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Sinopse:
Fifteen-year-old Kambili's world is circumscribed by the high walls and frangipani trees of her family compound. Her wealthy Catholic father, under whose shadow Kambili lives, while generous and politically active in the community, is repressive and fanatically religious at home.
When Nigeria begins to fall apart under a military coup, Kambili's father sends her and her brother away to stay with their aunt, a University professor, whose house is noisy and full of laughter. There, Kambili and her brother discover a life and love beyond the confines of their father's authority. The visit will lift the silence from their world and, in time, give rise to devotion and defiance that reveal themselves in profound and unexpected ways.
This is a book about the promise of freedom; about the blurred lines between childhood and adulthood; between love and hatred, between the old gods and the new.


Excertos:
"So when Papa did not see Jaja go to the altar that Palm Sunday when everything changed, he banged his leatherbound missal, with the red and green ribbons peeking out, down on the dining table when we got home. The table was glass, heavy glass. It shook, as did the palm fronds on it.
"Jaja, you did not go to communion," Papa said quietly, almost a question.
Jaja stared at the missal on the table as though he were addressing it. "The wafer gives me bad breath."
I stared at Jaja. Had something come loose in his head? Papa insisted we call it the host because "host" came close to capturing the essence, the sacredness, of Christ's body. "Wafer" was too secular, wafer was what one of Papa's factories made—chocolate wafer, banana wafer, what people bought their children to give them a treat better than biscuits."


"Papa sat down at the table and poured his tea from the china tea set with pink flowers on the edges. I waited for him to ask Jaja and me to take a sip, as he always did. A love sip, he called it, because you shared the little things you loved with the people you loved. Have a love sip, he would say, and Jaja would go first. Then I would hold the cup with both hands and raise it to my lips. One sip. The tea was always too hot, always burned my tongue, and if lunch was something peppery, my raw tongue suffered. But it didn't matter, because I knew that when the tea burned my tongue, it burned Papa's love into me. But Papa didn't say, "Have a love sip"; he didn't say anything as I watched him raise the cup to his lips."


A minha opinião:
Um livro marcante e poderoso.
A autora retratou na perfeição uma família nigeriana que tenta sobreviver a um golpe militar, ao mesmo que tempo que tenta sobreviver com os seus próprios segredos.
Toda a estória é contada pela jovem Kambili. É ela que nos vai revelando, aos poucos e de uma forma indirecta, os segredos que esta tradicional e profundamente religiosa família esconde. Sob a fachada de uma família perfeita se esconde um pai autoritário e religioso ao ponto do fanatismo; uma mãe reservada e dedicada mas que irá surpreender; um filho, Jaja, consciente das falhas graves desta família; e por fim, Kambili, a adolescente que tenta de todas as formas agradar a todos, especialmente ao seu exigente pai.
Toda a estrutura familiar começa lentamente a desmoronar-se quando, após um revoltante acto de violência, Kambili e o seu irmão vão para casa de uma tia. A mudança radical de ambiente familiar levanta dúvidas na mentalidade de ambos e revela os terríveis segredos que a fotografia de uma família perfeita esconde.
Este livro está escrito de uma forma simples o que torna a sua leitura bastante fácil, apesar do seu conteúdo ser quase acutilante. A brutalidade que se esconde debaixo de máscaras é por vezes, mais difícil de aceitar do que a violência clara e visível por todos. Acho que foi isto que me fez agarrar as páginas e indignar-me e revoltar-me com certas personagens e acontecimentos.
Um livro rico mas nada fácil de digerir.
7/10
Lido a 13 de Agosto de 2008
Sinopse:
Tory Bodeen viveu a sua infância na Carolina do Sul, numa pequena casa degradada, onde o pai imperava com um punho de ferro e um cinto de cabedal - e onde os sonhos que acalentava e os seus talentos nunca encontraram forma de se afirmar. Em compensação, porém, havia a pequena Hope, que vivia num casarão ali perto, e cuja amizade tornava possível que Tory fosse aquilo que lhe não permitiam ser em sua casa: uma criança.
Depois do brutal assassínio de Hope, que a polícia jamais esclareceu, a vida de Tory começou aos poucos a desfazer-se. Mas agora que finalmente se prepara para regressar à sua terra natal, e planeia aí instalar-se e abrir uma loja de decoração, ela sente-se determinada a obter um pouco de paz e a libertar-se das visões do passado que continuaram a persegui-la ao longo do tempo.
À medida que forja novos laços de afecto com Cade Lavelle - o irmão mais velho de Hope, herdeiro da fortuna da família - não consegue no entanto ter a certeza de que a tragédia que ambos experimentaram contribua de facto para os aproximar. Mas está disponível para ajudar a que isso aconteça, e sente vontade de abrir, pelo menos um pouco, o seu coração.
Contudo, viver assim tão colada à memória de uma infelicidade que tanto a marcou virá a revelar-se mais difícil e mais assustador do que Tory alguma vez imaginara. Até porque o assassino de Hope anda também por perto...


