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Sinopse:
Holly Golighly é mais do que uma boneca de luxo. Deslumbrante, espirituosa e ternamente vulnerável, inquietando as vidas dos que com ela se cruzam, é retratada por Truman Capote em Breakfast at Tiffany’s (Boneca de Luxo), um romance tocante e singelo sobre a amizade, que constitui uma autêntica história de sedução.
Verdadeiro clássico da literatura americana contemporânea, nele se inspirou Blake Edwards para o filme homónimo protagonizado por Audrey Hepburn.


A minha opinião:
As linhas mestras desta história já eu conhecia através do filme, mas que a leitura deste livro me surpreendeu e desiludiu um pouco, isso foi.
Existem diferenças entre o que é retratado no livro e o que aparece no filme. O filme é infinitamente mais idealista, mais romântico. O livro é directo ao assunto, com poucos romantismos e sem qualquer ideais sobre o amor, a sinceridade na relação, o materialismo, a ganância ou algo belo e etéreo.
Esta leitura valeu pela surpresa e pelo meu enriquecimento pessoal, mas admito que gosto muito mais da adaptação feita no filme com a incomparável Audrey Hepburn.




Ao ler o livro confesso que senti a falta da magia que esta encantadora mulher emprestou à adaptação cinematográfica:


5,5/10
Lido a 24 de Julho de 2009
Sinopse:
Uma mãe. Uma filha. Uma família destroçada.
Sarah Harris era uma criança feliz e apreciada por todos. Até se tornar, repentinamente, no alvo de um inimigo perigoso mas invisível — e a sua vida, e da família, transformou se num verdadeiro inferno. Em pouco tempo, a menina de seis anos foi suspensa da escola, alienada pelos amigos e vítima de suspeição no seu próprio lar. Para a mãe, Lyndsey, foi como viver para além dos seus piores pesadelos. A filha que tanto amava parecia ter se transformado de um dia para o outro numa criança de quem quase tinha medo. A sua menina fazia o impensável: cortava tudo e mais alguma coisa, tentava envenenar os amigos, e chegou inclusivé a acusar os próprios pais de abuso sexual.
Em breve, o casamento de Lyndsey ficou à beira do abismo, os serviços sociais ameaçaram retirar as crianças aos pais e Lyndsey teve de lutar com todas as forças para manter a família unida. Mas o pior estava ainda para vir, quando Lyndsey descobre que foram todos vítimas da traição mais dolorosa…


Informação adicional:
(Fornecida pela editora)
Lyndsey Harris é um pseudónimo. Todos os nomes foram alterados para proteger a privacidade da filha de Lyndsey.
Em Inglaterra, onde foi originalmente publicado, Traição vendeu mais de 220 mil exemplares, foi número dois da lista dos mais vendidos do Sunday Times e permaneceu no top dez durante sete semanas. Traição recebeu ainda a distinção «TRUE» de Richard & Judy Book Club, para a melhor história verídica de 2006.


A minha opinião:
Quando Sarah começou a ter atitudes e actos altamente repreensíveis como roubar, a sua mãe -Lyndsey - nem queria acreditar. Repreendia-a e pensava que eram apenas pequenos erros de uma única ocasião.
Mais tarde Lyndsey veria o quanto se tinha enganado quando Sarah se revelou uma menina cujas acções ameaçavam o bem-estar de qualquer um que a rodeasse. Mas o que ninguém esperava era que a fonte desse Mal estivesse tão perto. Perto demais...

Um livro que me fez pensar em como é fácil sermos iludidos pelas pessoas que acarinhamos. Porque é muito fácil julgarmos que conhecemos uma pessoa apenas pela máscara com que se apresenta. Mas na maioria das vezes o verdadeiro EU de cada um está demasiado inacessível para os menos observadores.

