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 Sinopse:
O coração pode ser tocado pela magia... mas o poder do verdadeiro amor é mais forte que qualquer encantamento...

Parece uma vila bucólica igual a tantas outras, mas esconde um segredo antigo de todos os visitantes…
Sugar Maple é uma terra encantada habitada por feiticeiras, fadas, vampiros e outras criaturas mágicas. Chloe Hobbs é a única que não tem poderes especiais naquele lugar onde nada é o que parece.
Chloe é a proprietária da Sticks & Strings, uma popular loja de artigos de tricô. Mas é também a última descendente de uma longa dinastia de feiticeiras com o futuro de Sugar Maple nas mãos. Chloe sabe que tem de se apaixonar para receber os poderes mágicos e continuar a proteger a sua terra natal. Mas, aos 30 anos, ainda sonha com o verdadeiro amor e as amigas decidem lançar feitiços para a ajudar a encontrar o homem dos seus sonhos. O que ninguém esperava era que Chloe se apaixonasse perdidamente por Luke MacKenzie, o polícia destacado para investigar o primeiro crime ocorrido em Sugar Maple e cem por cento humano. Se o amor abre finalmente a porta aos seus poderes mágicos, esses mesmos poderes impedem Chloe de sonhar com um futuro ao lado de Luke…



A minha opinião:
Mal vi este livro apaixonei-me de imediato pela maravilhosa capa. É simplesmente bela. Os meus sinceros parabéns pelo excelente trabalho no design da capa, responsabilidade de Maria Manuel Lacerda da Oficina do Livro.
Depois veio a curiosidade de ler a sinopse e... nunca mais larguei o livro. Trouxe-o para casa com a certeza de que seria uma leitura a acontecer brevemente.
Peguei-lhe hoje de manhã e pouco após o almoço terminei-o.
Trata-se de uma leitura leve, mágica e juvenil. Apesar de no início o livro parecer-me que ia cair no absurdo, este veio a redimir-se após a entrada de Luke em cena. A partir deste momento senti que a autora melhorou a descrição de acontecimentos e refreou um pouco o vulcão criativo que já começava a roçar o exagero (mistura trolls, com vampiros, com duendes, com fadas,...).
Neste caso decidi não revelar muito do enredo nesta minha opinião, pois acho que a sinopse já revela bastante e não gostaria de estragar a leitura a alguém que o compre. Além disso, quem lê a sinopse praticamente sabe todo o enredo.
Foi uma leitura que embora leve, fresca e quase sem profundidade, mostrou-se agradável e muito saborosa. Um livro ideal para os dias mais cinzentos, com garantia de devolução de um coração mais leve e um sorriso nos lábios.
6/10
Lido a 11 de Outubro de 2009
Sinopse:
É meia-noite do dia 30 de Junho de 1860 e tudo está calmo na elegante casa da família Kent, em Road, Wiltshire. Contudo, na manhã seguinte, acordam e descobrem que o filho mais novo foi vítima de um crime extraordinariamente macabro. Pior ainda, o culpado é, de certeza, um dos seus - a casa estava trancada por dentro.
Jack Whicher, o detective mais célebre da sua época, chega a Road para descobrir o assassino. Entretanto, o crime está já a provocar a histeria nacional perante a ideia dos podres que poderão existir por detrás das portas fechadas dos respeitáveis lares de classe média: serviçais intriguistas, filhos rebeldes, insanidade, ciúme, solidão e ódio.

Uma história verídica que abalou a sociedade da época e cujos ecos se fazem ouvir ainda hoje, na sociedade, na literatura e na investigação criminal.


