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Fiz o questionário e fiquei espantada com o resultado.
Adorei e continuo a adorar o filme, mas não me estava a ver como uma Anne Elliot.

I am Anne Elliot!


Take the Quiz here!

Sinopse:
Ela é bela. Ela é brilhante. Ela é uma assassina.
Após dez anos no encalço de Gretchen Lowell, o detective Archie Sheridan é raptado e torturado durante dez dias pela lindíssima serial killer. Mas, no final, ela decide, misteriosamente, libertá-lo e entregar-se às autoridades.
Gretchen é condenada a prisão perpétua, enquanto Archie é condenado a outro tipo de prisão: viciado em vários medicamentos, não é capaz de regressar à sua antiga vida e não consegue esquecer aqueles dez dias de tortura... nem Gretchen.
Quando outro assassino começa a raptar e assassinar raparigas adolescentes de Portland, Archie é convidado a voltar ao activo e a liderar a equipa que vai investigar os crimes recentes.
A nova investigação dará início a um jogo mortal entre Archie, o novo assassino e... Gretchen Lowell.



A minha opinião:
Quando um assassino em série começa a raptar e a assassinar raparigas sem deixar nenhuma pista viável, o primeiro pensamento das autoridades é reactivar a brigada da Beleza Assassina e o seu chefe Archie Sheridan. Mas os elementos desta brigada sentem a sua confiança fragilizada, afinal conseguiram apanhar a pior e mais terrível assassina de que há memória mas com um custo demasiado elevado.
À medida que Archie e os seus colegas vão investigando este novo caso, nós os leitores vamos descobrindo aos poucos o que se passou entre Archie e Gretchen. Porque afinal algo de muito estranho e anómalo deve ter acontecido para que Gretchen o tivesse assassinado para logo depois o ressuscitar, chamar as autoridades e entregar-se. Algo de muito tortuoso e perverso deve estar ainda a acontecer para que Archie continue a visitar Gretchen na cadeia todos os domingos.
Esta foi sem dúvida a parte do livro que mais me conquistou. A curiosidade em saber e o receio de descobrir o que afinal se passou verdadeiramente naquela cave durante dez longos dias.
Quanto a este novo caso que Sheridan investiga revelou-se, para mim, demasiado óbvio. Ainda estava a cerca de 100 páginas de acabar e já sabia a identidade do(a) culpado(a). Mas mantive-me a ler até ao final apenas para descobrir mais sobre esta extraordinária relação entre Archie e a terrível Gretchen.
Não acho que este livro seja um bom livro mas sim um bom começo. Querendo eu dizer que espero que a Porto editora publique o próximo da série pois serei das primeiras a comprá-lo, embora aproveite já para confessar o meu aborrecimento pelas gralhas parvas que por vezes aparecem ao longo do livro e que com uma simples revisão desapareceriam. Exemplo: "Extraiu a cave do carro da bolsa e saiu da sede da patrulha fluvial" Excerto retirado da página 340.
Quanto à tradução achei-a bastante boa (pelo menos não detectei nada de extraordinário) e os meus parabéns pelo bom trabalho ao tradutor Fernando Dias Antunes.
6,5/10
Lido a 11 de Junho de 2009
Sinopse:
«Tentaram fazer-me o mesmo que fizeram à Mammy. Soltaram os cães. E, chegada ao ponto de contar o modo como isto foi feito, só pergunto o seguinte: porque foi que nós, os escolhidos, ficámos tanto tempo de boca calada? Porque dissimulámos a verdade? Porque preferimos andar de coração roído a correr o risco de contar tudo?»

A história de uma jovem mulher, na Inglaterra de 1966: a filha adoptiva de uma feiticeira da região de Midlands, que ajuda as raparigas da aldeia a resolver os seus problemas. Será também ela bruxa? Mas onde acaba e começa a magia?
Uma história de velhos segredos e de uma nova vida.


A minha opinião:
Um livro estranho... Estranho não por me ter desagradado mas sim por se ter entranhado nos meus pensamentos e reflexões, quando eu, de início nem estava a gostar assim tanto do que lia. Durante todo o resto do dia, depois de já ter acabado de o ler, estive a relembrar certas passagens e a pensar que este livro traz-nos grandes verdades, verdades universais.
Fern é uma jovem mulher que foi adoptada e criada por uma mulher sábia e possuidora de conhecimentos seculares, chamada Mammy. Mas Mammy tem um passado, um passado repleto de segredos obscuros e perigosos se vierem à luz do dia, principalmente para quem vive num meio rural e fechado em si mesmo.
Após uma morte trágica de uma jovem habitante da aldeia, as suspeitas recaem sobre Mammy e as consequências serão terríveis tanto para esta como para Fern. Com Mammy provisoriamente afastada e com ela os segredos de uma aldeia inteira, Fern vê o seu modo de vida ameaçado assim como todos os aspectos da vida que até aqui conheceu como sua. Todos os rancores antigos revelam-se e Fern aflita vira-se para os poucos amigos que possui... mas serão mesmo amigos verdadeiros ou quererão eles algo mais? Como dizia Mammy "o conhecimento é poder".
7/10
Lido a 31 de Maio de 2009
Sinopse:
Quando os seus inimigos finalmente o encontram, Manuel Roca obriga Nina, a sua filha pequena, a meter-se num escoderijo debaixo de um alçapão na despensa, a partir do qual testemunhará o assassinato do seu pai e do seu irmão. Após a matança, Tito, um dos assassinos, encontra o esconderijo de Nina mas, apiedado da inocência da criança, não diz nada aos seus cúmplices. Décadas mais tarde, Nina é uma intrigante mulher que passeia pela rua quando encontra um já idoso Tito a vender lotaria. Este encontro revelará até que ponto a traumática experiência da sua infência marcou ambas as personagens, e se serão alguma vez capazes de a superar.