"Não julgues o livro pela capa" - Ditado popular
6/10
Lido a 24 de Julho de 2009
Sinopse:
Às vezes lemos um romance que nos leva a lugares que não sabíamos que precisávamos de ir. Esse é o poder da escrita. Até que o Amor Me Encontre é um desses romances.
Chase Walker é um jornalista que investiga o mistério de um menino abandonado numa linha-férrea. Sabe como ele foi lá parar, mas não sabe como, nem o que se passou até esse dia. Apenas sabe que esse menino está destroçado. Mas esta criança desperta algo dentro de Chase que precisava de renascer: a necessidade de conhecer a verdade. A verdade sobre o menino; a verdade sobre si próprio, e a verdade sobre o homem mais importante da sua vida: o seu pai adoptivo. Enquanto procura a verdade sobre o rapaz, Chase também persegue a verdade sobre o seu pai e sobre crime que foi cometido muito antes de ser adoptado. Sabe que as acusações eram falsas, mas simplesmente não consegue provar. A história avança, até que a verdade vem finalmente ao de cima. Mas não é a verdade que o leitor assumiu... é muito, muito melhor. Dentro de todos nós há o desejo de saber quem somos verdadeiramente... e de saber que somos amados e desejados. Todos procuramos a verdade e quase sempre o nosso passado parece incompleto. Este é um romance fascinante, uma extraordinária alegoria ao desejo universal de ser amado.


A minha opinião:
Este livro é simplesmente maravilhoso. Não tenho outra palavra para o descrever.
Retirando o facto de a letra ser quase ilegível (tamanho 8 ou 9) não tenho mais nenhum defeito a apontar à escrita deste autor, à editora Casa das Letras, à tradutora Maria Correia, tudo é de qualidade.
O livro começa com a descoberta de uma criança de passado misterioso que foi descoberta perdida e muito maltratada. Vítima de anos de abuso psicológico e físico ninguém consegue descobrir de onde ele é, qual o seu nome, que idade tem,... ainda mais porque alguém o deve ter tentado estrangular o que resultou numa traqueia demasiado danificada para que a criança possa falar. Apesar de não conseguir ou não saber falar, ele sabe desenhar como ninguém. É impossível a qualquer pessoa não ficar abismada ao olhar para os seus desenhos. Porque esta é a única forma que John Doe #117 (nome provisório que o estado deu à criança) tem de comunicar e ele fá-lo com excelência.
Chase Walker, o jornalista encarregue de acompanhar esta história, também foi uma criança como John Doe #117 - abusada, maltratada, enviada como uma mala de lar em lar de acolhimento, sem ninguém que o amasse - até que foi acolhido por William MacFarland e a sua esposa. Cresceu e viveu com esta família que sempre o amou incondicionalmente mas que possui um passado obscuro e que por isso são rejeitados por qualquer pessoa da cidade. Um roubo impossível, uma morte prematura e uma traição misteriosa, tudo isto surge do passado da família MacFarland sem que ninguém o revele ao mundo.
Somos levados por estas duas histórias diferentes e sem que nos apercebamos, apaixonamo-nos incondicionalmente por este livro. Duas histórias diferentes mas com muitas coisas em comum - dois meninos que foram abandonados e maltratados e que só querem ser amados por alguém, só querem que alguém se preocupe com eles.
Sei que este livro foi comparado aos do Nicholas Sparks, não percebo porquê. Só se fôr por ser "inserido" na escrita dita Romanceada. Os últimos livros de Sparks já perderam (para mim) aquele interesse, aquela profundidade, são cópias repetidas de uma mesma fórmula. Mas este livro possui sentimento, profundidade, não é um campo estéril de alma...
Se alguém ainda não o tem na estante para o ler, não sei o que esperam! Nem que seja para se divertirem com os Willeísmos (quem o ler perceberá;D ).


"O amor faz destas coisas. Nomeia o inominável e confere voz ao silêncio" Excerto da página 343
9/10
Lido a 23 de Julho de 2009
Sinopse:
Emily era uma criança mimada, teimosa e egoísta que morreu pouco antes de fazer treze anos. Mas isso foi há muito tempo… Jane é uma órfã de nove anos que vai passar o Verão a casa da avó, uma misteriosa mansão no Massachusetts. Jane é introvertida triste, e, pouco dada a brincadeiras de criança. Um dia, ao olhar para uma bola espelhada que enfeita o jardim, vê reflectido um rosto que não é o seu…
A partir de então, Jane passa cada vez mais tempo com uma amiga imaginária que mais ninguém consegue ver, mas cuja presença se faz sentir subtil e misteriosamente. Há muitos anos atrás, uma criança malévola e cheia de raiva viveu nesta casa – e, na verdade, nunca a abandonou. E agora, Emily quer que Jane lhe faça companhia… para sempre.

