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Sinopse:
Sophia é a herdeira do negócio de vinhos da próspera família Giambelli. Sob ordens da sua avó, ela tem de aprender todas as etapas da produção de vinho. O seu tutor, Tyler MacMillan, é um jovem atraente com uma grande paixão pelas vinhas, mas apenas desprezo pelo mundo de negócios. À partida, esta promete ser uma parceria difícil, mas quando a reputação dos vinhos Giambelli começa a ser misteriosamente atacada, a difícil relação transforma-se num inesperado romance. Infelizmente alguém ambiciona destruir mais do que o negócio de vinhos. Mas só quando o pai de Sophia é morto e os membros da família se tornam suspeitos, é que a verdadeira dimensão da ameaça é revelada. Será que a própria família Giambelli está em risco? E o que pode um frágil amor perante tamanha teia de manipulação?

A minha opinião:
Basicamente este livro conta-nos a história de uma família rica e com muito poder dentro do mundo das vinhas e dos vinhos.
A família Giambelli é acompanhada por muitas pessoas cujos ciúmes, traições, crimes e faces/motivos ocultos trarão muitos dissabores, perdas e tristezas a esta família cujo núcleo principal é constituído por três mulheres. Três mulheres, três gerações, três forças da natureza, cada uma com uma energia e visão da vida bem diferente.
Um romance original que nos traz duas histórias de amor, as duas bem diferentes. Além disso, existem
alguns homicídios à mistura o que agita e apimenta um pouco o enredo. Apesar de sabermos desde cedo quem é o mentor dos crimes, gosto quando o(a) autor(a) nos mostra o ponto de vista do criminoso, assim como as suas motivações.
7/10
Lido a 27 de Dezembro de 2009
Sinopse:
A caminho da escola, levado pela mão do pai, Pippo é atingido por uma bala perdida no meio de uma refrega das máfias de Nápoles. Matteo e Giuliana, os pais, passam a viver obcecados pela vingança - mas Matteo não consegue a coragem necessária para abater Cullaccio, o responsável pela morte do seu filho.
Abandonado pela mulher, Matteo vagueia pela noite de Nápoles, onde travará conhecimento com um conjunto de personagens estranhos: Grace, um travesti felliniano, Garibaldo, dono de um café que permanece aberto toda a noite, o velho padre Mazerotti e o professore Provolone, um especialista em questões esotéricas que lhes garante que é possível descer aos Infernos e que conhece, na própria Nápoles, uma das entradas possíveis.
Acompanhado do padre, Matteo aventura-se então nas entranhas do Reino dos Mortos em busca do seu filho perdido...
Misturando o real e o fantástico, Laurent Gaudé - Prémio Goncourt de 2004 e uma das vozes mais importantes da actual literatura francesa - oferece-nos com A PORTA DOS INFERNOS um romance admirável sobre um dos mitos mais poderosos da história da humanidade.



A minha opinião:
Este não é um livro para se ler de ânimo leve. É a história de uma tragédia familiar que deixa as suas marcas profundas em todas personagens envolvidas.
Tudo começa quando, em 1980, Pippo, um menino de 6 anos, é apanhado no meio de um tiroteio entre grupos de mafiosos rivais e morre nos braços do seu pai, Matteo. A partir deste momento tudo se desmorona, tudo é negro, perverso e tudo se move em busca de uma solução que traga a vingança e a paz a um pai e a uma mãe que perderam o ânimo de viver.
Depois de muita procura e com a ajuda de um grupo de amigos no mínimo peculiar, Matteo consegue descobrir onde se situa a entrada para o Inferno de forma a resgatar das profundezas sombrias o seu amado filho. Matteo consegue, mas não sem pagar um elevado preço.
Com Pippo devolvido à vida, é este que irá realizar a tão esperada vingança contra aqueles que destruíram a sua família.
Um livro muito bem escrito, com passagens poderosas e que nos faz pensar sobre o quão poderosas são as ligações humanas baseadas no amor ou na obsessão...
8/10
Lido a 18 de Dezembro de 2009
Sinopse:
Velho, cínico e assombrado pela memória das mulheres que não soube amar, preso entre o fascínio pelos marginais que deveria perseguir e o desprezo dos seus superiores, que sonham vê-lo reformado, o inspector Méndez vagueia por uma Barcelona cuja modernidade o acossa, saudoso da cidade gloriosa de outrora. As décadas que passou ao serviço da polícia não deixam que Méndez confunda verdade com justiça, e este velho cavalo de guerra da lei não se deixa iludir facilmente.
Quando se depara com um bizarro crime que envolve um cadáver e uma cadeira de rodas, Méndez mergulha na aventura mais vertiginosa e sentimental da sua vida - uma história de solidões, frustrações, nostalgias e inesperadas ternuras. Uma mulher presa a um passado longínquo e perdido, um homem casado apaixonado por um antigo amante, um amor inesperadamente platónico e um conjunto de vidas tragicamente interligadas levam Méndez a descobrir que se pode morrer por sonhar demais e que o homicídio pode ser o derradeiro acto de ternura.

