemporâneo de suspense.


A minha opinião:
Muito bom! Um belo mistério a roçar no thriller com muito romance picante à mistura.
O principal enredo já está descrito na sinopse. Um jovem padre -Thomas Madden- está no confessionário quando um louco entra e confessa ter assassinado com muito prazer uma mulher e que pretende fazer o mesmo com a irmã desse mesmo padre, Laurant.
Laurant, que foi criada na Suíça e afastada da única família que lhe resta, tinha vindo para a América pois tinha sido diagnosticado um cancro a Thomas.
Quando a ameaça é feita, Thomas contacta o seu melhor amigo e agente do FBI, Nick Buchanan, que de imediato se dedica ao caso.
No entanto, o que Nick não esperava era que essa dedicação lhe traria a maior felicidade do mundo. A felicidade que só o amor poderia trazer. Apesar disso, o assassino anda perto... demasiado perto... e ninguém consegue descortinar a verdadeira identidade até ser demasiado tarde.
Considero este livro mais um romance do que propriamente um thriller. Quanto a ser um thriller... falta-lhe qualquer coisa... talvez mais adrenalina...
Lido a 8 de Abril de 2008

Este livro é uma compilação de frases sobre o amor.
Aqui ficam as frases que mais me tocaram:

If you cannot find happiness search for peace.
If you search for peace, you will find love.

Love maturely --like a child.

The greatest lessons of love can be learned through the pain of our mistakes.

Lido a 4 de Abril de 2008
Tudo o que pode ser sonhado é verdadeiro
Fábulas, 12



Sinopse:
Dizia-se que era uma marca de ruína…
Maddy Smith nunca foi uma criança como as outras. Nasceu com uma marca cor de ferrugem na mão e em Malbry, a sua aldeia natal, todos pensam que se trata de um símbolo dos antigos deuses, uma marca mágica. E isso, como se sabe, é caminho aberto ao caos e uma ameaça.

No princípio era o Verbo,
E o Verbo gerou o Homem,
E o Homem gerou o Sonho,
E o Sonho gerou os deuses.
Depois disso, as coisas ficaram ligeiramente mais complicadas

Lokabrenna, 6:6:6


Uma aventura alucinante com as personagens das velhas lendas nórdicas: imprevista e cheia de perigos e imaginação.


A minha opinião:
Este livro é invulgar se repararmos quem é a autora. Nunca antes Joanne Harris tinha escrito um livro destes, totalmente dedicado à fantasia e ao mundo mágico.
A história inicia-se com a apresentação da rebelde menina Maddy Smith. Desprezada por todos na sua aldeia, a aldeia de Malbry, ignorada e repudiada, apenas por ter nascido com uma estranha marca cor de ferrugem na palma da mão. Sinal este que toda a gente dizia que era a ruína da bruxa.
No entanto, ao longo do livro fui-me dando conta que esta marca afinal é uma benção para a triste vida de Maddy.
A aldeia de Malbry é controlada por uma personagem de regras restritivas e exigentes da mais elevada moral, que é o vigário Nat Parson. Nat segue à risca as palavras do Livro Sagrado, livro este que contém a Palavra e que será a origem da mais pura destruição.
Mas a pequena aldeia fica perto de uma colina chamada de Colina do Cavalo Vermelho, da qual todas as pessoas se afastam e evitam-na devido às histórias que existem sobre ela e por causa dos goblins que lá habitam (seres pequenos, cínicos e muito desafiadores, cujo único propósito é perturbar todos os seres).
No entanto, Maddy sempre gostou de ir até a essa colina por ser um local calmo e isolado onde poderia passar algum tempo em paz. E será nesse mesmo local que irá conhecer a pessoa mais importante da sua vida, o seu melhor amigo, o Zarolho, um estranho viajante que a população chamava de o Forasteiro.
Maddy conhece o Zarolho no Verão em que ela faz sete anos e é logo desvendado a maneira de ser especial de Maddy e é aqui que ela descobre que a marca que ela possui é a marca rúnica dos fogosos. É o Zarolho que, ao longo dos anos, vai ensinando a Maddy tudo o que ela precisa de saber e tudo o que ele acha que ela precisa de saber.
Passados alguns anos e apesar da grande amizade que Maddy sente pelo Zarolho, ela finalmente descobre a verdadeira razão pela qual o Zarolho volta todos os anos àquele local. Ele desconfia que a Colina do Cavalo Vermelho é a porta para um submundo onde está guardado um importante e incalculável tesouro - o sibilo.
É esta busca pelo Sibilo que vai desvendar o verdadeiro enredo deste livro. Um enredo que se traduz num combate titânico entre mundos:
"Vejo um exército pronto para a batalha. Vejo um General isolado. Vejo um traidor no portal. Vejo um sacrifício.
(...)
Os mortos acordarão nos salões do Tártaro. E o Inominável erguer-se-à, e os Nove Mundos serão perdidos, a menos que os Sete Adormecidos despertem, e o Trovejante, solto no Mundo Subterrâneo..."
Excerto da página 150
Devo dizer que este livro não é nada de excepcional, e daí estar classificado como sendo juvenil. Embora haja um personagem que eu adorei e simpatizei bastante devido à sua complexa construção: o Loki.
Lido a 3 de Abril de 2008
Sinopse:
Beautiful scholar Channon MacRea has spent years studying the legendary Dragon Tapestry, devoting days and nights to deciphering the impenetrable Old English symbolism. Then one evening the unnaturally handsome Sebastian appears. He claims to hold the key to solving the tapestry's mysteries. Bearing magnificently taut and tanned flesh marked by intriguing scars of battle, he also claims to be a dragon slayer trapped between two worlds.
For Channon there's only one way to finally uncover the secrets of the intricate embroidery-by following the seductive stranger into a fantastic alternate world of magic, danger, and erotic adventure.


