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Sinopse:
Às vezes lemos um romance que nos leva a lugares que não sabíamos que precisávamos de ir. Esse é o poder da escrita. Até que o Amor Me Encontre é um desses romances.
Chase Walker é um jornalista que investiga o mistério de um menino abandonado numa linha-férrea. Sabe como ele foi lá parar, mas não sabe como, nem o que se passou até esse dia. Apenas sabe que esse menino está destroçado. Mas esta criança desperta algo dentro de Chase que precisava de renascer: a necessidade de conhecer a verdade. A verdade sobre o menino; a verdade sobre si próprio, e a verdade sobre o homem mais importante da sua vida: o seu pai adoptivo. Enquanto procura a verdade sobre o rapaz, Chase também persegue a verdade sobre o seu pai e sobre crime que foi cometido muito antes de ser adoptado. Sabe que as acusações eram falsas, mas simplesmente não consegue provar. A história avança, até que a verdade vem finalmente ao de cima. Mas não é a verdade que o leitor assumiu... é muito, muito melhor. Dentro de todos nós há o desejo de saber quem somos verdadeiramente... e de saber que somos amados e desejados. Todos procuramos a verdade e quase sempre o nosso passado parece incompleto. Este é um romance fascinante, uma extraordinária alegoria ao desejo universal de ser amado.


A minha opinião:
Este livro é simplesmente maravilhoso. Não tenho outra palavra para o descrever.
Retirando o facto de a letra ser quase ilegível (tamanho 8 ou 9) não tenho mais nenhum defeito a apontar à escrita deste autor, à editora Casa das Letras, à tradutora Maria Correia, tudo é de qualidade.
O livro começa com a descoberta de uma criança de passado misterioso que foi descoberta perdida e muito maltratada. Vítima de anos de abuso psicológico e físico ninguém consegue descobrir de onde ele é, qual o seu nome, que idade tem,... ainda mais porque alguém o deve ter tentado estrangular o que resultou numa traqueia demasiado danificada para que a criança possa falar. Apesar de não conseguir ou não saber falar, ele sabe desenhar como ninguém. É impossível a qualquer pessoa não ficar abismada ao olhar para os seus desenhos. Porque esta é a única forma que John Doe #117 (nome provisório que o estado deu à criança) tem de comunicar e ele fá-lo com excelência.
Chase Walker, o jornalista encarregue de acompanhar esta história, também foi uma criança como John Doe #117 - abusada, maltratada, enviada como uma mala de lar em lar de acolhimento, sem ninguém que o amasse - até que foi acolhido por William MacFarland e a sua esposa. Cresceu e viveu com esta família que sempre o amou incondicionalmente mas que possui um passado obscuro e que por isso são rejeitados por qualquer pessoa da cidade. Um roubo impossível, uma morte prematura e uma traição misteriosa, tudo isto surge do passado da família MacFarland sem que ninguém o revele ao mundo.
Somos levados por estas duas histórias diferentes e sem que nos apercebamos, apaixonamo-nos incondicionalmente por este livro. Duas histórias diferentes mas com muitas coisas em comum - dois meninos que foram abandonados e maltratados e que só querem ser amados por alguém, só querem que alguém se preocupe com eles.
Sei que este livro foi comparado aos do Nicholas Sparks, não percebo porquê. Só se fôr por ser "inserido" na escrita dita Romanceada. Os últimos livros de Sparks já perderam (para mim) aquele interesse, aquela profundidade, são cópias repetidas de uma mesma fórmula. Mas este livro possui sentimento, profundidade, não é um campo estéril de alma...
Se alguém ainda não o tem na estante para o ler, não sei o que esperam! Nem que seja para se divertirem com os Willeísmos (quem o ler perceberá;D ).


"O amor faz destas coisas. Nomeia o inominável e confere voz ao silêncio" Excerto da página 343
9/10
Lido a 23 de Julho de 2009
Sinopse:
Emily era uma criança mimada, teimosa e egoísta que morreu pouco antes de fazer treze anos. Mas isso foi há muito tempo… Jane é uma órfã de nove anos que vai passar o Verão a casa da avó, uma misteriosa mansão no Massachusetts. Jane é introvertida triste, e, pouco dada a brincadeiras de criança. Um dia, ao olhar para uma bola espelhada que enfeita o jardim, vê reflectido um rosto que não é o seu…
A partir de então, Jane passa cada vez mais tempo com uma amiga imaginária que mais ninguém consegue ver, mas cuja presença se faz sentir subtil e misteriosamente. Há muitos anos atrás, uma criança malévola e cheia de raiva viveu nesta casa – e, na verdade, nunca a abandonou. E agora, Emily quer que Jane lhe faça companhia… para sempre.

