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Sinopse:
Shannon Bodine é uma talentosa ilustradora numa das mais prestigiadas agências de publicidade de Nova York. Mas a sua vida dá uma reviravolta quando descobre a identidade do seu verdadeiro pai: Thomas Concannon. Respeitando a última vontade da falecida mãe, Shannon ganha coragem e viaja até à distante Irlanda. Mas quando lá chega, a sua solidão e vergonha desaparecem na alegria da família que ela nem sabia existir. E na linda paisagem irlandesa, impregnada de lenda e misticismo, Shannon descobre finalmente a possibilidade de um amor que estava predestinado. Herança de Vergonha continua a história das irmãs Concannon, mulheres dos nossos dias, ligadas pelo espírito intemporal da sua terra.


A minha opinião:
Shannon Bodine enfrenta um momento terrível na sua vida. Um momento de perda e dor que nada acalma. A sua mãe, doente terminal, confessa-lhe que o homem que Shannon sempre conheceu como seu pai não o é na verdade. Além da confusão e sofrimento que tal confissão lhe provoca, Shannon ainda tem de lidar com o facto de esta confissão ter aparecido nos últimos momentos de vida da sua mãe, o que levou a que estes fossem preenchidas com palavras dolorosas.
A tudo isto, Shannon ainda tem de lidar com um detective que lhe diz que a família paterna a quer conhecer. Ninguém, com coração, consegue ser insensível ao percurso sentimental desta personagem que fiquei a gostar bastante. Adiciona-se a isto o facto de o adorável Murphy Muldoon, o qual foi irresistível nos 1º e 2º volumes, completar o par romântico, então posso mesmo dizer que ler este livro foi um prazer. Um prazer simples, sem exigências, leve e fresco.
E é desta forma que concluo a minha primeira trilogia desta autora.
7,5/10
Lido a 29 de Fevereiro de 2009
Este mundo de leitores com blogues é sempre surpreendente e carinhoso, e por isso agradeço-vos do fundo do coração!
Desta vez fui relembrada pelas meninas dos blogues O Cantinho da Tati, Bookmaníacas, Livros e Leituras e Chuva de Livros. A todas muito, muito obrigada. Regras:
Indicar 9 blogues para receber o selinho:
9 características minhas:
Desorganizada
Brincalhona
Teimosa
Fiel
Stressada
Curiosa
Nervosa
Carinhosa
O meu doce preferido:
Tudo o que tenha chocolate, mas sem licores... é uma perdição :/
Sinopse:
Dageus Mackeltar é um herói encantador assim como o seu pior inimigo. No final do anterior romance da autora, O Beijo do Highlander, Dageus usara os poderes dos druidas para viajar no passado e salvar o seu irmão gémeo, Drustan, que teria perecido num incêndio. Mas, ao fazê-lo, libertou os espíritos de treze maléficos druidas que agora vivem dentro dele. Durante a sua investigação de textos arcanos que podem conter a chave para aprisionar novamente os espíritos, Dageus conhece a muito curiosa Chloe Zanders, uma amante de antiguidades em Manhattan. Quando ela, acidentalmente, "tropeça" na sua colecção de documentos "emprestados", Dageus vê-se obrigado a mantê-la "sob a sua vigilância". A tensão e atracção atingem o ponto máximo quando os dois viajam até à Escócia para enfrentar os demónios de Dageus. A boa disposição de Chloe é a combinação perfeita para a sensualidade de Dageus. Esta história, selvagem e criativa, leva os leitores a uma viagem excitante através do tempo.

A minha opinião:
Esta autora não desilude! Depois de ler "O beijo do highlander" era impensável não ler esta segunda parte.
No final do livro anterior, Daegeus Mackeltar sacrificou a sua alma para poder salvar a vida do seu irmão e assim permitir que este se reunisse com o amor da sua vida. Mas este acto altruísta teve um preço demasiado elevado. Apesar de conhecer a lenda sobre a maldição que recai em quem usar o portal para benefício próprio seria amaldiçoado para toda a eternidade, Daegeus resolve arriscar e vê-se possuído por treze entidades negras pertencentes aos Draghar. A partir deste ponto Daegeus tenta lutar e procurar uma saída antes do desfecho fatal, mas o que ele não conta é que durante esta procura incessante e exaustiva ele vai encontrar Chloe Zanders. Chloe é uma mulher pequenina e voluntariosa cuja curiosidade vai metê-la em apuros. Aliás, o primeiro encontro entre Daegeus e Chloe é cheio de bom humor. Daqui para a frente é desfrutar deste envolvente romance com uma grande carga erótica pelo meio.
Um livro com muito romance e misticismo que me deu a conhecer mais alguns aspectos dos Druidas e da Mitologia Celta, tal como os Tuatha Dé Danaan, e que além disso proporcionou umas belas horas de prazer a ler.
Bastante bom para quem gosta deste tipo de livros.

