Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário. No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento. Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.
A minha opinião:
Este é o terceiro livro desta autora que leio e que, tal como o primeiro - "A criança que não queria falar" - é uma autêntica tempestade de emoções. Ninguém que leia este testemunho pode ficar indiferente ou não ser conquistado pelo que leu, é impossível.
A história de Kevin é simplesmente aterradora e incrível. Como é que uma criança sobrevive a tais terrores? Para mim, uma situação como esta é simplesmente inaceitável e revoltante.
Torey vê-se afastada, de vez e por opção própria, do mundo escolar e aceita um trabalho numa clínica particular. Um dos primeiros casos que lhe é atribuído já vem com o rótulo de caso perdido. Uma criança que os próprios enfermeiros e técnicos especializados que lidam com ele há já 15 anos chamam de o enjaulado.
Torey vê-se afastada, de vez e por opção própria, do mundo escolar e aceita um trabalho numa clínica particular. Um dos primeiros casos que lhe é atribuído já vem com o rótulo de caso perdido. Uma criança que os próprios enfermeiros e técnicos especializados que lidam com ele há já 15 anos chamam de o enjaulado.
De início Torey sente-se fascinada com a possibilidade de estar a lidar com um caso tão raro, complexo e misterioso de mutismo voluntário, mas com o evoluir das sessões de terapia começa a sentir que este é dos casos mais perigosos e exigentes que já teve de lidar.
Um livro maravilhoso que nos faz sentir frágeis na nossa condição de seres humanos e que mexe com a nossa consciência.
Depois de o ler não posso deixar de me sentir um pouco diferente e reverenciadora do trabalho realizado pelos profissionais dedicados a esta área. Uma leitura indispensável.
8/10
Lido a 24 de Setembro de 2009


