Páginas

Sinopse:
Estrella deMadrigal pensava que sabia quem era: filha, neta, irmã, melhor amiga, amada. Ela é a Estrela no Céu Nocturno, a Verdade no meio da Escuridão. Mas, em Espanha, neste século cruel e impiedoso, a verdade é um bem precioso e raro. Os judeus que recusam a conversão ao Cristianismo arriscam tudo o que têm: o amor, a vida, a família e a fé.
A certa altura, uma descoberta espantosa abala profundamente a existência de Estrella. E no entanto, esta mudança devastadora é provocada por algo pequeno e doce. Um beijo. O beijo de alguém que Estrella está proibida de amar.
À medida que uma nova rapariga emerge do casulo de segredos no qual foi criada, a paixão desponta e a amizade desmorona-se – a traição acaba por libertar um monstro maligno das profundezas da terra. Estrella dá por si numa situação que nunca julgou ser possível; é alguém que nunca imaginou ser.

Sobre a autora:
Alice Hoffman nasceu em Nova York em 1952 e cresceu em Long Island. A sua novela Here On Hearth, um livro do clube de leitura de Oprah, é uma adaptação aos tempos modernos de alguns temas abordados na obra-prima de Emily Bronte, Wuthering Heights.
Practical Magic foi adaptado ao cinema e protagonizado por Sandra Bullock e Nicole Kidman. Mais recentemente publicou Incantation escolhido pela Publishers Weekly e a Entertainment Weekly como um dos melhores livros do ano. O seu sítio na Internet é: www.alicehoffman.com

A minha opinião:
Tendo já ouvido falar maravilhas desta autora e tendo adorado o filme "Da magia à sedução" referido em cima, entrei com elevadas expectativas na leitura deste livro. Pois qual não foi o meu espanto quando começo a ler e vejo que este livro não tem nada de mágico ou mesmo fantástico! Não consigo de todo perceber qual foi a ideia da Gailivro em publicá-lo dentro da colecção 1001 Mundos.
Foi uma sorte eu ter lido anteriormente um outro livro que explicava o mundo dos Marranos o que me facilitou e muito a compreensão do que eu estava a ler. Talvez tenha sido um lapso ou mesmo falta de informação das chefias da Gailivro ao pensar que os Marranos seriam ficção e que não tivessem existido ou que já não existem. Um lapso, que no meu entender é imperdoável!
Quanto à estória em si, achei-a absolutamente maravilhosa. Amizade, amor, paixão e por fim traição e assassínio. Tudo o que alguém poderia querer num livrinho tão pequeno quanto este. O enredo é bastante simples e bastante previsível, mas estes factos não retiram a satisfação com que eu acabei de o ler ontem à noite. Há passagens neste livro que me fizeram pensar em sublinhá-lo (coisa impensável em mim) para depois relê-lo.
Inicia-se com uma estória de amizade, quase fraterna, entre duas meninas que juram ser as melhores amigas uma da outra, mas o surgir de uma terceira personagem modifica tudo, tornando-as inimigas.
Um livro belo e muito simples. Ideal para um momento mais atarefado da vida (como eu estou a passar no momento).
8/10
Lido a 10 de Novembro de 2008
Sinopse:
Agnès de Souarcy é tudo o que uma mulher do séc. XIV não deve ser… bela… audaz… independente…

Estamos em 1304. A França encontra-se dilacerada pelas lutas de poder que opõem o rei Filipe, o Belo, a Igreja e a poderosa Ordem dos Templários.
A bela Agnès de Souarcy, jovem viúva de forte carácter, vê o seu destino em perigo sem compreender até que ponto está ligado aos destinos do reino e da Cristandade.
Por que será que o seu meio-irmão, senhor do condado Eudes de Larnay, a denuncia aos tribunais da Inquisição, acusando-a de cumplicidade com os heréticos e de pacto com o Diabo?
De onde virão aquelas missivas que evocam o «Divino Sangue», que trazem o selo papal e cujos portadores são sistemátiica e selvaticamente assassinados? Os seus cadáveres são encontrados carbonizados, sem vestígios de fogo.
O que terá descoberto o pequeno Clément, o protegido de Agnès, na biblioteca secreta da Abadia Feminina dos Clairets?
E que procura Nicolas Florin, Grande Inquisidor, cujos excessos de crueldade causam horror?

Com este primeiro volume de uma trilogia de intriga demoníaca, Andrea H. Japp oferece-nos um romance histórico, arrepiante de mistério e suspense, a não perder.

