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Sinopse:
A história de um amor proibido.
Uma mulher com um extraordinário poder de sedução e dois irmãos com quase nada em comum compõem um triângulo amoroso que, involuntariamente, conduz a um acerto de contas com o passado.
Sob a ditadura de Enver Hoxha, a Albânia era o mais isolado e paranóico Estado europeu, onde a vida apenas poderia ser vivida em cumplicidade com a tirania ou no isolamento da clandestinidade. O casarão de Zanum Radjik, um herói nacional, está repleto de segredos. Numa parede está pendurado o retrato da mulher cujo nome nunca é mencionado. Ela era a mãe de dois filhos bastante diferentes, e a imagem do seu olhar carrega o testemunho da sua morte misteriosa. Viktor – o filho mais velho e o preferido do pai – traz a esta casa sem mulheres a sua jovem e bela noiva, Helena. Mas os irmãos Radjik escolheram caminhos opostos e medem dolorosamente as distâncias que os vão afastando cada vez mais. Durante a ausência de Viktor, uma paixão irresistível por Helena arrebata Ismaíl, e ele dá por si compelido a exumar os segredos e os crimes que envenenam as suas vidas.


A minha opinião:
Sinceramente nem sei como escrever esta minha opinião. Aliás esta é a razão pela qual tenho estado a atrasar a escrita deste post quase uma semana.
No início estava a literalmente a empurrar as páginas. A escrita desta autora não era apelativa, mas antes confusa, com comparações excessivamente enumerativas e com saltos na estória demasiado inesperados e súbitos. Mas como eu tive sempre esta mania de não gostar de deixar livros a meio, continuei a ler. E ainda bem que o fiz.
Passadas estas primeiras páginas o livro começou a agradar-me. É a estória de dois irmãos que durante a infância eram inseparáveis, mas à medida que cresciam foram separados pelos próprios pais para que cada um cumprisse os desejos de futuro de cada progenitor. Mas a relação entre este casal é algo estranha e desde cedo que adivinhamos o que se passou. No entanto, e apesar das minhas quase certezas, tive de esperar para saber se tinha razão. A mãe faleceu à muitos anos e o pai é uma personagem sombra, alguém que sabemos que existe mas que nada partilha ou demonstra. Aliás, é através do irmão mais novo, Ismaíl, que vamos descobrindo o que verdadeiramente se passou.
A estória em si é bastante simples, mas o desfecho é que foi mais complicado. Uma estória de um amor proibido repleto de segredos de estado, intrigas a rodearem os amantes e uma traição inesperada embora à muito temida. Tudo isto num país isolado de toda a Europa e altamente paranóico, com uma polícia secreta de Estado que prende e assassina qualquer pessoa sem ser necessário qualquer prova, bastando apenas que alguém aponte o dedo.
À medida que Ismaíl vai ligando os pontos, vai-se apaixonando pela bela cunhada. Esta relação soou-me quase como um reflexo um pouco distorcido do que se tinha passado com a mãe de Ismaíl, e cujo desfecho... bem, é melhor lerem para eu não retirar o prazer de leitura de alguém que tenha este livro na estante à espera de ler ou com intenções em lê-lo.
Como balanço final posso dizer que acabei por gostar do livro, mas tenho pena que a autora não tenha reescrito os primeiros capítulos.
6/10
Lido a 8 de Fevereiro de 2009

Fui surpreendida com mais um gesto de carinho e amizade por parte da autora do blog Mil Livros, Um Sonho. Obrigada minha querida!

