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Sinopse:
Dageus Mackeltar é um herói encantador assim como o seu pior inimigo. No final do anterior romance da autora, O Beijo do Highlander, Dageus usara os poderes dos druidas para viajar no passado e salvar o seu irmão gémeo, Drustan, que teria perecido num incêndio. Mas, ao fazê-lo, libertou os espíritos de treze maléficos druidas que agora vivem dentro dele. Durante a sua investigação de textos arcanos que podem conter a chave para aprisionar novamente os espíritos, Dageus conhece a muito curiosa Chloe Zanders, uma amante de antiguidades em Manhattan. Quando ela, acidentalmente, "tropeça" na sua colecção de documentos "emprestados", Dageus vê-se obrigado a mantê-la "sob a sua vigilância". A tensão e atracção atingem o ponto máximo quando os dois viajam até à Escócia para enfrentar os demónios de Dageus. A boa disposição de Chloe é a combinação perfeita para a sensualidade de Dageus. Esta história, selvagem e criativa, leva os leitores a uma viagem excitante através do tempo.

A minha opinião:
Esta autora não desilude! Depois de ler "O beijo do highlander" era impensável não ler esta segunda parte.
No final do livro anterior, Daegeus Mackeltar sacrificou a sua alma para poder salvar a vida do seu irmão e assim permitir que este se reunisse com o amor da sua vida. Mas este acto altruísta teve um preço demasiado elevado. Apesar de conhecer a lenda sobre a maldição que recai em quem usar o portal para benefício próprio seria amaldiçoado para toda a eternidade, Daegeus resolve arriscar e vê-se possuído por treze entidades negras pertencentes aos Draghar. A partir deste ponto Daegeus tenta lutar e procurar uma saída antes do desfecho fatal, mas o que ele não conta é que durante esta procura incessante e exaustiva ele vai encontrar Chloe Zanders. Chloe é uma mulher pequenina e voluntariosa cuja curiosidade vai metê-la em apuros. Aliás, o primeiro encontro entre Daegeus e Chloe é cheio de bom humor. Daqui para a frente é desfrutar deste envolvente romance com uma grande carga erótica pelo meio.
Um livro com muito romance e misticismo que me deu a conhecer mais alguns aspectos dos Druidas e da Mitologia Celta, tal como os Tuatha Dé Danaan, e que além disso proporcionou umas belas horas de prazer a ler.
Bastante bom para quem gosta deste tipo de livros.

8/10
Lido a 26 de Setembro de 2009
Sinopse:
Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário. No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento. Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.


A minha opinião:
Este é o terceiro livro desta autora que leio e que, tal como o primeiro - "A criança que não queria falar" - é uma autêntica tempestade de emoções. Ninguém que leia este testemunho pode ficar indiferente ou não ser conquistado pelo que leu, é impossível.
A história de Kevin é simplesmente aterradora e incrível. Como é que uma criança sobrevive a tais terrores? Para mim, uma situação como esta é simplesmente inaceitável e revoltante.
Torey vê-se afastada, de vez e por opção própria, do mundo escolar e aceita um trabalho numa clínica particular. Um dos primeiros casos que lhe é atribuído já vem com o rótulo de caso perdido. Uma criança que os próprios enfermeiros e técnicos especializados que lidam com ele há já 15 anos chamam de o enjaulado.
De início Torey sente-se fascinada com a possibilidade de estar a lidar com um caso tão raro, complexo e misterioso de mutismo voluntário, mas com o evoluir das sessões de terapia começa a sentir que este é dos casos mais perigosos e exigentes que já teve de lidar.
Um livro maravilhoso que nos faz sentir frágeis na nossa condição de seres humanos e que mexe com a nossa consciência.
Depois de o ler não posso deixar de me sentir um pouco diferente e reverenciadora do trabalho realizado pelos profissionais dedicados a esta área. Uma leitura indispensável.
8/10
Lido a 24 de Setembro de 2009
Sinopse:
Quando as tempestades do Inverno varrem a Irlanda, toda a gente fica dentro de casa e os turistas deixam de aparecer. Como tal, até a acolhedora estalagem de Brianna Concannon se transforma num lugar frio e vazio. Mas isso não é um problema para ela, pois se há coisa que Brianna adora é paz e sossego, mesmo quando o vento gelado uiva nas janelas.
Grayson Thane é um escritor norte-americano que cresceu num orfanato e sempre viveu sozinho. Assombrado por um passado que anseia esquecer, chega à estalagem de Brianna à procura de isolamento e inspiração para o próximo romance. Mas o destino oferece-lhe muito mais do que isso. A beleza de Brianna conquista o seu olhar, e a serenidade dela apazigua a sua alma irrequieta. Mas poderá o fogo nascer em dois corações tão gelados?