A minha opinião:
Um romance de uma beleza extrema. Graças às breves mas elucidativas descrições foi fácil enquadrar-me nos pântanos e quintas da Carolina do Sul. Mas não foram só as descrições que me cativaram a atenção, para isso contribuiu a escrita simples e a facilidade com que esta autora consegue colocar por escrito sentimentos e acontecimentos.
Gostei muito deste livro enquanto romance, mas enquanto livro de mistério/suspense foi razoável. A minha facilidade em descobrir o assassino logo de início suavizou o prazer de o estar a ler. Afinal teria de ser alguém que conhecesse a família Lavelle e as meninas Tory e Hope muito bem e teria de ser alguém que tivesse sido um pouco traumatizado/pressionado. O pai de Tory era demasiado evidente, por isso pensei logo na outra personagem que vei a revelar-se o verdadeiro assassino. No entanto tenho de admitir que também cheguei a suspeitar do juíz, amigo da matriarca da família Lavelle.
Um belo romance adequado para qualquer época do ano.
8.5/10
Lido a 10 de Agosto de 2008
Sinopse:
Não possui.


A minha opinião:
Ellen Kellaway sempre foi uma menina rebelde e um pouco revoltada com a sua condição de orfã. Foi criada por uma tia, Agatha, que lhe fazia sempre ver que lhe estavam a fazer um favor ao educarem-na, sempre evidenciando o enorme favor que era deixarem-na viver com estes familiares. No entanto, ao atingir os 18 anos, Agatha comunica que Ellen terá de se desenrascar sozinha e trabalhar para providenciar o seu próprio sustento. O ultimato está no ar e Ellen vê o medo e a preocupação pelo seu futuro ganharem poder na sua vida.
Após um autêntico turbilhão de acontecimentos trágicos envolvendo amor, traição e um assassinato/suicídio, Ellen vê-se com uma misteriosa carta nas mãos proveniente de um suposto familiar que a convida a ir à Ilha Far e conhecer os seus últimos familiares vivos por parte do seu pai, pai este que afinal esteve vivo estes anos todos. Mas existem planos para Ellen, planos que lhe ditarão a sua vida ou a sua morte.


Comprei este livro num alfarrabista que estava a vender destes livros aos pares, e confesso com vergonha, que só trouxe este para poder trazer um da Rosamunde Pilcher. Abençoada hora em que o comprei!
O livro pode enganar pela capa (edição da Círculo de leitores de 1989) que possui uma imagem romântica e lamechas, mas o seu conteúdo em tudo a contradiz. Se por ventura este livro fosse editado nos dias de hoje com uma capa melhorzinha podem apostar que seria um autêntico fenómeno de vendas. O livro é absolutamente espectacular!
Vivi com Ellen a sua infância, a sua atribulada adolescência, a ameaça da sua tia Agatha que lhe destruirá os sonhos, o seu noivado que acaba numa morte horrenda. Senti a surpresa e a suspeita com que Ellen recebeu a misteriosa carta, a sua ida à Ilha Far, o reconhecer do homem que se diz ser o senhor da ilha e finalmente o desvendar dos terríveis segredos do seu passado.
É um romance MARAVILHOSO - que retrata a vida do séc. XVIII/XIX - e é ainda um livro de mistério/criminal que me surpreendeu muito e o qual eu substimei.
9.5/10
Lido a 8 de Agosto de 2008


Sinopse:
Judas Coyne colecciona o macabro: um livro de receitas para canibais… uma corda usada num enforcamento… um filme snuff. Uma lenda do death metal de meia-idade, o seu gosto pelo bizarro é tão conhecido entre a sua legião de fãs como os excessos da sua juventude. Mas nada do que ele possui é tão inverosímil ou tão medonho como a sua última descoberta, um artigo à venda na Internet, uma coisa tão estranha que Jude não consegue resistir a pegar na carteira.
“Vendo o fantasma do meu padrasto a quem fizer a licitação mais alta.”

Por mil dólares, Jude tornar-se-á o orgulhoso dono do fato de um homem morto que se diz estar assombrado por um espírito inquieto. Ele não tem medo. Passara a vida a lidar com fantasmas – o fantasma de um pai violento, o fantasma das amantes que abandonara sem compaixão, o fantasma dos companheiros de banda que traíra. Que importância teria mais um? Mas o que a transportadora entrega à sua porta numa caixa preta em forma de coração não é um fantasma imaginário ou metafórico, não é um benigno motivo de conversa. É real.