1 - Recebendo o troféu, ele deve ser oferecido a 10 blogues que tenham compromisso e afecto com a Educação;
2 - A imagem do selo deve passar a ser exibida permanentemente no blogue;
3 - O nomeado deve colocar um link para o blogue de onde a nomeação foi atribuída;
4 - Nos blogs seleccionados, deve ser deixado um comentário, permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou;
5 - O blogue que receber 5 vezes o troféu “Pedagogia do Afecto” deve ir à página
http://pedagogiadoafeto.blogspot.com/ deixar um comentário com o e-mail, para receber uma nova homenagem.
Dez é o número máximo de nomeados, mas como é óbvio, todos os que eu visito regularmente mereciam este prémio.
E os meus nomeados são:



Sinopse:
As Pontes de Madison County é a história de Robert Kincaid, fotógrafo famoso, e de Francesca Johnson, mulher de um agricultor do Iowa. Kincaid, de 52 anos, é fotógrafo da National Geographic — um estranho e quase místico viajante dos desertos asiáticos, dos rios longínquos, das cidades antigas, um homem que se sente em desarmonia com o seu tempo. Francesca, de 45 anos, noiva italiana do pós-guerra, vive nas colinas do Iowa com as memórias ainda vivas dos seus sonhos de juventude. Qualquer deles tem uma vida estável, e no entanto, quando Robert Kincaid atravessa o calor e o pó de um Verão do Iowa e chega à quinta dela em busca de informações, essa estabilidade desaba e as suas vidas entrelaçam-se numa experiência de invulgar e estonteante beleza, que os marcará para todo o sempre. O resultado é uma história apaixonante e profundamente comovedora, que foi levada ao cinema por Clint
Eastwood, com Meryl Streep no papel de Francesca.

A minha opinião:
Este foi um daqueles livros que sempre tive curiosidade em ler. É um livro muito pequenino mas com imenso conteúdo.
O que nos é contado é o breve romance entre um fotógrafo que está de passagem e uma dona de casa. Francesca é de origem italiana e sempre teve as expectativas altas. Sempre sonhou com romance, amor, paixão e aventura, mas não é com isso que vive. Francesca vive como muitas donas de casa, com um marido agricultor que nada tem de sonhador mas com uma visão do mundo muito prática e mundana. Para o marido de Francesca um jantar à luz das velas, seguido de um breve passeio de mãos dadas para observar as estrelas é um completo disparate, uma tolice. É talvez por isso que quando aparece Robert Kincaid ela se apaixone de imediato por ele e se perca numa relação tão fogosa quanto breve. Na minha opinião, Francesca apaixonou-se pela imagem/ideia do homem que Robert mostrou ser. Um homem vivido, carinhoso, amável e cuja liberdade é essencial para viver e no modo desse viver. Mesmo a Francesca descreve Robert da seguinte forma: "Num certo sentido, ele não pertencia a este mundo. (...) Sempre o achei uma criatura parecida com um leopardo que viajava na cauda de um cometa." Excerto da página 130
No entanto, ninguém que leia este livro, pode negar que os dois viveram uma relação só equivalente a uma chama intensa e muito rápida. Como aqueles incêndios que vemos no telejornal que acontece frequentemente na Austrália: muito violento e com uma voracidade e velocidade que tornam-no impossível de apagar. Penso que é esta a imagem perfeita para esta paixão.
Gostei muito da escrita deste autor que tem capacidade de, em poucas páginas, descrever perfeitamente o ambiente sentimental que só os envolvidos da relação podem sentir. Fiquei com muita curiosidade em experimentar outros livros deste autor.
Agora só me falta tentar arranjar o filme que admito nunca ter visto :-/
7/10
Lido a 4 de Fevereiro de 2009
Sinopse:
Vencedora do Prémio Pulitzer, Geraldine Brooks oferece-nos este complexo e ambicioso romance estruturalmente rico e de grande intensidade emocional que arrasta os seus leitores para uma aventura que vai de Espanha às ruínas de Sarajevo, de Veneza às rochas ancestrais do norte da Austrália.

Em 1996, é oferecido a uma conservadora de livros raros o sonho de uma vida: a análise e conservação de um misterioso e magnificamente iluminado códice hebraico da Espanha do século XV e salvo da destruição durante o bombardeamento das bibliotecas de Serajevo. Quando Hanna descobre uma série de minúsculos artefactos na encadernação do livro – um fragmento de uma asa de insecto, manchas de vinho, pedras de sal, um cabelo branco – começa a aceder aos mistérios passados que envolveram o livro e a desvendar as histórias dramáticas daqueles que o criaram e que tudo fizeram para o proteger.
As Memórias do Livro está repleto de inesquecíveis vozes do passado, mas é a voz de Hanna – controversa e contemporânea – que o converte numa leitura compulsiva que transcende os habituais limites da ficção histórica. Inspirado numa história verídica e prendendo o leitor desde a primeira página, As Memórias do Livro contém todas as características da escrita que levou Geraldina Brooker a receber o prémio Pulitzer.

