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Sinopse:
O senhor de Dunkeathe tinha força e astúcia, só lhe faltava uma esposa para ter também poder e riqueza. Seria alvo da inveja de todos… Todavia, embora inúmeras mulheres competissem pelos seus favores, ele só se sentia atraído pela atrevida e inteligente lady Riona, a mulher que, de todas, menos lhe convinha.Lady Riona sabia que o arrogante cavaleiro normando jamais escolheria para esposa uma escocesa pertencente a uma família pobre. E, no entanto, havia tanto desejo nos seus olhos que até ela sentia a tentação de cair rendida a seus pés. Que Deus a ajudasse, mas Nicholas estava a fazer com que pensasse na possibilidade de perder a sua virtude, perante a promessa de passar uma noite entre os seus braços...


A minha opinião:
No geral devo dizer que foi uma leitura agradável. Uma bela história de amor, mas mais nada... A personagem feminina principal é demasiado subserviente e dócil ao ponto de ser enervante; o enredo inicia-se com uma comunicação que o senhor de Dunkeathe anda à procura de uma esposa e o resto da acção não ultrapassa isto; nada de novo e/ou excitante é adicionado à estória ao longo de todo o livro e por isso a minha opinião é de que se trata de um bom romance apenas para intercalar livros mais trabalhados pelos seus autores e mais ricos.
Lido a 13 de Julho de 2008

Sinopse:
A zoóloga britânica Tara Millray vai ao Egipto visitar o pai, um arqueólogo de grande prestígio, e descobre com horror que ele morreu alguns dias antes da sua chegada. Mais ou menos por essa altura, um negociante especializado em venda de antiguidades no mercado negro é encontrado morto junto do Nilo. O seu corpo, ferozmente mutilado, está também coberto de queimaduras de cigarro. O inspector Yusuf Khalifa, da polícia de investigação criminal de Luxor, é então encarregado de investigar os dois homicídios.

A natureza das profissões das vítimas faz com que o inspector cedo relaccione os dois casos. O aparecimento de um terceiro cadáver - quando um antiquário cairota é assassinado na sua loja, sem que de lá nada tenha desaparecido - vem indiciar que a sua tese é correcta, e fornece aos mesmo tempo novas pistas para a investigação.
Bem depressa, porém, quer a Embaixada britânica, quer o Departamento de Antiguidades do Egipto começam a interessar-se pelo assunto, uma vez que o terrorista Sayf al-Tha'r parece estar de algum modo ligado àquela série de estranhos acontecimentos...


A minha opinião:
Ora aqui está um bom livro que mistura aventura com história. Como diriam os ingleses "It's a great page turner".
Um livro muito bem construído, em que se nota o cuidado que o autor teve em não deixar pontas soltas e de entusiasmar o leitor página após página. Porque foi isto que senti ao ler este livro - entusiasmo.
É garantido que com este livro ninguém sentirá monotonia ou tédio. Principalmente ao percorrer os últimos capítulos do livro onde há surpresas atrás de surpresas.
Muito bom...
Lido a 12 de Julho de 2008
Sinopse:
Corações de Pedra é uma obra onde se pressente o sopro de alguns inomináveis terrores. As suspeitas sucedem-se às suspeitas e, quando a narrativa afinal se aproxima do seu clímax, quando é lida a última das frases do livro, a surpresa é simultaneamente absoluta e arrepiante.

Elvira e Spinny, cuja mãe faleceu recentemente, vivem com o pai numa casa muito antiga, junto ao recindo de uma catedral de uma pequena cidade universitária. O pai é um homem tranquilo, bastante culto, professor da Universidade local. Mas, em breve, as irmãs começam a sentir-se preocupadas com o envolvimento afectivo que o liga a Mary Leonard, outro membro da universidade com quem planeia voltar a casar.


Sobre a autora:

Romancista policial inglesa, Ruth Barbara Grassman nasceu a 17 de Fevereiro de 1930, na cidade de Londres.
Filha de professores, terminou os seus estudos secundários no Loughton County High School, no Essex. Deu então início a uma carreira no jornalismo, desempenhando as funções de repórter e subeditora em diversos periódicos regionais.
Em 1950 casou com o colega Don Rendell e, engravidando do seu primeiro e único filho, abandonou o trabalho para se recolher ao lar. Decorreram cerca de dez anos durante os quais Ruth Rendell utilizou os tempos que lhe sobravam das lides domésticas para se experimentar na escrita, tentando vários géneros literários, fixando-se afinal no do romance policial. Assim, publicou o seu primeiro livro em 1964, com o título From Doon With Death. Neste romance, a escritora apresentava o Inspector Reginald Wexford, detective da pequena localidade de Kingsmarkham, personagem que obteve desde o começo grande popularidade. Seguiram-se muitos outros volumes, entre os quais To Fear A Painted Devil (1965), Vanity Dies Hard (1966) e Wolf To The Slaughter (1967).
Durante a década de 80 começou a publicar romances policiais utilizando o pseudónimo Barbara Vine para exprimir uma sua faceta mais psicológica. As obras assim assinadas constituíram um sucesso de vendas bastante significativo.
Escritora prolífica, publicou cerca de meia centena de livros policiais, que a crítica dividiu em três categorias. Uma série dedicada ao Inspector Wexford, de que podem destacar Kissing The Gunner's Daughter (1992) e Road Rage (1997); uma outra à psicologia patológica, marcada sobretudo por obras como A Judgement In Stone (1977) e The Lake Of Darkness (1980); e os romances que assinou como Barbara Vine, de que se podem salientar A Fatal Inversion (1987) e King Solomon's Carpet (1991).
Vencedora de vários prémios literários da especialidade, Ruth Rendell foi nomeada membro vitalício da Câmara dos Lordes do Parlamento britânico, com o título de baronesa.