Críticas da Imprensa:
“Uma obra de terror da maior qualidade.”
Time

“Uma história de terror desenfreada, hipnotizante e perversamente espirituosa.”
The New York Times

“Uma história de horror forte. Tem momentos genuinamente emocionantes.”
Library Journal

“Uma estreia memorável.”
Publishers Weekly

“Joe Hill criou uma obra que está ao nível de muitos clássicos do horror.”
Horror World Book Reviews

“A obra de Hill é tão assustadora como um telefonema de um amigo que morreu.”
Entertainment Weekly

“A Caixa em Forma de Coração é uma leitura assustadora.”
Chicago Sun Times



Sobre o autor:
Joe Hill é o pseudónimo utilizado pelo filho de Stephen King para assinar as suas obras, por não querer ser beneficiado pela fama do pai.
Nasceu em Bangor, no Maine, andou no Vassar College e licenciou-se em Inglês em 1995. Hill começou a escrever histórias e romances depois de terminar a faculdade, editando algumas histórias em 1996, catorze das quais reunidas na sua colecção de estreia, 20th Century Ghosts (2005). Também escreve para banda desenhada, incluindo o número Fanboyz da série Spider-Man Unlimited (2005).
Foi galardoado com o Ray Bradbury Fellowship e o A. E. Coppard Long Fiction Prize e ganhou o prémio William L. Crawford de melhor escritor de fantasia actual em 2006. Vive com a mulher em New England.


A minha opinião:
Uma excelente estreia do filho do aclamado Stephen King.
Tudo se inicia com um estranho leilão em que o objecto leiloado é um fato negro. Mas o problema é que o fato traz algo de sinistro consigo. Quem o comprar estará para sempre acompanhado pelo espírito maligno de Craddock McDermott. Um homem que em vida tinha sido tão cruel como o limite da nossa imaginação conseguir visualizar. Um homem que nem depois de morto descansa. Um homem com sede de sangue, com sede de vingança.
Judas Coyne colecciona tudo o que tenha a haver com o macabro e quando vê o leilão na internet não resiste e compra o fato. O que Judas desconhece é que desse fatídico momento em frente, a sua vida não terá mais sossego. A paz só virá com a sua morte e a morte de todos aqueles a quem Judas sente carinho e amor.
Se a isto tudo acrescentarmos uma motivação obscura e mortal para o tal leilão, então temos um livro perfeito para ler à noite em caso de insónia.
Não posso dizer que adorei lê-lo, mas sim que gostei mesmo muito. Já à muito tempo que não lia um livro de terror/ horror e gostei de conhecer a obra do filho de Stephen King. Já diz o velho ditado que filho de peixe sabe nadar.
7/10
Lido a 6 de Agosto de 2008


Sinopse:
Fiódor Dostoiévski (Moscovo, 1821 - S. Petersburgo, 1881) foi um notável escritor russo, autor de romances que marcaram profundamente a literatura contemporânea, como Crime e castigo (1866) e Os Irmãos Karamazov (1880). Explorando como ninguém os abismos da alma humana, Dostoiévski centra os seus livros no mundo interior das suas personagens, normalmente atormentadas por crises e obsessões demenciais e movidas por pulsões irracionais.
Em Coração Débil (1848), uma das primeiras obras do autor, acompanhamos a tragédia de Vássia Chumkov, um jovem apaixonado mas de temperamento fraco, a quem a felicidade parece transtornar. Amado por todos os que o rodeiam, Vássia desenvolve sentimentos de culpa por recear não corresponder às expectativas, deixando-se afundar progressivamente numa inquietação e numa tristeza incompreensíveis. Intenso e comovente, este livro revela bem o estilo febril do romancista russo.


O autor:
A minha opinião:
Um pequeno conto deste prestigiado autor russo que foi disponibilizado pelo DN. Aliás, foi mesmo o primeiro livrinho da colecção de clássicos que o DN está a distribuir neste verão.
Este conto retrata os trágicos dias que antecederam à perda de lucidez da personagem principal, Vássia Chumkov. Tudo se inicia com alegria, lágrimas, pulos, abraços e beijos na comunicação do noivado de Vássia com uma bela rapariga. Depois passa-se rapidamente a episódios neuróticos onde Vássia passa da gratidão para a culpa, da culpa para o histerismo. Confesso que não simpatizei nada com esta personagem temperamental e dramática. Penso mesmo que o autor deveria ter colocado como título "Uma mente débil" em vez de "Um coração débil". A fragilidade mental e sentimental extrema de Vássia persegue-nos ao longo de quase todo o conto e culmina num final trágico, embora previsível.
Basicamente trata-se do retrato de um jovem imaturo a quem a felicidade só lhe trouxe tristezas.
2/10
Lido a 3 de Agosto de 2008
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