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Sinto-me muito agradecida e muito espantada pela surpresa!
Na altura de trabalho intenso, os únicos momentos que consigo dedicar a esta minha paixão que é a leitura é à noite quando estou a preparar-me para saudar o meu querido amigo João Pestana.
É então com uma grande satisfação que vejo amigos (uns que nunca os vi pessoalmente) que visitam este pequeno cantinho e me presenteiam com comentários, palavras semeadas de sentimentos e pela primeira vez um prémio!
MUITO OBRIGADA Isabel Maia (Blog Na Companhia dos Livros) e Homem do Leme (Blog Conta-me Histórias). Sem dúvida que plantaram um duplo e largo sorriso nos meus lábios.

Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada bloguista emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloguistas, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Quem recebe o Prémio Dardos e o aceita deve seguir algumas regras:
1. Exibir a distinta imagem;
2. Linkar o blogue pelo qual recebeu o prémio;
3. Escolher 15 outros blogues a quem entregar o Prémio Dardos.


Os 15 blogues a quem atribuo o prémio são:
Sinopse:
Intriga, duplicidade e perversão. Agnès de Souarcy enfrenta agora as garras do Tribunal da Inquisição.
O segundo volume de uma trilogia histórica, arrepiante de mistério e suspense, de uma das «Rainhas da Ficção» internacionais da actualidade.

1304. Acusada de cumplicidade com os heréticos e de comércio com o Demónio, Agnès de Souarcy é levada perante o Tribunal da Inquisição. Nicolas Florin, o Grande Inquisidor, fica radiante: está obcecado por aquela mulher deslumbrante. Quer vê-la soluçar, suplicar. E uma misteriosa silhueta veio visitá-lo exigindo a morte da Senhora de Souarcy. Mas a pior surpresa, para Agnès, virá da jovem Mathilde, a sua própria filha...
Entretanto, na abadia feminina dos Clairets, algumas monjas morrem umas após outras, envenenadas. A criminosa está entre elas... para Éleusie de Beaufort, a abadessa, há uma única certeza: o objectivo do assassino é a posse dos manuscritos secretos da Abadia, aos quais só ela conhece o acesso.
Mas neste mundo povoado de horrores, Agnès, sem o saber, tem aliados: Artus, conde d’Authon, pronto a matar para salvar a mulher por quem se apaixonou; Francesco de Leone, cavaleiro da Ordem dos Hospitalários, que sabe que a sua missão passa por Agnès e que, custe o que custar, tem de a proteger; e o próprio Clément, cuja sabedoria precoce pode vir a mudar o rumo do seu destino, bem como o da sua Senhora...
Segundo quadro de uma trilogia palpitante, O Sopro da Rosa abre-nos as portas sombrias da Inquisição.

Excerto:
"Um breve sorriso iluminou aquele rosto marcado que lhe recordava o do seu padrinho hospitalário.
- Sabeis tão bem como eu que o perigo é como uma amante caprichosa, Francesco. Raramente se encontra onde o esperamos, daí a sua sedução."
Página 177

A minha opinião:
Por vezes, é vulgar nas trilogias, o segundo volume torna-se num simples preenchimento de páginas, num prolongamento evitável, mas engana-se quem pegar neste volume a pensar isso - confesso que era esse o meu receio. Neste livro acompanhamos e sofremos com a senhora de Souarcy e estamos com ela ao longo das torturas psicológicas e físicas provocadas pelo desprezível Florin. Florin, um ser tão belo e tão sádico...
Além disso a acção avança em mais duas frentes nada, nada calmas e pacíficas. Uma passa-se na abadia dos Clairets onde ocorrem uma série de assassínios. Estes são tão bem engendrados e planeados que eu, uma amante do bom policial, ainda não consegui desvendar a verdadeira identidade da assassina, ainda... Envergonhada confesso que a que eu supunha ser a assassina foi das primeiras vítimas.
Aqui acompanhamos a luta titânica de mentes entre a assassina e a abadessa que une esforços com a inteligentíssima boticária Annelette (adoro esta personagem). Mal posso esperar para o desfecho desta batalha.
Quanto à terceira e última frente narrativa, esta ocorre no exterior, no mundo corrupto de câmaras e antecâmaras em que se encontra concentrado o poder da religião católica. Aqui surgiu uma maravilhosa e perversa personagem que promete fazer-me sentir ansiedade e tensão pelo final desta estória maravilhosa.
Sem qualquer dúvida que este segundo volume prometeu e cumpriu. Recomendo a todos os amantes do bom romance histórico.
De valorizar o empenho da autora em criar e apresentar aos leitores um "Breve anexo histórico", um "Glossário" e em apresentar a "Bibliografia" de obras consultadas.
9/10
Lido a 1 de Dezembro de 2008
Sinopse:
Estrella deMadrigal pensava que sabia quem era: filha, neta, irmã, melhor amiga, amada. Ela é a Estrela no Céu Nocturno, a Verdade no meio da Escuridão. Mas, em Espanha, neste século cruel e impiedoso, a verdade é um bem precioso e raro. Os judeus que recusam a conversão ao Cristianismo arriscam tudo o que têm: o amor, a vida, a família e a fé.
A certa altura, uma descoberta espantosa abala profundamente a existência de Estrella. E no entanto, esta mudança devastadora é provocada por algo pequeno e doce. Um beijo. O beijo de alguém que Estrella está proibida de amar.
À medida que uma nova rapariga emerge do casulo de segredos no qual foi criada, a paixão desponta e a amizade desmorona-se – a traição acaba por libertar um monstro maligno das profundezas da terra. Estrella dá por si numa situação que nunca julgou ser possível; é alguém que nunca imaginou ser.

