Sinopse:Embora viva na cidade mais romântica do mundo, Precious Rafferty nunca se apaixonou perdidamente. Até que conhece Bennett James. Estará na altura de se deixar, finalmente, arrebatar pelo romantismo e ter o casamento dos seus sonhos em Veneza?
Do outro lado do mundo, em Xangai, Lily Song, prima de Precious, guarda um valioso e perigoso segredo de família. Quando Lily suplica a Preshy que se encontrem em Veneza e a alerta para os perigos que corre, a vida de ambas vai mudar para sempre.
Entretanto, em Paris, Precious conhece o escritor Sam Knight, um homem cativante, mas desencantado com a vida. Precious sente Sam cada vez mais próximo de si e receia que ele esteja também enredado nesta emaranhada teia de perigo e desejo. Será que Sam também não é quem aparenta ser? Esconderá algum segredo terrível? Em Veneza, Precious terá de serpentear através de um labirinto de traição e sedução para descobrir a quem poderá confiar, de uma vez por todas, o seu coração... e a sua vida.
Empolgante, exuberantemente descritivo e inteligente, Casamento em Veneza é um jogo do gato e do rato com muitas reviravoltas e romances arrebatadores. A mestria narrativa de Elizabeth Adler no seu melhor.
A minha opinião:
Precious Rafferty é abordada por um homem lindíssimo que está claramente interessado nela e que se apresenta como Bennett James. Mas este não é o verdadeiro nome deste homem mistério e em breve Precious terá uma surpresa bem desagradável, pois Bennett desaparece na manhã do seu casamento. Como um mal nunca vem só, é nesta altura que Precious é contactada por uma prima que nunca viu e que lhe pede para encontrar-se com ela pois Precious corre perigo de vida. No meio desta confusão surge Sam Knight, um escritor americano bastante conhecido pelo estranho desaparecimento da sua mulher, do qual ele é o principal suspeito. Sem conhecer Precious (ou pelo menos é o que inicialmente parece) Sam oferece-se para a acompanhar neste encontro entre as duas primas, mas o encontro nunca se realizará devido a uma tragédia.
Ao ler as primeiras páginas tive logo a sensação de ser um livro demasiado cor-de-rosa para os meus gostos e sem grande emoção. Para isso contribuiu o facto de a autora revelar tudo sobre as personagens principais e sobre as suas intenções, o que me levou a pensar - "Ora muito bem, e agora como vais continuar a estória sem que eu deixe o livro a meio?" Se tiverem a mesma sensação, por favor não desistam. Insistam um pouco e serão recompensados. Admito que esta obra não é um primor da literatura mas eu gostei.
Antes de chegar a meio este livro abandona o rótulo de romance cor-de-rosa com lacinhos e corações esvoaçantes e transforma-se num romance excitante e viciante com traições, assassínios, e autênticos jogos entre gato e rato. Torna-se num policial bem levezinho, que me lembrou o estilo da Julie Garwood, uma autora que gosto bastante.
De louvar o cuidado que esta editora recente teve nos pormenores (adorei o marcador de livro), embora admito que gosto mais da capa original que tem mais em comum com o enredo.
Além disso apostou numa tradução acompanhada de revisão o que me vai levar a comprar mais livros.O único ponto negativo a referir, veio da parte da autora que preferiu criar uma personagem principal feminina, fraca, demasiado crente e inocente ao ponto de me ter enervado algumas vezes.
7,5/10
Lido a 21 de Março de 2009



