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 Sinopse:
Poucos autores escrevem histórias tão comoventes e de inesgotável ternura como Catherine Anderson. As suas personagens partilham com o leitor a esperança de encontrar o amor perfeito de uma vida inteira.
Todas as leitoras que acompanharam Rafe Kendrik e Maggie Stanley em Uma Luz na Escuridão podem agora revê-los numa nova e apaixonante aventura protagonizada por Ryan, irmão de Rafe a quem este terá de ajudar a ultrapassar um momento difícil. Um acidente sofrido há anos num rodeo deixou Bethany Coulter presa a uma cadeira de rodas. Desde então conheceu tanto as traições como os desgostos de amor, e por isso jurou nunca mais entregar o seu coração a um homem. Mas qualquer coisa em Ryan Kendrick a fez de súbito acreditar que talvez todos esses obstáculos pudessem ser ultrapassados. Ambos partilham a paixão pelos cavalos e têm um imenso sentido de humor. Mas a vida não é absolutamente perfeita.

A minha opinião:


Ryan Kendrick já tem idade suficiente assim como experiência com o mundo feminino para saber que o que sente ao olhar para Bethany Coulter é algo de diferente, excitante e novo. Algo que até então nunca sentiu. Ryan não perde tempo e convida-a para dançar, mas a resposta de Bethany é absolutamente inesperada. Ao ouvir este convite, ela sorri de forma triste e afasta a cadeira para que ele a veja na totalidade. O que Ryan vê é algo que nunca no mundo lhe passaria pela cabeça, a cadeira onde Bethany está sentada é uma cadeira de rodas.
Não vou desmentir e negar que este é um daqueles livros com romance, sonhos cor-de-rosa e algodão doce ;-p Mas estava mesmo a precisar de algo mais levezinho para desanuviar a cabeça.
O que eu mais gostei ao ler este livro foi o cuidado da autora em desmentir alguns pressupostos em relação às pessoas com deficiência motora e em escrever de forma simples e directa sobre o sexo nestes casos. Não me lembro de ter lido algum livro que falasse deste assunto de uma forma tão sincera como esta autora conseguiu fazer.
De referir a tradução impecável de Francisco Silva Pereira e a péssima escolha da Ulisseia para a capa deste livro. Era preferível a imagem de umas montanhas e no sopé umas montanhas como aparece na capa original:
7/10
Lido a 22 de Maio de 2009

Sinopse:
As mulheres descendentes de Maria Madalena possuem dons místicos que ameaçam os poderes estabelecidos. E agora a Igreja quer acabar com eles...

França, século XIII: Bridget cresceu aprendendo a controlar os dons místicos da sua antepassada Maria Madalena, cuja ininterrupta linhagem feminina manteve vivo um legado de sabedoria durante milénios. Mas agora, a todo-poderosa Igreja Católica jurou destruir Bridget por usar os seus talentos curativos e as suas habilidades naturais. O dever de Bridget de continuar a linhagem leva-a até aos braços de Raoul de Montvallant, um católico. E quando a intolerância selvagem da Igreja leva Raoul a rebelar-se, a intolerância cresce para uma ânsia de vingança que só poderá ser saciada com uma cruzada de sangue.