Sobre a autora:
Alice Hoffman nasceu em Nova York em 1952 e cresceu em Long Island. A sua novela Here On Hearth, um livro do clube de leitura de Oprah, é uma adaptação aos tempos modernos de alguns temas abordados na obra-prima de Emily Bronte, Wuthering Heights.
Practical Magic foi adaptado ao cinema e protagonizado por Sandra Bullock e Nicole Kidman. Mais recentemente publicou Incantation escolhido pela Publishers Weekly e a Entertainment Weekly como um dos melhores livros do ano. O seu sítio na Internet é: www.alicehoffman.com

A minha opinião:
Tendo já ouvido falar maravilhas desta autora e tendo adorado o filme "Da magia à sedução" referido em cima, entrei com elevadas expectativas na leitura deste livro. Pois qual não foi o meu espanto quando começo a ler e vejo que este livro não tem nada de mágico ou mesmo fantástico! Não consigo de todo perceber qual foi a ideia da Gailivro em publicá-lo dentro da colecção 1001 Mundos.
Foi uma sorte eu ter lido anteriormente um outro livro que explicava o mundo dos Marranos o que me facilitou e muito a compreensão do que eu estava a ler. Talvez tenha sido um lapso ou mesmo falta de informação das chefias da Gailivro ao pensar que os Marranos seriam ficção e que não tivessem existido ou que já não existem. Um lapso, que no meu entender é imperdoável!
Quanto à estória em si, achei-a absolutamente maravilhosa. Amizade, amor, paixão e por fim traição e assassínio. Tudo o que alguém poderia querer num livrinho tão pequeno quanto este. O enredo é bastante simples e bastante previsível, mas estes factos não retiram a satisfação com que eu acabei de o ler ontem à noite. Há passagens neste livro que me fizeram pensar em sublinhá-lo (coisa impensável em mim) para depois relê-lo.
Inicia-se com uma estória de amizade, quase fraterna, entre duas meninas que juram ser as melhores amigas uma da outra, mas o surgir de uma terceira personagem modifica tudo, tornando-as inimigas.
Um livro belo e muito simples. Ideal para um momento mais atarefado da vida (como eu estou a passar no momento).
8/10
Lido a 10 de Novembro de 2008
Sinopse:
Agnès de Souarcy é tudo o que uma mulher do séc. XIV não deve ser… bela… audaz… independente…

Estamos em 1304. A França encontra-se dilacerada pelas lutas de poder que opõem o rei Filipe, o Belo, a Igreja e a poderosa Ordem dos Templários.
A bela Agnès de Souarcy, jovem viúva de forte carácter, vê o seu destino em perigo sem compreender até que ponto está ligado aos destinos do reino e da Cristandade.
Por que será que o seu meio-irmão, senhor do condado Eudes de Larnay, a denuncia aos tribunais da Inquisição, acusando-a de cumplicidade com os heréticos e de pacto com o Diabo?
De onde virão aquelas missivas que evocam o «Divino Sangue», que trazem o selo papal e cujos portadores são sistemátiica e selvaticamente assassinados? Os seus cadáveres são encontrados carbonizados, sem vestígios de fogo.
O que terá descoberto o pequeno Clément, o protegido de Agnès, na biblioteca secreta da Abadia Feminina dos Clairets?
E que procura Nicolas Florin, Grande Inquisidor, cujos excessos de crueldade causam horror?

Com este primeiro volume de uma trilogia de intriga demoníaca, Andrea H. Japp oferece-nos um romance histórico, arrepiante de mistério e suspense, a não perder.