A minha opinião:
Ora aqui está um bom exemplo de não se deve julgar um livro pela sua capa. Apaixonei-me de imediato pelo título e pelo design da capa. Aliás, o meu primeiro pensamento foi "este livro vai-me encher as medidas", nada disso, nem de longe.
A linguagem vulgar, a escrita ora directa ora confusa/enigmática fez com que o meu entusiasmo morresse na página 76. Mesmo assim terminei-o com muito esforço e muita desilusão.
Apesar de o livro ter ganho o prémio Mystère de melhor romance estrangeiro, não acho que o mistério em si fosse assim tão excepcional.
Enfim... às vezes acontece.
2/10
Lido a 4 de Dezembro de 2009

Sinopse:
Emilie, uma menina de nove anos, desaparece uma tarde no caminho de regresso da escola. Uma semana depois, desaparece um outro rapaz de cinco anos. Este aparece pouco tempo depois numa embalagem enviada à sua mãe com uma nota a dizer diz: “Agora tens o que mereces”.
O inspector Stubø, como toda a Noruega, está horrorizado com o desaparecimento das crianças, mas não tem nenhuma pista. Pede então ajuda a Johanne Vik, uma antiga profiler do FBI, que se mostra pouco cooperante no início, enredada na resolução de um caso de erro judicial antigo que levou um inocente para a prisão, mas acaba por ajudar Stubø neste perverso caso.



A minha opinião:
Quem me conhece sabe do gosto que tenho em ler este tipo de livros - thrillers, com muito mistério e adrenalina à mistura - e este tinha em si a promessa de que seria muito bom.
Confesso que apesar de ter gostado, ficou um pouco aquém das minhas expectativas.
O enredo base é excepcional, o fim é labiríntico e fabuloso. No entanto, achei que a meio do livro a autora andou a prolongar demasiado a estória sem nada a acrescentar. Além disso os nomes das personagens em norueguês fez com que por vezes tivesse de voltar atrás umas quantas páginas.
No final do livro surge um posfácio da autora em que esta nos explica que tudo o que lemos tem um fundo verídico! Fiquei aparvalhada. Claro que grande parte dos pormenores são ficção mas mesmo assim é impressionante.
Quanto ao trabalho da editora, dou-lhes os parabéns pela escolha do design e todo o trabalho que esteve na criação da capa que sem dúvida me captou a atenção. Mas tenho de referir a má escolha do papel, um papel fininho e sedoso (de tal forma sedoso que deve ter dificultado a impressão e em duas páginas as letras estavam muito pouco visíveis).
De parabenizar o trabalho simplesmente impecável de Susana Duarte pela tradução e Anabela Mesquita pela revisão. Em quase 300 páginas encontrei apenas um erro mínimo (troca de uma letra). Isto nos dias de hoje é algo raro de encontrar e fico sempre contente quando vejo uma editora que não defrauda os leitores e aposta numa tradução acompanhada por revisão. Quantas vezes disse isto aqui? Dezenas, com certeza. Mesmo assim continuo a ler livros que enervam tal é o desleixo nestes assuntos. Uma pena!
Apesar dos aspectos negativos referidos, é um bom livro e que recomendo. Isto porque realmente a imaginação que esta autora revelou num enredo com um final como este em que todas as pontas se unem e têm lógica... é de apostar! Além disso adorei a dupla que se criou neste livro, o inspector Stubø e a doutora Vik hão-de dar ainda muito que falar e pensar.
Já reparei que a editora tem mais dois livros desta autora, e mal acabei este já comprei o próximo. Mais um para a looonga lista de livros que anseio ler ainda este ano.

7/10
Lido a 21 de Novembro de 2009
Sinopse:
Somos os Predadores da Noite. Defendemos a Humanidade da destruição. Existimos para além do reino da Vida, para além do reino da Morte. E somos Eternos.

Um deus nasceu há onze mil anos. Amaldiçoado num corpo humano, Acheron teve uma vida de sofrimento. A sua morte humana originou um horror indescritível que quase destruiu a Terra. Trazido de volta contra a sua vontade, tornou-se o único defensor da humanidade. Só que não foi assim tão simples... Durante séculos, lutou pela nossa sobrevivência e escondeu um passado que não desejava revelar. Agora, tanto a sua sobrevivência, como a nossa, dependem da única mulher que o ameaça. Os velhos inimigos estão a despertar e a unir-se para matá-los –
aos dois.


Excerto:
"O bebé berrou ainda mais alto, tentando alcançar a minha mãe. A mãe dele. Ela afastou-se, apertando mais fortemente o outro gémeo que tinha nos braços.
- Não o amamentarei, nem lhe tocarei. Levem-no daqui!
A sábia levou a criança ao pai.
- E vós majestade? Não reconhecerás?
- Nunca. Essa criança não é meu filho.
(...)
- Assim sendo, chamar-se-á Acheron do Rio de Sofrimento. Tal como o rio do Submundo, o seu percurso será escuro, longo e sofredor. Terá a capacidade de dar vida e de tirá-la. Viverá só e abandonado, sempre procurando bondade e sempre encontrando crueldade.
(...)
- Que os deuses tenham piedade de ti, pequenino. Ninguém mais terá."
Retirado da página 23



A minha opinião:
Acheron é o filho da deusa da morte, da destruição e da guerra, Apollymi, e do seu marido, o deus atlante Archon. Mas Archon, com a mente envenenada pelas filhas, ordena a morte do seu filho ainda por nascer, o que vai levar a um acto de desespero por parte de Apollymi que ao tentar que o seu filho viva longe dos que lhe querem mal, envia-o para viver junto dos Humanos.
Nasce assim Acheron, irmão gémeo de Styxx. Um príncipe desprezado de Didymos e cuja própria família o envia para um destino horrível, capaz de enojar e revoltar os leitores mais sensíveis.
A partir deste momento é um deslindar de acontecimentos preenchidos por sofrimento, dor, lutas, tragédias, amor, traição e torturas.
Este livro é um verdadeiro épico de drama e da busca de uma identidade. É impossível não sentirmos compaixão e um certo fascínio pela personagem principal.
No final, fica a sensação de continuação, pelo que espero que esta editora aposte na publicação do volume seguinte.
Um livro muito bem conseguido, mas com um início difícil de ler, com todas as torturas e sofrimentos.
8/10
Lido a 15 de Novembro de 2009
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