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Sinopse:
Certa tarde, Inês e seu pai decidiram ir passear até à feira. O dia estava ameno. Soprava uma brisa suave e o céu apresentava apenas alguns montinhos de algodão branco. Porém, o sol estava quente e convidativo. Por entre bancas com brinquedos, livros, CD's e tantas outras coisas, a jovem prendeu o seu olhar numa das bancas de roupa. Era uma cigana já com certa idade, contudo o seu sorriso era jovial. Esta convidou-a a aproximar-se e a escolher o vestido que mais lhe agradasse. Nessa altura já o seu olhar estava fixo num vestido cor de salmão, estilo medieval, de corpete bem justo, atado à frente, com mangas em sino, decote à barco, muito simples, com apenas umas rendas brancas nas pontas das mangas e no decote. A cigana pareceu aprovar a escolha da jovem e indicou-lhe um recanto coberto de panos, aproveitado como vestiário...


A minha opinião:
Este livro foi-me gentilmente emprestado por uma amiga recente que conheci pelo Bookcrossing, a semidio. A autora é familiar dela.
Devo confessar que a leitura deste livro surpreendeu-me! Não estava nada à espera de uma história assim.
Um vestido mágico que transporta Inês ao passado para corrigir algo que desconhece. Uma vida mágica que é caracterizada por um grave e triste período de mortes e tragédias. Período esse que surge devido a uma maldição de um amor proibido e secreto que resulta num suicídio de uma mulher misteriosa...
Resumindo, é um pequeno livro, com uma história deveras interessante, com muitas mortes à mistura e que eu gostaria de ver reescrita pela autora e transformada num romance.
Os meus parabéns à autora - Milene Emídio - pela sua imaginação, criatividade e escrita.
Lido a 1 de Maio de 2008

Sinopse:
Não era fácil viver com o insuportável Michael Donahue, ainda que fosse para cumprir os últimos desejos do seu tio. Contudo para a teimosa Pandora McVie foi ainda mais difícil não se apaixonar por ele.
Algumas vezes, o último homem pelo qual pensamos apaixonar-nos é o que secretamente o nosso coração deseja...


A minha opinião:
Uma história bonita e interessante - o que nem sempre aparece nos livros editados pela Harlequin - que nos conta as consequências da leitura de um testamento nada vulgar.
Como as exigências de um homem já falecido faz com que duas pessoas se unam numa casa e como uma família, desesperada para colocar as mãos nos milhões deixados em herança, se transforma em suspeitos de actos vis e homicidas.
Lido a 29 de Abril de 2008
Sinopse:
Quem são essas mulheres estranhas que constituem uma espécie de seita "hippie"? Que fazem elas à noite, ao som de flautas e tambores? Onde vão quando desaparecem e regressam com as roupas manchadas de sangue e de vinho? Um caso misterioso, que vai transformar a vida do conceituado professor.
Com a sua habitual mestria de contadora de histórias, Catherine Clément permitiu-se um pequeno "divertimento" policial que fará as delícias dos seus numerosos leitores.


A minha opinião:
Gostei bastante deste pequeno livrinho. Um estranho conto que me parecia dirigir-se para outro final mas que me surpreendeu!
Uma bela história de rituais, deuses gregos, crime, drama, suspeitas e muito vinho de uva-moragueira à mistura.
Lido a 28 de Abril de 2008
Sinopse:
Na China do século XIX, uma jovem é raptada, vendida e levada para San Francisco, nos Estados Unidos, onde é obrigada a prostituir-se. Chris, o seu primeiro cliente tem apenas 12 anos. Chris é branco e americano. Fusang é uma escrava chinesa. Num época conturbada por tumultos sociais a histeria anti-chinesa que varreu San Francisco - uma história de amor põe tudo em causa.
Este livro foi baseado na vida da mais famosa das prostitutas chinesas de S. Francisco, e é fruto de uma turada investigação sobre a época e os habitantes de Chinatown.
Geling Yan, uma das mais aclamadas autoras chinesas, joga com o nosso imaginário ocidental: os pés atados das mulheres, os ambientes de incenso e ópio e o provocante erotismo oriental.