A minha opinião:
Uma verdadeira viagem no tempo até ao séc. XIII onde o leitor consegue absorver o ambiente que se vivia na altura em França. O enquadramento histórico está muito bem conseguido, notando-se que se trata de uma obra cuidada. No final do livro existe uma nota da autora dirigida à pessoa que acaba de ler o livro, explicando quais os pormenores que foram retirados da realidade e quais são ficcionados. Pessoalmente fiquei deliciada ao ver que alguns dos pormenores mais marcantes do romance aconteceram mesmo.
Este livro é na sua essência um romance onde acompanhamos três gerações repletas de estórias de amor, traição, desespero,... No entanto não é o que eu costumo chamar um livro vazio, estéril em que lemos, lemos, lemos e que apesar de estarmos a gostar não se aprende nada. Por estas páginas, que li com tanto prazer, tive acesso a uma mini-aula de História.
O livro começa com o percurso de Bridget e a sua mãe, ambas descendentes de Maria Madalena, mulher de Tiago, sendo este último irmão de Jesus. Por serem mulheres com poderes e com provas de quem são, a Igreja persegue-as ferozmente, assim como aos cátaros. A partir deste ponto conhecemos um variado leque de personagens com as quais sofremos e amamos, até ao culminar da paixão entre Dominic e Magda, filha de Bridget.
Este foi um livro que me acompanhou durante um mês de excesso de trabalho e sem tempo para os pequenos prazeres da vida como ler e que sinceramente tive pena de o acabar. Mal posso esperar para comprar o outro livro desta autora já editado pela Saída de Emergência.
8/10
Lido a 20 de Maio de 2009
Sinopse:
Três mulheres – carregadas com crianças e alguns problemas emocionais óbvios – chegam ao aeroporto de Nantucket numa quente tarde de Verão. Vicki, mãe de dois rapazes, está a tentar aceitar a notícia de que tem uma doença grave; a irmã, Brenda, foi despedida do seu prestigiado emprego de professora universitária por manter uma relação íntima com um estudante; e a amiga de ambas, Melanie, após sete tentativas falhadas de fertilização in vitro, está finalmente grávida – depois de descobrir que o marido tem um caso.
Com o intuito de sarar as suas feridas, apanhando sol e sentindo a areia nos pés, «fugiram» para Nantucket sem saber que encontrariam Josh, um desconhecido que mudará as suas vidas. Será que a adorável casa de férias, que pertence à família há gerações, vai ser suficientemente grande para o turbilhão de emoções que a invade?
Descalças une estas quatro vidas numa história irresistível. Um romance tão divertido, memorável e agridoce quanto a própria vida.


A minha opinião:
A estória foca-se na tentativa de três mulheres de passarem um verão maravilhoso, longe dos seus problemas mas, e como sempre acontece, os problemas que as atormentam não as abandonam mas sim vão acompanhá-las durante todo o verão.
As duas irmãs Vicki e Brenda, face a uma tragédia que cada uma viveu nos últimos tempos, decidem viajar sozinhas para Nantucket onde a família possui uma pequenina mas muito acolhedora casa. Ambas têm a esperança de ao recolherem-se na casa onde foram tão felizes na infância, possam resolver alguns dos problemas mais graves que as atormentam, Vicki é a de morrer em breve de uma doença terrível, Brenda a ideia de não conseguir reerguer a sua vida profissional e amorosa que no momento está em cinzas.
A ideia era a de irem apenas as duas, mas quando Vicki descobre que a sua melhor amiga, Melanie, está grávida e com o seu casamento em perigo, não hesita e convida-a para irem todas. Esta será uma decisão de que Vicki irá se arrepender... Mas o verão possui muitas surpresas reservadas para estas três mulheres.
É um livro morno, sereno. Nem muito excitante, nem muito aborrecido. Foi uma leitura linear sem grandes surpresas e que me fez passar momentos agradáveis.
Durante todo o livro sente-se uma certa tristeza pelo que estas mulheres estão a passar mas também sentimos uma certa simpatia por elas, pela luta que fazem para vencerem as dificuldades que são muito reais, aliás todo este livro é o retrato do que se passa em muitas vidas na realidade. Quem pensar que este é um romance adocicado com os habituais floreados desengane-se, o sabor doce e amargo permanece connosco do início até ao fim.
O desenlace de todo este enredo pareceu-me um pouco sem sal (excepto para Vicki) e para mim inesperado, pois já estava a imaginar finais algo diferentes para estas personagens que acabei por simpatizar.
De valorizar a editora por ter conseguido uma capa que em tudo tem a haver com a estória e os meus parabéns por um trabalho impecável a Elsa Vieira (responsável pela tradução), Anabela Mesquita e Jorge Amaral (responsáveis pela revisão).
Como balanço final, não posso dizer que adorei este livro, mas sim que gostei de ter tido a oportunidade de o ler.
6/10
Lido a 1 de Maio de 2009
Sinopse:
Vem a mim
A primeira vítima é encontrada num terreno de Filadélfia coberto de neve. O detective Vito Ciccotelli consegue a ajuda da arqueóloga Sophie Johannsen para determinar exactamente o que se encontra
abaixo da superfície gelada. Apesar de ter passado anos a procurar objectos enterrados durante séculos, a jovem arqueóloga não está preparada para a série de sepulturas, escavadas com uma precisão arrepiante. As vítimas atormentam-na, mas as sepulturas vazias aterrorizam-na - o assassino ainda não acabou.