Entrevista com a autora:



Excertos:
"(...) do detective francês Eugène Vidocq. (...) O francês - um mestre do crime que se tornara chefe da polícia - era o herói-detective com o qual os seus homólogos ingleses eram comparados."
Excerto retirado da página 137

"Nada é mais difícil de definir do que a linha de demarcação entre a sanidade e insanidade [...] Façam a definição demasiado restrita, e ela deixa de fazer sentido; façam-na demasiado ampla, e toda a raça humana fica presa na rede de arrasto.
Em rigor, somos todos loucos quando cedemos à paixão, ao preconceito, ao vício, à vaidade; mas se todas as pessoas apaixonadas, preconceituosas e vaidosas fossem enclausuradas como loucas, quem ficaria a guardar a chave do manicómio?"
Excerto retirado da página 146


A minha opinião:
Ao contrário do que pensava ao começar esta leitura, este livro não é policial ficcionado, mas é antes um documento histórico baseado numa elaborada pesquisa por parte da autora.
O livro é uma autêntica aula dos primórdios da ciência forense e sobre os primeiros detectives incorporados na polícia.
O caso aconteceu em Junho de 1860 e chocou a Inglaterra victoriana ao ponto da incredulidade sobre a verdade do que aconteceu dividir o país em dois. Um crime tão horrendo e repulsivo a acontecer no seio de uma família numerosa e aparentemente feliz e idílica e cujo assassino era um membro dessa família. Tal facto era impensável para a mentalidade da sociedade da altura. Tanto que conseguiu destruir a carreira do melhor detective da altura, Jonathan Whicher, um dos primeiros oito detectives da Scotland Yard. Um homem brilhante que inspirou pessoas como Edgar Allan Poe, Dickens, Arthur Conan Doyle, Darwin e mesmo Freud. Imaginem... Se Whicher não tivesse aparecido, uma boa parte da obra literária de Poe não tinha surgido e o famoso Sherlock Holmes não existiria. Sem dúvida teríamos um mundo muito mais pobre.
O livro está repleto de outras referências tanto a obras literárias ("Bleak House", "The Woman in white", "The Moonstone", ...) como a pessoas muito conhecidas e personagens. Por várias vezes fiquei espantada com a influência que este caso teve no mundo que conhecemos hoje e com algumas das aprendizagens que fiz com este livro. Por exemplo, quem não se lembra do filme "Vidocq" (2001) interpretado pelo grande Gérard Depardieu? Pois esta estranha personagem existiu mesmo! (Ler excertos)
Este livro será para mim, e acredito para qualquer amante do policial, desde Agatha Christie, a Doyle a Chandler, uma referência e um livro que sem dúvida relerei. Não só pelo misterioso e horrível crime, mas também por causa dos pomenores criados pelo(a) o(a) assassino(a), e pelo deslindar magnífico de Whicher.
Uma leitura que começou por ser o que não esperava, mas que que me espantou, ensinou e enriqueceu acima das expectativas.
Excelente tradução por parte de Fernanda Oliveira e revisão por parte de Rita Pina. De dar os parabéns a Vera Braga pelo excelente design da capa (manteve-se muito próxima da versão original o que no meu entender o livro só beneficiou com isso).
7/10
Lido a 10 de Outubro de 2009
Sinopse:
Shannon Bodine é uma talentosa ilustradora numa das mais prestigiadas agências de publicidade de Nova York. Mas a sua vida dá uma reviravolta quando descobre a identidade do seu verdadeiro pai: Thomas Concannon. Respeitando a última vontade da falecida mãe, Shannon ganha coragem e viaja até à distante Irlanda. Mas quando lá chega, a sua solidão e vergonha desaparecem na alegria da família que ela nem sabia existir. E na linda paisagem irlandesa, impregnada de lenda e misticismo, Shannon descobre finalmente a possibilidade de um amor que estava predestinado. Herança de Vergonha continua a história das irmãs Concannon, mulheres dos nossos dias, ligadas pelo espírito intemporal da sua terra.