A minha opinião:
Este livro surpreendeu-me pela negativa.
Normalmente adoro este tipo de livro, mas devido à brutalidade da escrita, escrita essa que por vezes achei mesmo desengonçada, sem nexo, mal arranjada, eu ao longo das 205 páginas deste livro não consegui integrar-me na história uma única vez.
A trágica e duríssima vida desta mulher que nunca chora e nunca revela os seus sentimentos é descrita neste livro como se de um puzzle se tratasse, sem nunca sabermos que imagem é que este puzzle retrata.
Uma coisa que me irritou profundamente é que quase a totalidade do livro leva-nos a pensar que Fusang gosta de Chris, ou mesmo do misterioso Da Yong, quando no final surge-nos uma mulher que não gostou de ninguém verdadeiramente, que construiu à sua volta uma muralha da China para se defender de todas as violências de que foi vítima. Ou seja, sinto que a autora me enganou, por ter escrito 203 páginas sobre um amor que nunca existiu.
Apesar disso, gostei do fim. Fusang, volta à sua terra natal, a China, com as cinzas de Da Yong. Soou-me quase como uma vitória triunfal, com Fusang a deixar parte de si a Chris e a partir com as cinzas de Da Yong nas suas mãos.
Lido a 26 de Abril de 2008
Sinopse:
O Jardim da Serpente é o livro perfeito para quem aprecie uma boa biografia romanceada e uma deliciosa história de alcova, acompanhada de mistério, uma pitada de ocultismo e uma enorme sensibilidade.
A acção desenrola-se na Inglaterra dos Tudor, ao tempo em que Henrique VII e a sua tenebrosa eminência parda, Thomas Wolsey, conseguem casar a irmã do monarca com o idoso rei de França, com o intuito de colocar um herdeiro inglês no trono francês. A pintora Susanna Dallet, jovem viúva, conquista o interesse real graças ao seu espirito, independência e fantástico dom de captar o carácter das pessoas em magníficos retratos miniatura. Colocada no sequito da princesa-noiva, Susanna transporta consigo para França, sem o saber a chave de um segredo que a envolverá nos meandros diabólicos da corte francesa, dominada por bruxaria, intrigas e conspirações. Com a aproximação do perigo, Susanna recebe uma ajuda inesperada por parte de vários anjos, risonhos e brincalhões que não só a livram de apuros, como ainda a recompensam, pela coragem e desenvoltura, com o amor de um herói inteligente e divertido.


A minha opinião:
Simplesmente maravilhoso!
A força, coragem e destreza da personagem principal - Susanna Dallet- encantou-me. Está bem que para atravessar as dificuldades que se lhe apresentaram ela teve um pouco de sorte e ajuda divina (o que eu me ri com o anjo Hadriel) à mistura.
Susanna Dallet ao se casar com o seu marido Master Dallet, deixa de pintar e dedica-se apenas a ser uma maravilhosa esposa. Mas Master Dallet, que se casou com Susanna apenas com o interesse de conhecer os truques e técnicas de pintura do pai de Susanna, não se interessa minimamente pela esposa, pelo filho que está para nascer, com o dinheiro, ou mesmo com a sua arte. Os principais interesses de Master Dallet são o vinho e as mulheres. Isto até ao dia em que se envolve com o astuto e perigoso Sir Septimus Crouch num esquema de más intenções e liberta um antigo demónio chamado Belfagor. É a partir deste momento que Master Dallet assina a sua sentença de morte, que irá concretizar a cama da sua amante.
Susanna, ao se ver só com a sua Nan, enterrada em dívidas, grávida e sem qualquer meio de sobrevivência, resolve voltar a pintar e para isso inspira-se nos quadros falsamente religiosos de Adão e Eva que o falecico marido da sua senhoria tinha pintado antes de falecer. É com estes quadros, perversamente eróticos e sugestivos que Susanna começa a ter algum meio de pagar as dívidas que possui. O problema é que uma mulher pintora, na Inglaterra do século XVI, não era bem vista e Susanna começa a afirmar que os quadros são da autoria do seu marido. É com esta pequena primeira mentira que Susanna se enreda numa teia de perigosos e mortíferos intentos. O mistério de um pintor que veio dos mortos para pintar um quadro leva Susanna às mãos de Thomas Wolsey, o Esmoler do rei, que a usará como um meio para atingir as suas ambições. Wolsey, envia Susanna com um homem da sua confiança chamado Robert Ashton, para acompanhar a comitiva da princesa Maria aquando do seu casamento com o velho rei de França. O que eles não contam é que em França estarão sob perigo mortal, com conspirações vindas da corte, uma misteriosa imandade que afirma a supremacia dos Merovíngios, e claro, o demoníaco Septimus Crouch.
Mas com toda esta adrenalina algo surge entre Susanna e Master Ashton, um fogo demasiado intenso, impossível de qualquer um ignorar.
Lido a 25 de Abril de 2008
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