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Sinopse:
Lago Cristalino explora de uma forma brilhante a vida, a morte, o amor e a perda, tendo como pano de fundo o rural estado do Vermont e o rigor das suas estações. Nathan Carter, um homem na casa dos vinte, sai de Boston para ir viver para Eden, no Vermont, na sequência da morte de seu pai e do fim de mais um romance falhado. Quando o jipe de Carter se despista durante uma tempestade de neve, Wallace Fisk, de setenta e nove anos, trata dele até recuperar a saúde e os dois tornam-se amigos, apesar da improbabilidade. Wallace começa a contar a sua história a Nathan, uma história de amor que estava disposto a levar consigo para o túmulo. É um relato de paixão, de obsessão e, em última análise, de tragédia. Entretanto, Nathan, suspeitando de que Wallace não está a contar-lhe toda a verdade, parte à descoberta daquilo que aconteceu ali, na orla daquele pequeno lago na montanha, cinquenta anos antes. No decurso da sua demanda, Nathan não só descobre o segredo sombrio de Wallace, como também acaba por ser afectado por esta experiência, o que conduz a um desfecho inesquecível.
O romance é marcado pela dualidade entre o presente e o passado de cada um dos homens e revela os amores e paixões que determinaram as suas vidas. Lago Cristalino constitui um brilhante e empolgante romance inaugural que incide sobre o amor, o casamento, a amizade e a traição.


A minha opinião:
Achei este romance muito próximo à realidade e muito pouco, ou mesmo quase nada, cor-de-rosa. As acções, pensamentos e sentimentos aqui descritos são absolutamente credíveis e possíveis de ver em qualquer ser humano, que com as suas perfeições e defeitos intrínsecos poderia viver o amor e a traição aqui presentes.
Apesar de o início ter sido um pouco difícil de digerir, o livro torna-se cativante a partir do momento em que se vai descobrindo a estória de amor do velho Wallace, um agricultor idoso que elegeu o isolamento completo como modo de vida. Após um turbulento início de amizade, Wallace e Nathan, vão partilhar as suas histórias de vida, de amor, de amizade e os seus sentimentos. Mas Wallace não conta tudo a Nathan, e este, desconfiando que o amigo lhe esconde mais do que revela, parte à procura dos verdadeiros acontecimentos que ali ocorreram. É a "conta-gotas" que vamos desvendando o verdadeiro mistério que Wallace escondeu por mais de quarenta anos.
Um romance ideal para quem está farto dos livros leves de Verão.
8/10
Lido a 5 de Setembro
Synopsis:
In The Tenth Justice, 26-year-old Columbia Law grad Brad Meltzer brings his dynamic voice to unexplored legal thriller territory -- the Supreme Court -- in a firecracker debut that will challenge your expectations of the genre.
Fresh out of Yale Law, Ben Addison is a new clerk for one of the Supreme Court's most respected justices. He's as bright and conscientious as they come -- and just as green. When Ben inadvertently reveals the confidential outcome of an upcoming Court decision, one of the parties in the case makes millions. Needless to say, Ben starts to sweat.
Ben confides in his co-clerk and turns to his D.C. housemates for help. The young Washington professionals offer Ben their coveted insider's access -- at the State Department, a senator's office, and a Washington newspaper -- to help out snake the blackmailer who holds Ben's once-golden future hostage in exchange for more information on upcoming Court decisions. But it's not long before the inseparable friends discover how dangerous their misuse of insider power can be. When a suspicious leak develops from within their circle, they find themselves pitted against each other in a battle of shifting alliances and fierce deceptions that threatens their friendships, their careers -- and ultimately their lives.
With dialogue as true as it is sharp-witted, characters as likable as they are familiar, and a plot so addictive it will keep you listening into the night, The Tenth Justice is the one thriller you and your friends will find yourselves talking about this year, from an undeniably original writer you'll be following for years to come.