A minha opinião:
Shannon Bodine enfrenta um momento terrível na sua vida. Um momento de perda e dor que nada acalma. A sua mãe, doente terminal, confessa-lhe que o homem que Shannon sempre conheceu como seu pai não o é na verdade. Além da confusão e sofrimento que tal confissão lhe provoca, Shannon ainda tem de lidar com o facto de esta confissão ter aparecido nos últimos momentos de vida da sua mãe, o que levou a que estes fossem preenchidas com palavras dolorosas.
A tudo isto, Shannon ainda tem de lidar com um detective que lhe diz que a família paterna a quer conhecer. Ninguém, com coração, consegue ser insensível ao percurso sentimental desta personagem que fiquei a gostar bastante. Adiciona-se a isto o facto de o adorável Murphy Muldoon, o qual foi irresistível nos 1º e 2º volumes, completar o par romântico, então posso mesmo dizer que ler este livro foi um prazer. Um prazer simples, sem exigências, leve e fresco.
E é desta forma que concluo a minha primeira trilogia desta autora.
7,5/10
Lido a 29 de Fevereiro de 2009
Este mundo de leitores com blogues é sempre surpreendente e carinhoso, e por isso agradeço-vos do fundo do coração!
Desta vez fui relembrada pelas meninas dos blogues O Cantinho da Tati, Bookmaníacas, Livros e Leituras e Chuva de Livros. A todas muito, muito obrigada. Regras:
Indicar 9 blogues para receber o selinho:
9 características minhas:
Desorganizada
Brincalhona
Teimosa
Fiel
Stressada
Curiosa
Nervosa
Carinhosa
O meu doce preferido:
Tudo o que tenha chocolate, mas sem licores... é uma perdição :/
Sinopse:
Dageus Mackeltar é um herói encantador assim como o seu pior inimigo. No final do anterior romance da autora, O Beijo do Highlander, Dageus usara os poderes dos druidas para viajar no passado e salvar o seu irmão gémeo, Drustan, que teria perecido num incêndio. Mas, ao fazê-lo, libertou os espíritos de treze maléficos druidas que agora vivem dentro dele. Durante a sua investigação de textos arcanos que podem conter a chave para aprisionar novamente os espíritos, Dageus conhece a muito curiosa Chloe Zanders, uma amante de antiguidades em Manhattan. Quando ela, acidentalmente, "tropeça" na sua colecção de documentos "emprestados", Dageus vê-se obrigado a mantê-la "sob a sua vigilância". A tensão e atracção atingem o ponto máximo quando os dois viajam até à Escócia para enfrentar os demónios de Dageus. A boa disposição de Chloe é a combinação perfeita para a sensualidade de Dageus. Esta história, selvagem e criativa, leva os leitores a uma viagem excitante através do tempo.

A minha opinião:
Esta autora não desilude! Depois de ler "O beijo do highlander" era impensável não ler esta segunda parte.
No final do livro anterior, Daegeus Mackeltar sacrificou a sua alma para poder salvar a vida do seu irmão e assim permitir que este se reunisse com o amor da sua vida. Mas este acto altruísta teve um preço demasiado elevado. Apesar de conhecer a lenda sobre a maldição que recai em quem usar o portal para benefício próprio seria amaldiçoado para toda a eternidade, Daegeus resolve arriscar e vê-se possuído por treze entidades negras pertencentes aos Draghar. A partir deste ponto Daegeus tenta lutar e procurar uma saída antes do desfecho fatal, mas o que ele não conta é que durante esta procura incessante e exaustiva ele vai encontrar Chloe Zanders. Chloe é uma mulher pequenina e voluntariosa cuja curiosidade vai metê-la em apuros. Aliás, o primeiro encontro entre Daegeus e Chloe é cheio de bom humor. Daqui para a frente é desfrutar deste envolvente romance com uma grande carga erótica pelo meio.
Um livro com muito romance e misticismo que me deu a conhecer mais alguns aspectos dos Druidas e da Mitologia Celta, tal como os Tuatha Dé Danaan, e que além disso proporcionou umas belas horas de prazer a ler.
Bastante bom para quem gosta deste tipo de livros.

8/10
Lido a 26 de Setembro de 2009
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