8/10
Lido a 26 de Setembro de 2009
Sinopse:
Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário. No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento. Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.


A minha opinião:
Este é o terceiro livro desta autora que leio e que, tal como o primeiro - "A criança que não queria falar" - é uma autêntica tempestade de emoções. Ninguém que leia este testemunho pode ficar indiferente ou não ser conquistado pelo que leu, é impossível.
A história de Kevin é simplesmente aterradora e incrível. Como é que uma criança sobrevive a tais terrores? Para mim, uma situação como esta é simplesmente inaceitável e revoltante.
Torey vê-se afastada, de vez e por opção própria, do mundo escolar e aceita um trabalho numa clínica particular. Um dos primeiros casos que lhe é atribuído já vem com o rótulo de caso perdido. Uma criança que os próprios enfermeiros e técnicos especializados que lidam com ele há já 15 anos chamam de o enjaulado.
De início Torey sente-se fascinada com a possibilidade de estar a lidar com um caso tão raro, complexo e misterioso de mutismo voluntário, mas com o evoluir das sessões de terapia começa a sentir que este é dos casos mais perigosos e exigentes que já teve de lidar.
Um livro maravilhoso que nos faz sentir frágeis na nossa condição de seres humanos e que mexe com a nossa consciência.
Depois de o ler não posso deixar de me sentir um pouco diferente e reverenciadora do trabalho realizado pelos profissionais dedicados a esta área. Uma leitura indispensável.
8/10
Lido a 24 de Setembro de 2009
Sinopse:
Quando as tempestades do Inverno varrem a Irlanda, toda a gente fica dentro de casa e os turistas deixam de aparecer. Como tal, até a acolhedora estalagem de Brianna Concannon se transforma num lugar frio e vazio. Mas isso não é um problema para ela, pois se há coisa que Brianna adora é paz e sossego, mesmo quando o vento gelado uiva nas janelas.
Grayson Thane é um escritor norte-americano que cresceu num orfanato e sempre viveu sozinho. Assombrado por um passado que anseia esquecer, chega à estalagem de Brianna à procura de isolamento e inspiração para o próximo romance. Mas o destino oferece-lhe muito mais do que isso. A beleza de Brianna conquista o seu olhar, e a serenidade dela apazigua a sua alma irrequieta. Mas poderá o fogo nascer em dois corações tão gelados?


A minha opinião:
Este segundo volume da trilogia da Herança não é tão bom como o primeiro, mas a sua leitura é igualmente viciante. A facilidade e rapidez com que percorremos as 300 páginas é soberba, assim como a descrição das paisagens irlandesas. Parece mesmo que estamos no Condado de Clare, lado a lado com as personagens criadas.
Este livro é bastante diferente do primeiro, uma vez que se trata do início da relação entre duas pessoas muito diferentes mas iguais num aspecto - o seu passado triste. Ambas tiveram uma infância terrível e angustiante e por isso transformaram-se em dois adultos a quem o coração gelou.
Quanto ao aspecto negativo que me fez não adorar este livro como aconteceu com o primeiro, deveu-se única e exclusivamente à personagem principal feminina - Brianna Concannon. É uma mulher frágil porque gosta de ser assim, benevolente e bondosa até enjoar e aceita tudo o que os outros lhe façam. Quando foi revelado o porquê de há 10 anos atrás ter sido abandonada a 2 semanas do altar de forma cruel e sem explicação Brianna, face à malícia da pessoa culpada, perdoou e agiu como se nada tivesse acontecido... ora... Esta foi a maior desilusão deste livro, um clímax da revelação de um segredo que nunca o chegou a ser por causa da ausência de sentimentos mais ardentes por parte desta personagem.
No entanto não nego que o livro é bastante agradável e bonito, mas tenho a certeza que esta autora consegue fazer bem melhor. Além disso, existem outras personagens tão ricas e com uma grandeza interior que nos surpreendem e nos fazem sorrir ao longo de todo o livro - a Lottie, o adorável Murdoch, o curioso Grayson, o hilariante casal de larápios Íris e John Carstairs... - é só escolher.
7/10
Lido a 10 de Setembro de 2009
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