A minha opinião:
Um excelente audiolivro de suspense e acção.
De início não me estava a captar muito a atenção devido ao palavreado judicial americano, mas passado os minutos iniciais tive mesmo de ouvir as duas cassetes até ao fim. O ritmo da narrativa é simplesmente alucinante.
Tudo começa quando Ben Addison é contratado como auxiliar judicial no supremo tribunal de justiça. Ben é jovem e profissionalmente imaturo para conseguir lidar com as pressões e ilusões que tal posto apresenta. É graças a esta faceta menos positiva de Ben que alguém irá aproveitar-se de um descuido dele e fazer-lhe a vida negra, a Ben e a todos os que lhe são mais chegados. As consequências para Ben e para as restantes personagens serão terríveis, chegando mesmo a serem mortais. Cheguei ao ponto de desconfiar de todas as personagens e mais algumas devido à constante actualização de todos os passos que Ben fazia por parte do principal criminoso. Como era possível? Quem estaria envolvido? Eram essas as perguntas que me fizeram estar a ouvir tudo até ao fim, muito atentamente.
O autor, Brad Meltzer, já está presente nas livrarias portuguesas com várias obras entre as quais "O livro do destino" (editado pela Bertrand), "O golpe milionário" e "Projecto Midas" (ambos editados pela Editorial Presença). Irei, sem qualquer dúvida, experimentar uma destas obras que referi. Quanto a este "The tenth justice" recomendo a todos, menos aos que tenham problemas cardíacos.
Como ponto mais negativo devo referir a fraca interpretação vocal do actor que leu este livro, Thomas Gibson. Um actor que até gostei ao vê-lo em séries como "Dharma e Greg" onde onde interpretava Greg Montgomery e mais recentemente na série "Mentes Criminosas" onde dava vida à personagem Aaron 'Hotch' Hotchner.
8/10
Ouvido a 29 de Agosto de 2008


Sinopse:
«Eu via dormir aquele desconhecido que entrara na minha vida por arrombamento. Não era belo quando fechava os olhos. Toda a sua sedução se concentrava na voz e naquele olhar cinzento. mas reencontrava no sono uma espécie de infância que me enterneceu, o que provocou em mim uma imediata reacção de censura. Qualquer coisa me dizia que, com Jerzy, o enternecimento seria servidão. Que idade teria ele? Trinta e dois anos, trinta e três...
Apaguei o candeeiro da mesinha de cabecera. A luz de um anúncio de néon, filtradapelos cortinados, banhou o quarto numa penumbra azul. Deslizei para fora da cama ara ir parar um disco que continuava a girar no prato. Era, lembro-me, a Appassionata
Françoise Giraud, jornalista, ensaista, antiga ministra da Condição Feminina e depois da Cultura, colinista no Novel Observateur, publicou vários livros, entre os quais Alma Mahler, Retrato de uma Sedutora, també publicou pela Quetzal e, recentemente, Coeur de tigre, uma importante biografia de Clemenceau. Meu amor muito querido é o seu segundo romance.

A minha opinião:
Um pequeno mas lindíssimo romance que li velozmente.
É o registo do envolvimento amoroso de uma mulher mais velha, que tem a sua vida bem estabelecida, com um homem mais jovem, advogado, no princípio de carreira. Um homem jovem, inseguro de si mesmo e que talvez por isso mesmo a atrai tanto.
Com o passar do tempo acompanhamos o evoluir da paixão até atingir o ponto da dependência por parte de um dos envolventes e o subsequente aparecimento do ciúme.
Foi com alguma tristeza que li o fim do livro que equivaleu ao fim da paixão, mas que me deixou com a certeza da grande delicadeza feminina da escrita desta autora.
Gostei e recomendo!
8/10
Lido a 26 de Agosto de 2008
Sinopse:
Faria tudo para conseguir ficar com a mulher que amava!

Cam Monroe foi arrancado dos braços da mulher que amava e arrastado durante a noite pela família dela. Naquela altura jurou vingar-se das pessoas que tão mal o tinham tratado.
Quinze anos depois, regressou a Inglaterra. Agora era um homem rico e com poder suficiente para destruir a família Stanhope, caso recusassem aceitar as suas ordens. E o que exigia era muito simples: que Angela Stanhope se transformasse na sua esposa. Então, começaram os «acidentes» misteriosos. Tentariam os Stanhope afastá-lo mais uma vez das suas vidas? Ou tratava-se de alguém do seu passado, alguém disposto a matar para esconder uma mentira horrível? E qual era o papel de Angela no meio daquilo tudo?