Jane Emily é um clássico da literatura de terror que já arrepiou gerações de leitores. Com uma densidade psicológica brilhante e uma aterradora atenção ao pormenor, esta é uma história que os leitores dificilmente esquecerão.


A minha opinião:
O facto de terem classificado este livro como um clássico do terror é completamente absurdo. Originalmente foi considerado como The classic novel of the supernatural, traduzindo é um romance clássico do sobrenatural. Esta SIM! É a verdadeira gaveta literária onde devemos enfiar este pequeno livro, um romance que ao primeiro olhar é cândido e inocente mas que revela algumas surpresas a quem o lê e além disso tem uma grande moral nas entrelinhas!

Um livro que gostei bastante de ler. Surpreendeu-me pela positiva e recomendo.

Aproveito para deixar aqui as imagens de algumas das capas antigas (liindas) do livro que revelam mais sobre o enredo:




7/10
Lido a 30 de Abril de 2009
Sinopse:
Outubro, 1975. Quando o avião levantou voo deixando para trás a baía de Luanda, Carlos Jorge tentou a todo o custo controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Acompanhado pela mulher e filhos, partia rumo ao desconhecido. A uma pátria que não era a sua. Joana não ficou indiferente ao drama dos passageiros que sobrelotavam o voo 233. O mais difícil da sua carreira como hospedeira. No meio de tanta tristeza, Joana não conseguia esquecer o olhar firme e decidido de Carlos Jorge. Não percebia porquê, mas aquele homem perturbava-a profundamente. Despertava-a para a dura realidade da descolonização portuguesa e para um novo sentimento que só viria a ser desvendado vinte anos mais tarde. Foram milhares os portugueses que entre 1974 e 1975 fizeram a maior ponte área de que há memória em Portugal. Em Angola, a luta pelo poder dos movimentos independentistas espalhou o terror e a morte por um país outrora considerado a jóia do império português. Naquela espiral de violência, não havia outra solução senão abandonar tudo: emprego, casa, terras, fábricas e amigos de uma vida.


A minha opinião:
Demorei a pegar neste livro, mas quando comecei a ler não consegui parar.
Este autor surpreendeu-me pela simplicidade e limpidez da escrita. Nestas páginas não há excessos e ao contrário de um determinado jornalista que escreve livros, não existem páginas inteiras para "encher chouriços".
Retornado é a designação para os portugueses brancos vindos das ex-colónias que se instalaram em Portugal após a independência dos territórios em África, Informação retirada da Wikipédia. Para saber mais cliquem aqui, e é sobre este acontecimento que estas páginas nos dão a conhecer.
Quanto ao enredo, trata-se de uma história de amor com MUITAS coincidências. A personagem principal, Joana trabalha na TAP quando é destacada para uma viagem de urgência para resgatar portugueses de Angola. Joana não sabe o que a espera, mas a descrição da confusão do aeroporto deixou Joana e eu própria abismada com o caótico da situação. Pessoas que saíam de casa com uma mala de mão e se dirigiam ao aeroporto deixando todas as suas posses, todos os seus amigos, toda uma vida para trás e depois, com muita sorte conseguiam um lugar num avião para Lisboa. Para mim é simplesmente inimaginável o que aquelas pessoas sentiram.

Durante a viagem Joana fica cativada com o olhar firme e decidido de Carlos Jorge, um médico que viaja com a sua família. Mas só 27 anos depois é que esta troca de profundos olhares terá tradução para ambos.

Gostei deste livro pelo que aprendi com ele sobre a guerra colonial portuguesa. Quanto à história de amor achei-a bonita mas simples.
7/10
Lido a 24 de Junho de 2009

Sinopse:
Uma corveta inglesa parte para terras de Espanha. O objectivo, em tempo de guerra peninsular, é concluir uma missão secreta nas Astúrias.
A bordo vai o jovem oficial Edgar Burne que faz amizade com o marinheiro Cuba Tom. Cabe aos dois a missão de penetrar por terras de Espanha, numa região montanhosa, e contactar um líder rebelde local. Mas o acaso separa-os e Burne vai ter a uma estranha estalagem. Lá dentro encontram-se duas velhas de rostos medonhos e uma bela jovem morena. Convidam-no a pernoitar. Mas Burne não consegue pregar olho e, ainda para mais, parece-lhe ouvir a voz de Cuba Tom, além-túmulo, que lhe diz: "Abra bem os olhos!"