Jane Emily é um clássico da literatura de terror que já arrepiou gerações de leitores. Com uma densidade psicológica brilhante e uma aterradora atenção ao pormenor, esta é uma história que os leitores dificilmente esquecerão.


A minha opinião:
O facto de terem classificado este livro como um clássico do terror é completamente absurdo. Originalmente foi considerado como The classic novel of the supernatural, traduzindo é um romance clássico do sobrenatural. Esta SIM! É a verdadeira gaveta literária onde devemos enfiar este pequeno livro, um romance que ao primeiro olhar é cândido e inocente mas que revela algumas surpresas a quem o lê e além disso tem uma grande moral nas entrelinhas!

Um livro que gostei bastante de ler. Surpreendeu-me pela positiva e recomendo.

Aproveito para deixar aqui as imagens de algumas das capas antigas (liindas) do livro que revelam mais sobre o enredo:




7/10
Lido a 30 de Abril de 2009
Sinopse:
Outubro, 1975. Quando o avião levantou voo deixando para trás a baía de Luanda, Carlos Jorge tentou a todo o custo controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Acompanhado pela mulher e filhos, partia rumo ao desconhecido. A uma pátria que não era a sua. Joana não ficou indiferente ao drama dos passageiros que sobrelotavam o voo 233. O mais difícil da sua carreira como hospedeira. No meio de tanta tristeza, Joana não conseguia esquecer o olhar firme e decidido de Carlos Jorge. Não percebia porquê, mas aquele homem perturbava-a profundamente. Despertava-a para a dura realidade da descolonização portuguesa e para um novo sentimento que só viria a ser desvendado vinte anos mais tarde. Foram milhares os portugueses que entre 1974 e 1975 fizeram a maior ponte área de que há memória em Portugal. Em Angola, a luta pelo poder dos movimentos independentistas espalhou o terror e a morte por um país outrora considerado a jóia do império português. Naquela espiral de violência, não havia outra solução senão abandonar tudo: emprego, casa, terras, fábricas e amigos de uma vida.


A minha opinião:
Demorei a pegar neste livro, mas quando comecei a ler não consegui parar.
Este autor surpreendeu-me pela simplicidade e limpidez da escrita. Nestas páginas não há excessos e ao contrário de um determinado jornalista que escreve livros, não existem páginas inteiras para "encher chouriços".
Retornado é a designação para os portugueses brancos vindos das ex-colónias que se instalaram em Portugal após a independência dos territórios em África, Informação retirada da Wikipédia. Para saber mais cliquem aqui, e é sobre este acontecimento que estas páginas nos dão a conhecer.
Quanto ao enredo, trata-se de uma história de amor com MUITAS coincidências. A personagem principal, Joana trabalha na TAP quando é destacada para uma viagem de urgência para resgatar portugueses de Angola. Joana não sabe o que a espera, mas a descrição da confusão do aeroporto deixou Joana e eu própria abismada com o caótico da situação. Pessoas que saíam de casa com uma mala de mão e se dirigiam ao aeroporto deixando todas as suas posses, todos os seus amigos, toda uma vida para trás e depois, com muita sorte conseguiam um lugar num avião para Lisboa. Para mim é simplesmente inimaginável o que aquelas pessoas sentiram.

Durante a viagem Joana fica cativada com o olhar firme e decidido de Carlos Jorge, um médico que viaja com a sua família. Mas só 27 anos depois é que esta troca de profundos olhares terá tradução para ambos.

Gostei deste livro pelo que aprendi com ele sobre a guerra colonial portuguesa. Quanto à história de amor achei-a bonita mas simples.
7/10
Lido a 24 de Junho de 2009
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