A minha opinião:
Este primeiro volume da trilogia "A dama sem terra" constitui um início ameno. É de leitura fácil e nada esforçada. Somos convidados a entrar na vida e hábitos do século XIV e quase sem nos apercebermos já não nos sentimos como meros convidados deste mundo mas sim habitantes de longa data.
Com uma escrita deliciosa a autora revela-nos a estória de vida da bela Àgnes de Souarcy e de como teve de casar-se demasiado nova para escapar a um futuro pérfido e incestuoso. Foi-me impossível não gostar desta personagem lutadora e tão bem criada.
Devido a acontecimentos algo trágicos, que não convém relatar para não estragar o prazer de leitura a alguém que o queira ler mais tarde, Àgnes educa, desde o nascimento e com muito amor e inteligência, um pequeno menino chamado Clément. Clément não é o usual menino devido à sua precoce inteligência para os ardis daquela época chegando a espantar a dama de Souarcy. É este menino, que traz consigo um terrível segredo para a época, que será a faísca necessária para acender a chama sedenta de sangue da Inquisição em direcção a Àgnes. E é neste preciso momento que o livro termina... com estes acontecimentos e com a aparição de uma bela mulher de olhos amarelos que já tinha aparecido em páginas anteriores com uma estranha revelação. Mas Àgnes irá enfrentar o belo e encantador inquisidor Nicolas Florin mas não sem o apoio incondicional e algo secreto de outras personagens importantes.
Tenho mesmo de realçar a existência de uma extensa bibliografia e de um glossário indicando que a autora não se limitou a imaginar, mas sim a criar respeitando a verdade histórica. Aliás isso vê-se muito bem ao longo do livro.
Escusado será dizer que com o final destes eu já comprei o 2º volume da trilogia.
8/10
Lido a 25 de Outubro de 2008
Sinopse:
Que ocultam os marranos? Algum segredo vale tantas vidas?

Ester combina encontrar-se em Belmonte com um velho judeu que lhe prometera informações úteis para o seu trabalho de investigação histórica. Ao entrar na vila, cruza-se com um funeral. Assim começa uma via dolorosa em que as mortes se vão sucedendo enquanto perseguidores impiedosos procuram manuscritos que os possam conduzir a um tesouro perdido há vários milénios. Ao recolher do chão a boneca rasgada e suja de Mariana, Ester não podia imaginar que o destino lhe confiava um segredo aferrolhado há séculos por uma família de judeus portugueses.
Este romance confunde-se com a história dos marranos, obrigados a ocultar a sua fé. Tão poderosa viam a Inquisição que, séculos mais tarde, julgavam ser os únicos a resistir e pensavam que não havia mais hebreus no mundo. Conjugando elementos do thriller, do policial e do romance histórico, o autor leva-nos a percorrer os meandros de uma aventura empolgante.

Sobre o autor:
António Trabulo nasceu em Almendra (Douro), em 1943. Passou a juventude em Angola e estudou em Coimbra. Cumpriu o serviço militar a bordo do Navio Hospital Gil Eannes, nos mares da Terra Nova e Gronelândia. É neurocirurgião em Lisboa.
Publicou: Mulemba ― Contos de África (2003); No tempo do Caparandanda (2004); O Diário de Salazar (2004); Eu, Camilo (2006); Os Colonos (2007).



A minha opinião:

Castelo de Belmonte

O que mais me chamou a atenção foi a capa maravilhosa que este livro tem. É impossível alguém passar por ele e não lhe pegar só para satisfazer a curiosidade. Por este ponto positivo, devo congratular a empresa de Design por este belo trabalho.
Depois de lhe pegar, li a sinopse (que me agradou), mas mal vi o preço... pousei-o imediatamente. É completamente absurdo, nos dias que correm, pagar 15/16€ por um livro de 162 páginas. Por isso, quando o vi num alfarrabista MUITO mais em conta, aproveitei logo! E sem dúvida que este gesto valeu a pena.
Este livro, apesar de ter todos os elementos de um thriller histórico básico, é riquíssimo em informação histórica dos Marranos.

Marranos (judeus secretos de Belmonte, Portugal) celebram a Páscoa judaica no sótão. Foto de Frédéric Brenner (1989)

Tudo bem que o autor alterou um pouco a verdade para se coadunar com a ficção, mas foi um enorme prazer descobrir esta faceta da Beira Alta que desconhecia e que até aposto que 90% dos leitores portugueses também a desconhecem. Foi isto que me fez devorar o livro em dois dias, apesar de andar de rastos com o cansaço.
A única coisa que achei que o autor poderia ter eliminado do livro são os elementos pontuais de sobrenatural que aparecem mais para o fim. Mas fora isto... admito que gostei bastante de o ler e de conhecer mais um autor português.
5.5/10
Lido a 12 de Outubro de 2008
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