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Sinopse:
Seis mulheres, seis escritoras em delírio e um romance hilariante.
Quantas mulheres existem na cabeça de Maria Marina Silveira Figueiroa?

Marina, que às vezes é Odete, outras dá pelo nome de Maria Eduarda e ainda responde como Francisca, é surpreendida por um telefonema do banco: tem uma dívida ao IRS e a sua conta bancária está penhorada. Desesperada e sem dinheiro, decide recorrer ao amante de Maria Eduarda, Lourenço, inspector da Polícia Judiciária, que, às tantas, deixa de atender o telemóvel e de responder às mensagens. Quando menos espera, a notícia cai como uma bomba: Lourenço é encontrado morto.
Maria Eduarda é detida por suspeita de homicídio e, quando tudo parecia resolver-se, Henrique, o namorado de Marina é assassinado. Acto contínuo, os dias de Maria Marina são passados na Judiciária e é aí, entre um interrogatório e outro, que conhece D. Querida Flor Cerqueira e se apaixona por Couto Pinto. E o verdadeiro mistério começa então a desenhar-se...
A história, nascida da imaginação de seis autoras, promete personagens e uma prosa bem vivas, apesar das mortes que vão ocorrendo, é bom de ver. Este romance constituiu um divertimento para as seis escritoras que se encontraram (reencontraram num caso ou noutro) pelo prazer de dar largas à imaginação e escrever uma comédia irresistível.


A minha opinião:
Peguei neste livro a pensar que era um policial com toques de comédia, mas estava completamente errada. É com toda a certeza uma grande comédia com pequeninos vislumbres de policial (coisa muito pouca).
A história anda à volta de Marina e dos seus desvaneios de mulher. Marina tem um relacionamento disfuncional com um inspector da PJ chamado Lourenço. Por se sentir só e mal amada, Marina começa a multiplicar-se em várias personagens. Um fim-de-semana é Odete, no outro Maria Eduarda, no outro Francisca. Tudo lhe corre mais ou menos bem até ao dia em que recebe uma fria e seca mensagem de que deve ao IRS exactamente 5373,45 euros e que por causa disso ficará com todo o seu dinheiro congelado. Mas tudo ficará ainda muito mais complicado quando Marina é confrontada por dois agentes da Polícia Judiciária que a vão buscar a casa, por suspeita do homicídio do amante.
Crime, mistério, intrigas, segredos e muito humor são os principais ingredientes deste livro escrito por seis mulheres.
É uma leitura bem levezinha e bem humorada, mas que não me conquistou. Compreendo que um livro escrito por 6 pessoas torna-se muito complicado de gerir e admito que tal gerência até foi bem feita. No entanto, ao longo do livro senti que a fluidez do enredo estava comprometida. O que eu quero dizer é que em determinados momentos nota-se que já é outra pessoa que escreve por causa do enredo virar-se noutro sentido diferente. E por isto dei por mim a ler e a pensar "Então? Já é outra coisa?".
Resumindo, achei que se trata de uma leitura fresca, leve e cómica mas incompleta, desagregada e sem profundidade.
3/10
Lido a 18 de Junho de 2009
Sinopse:
Emma Litton não é capaz de seguir em diante com a sua vida até descobrir exactamente que lugar ocupa no coração do seu pai. Desde os 14 anos estudou na Europa, depois conseguiu um emprego em Paris, sempre tentando imaginar o que o pai, um artista famoso, estaria a fazer no Japão, na América ou na sua casa de férias na Cornualha.
Mesmo depois de conhecer Robert Morrow, um bonito homem, dono de uma galeria de arte, e de reencontrar o seu irmão por afinidade, Cristo; ainda assim sente-se obrigada a descobrir a verdade sobre o seu passado.
Mas Emma poderá aperceber-se tarde demais que o que ela precisa de encontrar é a verdade sobre si própria e que perdoar é o primeiro passo para preservar o amor.


A minha opinião:
Depois de ter lido boas opiniões sobre a obra desta autora este livro resultou numa pequena desilusão. O livro é pequeno e lê-se bem em 2/3 horas.
Conta-nos a história de Emma, uma jovem mulher com uma vida familiar muito complicada e completamente desajustada da realidade e que sente a urgência de entender certos aspectos da sua infância. Este foi o principal ponto onde eu comecei a desgostar um pouco do que lia. O passado de Emma é demasiado irreal, fantasioso, e ultimamente tenho vindo a gostar cada vez mais de livros que retratem algo que eu possa imaginar a acontecer na casa ao lado, mais terra-a-terra.
Mas não estou a dizer que não gostei do que li, é um livro bonito, sereno e que se lê muito bem. A base deste livro é simplesmente bela, a de que por vezes precisamos de um segundo olhar sobre nós próprios e sobre as pessoas que nos rodeiam para percebermos que a nossa primeira ideia sobre as relações que construímos pode estar errada. E foi isso que a personagem principal precisou, um segundo olhar, uma segunda opinião, uma segunda reflexão. Por isso mesmo é que o título original desta pequenina história é "Another view".
Talvez se a autora tivesse desenvolvido mais, cimentado melhor a parte sentimental das personagens, este fosse um excelente livro. Quando acabei de ler o final repentino e rápido senti-me um pouco incompleta, um pouco insatisfeita.
5,5/10
Lido a 13 de Junho de 2009
Sinopse:
Afinal, a ficção podia tornar-se realidade… pelo menos para ela!