Opinião da imprensa:
«Um misterioso e erudito romance histórico, pleno de suspense e baseado num puzzle literário verdadeiro.»
Kirkus



Excerto:
"Queria que aquele fosse diferente. Pretendia transmitir uma imagem das pessoas do livro, das diferentes mãos que o tinham feito, usado, protegido. Desejava que fosse uma narrativa estimulante, inclusive com algum suspense. (...) Desejava transmitir paixão, tristeza e medo."
Retirado da página 279


A minha opinião:
Comecei esta leitura numa época bastante má. O meu tempo livre é mínimo para ler. No entanto penso que isto até contribuiu para saborear melhor este livro magnífico.
Como o próprio título refere, este é um livro que conta a estória de vida de um outro livro que, por acaso existe mesmo - a Hagadá de Serajevo. A narradora desta viagem pelo passado é igualmente a personagem principal, Hanna, uma australiana contratada pela ONU para trabalhar na restauração e preparação do livro para ser apresentado ao público. À medida que Hanna se embrenha nesta restauração, vai descobrindo elementos que não deveriam estar no livro, de modo algum. A procura da origem destes elementos será a chama inicial para a revelação mais importante: por onde este livro viajou, e nesta viagem quais foram as vidas humanas de que fez parte. Estas descobertas são reveladas através de capítulos alternados, de onde passamos do presente ao passado, do passado ao presente, e assim sucessivamente. Estes saltos no tempo não nos fazem perder o interesse, mas muito pelo contrário. Cada viagem ao passado é tão bem relatada que me senti a viver esses momentos juntamente com as personagens, e tão bem harmonizada com o presente de Hanna que para mim foi como se tivesse a ver um filme fluído.
Cada descoberta triunfante de Hanna é acompanhada pelo desvendar dos problemas emocionais que esta personagem tem e que sempre quis tornar banal: uma mãe que a evita por causa de um segredo trágico; um pai desconhecido que lhe deixou um vazio profundo, e uma paixão iniciada em Serajevo mas que terá um final (será?) abrupto por causa das consequências da guerra. Portanto esta corrida contra o tempo consiste não só em restaurar um livro, mas também em restaurar a memória de um livro, em restaurar a memória de todos nós para que não nos esqueçamos nunca de alguns dos momentos mais trágicos da História, e da luta de Hanna por um amor impossível.
Identifiquei-me muito com o enredo em si, e tenho a certeza de que qualquer pessoa que goste de livros irá adorar ler este livro. Esta minha certeza baseia-se no facto de que este livro não nos conta apenas uma bela estória de um livro que marcou a vida de muita gente, gente esta que já estava a viver alguns dos momentos mais marcantes da História mundial, mas também nos conta como e quais as motivações da construção de um livro e como é a VIDA DE UM LIVRO. E é esta perspectiva original que me colocou a pensar durante esta leitura.
Recomendo sem qualquer restrições este livro excepcional que nos oferece uma lufada de ar fresco nesta avalanche editorial que vemos a aparecer nas montras das livrarias portuguesas.
8,5/10
Lido a 24 de Janeiro de 2008
Apesar de ter andado um pouco desaparecida ultimamente (por razões profissionais) do meio bloguista, eis que quando venho cá tenho sempre umas pessoas muito queridas que me oferecem o seu carinho e atenção sob a forma de surpresas inesperadas.
Desta vez foi a nomeação para Blog de Ouro que estas grandes queridas me ofereceram:

O meu mais sincero obrigada!
Beijinhos para vocês que são, sem sombra de dúvida, umas amigas cibernéticas de ouro!
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