A minha opinião:
Este primeiro volume da trilogia "A dama sem terra" constitui um início ameno. É de leitura fácil e nada esforçada. Somos convidados a entrar na vida e hábitos do século XIV e quase sem nos apercebermos já não nos sentimos como meros convidados deste mundo mas sim habitantes de longa data.
Com uma escrita deliciosa a autora revela-nos a estória de vida da bela Àgnes de Souarcy e de como teve de casar-se demasiado nova para escapar a um futuro pérfido e incestuoso. Foi-me impossível não gostar desta personagem lutadora e tão bem criada.
Devido a acontecimentos algo trágicos, que não convém relatar para não estragar o prazer de leitura a alguém que o queira ler mais tarde, Àgnes educa, desde o nascimento e com muito amor e inteligência, um pequeno menino chamado Clément. Clément não é o usual menino devido à sua precoce inteligência para os ardis daquela época chegando a espantar a dama de Souarcy. É este menino, que traz consigo um terrível segredo para a época, que será a faísca necessária para acender a chama sedenta de sangue da Inquisição em direcção a Àgnes. E é neste preciso momento que o livro termina... com estes acontecimentos e com a aparição de uma bela mulher de olhos amarelos que já tinha aparecido em páginas anteriores com uma estranha revelação. Mas Àgnes irá enfrentar o belo e encantador inquisidor Nicolas Florin mas não sem o apoio incondicional e algo secreto de outras personagens importantes.
Tenho mesmo de realçar a existência de uma extensa bibliografia e de um glossário indicando que a autora não se limitou a imaginar, mas sim a criar respeitando a verdade histórica. Aliás isso vê-se muito bem ao longo do livro.
Escusado será dizer que com o final destes eu já comprei o 2º volume da trilogia.
8/10
Lido a 25 de Outubro de 2008
Sinopse:
Que ocultam os marranos? Algum segredo vale tantas vidas?

Ester combina encontrar-se em Belmonte com um velho judeu que lhe prometera informações úteis para o seu trabalho de investigação histórica. Ao entrar na vila, cruza-se com um funeral. Assim começa uma via dolorosa em que as mortes se vão sucedendo enquanto perseguidores impiedosos procuram manuscritos que os possam conduzir a um tesouro perdido há vários milénios. Ao recolher do chão a boneca rasgada e suja de Mariana, Ester não podia imaginar que o destino lhe confiava um segredo aferrolhado há séculos por uma família de judeus portugueses.
Este romance confunde-se com a história dos marranos, obrigados a ocultar a sua fé. Tão poderosa viam a Inquisição que, séculos mais tarde, julgavam ser os únicos a resistir e pensavam que não havia mais hebreus no mundo. Conjugando elementos do thriller, do policial e do romance histórico, o autor leva-nos a percorrer os meandros de uma aventura empolgante.

Sobre o autor:
António Trabulo nasceu em Almendra (Douro), em 1943. Passou a juventude em Angola e estudou em Coimbra. Cumpriu o serviço militar a bordo do Navio Hospital Gil Eannes, nos mares da Terra Nova e Gronelândia. É neurocirurgião em Lisboa.
Publicou: Mulemba ― Contos de África (2003); No tempo do Caparandanda (2004); O Diário de Salazar (2004); Eu, Camilo (2006); Os Colonos (2007).



A minha opinião:

Castelo de Belmonte

O que mais me chamou a atenção foi a capa maravilhosa que este livro tem. É impossível alguém passar por ele e não lhe pegar só para satisfazer a curiosidade. Por este ponto positivo, devo congratular a empresa de Design por este belo trabalho.
Depois de lhe pegar, li a sinopse (que me agradou), mas mal vi o preço... pousei-o imediatamente. É completamente absurdo, nos dias que correm, pagar 15/16€ por um livro de 162 páginas. Por isso, quando o vi num alfarrabista MUITO mais em conta, aproveitei logo! E sem dúvida que este gesto valeu a pena.
Este livro, apesar de ter todos os elementos de um thriller histórico básico, é riquíssimo em informação histórica dos Marranos.

Marranos (judeus secretos de Belmonte, Portugal) celebram a Páscoa judaica no sótão. Foto de Frédéric Brenner (1989)

Tudo bem que o autor alterou um pouco a verdade para se coadunar com a ficção, mas foi um enorme prazer descobrir esta faceta da Beira Alta que desconhecia e que até aposto que 90% dos leitores portugueses também a desconhecem. Foi isto que me fez devorar o livro em dois dias, apesar de andar de rastos com o cansaço.
A única coisa que achei que o autor poderia ter eliminado do livro são os elementos pontuais de sobrenatural que aparecem mais para o fim. Mas fora isto... admito que gostei bastante de o ler e de conhecer mais um autor português.
5.5/10
Lido a 12 de Outubro de 2008
Sinopse:
Na Indochina, em 1929, uma jovem francesa de quinze anos estranhamente ataviada atravessa numa barcaça o rio Mékong. Durante a travessia conhece um homem chinês, filho de um magnata local. Ambos se dirigem para Saigão, onde rapidamente se entregarão um ao outro. Será no enquadramento desta relação que a jovem revelará a estranheza das suas relações familiares, os seus problemas económicos, os sentimentos de alienação que a acompanham em todos os lados excepto no apartamento onde se encontra com o amante, atirados para uma relação acossada pelas normas sociais que imperavam na colónia francesa...