Grita para eu ouvir
Ele é frio e calculista, senhor de um jogo maquiavélico. Mesmo com Vito e Sophie no seu encalço, não pára, tem de ocupar outra sepultura vazia e ouvir um último grito - o grito de uma arqueóloga que o enerva e o descontrola...


A minha opinião:
Os meus gostos literários são MUITO variados. Conforme me sinto no momento, a minha escolha pode variar desde o romance, até ao thriller, passando pelo romance histórico e ainda dando um pulinho ao mundo do fantástico. No momento em que me dirigi à estante para escolher a próxima leitura queria um romance com alguma adrenalina e ao escolher este livro, obtive isto e muito mais. Este livro não desilude, cumpre as promessas que faz e deixa o leitor saciado. Não há momentos parados, nem pistas óbvias. A identidade do assassino e a sua motivação só é desvendada pertinho do final, tal como eu gosto. Não há clichés. Além disso, as duas personagens principais - Vito Ciccotelli e Sophie Johannsen - são complexas e reais, o que me fez gostar bastante deles e de acompanhar a evolução da relação amorosa.
Os meus parabéns à autora, aos tradutores (Irene Daun Lorena e Nuno Daun Lorena) e à pessoa responsável pela revisão (Sofia Fonseca) pelo trabalho impecável, e à designer responsável pela capa (Ana Monteiro).
Nota negativa à Bertrand pela escolha do péssimo papel que constitui este livro; um pouco mais fino e dava para usar como papel vegetal (pouco falta). Não percebo também a recente mudança de imagem da capa que, na minha humilde opinião, tem pouco a haver com o enredo:

Deixo aqui o trailer deste livro. O trailer evidencia a parte do triller e dos crimes, mas atenção que essa é apenas uma parte deste livro. Fico com a esperança de que a Bertrand continue a apostar nesta autora...


9/10
Lido a 19 de Abril de 2009
Sinopse:
Quando Isabella Swan se muda para Forks e conhece o misterioso e cativante Edward Cullen, a sua vida sofre uma viragem emocionante e aterradora. Com a sua pele de porcelana, olhos dourados, voz hipnotizante e dons sobrenaturais, Edward revela-se tão irresistível como impenetrável. Até ao momento, Edward conseguira esconder a sua identidade verdadeira, mas Bella está determinada a desvendar o seu segredo obscuro.


A minha opinião:
Sobre este livro já muito foi dito e muitas foram as pessoas que já leram este livro. É sem dúvida nenhuma uma estória cativante que me impossibilitou pousar o livro por muito tempo. Nunca pensei que fosse uma leitora que adorasse livros vampirescos, mas aqui estou eu a admitir que gostei e muito de ler este livro que não exige muito mas que oferece bons momentos a quem o lê.
Iniciei a leitura com as expectativas baixas pois já sabia que era um livro simples, direccionado ao público juvenil, e talvez por isso tenha gostado tanto. Quantas vezes comecei a ler um livro com as expectativas bem lá no alto, apenas para no final me sentir desiludida e insatisfeita? Muitas vezes, sem dúvida.
Na minha opinião a mais valia desta obra foi a capacidade da autora conseguir integrar tantas características humanas na família Cullen, o que nos faz gostar desta invulgar "família".
9/10
Lido a 13 de Abril de 2009
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