A minha opinião:
Um pequeno romance mas bastante interessante, principalmente quando começam os atentados à vida de Cam Monroe. Depois de várias suspeitas é muito fácil de chegar ao verdadeiro(a) culpado(a). Na minha opinião e com muita pena minha, foi demasiado previsível.
2/10
Lido a 26 de Agosto de 2008

Sinopse:
Rainer Maria Rilke (Praga, 1875-Valmont, 1926), escritor modernista alemão, é considerado um dos maiores poetas do século XX. A sua obra, profundamente marcada por uma percepção mística de Deus e da morte, é vastíssima, e inclui, entre muitos outros títulos, os livros de poesia Sonetos a Orfeu (1923) e Elegias de Duino (1923); o romance Os Cadernos de Malte Laurids Brigge (1910); inúmeras cartas, entre as quais as mais conhecidas são as Cartas a um jovem poeta (escritas entre 1903 e 1908); e as Histórias do Bom Deus (1900), conjunto de narrativas articuladas que têm como fio condutor a busca individual de Deus. Estes textos, escritos com simplicidade e ao estilo dos contos populares, sugerem-nos que Deus se encontra no nosso mundo quotidiano, no meio dos objectos simples e das pessoas humildes, como as crianças, os pobres e os deficientes, procurando conhecer-nos tão ardentemente como nós O desejamos conhecer a ELE. De enorme sensibilidade poética, este livro comove-nos sobretudo pela beleza interior das suas personagens.


Sobre o autor:
Rainer Maria Rilke (1875-1926) é considerado um dos maiores poetas da Alemanha. Foi ele que criou o poema de "objecto", ou seja, o poeta tenta descrever com a maior claridade possível o objecto sobre o qual se debruça, "o silêncio da sua realidade concentrada".
O poeta nasceu em Praga em 1875. Um dos factos mais característicos da sua infância foi o facto da mãe o ter obrigado a vestir roupas de meninas, chamando-lhe inclusivamente Sophia. Talvez o desgosto de não ter nenhuma filha... De qualquer maneira, este facto marcou toda a vida do futuro poeta. Rilke culpou a mãe por essa infância, mas ao mesmo tempo ela foi a responsável pelo jovem começar a escrever poesia. Faleceu na Suiça em 1926.
Segundo Herberto Helder, a obra de Rilke começou por ser bastante influenciada pelo Impressionismo, embora já os temas principais do poeta fossem visíveis: a morte, a mística, etc. Mais, tarde, desenvolveu aquilo que eu referi antes: a poesia objectiva, embora secundada por um certo misticismo. No fundo, Rilke questionou a possibilidade do Homem viver sem Deus sendo que, neste caso, a alternativa mais provável ao aniquilamento seria a criação poética.
Ler mais pormenores aqui.


Excerto:
"(...) «Onde aprendeu essa história que há pouco tempo me contou?», perguntou finalmente. «Num livro?» «Sim», repliquei com tristeza, «os sábios enterraram-na lá, desde que morreu. E não foi assim há tanto tempo. Há cem anos ela ainda vivia, certamente sem preocupações, em muitos lábios. Mas as palavras que as pessoas agora usam, estas palavras pesadas, que não se podem cantar, foram-lhe adversas e foram-lhe retirando uma boca após outra até que por fim vivia, muito retirada e pobre, apenas em poucos lábios já secos, como uma propriedade em mau estado de uma viúva. Aí também acabou por morrer, sem deixar descendência, e, como já referi, foi enterrada com todas as honras num livro onde já se encontravam outras da sua estirpe.»"
Retirado das páginas 34 e 35


A minha opinião:
Mais um dos pequenos livrinhos de bolso que o DN anda a distribuir neste Verão.
Um livro de pequenos contos mas todos unidos pelo mesmo narrador e todos contados com a mesma finalidade, a de ser transmitida de boca em boca tentando chegar às crianças.
Todos os contos presentes neste pequenino livro possuem o mesmo tema - DEUS. Uma visão um pouco estranha de um Deus que nos criou mas que nos desconhece e que tenta de diversas formas descobrir o que é afinal o Homem e a Humanidade.
Este autor escreve com uma simplicidade e inocência extrema, quase como se os contos estivessem a ser-nos transmitidos oralmente. Na minha opinião, é este o objectivo final destes contos, o de não ficarem enterrados num livro.
5/10
Lido a 25 de Agosto de 2008
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