Informação adicional:
Considerado o livro mais autobiográfico da escritora, dramaturga e cineasta Marguerite Duras (1914-1996), O amante, escrito em 1984, recebeu o Prêmio Goncourt, o mais importante da literatura francesa e consagrou-se como sendo a sua obra mais célebre.
O romance narra um episódio da adolescência de Duras: a iniciação sexual, aos quinze anos e meio, com um chinês rico de Saigon. Se as personagens e factos são verídicos, a escrita os transfigura e transcende; não sabemos em que medida a história é verdadeira. Os encontros amorosos são, ao mesmo tempo, intensamente prazerosos e infinitamente tristes; a vida da família contrapõe amor e ódio, miséria material e riqueza afectiva.
A narrativa desenrola-se em torno de uma série de imagens fascinantes. Esse trabalho primoroso com as imagens também pode ser verificado nos mais de vinte filmes dirigidos por Duras e na possibilidade de seus textos se transformarem em filmes, como o fez Jean-Jacques Annaud com O amante em 1991.


Trailer do filme "The Lover" baseado neste livro.



Sobre a autora:
Marguerite Donnadieu, também conhecida como Marguerite Duras (4/03/1914 - 3/03/1996), foi uma escritora e diretora de filmes.
Ela nasceu em Gia Dinh, antiga Indochina Francesa e actual Vietname, e foi para a França, a terra de seus pais, para estudar Direito. Lá, tornou-se escritora. Decidiu mudar o apelido/sobrenome Donnadieu por Duras, nome de uma vila do departamento francês de Lot-et-Garonne onde se situava a casa de seu pai.
É autora de diversas peças de teatro, novelas, filmes e narrativas curtas. Seu trabalho foi associado com o movimento chamado nouveau roman (novo romance) e com o existencialismo. Entre algumas de suas obras estão O Amante, A Dor, O Amante da China do Norte e O Deslumbramento.
Algumas de suas obras foram adaptadas para o cinema como O Amante.
Morreu aos 81 anos de idade de cancro e foi sepultada no cemitério de Montparnasse.
Informação retirada da Wikipédia



A minha opinião:
De início não foi uma leitura fácil devido à forma de escrita de Duras. Já não é a primeira pessoa que diz que ler este livro é como "folhear um álbum de fotografias" e é mesmo disso que se trata. As frases quase que soltas são lançadas no papel e somos nós, o leitor, que as teremos de pescar e compreender o sentido. A partir do momento em que compreendemos a forma de escrever desta autora, a leitura torna-se mais agradável e somos apresentados a uma lindíssima história de amor.
A presença de uma mãe, com a sua desgraça financeira e moral, de um irmão mais velho, drogado, cruel e frio, e a de um irmão mais novo, frágil e oprimido, constituem uma existência familiar triste e trágica, permitindo à personagem principal separar-se da sua família por breves horas sem remorsos das suas acções moralmente puníveis. Afinal, qual será a dificuldade de separação de uma família já de si desagregada?
Depois de entendermos este meio familiar onde a menina-mulher vivia consegui compreender e aceitar melhor os factos que se seguiram: uma paixão louca, sedenta de corpos enroscados e horas passadas a nú e a dois, com um jovem homem e uma menina de quinze anos e meio, que tudo os separa mas que só deles depende a sua união.
Da menina nunca saberemos o seu nome, assim como não saberemos o nome o jovem chinês, como se a autora ao deixar estas personagens sem identificação permitisse que a imaginação dos leitores fosse mais além. Mesmo assim, e talvez devido à escrita tão sucinta, de parágrafos quase deslocados, senti-me uma incómoda voyeur desta relação de amor-obsessão.
7/10
Lido a 23 de Setembro de 2008


Sinopse:
Ela estava despertar para a vida... mas a que preço?
Valerie, uma mulher devastada pela tragédia, deixava-se levar pelos caminhos da vida. Estava grata pelo seu novo emprego, até enfrentar o seu novo chefe, Jonas Thorne. Na presença dele Valerie descobriu emoções que ignorara durante muito tempo. Contudo, a proposta dele era ousada, indecente e completamente impensável. Não era?


A minha opinião:
Uma estória de amor com muita luta emocional pelo meio.
Nada de novo. Nada de inovador. A mesma fórmula de sempre.
Deu para passar uns bons momentos concentrada no que estava a ler mas não tem nada de extraordinário.
2/10
Lido a 20 de Setembro de 2008
Layout por Maryana Sales - Tecnologia Blogger