Informação extra:
"(...) Joseph Conrad, um dos grandes escritores modernos, capaz de recriar, magistralmente, atmosfera exóticas. Graças a um vocabulário riquíssimo, Conrad é também mestre em fazer transparecer as dúvidas e as incertezas que assolam o homem. O estilo exótico da sua escrita, os romances ambientados en terras selvagens e o tema recorrente das viagens marítimas são características que distinguem este singular escritor.
Apesar de o inglês ser a sua terceira língua - o polaco e o francês foram os primeiros idiomas que aprendeu -, revelou ser um grande domínio e criatividade na escrita.
(...) Muito jovem, alista-se na Marinha Mercante e corre os mares do mundo.(...)
(...) Foi das várias viagens que fez, da América Latina à África e ao Oriente, que retirou a matéria-prima para os seus romances." Retirado de uma notícia do DN a 20/08/08


A minha opinião:
Um livro pequenino que foi oferecido pelo DN no verão de 2008 e que possui um pequeno conto.
Gostei bastante do que li. Uma história pequena, que entreteve, que está muito bem escrita com um vocabulário rico mas que no entanto se lê sem qualquer esforço.
O que se passava naquela estalagem deixou-me espantada com a originalidade e com a simplicidade de uma armadilha tão bem criada.
Um livro ideal para levar para a praia ou para a esplanada e sentirmos o prazer do sol na pele e do sussurro das páginas a virar.
6/10
Lido a 21 de Julho de 2009

Sinopse:
Seis mulheres, seis escritoras em delírio e um romance hilariante.
Quantas mulheres existem na cabeça de Maria Marina Silveira Figueiroa?

Marina, que às vezes é Odete, outras dá pelo nome de Maria Eduarda e ainda responde como Francisca, é surpreendida por um telefonema do banco: tem uma dívida ao IRS e a sua conta bancária está penhorada. Desesperada e sem dinheiro, decide recorrer ao amante de Maria Eduarda, Lourenço, inspector da Polícia Judiciária, que, às tantas, deixa de atender o telemóvel e de responder às mensagens. Quando menos espera, a notícia cai como uma bomba: Lourenço é encontrado morto.
Maria Eduarda é detida por suspeita de homicídio e, quando tudo parecia resolver-se, Henrique, o namorado de Marina é assassinado. Acto contínuo, os dias de Maria Marina são passados na Judiciária e é aí, entre um interrogatório e outro, que conhece D. Querida Flor Cerqueira e se apaixona por Couto Pinto. E o verdadeiro mistério começa então a desenhar-se...
A história, nascida da imaginação de seis autoras, promete personagens e uma prosa bem vivas, apesar das mortes que vão ocorrendo, é bom de ver. Este romance constituiu um divertimento para as seis escritoras que se encontraram (reencontraram num caso ou noutro) pelo prazer de dar largas à imaginação e escrever uma comédia irresistível.


A minha opinião:
Peguei neste livro a pensar que era um policial com toques de comédia, mas estava completamente errada. É com toda a certeza uma grande comédia com pequeninos vislumbres de policial (coisa muito pouca).
A história anda à volta de Marina e dos seus desvaneios de mulher. Marina tem um relacionamento disfuncional com um inspector da PJ chamado Lourenço. Por se sentir só e mal amada, Marina começa a multiplicar-se em várias personagens. Um fim-de-semana é Odete, no outro Maria Eduarda, no outro Francisca. Tudo lhe corre mais ou menos bem até ao dia em que recebe uma fria e seca mensagem de que deve ao IRS exactamente 5373,45 euros e que por causa disso ficará com todo o seu dinheiro congelado. Mas tudo ficará ainda muito mais complicado quando Marina é confrontada por dois agentes da Polícia Judiciária que a vão buscar a casa, por suspeita do homicídio do amante.
Crime, mistério, intrigas, segredos e muito humor são os principais ingredientes deste livro escrito por seis mulheres.
É uma leitura bem levezinha e bem humorada, mas que não me conquistou. Compreendo que um livro escrito por 6 pessoas torna-se muito complicado de gerir e admito que tal gerência até foi bem feita. No entanto, ao longo do livro senti que a fluidez do enredo estava comprometida. O que eu quero dizer é que em determinados momentos nota-se que já é outra pessoa que escreve por causa do enredo virar-se noutro sentido diferente. E por isto dei por mim a ler e a pensar "Então? Já é outra coisa?".
Resumindo, achei que se trata de uma leitura fresca, leve e cómica mas incompleta, desagregada e sem profundidade.
3/10
Lido a 18 de Junho de 2009
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