Para conseguir acabar de escrever o seu primeiro livro e assim iniciar uma carreira como escritora de novelas românticas, Jackie MacNamara fora para uma casa emprestada. O que, obviamente, não esperava era que o seu herói imaginário aparecesse por lá. Ele era, na verdade, Nathan Powell, o proprietário da casa, e procurava paz e tranquilidade.
A única coisa que Jackie tinha de fazer era convencer o teimoso Nathan Powell de que podiam partilhar o mesmo tecto e de que os finais felizes começavam em casa, entre os seus braços…


A minha opinião:
Quando Jackie MacNamara revela a sua intenção de encontrar uma casa sossegada para que possa escrever o seu livro, Fred, o seu primo e um vigarista de primeira qualidade, oferece-lhe a oportunidade de alugar uma casa absolutamente extraordinária. Jackie, um pouco desconfiada, aceita e passa os primeiros dias intercalando trabalho com descanso. Isto até chegar o dono da casa que indignado a quer dali para fora.
Nathan Powell é o dono da dita casa, que após chegar cansado de semanas de trabalho intenso somadas a várias horas de viagem vê-se perante um problema. Uma mulher, muito parecida com um furacão, está a viver na sua casa, a comer na sua cozinha e a dormir na sua cama indevidamente. O que Nathan não suspeita é que esta pequena mulher transformará todas as suas tentativas de expulsão em nulidades e ainda descobrirá um segredo do seu passado que Nathan tanto lutou para vencer e esquecer.
Uma história de amor que é uma autêntica luta entre vontades e entre duas personalidades fortes. Mas alguém terá de ceder...
5/10
13 de Junho de 2009
Fiz o questionário e fiquei espantada com o resultado.
Adorei e continuo a adorar o filme, mas não me estava a ver como uma Anne Elliot.

I am Anne Elliot!


Take the Quiz here!

Sinopse:
Ela é bela. Ela é brilhante. Ela é uma assassina.
Após dez anos no encalço de Gretchen Lowell, o detective Archie Sheridan é raptado e torturado durante dez dias pela lindíssima serial killer. Mas, no final, ela decide, misteriosamente, libertá-lo e entregar-se às autoridades.
Gretchen é condenada a prisão perpétua, enquanto Archie é condenado a outro tipo de prisão: viciado em vários medicamentos, não é capaz de regressar à sua antiga vida e não consegue esquecer aqueles dez dias de tortura... nem Gretchen.
Quando outro assassino começa a raptar e assassinar raparigas adolescentes de Portland, Archie é convidado a voltar ao activo e a liderar a equipa que vai investigar os crimes recentes.
A nova investigação dará início a um jogo mortal entre Archie, o novo assassino e... Gretchen Lowell.



A minha opinião:
Quando um assassino em série começa a raptar e a assassinar raparigas sem deixar nenhuma pista viável, o primeiro pensamento das autoridades é reactivar a brigada da Beleza Assassina e o seu chefe Archie Sheridan. Mas os elementos desta brigada sentem a sua confiança fragilizada, afinal conseguiram apanhar a pior e mais terrível assassina de que há memória mas com um custo demasiado elevado.
À medida que Archie e os seus colegas vão investigando este novo caso, nós os leitores vamos descobrindo aos poucos o que se passou entre Archie e Gretchen. Porque afinal algo de muito estranho e anómalo deve ter acontecido para que Gretchen o tivesse assassinado para logo depois o ressuscitar, chamar as autoridades e entregar-se. Algo de muito tortuoso e perverso deve estar ainda a acontecer para que Archie continue a visitar Gretchen na cadeia todos os domingos.
Esta foi sem dúvida a parte do livro que mais me conquistou. A curiosidade em saber e o receio de descobrir o que afinal se passou verdadeiramente naquela cave durante dez longos dias.
Quanto a este novo caso que Sheridan investiga revelou-se, para mim, demasiado óbvio. Ainda estava a cerca de 100 páginas de acabar e já sabia a identidade do(a) culpado(a). Mas mantive-me a ler até ao final apenas para descobrir mais sobre esta extraordinária relação entre Archie e a terrível Gretchen.
Não acho que este livro seja um bom livro mas sim um bom começo. Querendo eu dizer que espero que a Porto editora publique o próximo da série pois serei das primeiras a comprá-lo, embora aproveite já para confessar o meu aborrecimento pelas gralhas parvas que por vezes aparecem ao longo do livro e que com uma simples revisão desapareceriam. Exemplo: "Extraiu a cave do carro da bolsa e saiu da sede da patrulha fluvial" Excerto retirado da página 340.
Quanto à tradução achei-a bastante boa (pelo menos não detectei nada de extraordinário) e os meus parabéns pelo bom trabalho ao tradutor Fernando Dias Antunes.
6,5/10
Lido a 11 de Junho de 2009
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