A minha opinião:
Neste pequeno livrinho temos paixão, sexo, fantasia, conto de fadas, sedução e uma pitadinha (mas mesmo muito pequena) de história.
Acho que toda a história foi muito acelerada e corrida. Tive pena porque se este livro fosse mais desenvolvido, de certeza, que seria um best-seller.
Sendo assim achei que foi um livro giro. E apenas isso, giro.
O Sebastian é uma personagem que qualquer mulher que leia este livro se apaixona e quer um Sebastian para ela! Um homem arrasador que não podia ser mais leal e sincero consigo mesmo, com a mulher que ama e com todos os que lhe são mais queridos. Quem não quereria um homem lindo de morrer, que se transforma em dragão e que consegue viajar pelo tempo?
No entanto detestei a Channon. Que mulherzinha mais sem tempero. Que insossa! E era ela a Dragonswan do irresistível Sebastian?
Enfim... é como já disse, se a autora se tivesse dado ao trabalho de desenvolver um pouco mais esta história teríamos com toda a certeza um excelente livro.
(Lido a 23 de Março de 2008)
Sinopse:
Torey Hayden publicou A Criança Que Não Queria Falar, em 1980, relatando o caso verídico e comovente da sua relação com uma menina de seis anos que aparecera, gravemente perturbada, na sua aula de ensino especial. Ao longo de vários meses a jovem professora lutou para fazê-la desabrochar sob o calor generoso da sua espantosa intuição e amor e levá-la a descobrir um mundo que podia ser luminoso. Separadas pelas contingências da vida, só voltam a encontrar-se anos mais tarde quando Sheila já tem 13 anos. Para surpresa de Torey, a adolescente parece ter perdido uma grande parte das memórias dos primeiros tempos que passaram juntas e, à medida que elas ressurgem do passado com os sentimentos que lhes estão associados, a sua competência de terapeuta e a sua devoção vão de novo ser duramente postas à prova.


A minha opinião:
É de facto de lamentar que as primeiras 41 páginas sejam um resumo do livro anterior. Se este livro é a continuação de um outro, eu já o sabia, e por isso mesmo é que li primeiro o "A criança que não queria falar" e só depois dediquei a minha atenção a este.
Fora este pormenor, devo dizer que gostei de ler este livro, mas não tanto como gostei de ler o primeiro. Este livro veio apenas demonstrar que a vida nem sempre é o mar de rosas que sonhamos. Mesmo depois de todas as dificuldades que a autora passou para melhorar alguns aspectos da vida da Sheila (aspectos higiénicos, sociais, emocionais,...), senti-me um pouco triste ao verificar que nada tinha mudado e a violência pela qual a Sheila continuou a vivenciar foi a mesma violência atroz e inominável que verifiquei no primeiro livro.
O que eu li é um retrato sentido e doloroso de abuso e maus tratos infantis. Um retrato de uma vida feita em farrapos por familiares negligentes e inconscientes, e, pelas circunstâncias da vida e da sociedade.
(Lido a 16 de Março de 2008)
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