Sobre o autor:


Alessandro Baricco nasceu em Turim, em 1958, e a sua estreia na literatura deu-se aos 33 anos com o romance Castelos de Raiva.
O seu primeiro best seller internacional, Seda tem sido traduzido para várias línguas e os seis romances que escreveu têm ganho inúmeros prémios literários, incluindo o Prix Médicis Étrangér, em França.
Sucesso de crítica e público, a sua obra é apelidada de «pós-moderna», expressão com múltiplas interpretações e que é, talvez, pequena para um autor que já marcou um espaço de destaque no universo da literatura mundial. Talvez por procurar uma intensidade na sua relação com os leitores, Baricco é hoje em dia um dos autores preferidos pelas camadas mais jovens.
A criação literária de Baricco é bastante diversificada, abrangendo peças de teatro, ensaios, colectâneas de artigos, entre outros.

A minha opinião:
Este é um dos livros que saiu recentemente com a revista Sábado. Mal o tive nas mãos fiquei ansiosa para lhe pegar pois já ouvi falar muito deste autor e queria ler alguma coisa dele. Apesar de todos este sentimentos positivistas tenho de confessar que agradou mas não maravilhou. Culpa disto é talvez a sinopse que acompanha esta edição que revela demasiado do enredo. O livro é pequeno e não havia necessidade de contar tanto sobre o que se iria ler.

Baricco conta-nos uma estória de assassínio, culpa, vingança e amor. Penso que esta frase (retirada do livro, página 154) explica melhor do que eu alguma vez conseguiria no que este livro consiste:

"Então pensou que, por incompreensível que a vida seja, provavelmente a atravessamos com o único desejo de regressar ao inferno que nos gerou (...)"
5/10
Lido a 28 de Maio de 2009
Sinopse:
Uma história de amor entre um cobarde corajoso e uma cortesã francesa é a trama central do primeiro e comovente romance do actor Gene Wilder.

1918. Paul Peachy, um jovem e acanhado empregado ferroviário de Milwaukee, actor nas horas vagas, descobre que a esposa já não o ama. Alista-se no exército americano e embarca para lutar em França encontrando consolo temporário nas amizades surgidas entre os horrores da guerra. Peachy acaba por ser capturado e a sua única hipótese de sobrevivência é fazer-se passar por um dos mais famosos espiões inimigos. Na pele do cortês e dotado espião Harry Stroller, Peachy é recebido como um herói pelas altas esferas alemãs e consegue acesso a uma vida sumptuosa que nunca antes imaginara. Mas, as suspeitas dos alemães obrigam Peachy a ser escandalosamente falso para encobrir o seu disfarce revelando uma coragem e um engenho que ele nem sonhava possuir.
Num perigoso mundo de enganos e desilusões Peachy apaixona-se por Annie, uma bela cortesã francesa que parece conseguir ver através do seu disfarce astucioso…


A minha opinião:
Em primeiro lugar fiquei admirada ao ver a fotografia do autor na capa, o que só aconteceu quando peguei neste livro para o ler. Nunca pensei que o actor do filme "Uma mulher de vermelho" ou "Willy Wonka and the Chocolate Factory" fosse o autor deste livro!


A simplicidade e a ironia são os principais ingredientes deste maravilhoso romance. Não é, de todo, um livro muito bem escrito e uma obra imprescendível, mas quem o ler ficará com toda a certeza rendido(a). Em cerca de 190 páginas estão presentes uma variedade impressionável de momentos da vida da personagem principal, Paul Peachy, que me fez render todo o meu coração a esta personagem genial e adorável! Quem pegar neste livro prepare-se para soltar umas gargalhadas perante situações simplesmente inacreditáveis.

Se eu conseguisse resumir, este é um livro onde através de um relato de captura e romance de um simples soldado, durante a Primeira Guerra Mundial, se mostra a quem queira ler a verdadeira inutilidade da guerra e que fácil é compreendermos as duas faces da moeda onde não existe o Bem e o Mal, mas sim uma cambada de pessoas estúpidas num nível hierárquico superior que pensam que a guerra é a solução de uma qualquer situação.
Os meus sinceros agradecimentos a editora Civilização por ter apostado nesta pequena mas genial obra que irei guardar na minha biblioteca pessoal com todo o carinho...


7,5/10
Lido a 22 de Maio de 2009
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