A minha opinião:
Trata-se de um pequeno diário escrito por uma das protagonistas da estória, Elvira.
É uma estória que me lembra muito o ambiente negro e emocionalmente pesado que os contos de Edgar Allan Poe possuem. Aliás, estes contos são muitas vezes referidos por Elvira como a sua leitura de conforto.
Ao longo do livro fui suspeitando de que algo de errado se passava com esta família, mas só a partir de metade do livro é que comecei a suspeitar da verdadeira razão de tantos acontecimentos trágicos e mortais acontecerem neste pequeno núcleo familiar. Núcleo este que é apenas constituído por um pai viúvo e pelas suas duas filhas.
Tudo começa com a morte da mãe e a estranha aparição do fantasma de um gato preto, acompanhada por um fantasmagórico chamamento que apenas Spinny (a irmã mais nova) consegue ouvir. A partir daqui fui devorando as páginas na ânsia de descobrir a verdade. Mas só quando surge a avó das duas raparigas, e graças a um comentário referido por esta, é que tive a certeza das minhas suspeitas.
Este pequeno livro, que li num instante, surpeendeu-me pelo final. É impossível que este final tivesse sido outro e me tivesse deixado num maior estado de excitação. Pois quando surge, por fim, o clímax entre assassino e a sua vítima final, o livro acaba, deixando qualquer leitor em êxtase de adrenalina.
Um livro a ler e a guardar para futuras releituras.


Lido a 22 de Junho de 2008

Sinopse:
Nada poderia interferir com o seu trabalho de polícia, mas a chegada de uma mulher misteriosa perturbou o seu mundo.

O tenente Seth Buchanan encontrava-se frente-a-frente com uma mulher morta... com uma pistola em riste. A sua investigação do homicídio, e o seu coração, focaram completamente descontrolados quando descobriu que Grace Fontaine estava viva... e na posse de um dos enormes diamantes azuis conhecidos como as Estrelas de Mitra.
Aquele polícia frio e circunspecto não permitia que os sentimentos se intrometessem no seu trabalho, e tudo o que sabia sobre a famosa herdeira levava-o a pensar que era puro veneno...


A minha opinião:
Uma estória de amor bastante preenchida de pormenores, para um livro da Harlequin.
Gostei bastante da mistura entre paixão, crime e o mistério que envolve os três diamantes azuis.
Quando leio um livro da Harlequin, normalmente, sinto que foi uma leitura incompleta, como se faltassem "bocados" ao enredo, como se num determinado momento a estória avançasse demasiado, desse "um salto", o que não foi este o caso.
Basta dizer que devorei-o numa tarde.

Lido a 21 de Junho de 2008
Sinopse:
Os pais de Céline, uma jovem francesa, nunca lhe esconderam que fora adoptada, que viera do Peru com apenas 16 dias, porque a sua mãe biológica, demasiado pobre para a poder criar, a teria abandonado. Sem dúvida que Céline amava estes pais que a tinham criado com todo o amor, mas quando se tornou adulta não resistiu a tentar desvendar o mistério da sua origem. Desenvolveu iniciativas no sentido de tentar localizar a sua família peruana. Mas quando lhe revelam que na realidade fora roubada com três dias de vida, Céline quase entra em choque. Este livro é tanto o relato tocante de um reencontro, quanto o testemunho de uma realidade cruel sobre o tráfico de crianças.

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A vida de Céline Giraud, 27 anos, desabou a 22 de Fevereiro de 2004, o dia em que tomou conhecimento de que não tinha sido abandonada em criança mas roubada à sua mãe biológica com alguns dias de vida. Roubada para ser vendida por 3000 dólares a um casal francês que desconhecia o processo de tráfico de que Céline tinha sido alvo. Só quando tentou contactar a mãe biológica conseguiu descobrir a verdade, procurando a partir deste momento, com a ajuda dos pais de Fernando, o seu namorado, pistas para o seu rapto, conseguindo localizar mais de vinte crianças também de origem peruana que tinham sido raptadas. Os seus pais adoptivos, alheios à ilegalidade, tinham contactado uma organização francesa que lhes tinha conseguido uma menina com apenas duas semanas em tempo recorde. Quando se apercebeu da situação dos outros bebés, Céline tentou contactar as suas famílias criando a Associação La Voix des Adoptés, que procura dar apoio a crianças adoptadas.
Um livro de memórias, escrito na primeira pessoa com um tom quase detectivesco, informativo e que pode servir de base a uma análise social.


A minha opinião:
É impressionante o que Céline, a autora, viveu em tão pouco tempo.
É surpreendente o que alguns seres humanos conseguem ultrapassar e sobreviver em termos sociais, psicológicos e afectivos.
Como é que alguém que tenha passado pelo que Céline passou, consiga viver normalmente? Não entendo. Não entendo porque não passei por nada do que ela passou e a minha cabeça e o meu coração não me permitem visualizar-me em tal situação.
É um relato interessante que me fez perceber que nem tudo corre bem noutros países como a França. Por exemplo, é costume os portugueses queixarem-se da lentidão e ineficácia do sistema judicial português, mas o que dirá qualquer pessoa depois de ler este livro? O que diria sobre aquele caso, descrito no livro, de um jovem casal que ficou traumatizado, sem os seus filhos adoptivos e à espera à 3 anos do sistema judicial francês se decidir se leva o caso a tribunal ou não. O que diríamos todos nós aos dois filhos adoptivos que não chegaram a ser legalmente adoptados e que se encontram destruídos a todos os níveis como pessoas e como seres humanos?
Por fim restou-me uma séria admiração pela protagonista e autora do livro, por tudo o que ela viveu e, lutando, sobreviveu.

Lido a 21 de Junho de 2008
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