A minha opinião:
Este segundo volume da trilogia da Herança não é tão bom como o primeiro, mas a sua leitura é igualmente viciante. A facilidade e rapidez com que percorremos as 300 páginas é soberba, assim como a descrição das paisagens irlandesas. Parece mesmo que estamos no Condado de Clare, lado a lado com as personagens criadas.
Este livro é bastante diferente do primeiro, uma vez que se trata do início da relação entre duas pessoas muito diferentes mas iguais num aspecto - o seu passado triste. Ambas tiveram uma infância terrível e angustiante e por isso transformaram-se em dois adultos a quem o coração gelou.
Quanto ao aspecto negativo que me fez não adorar este livro como aconteceu com o primeiro, deveu-se única e exclusivamente à personagem principal feminina - Brianna Concannon. É uma mulher frágil porque gosta de ser assim, benevolente e bondosa até enjoar e aceita tudo o que os outros lhe façam. Quando foi revelado o porquê de há 10 anos atrás ter sido abandonada a 2 semanas do altar de forma cruel e sem explicação Brianna, face à malícia da pessoa culpada, perdoou e agiu como se nada tivesse acontecido... ora... Esta foi a maior desilusão deste livro, um clímax da revelação de um segredo que nunca o chegou a ser por causa da ausência de sentimentos mais ardentes por parte desta personagem.
No entanto não nego que o livro é bastante agradável e bonito, mas tenho a certeza que esta autora consegue fazer bem melhor. Além disso, existem outras personagens tão ricas e com uma grandeza interior que nos surpreendem e nos fazem sorrir ao longo de todo o livro - a Lottie, o adorável Murdoch, o curioso Grayson, o hilariante casal de larápios Íris e John Carstairs... - é só escolher.
7/10
Lido a 10 de Setembro de 2009
Sinopse:
No centro desta obra apaixonante encontramos as irmãs Concannon, mulheres do nosso tempo, que vivem na mágica Irlanda, terra de colinas suaves e lendas antigas.
Herança de Fogo é a história de Maggie Concannon. Talentosa e rebelde, Maggie é uma artista que trabalha o vidro. As suas obras de arte são mais do que apenas objectos belos, são reflexos da sua verdadeira natureza. Até que um dia, Rogan Sweeney, dono de uma das galerias mais sofisticadas de Dublin, descobre o seu trabalho. Se por um lado Rogan é um profissional e quer fazer dela uma artista conhecida e bem sucedida, por outro o seu coração atraiçoa-o pois está completamente apaixonado por aquela mulher rebelde e explosiva. Apesar de Maggie sentir o mesmo, uma relação entre ambos nunca poderá ser fácil… ou não houvesse um passado negro a assombrar o futuro.


A minha opinião:
Este é o primeiro volume da trilogia da Herança. Apresenta-nos a estória da família Concannon, focando-se na filha mais velha, Maggie.
Maggie é uma artista com muito fogo na alma e gelo no coração, mas é só aparecer o decidido Rogan para começar a derreter esse gelo.
Gostei bastante deste livro, mais do que estava à espera. Diverti-me imenso com a luta de vontades entre as duas personagens principais, mas acima de tudo gostei do conteúdo psicológico que cada personagem possui. Este não é um romance em que tudo é amor, rosas e corações. É o retrato de uma mulher que passou por muito e que tenta viver com o melhor que o seu querido pai tentou lhe transmitir antes de morrer nos seus braços. Aliás, quem leu este livro tem que admitir que é riquíssimo em conflitos sociais, emocionais e mesmo físicos ;) A tudo isto ainda se adiciona uma boa carga de humor (o episódio da bebedeira seguido de um despertar com uma vaca foi hilariante!).
Um bom começo para uma trilogia que já estava a criar pó na estante.
8,5/10
Lido a 8 de Setembro de 2009
Sinopse:
Que influência pode um animal ter? E quantas vidas pode um animal tocar? Conheça a maravilhosa história do gato que comoveu o mundo!
A história de Dewey começa da pior forma possível. Com apenas algumas semanas, na noite mais fria do ano, foi enfiado na caixa de devolução de livros da Biblioteca pública de Spencer. Encontrado na manhã seguinte, Dewey conquistou o coração de todos os funcionários da biblioteca, ao distribuir por todos gestos de agradecimento e amor.
Nos anos que se seguiram, nunca deixou de encantar as pessoas de Spencer com o seu entusiasmo, vivacidade e, acima de tudo, o seu sexto sentido: percebia sempre quem necessitava mais dele. À medida que a sua fama crescia de cidade em cidade, de estado em estado e, surpreendentemente, por todo o mundo, Dewey tornou-se, mais que um amigo, um motivo de orgulho de uma extraordinária cidade rural no coração da América, que lentamente se ergueu da maior crise da sua história.




A minha opinião:
Depois do livro anterior precisava de algo mais leve e que desanuviasse um pouco a mente. Este foi o livro ideal.
Não é apenas um livro sobre um gato e as suas peripécias, mas também um livro sobre uma comunidade e do quanto esta foi afectada pelo contacto com Dewey Readmore Books.
Por vezes, parecia que a autora esquecia-se de que o livro era sobre o gatinho e falava mais sobre a comunidade e sobre a sua vida pessoal. Mas tal era necessário para que o leitor se apercebesse em que circunstâncias é que Dewey apareceu e como envolveu tanta gente.
O único ponto negativo vai para a editora que teve a grande ideia de no início de cada capítulo colocar uma fotografia do Dewey, mas esqueceu-se de que as fotos quando impressas a baixa qualidade e a preto e branco poderiam não ser perceptíveis. Houve uma foto que andei a ver se era mesmo o Dewey ou outra coisa qualquer.
No entanto, como eu adoro gatos, esta leitura foi um prazer do princípio ao fim. Admito que desconhecia a existência do Dewey, mas depois de ler este livro parece que fiquei a conhecê-lo muito bem.
Uma leitura indispensável para qualquer amante de animais e para aqueles que ainda pensam que os seres humanos é que são os reis do reino animal... pois sim...


Reportagem:
6,5/10
Lido a 6 de Setembro de 2009
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