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Sinopse:
Entrem num mundo encantador onde o verdadeiro amor nunca morre...

Depois de um terrível acidente que lhe matou a família, Ever Bloom, de dezasseis anos, consegue ver as auras das pessoas que a rodeiam, ouvir os seus pensamentos e conhecer a história da vida de qualquer pessoa através de um simples toque. Desviando-se, sempre que possível, no sentido de evitar qualquer contacto humano e de esconder esses dons, Ever é vista como uma anormal na escola secundária à qual regressa. Mas tudo muda, quando conhece Damen Auguste.
Damen é encantador, exótico e rico. E é a única pessoa que consegue silenciar o ruído e as manifestações de energia que invadem a cabeça de Ever. Ele transporta uma magia tão intensa que parece conseguir ler a alma de Ever. À medida que Ever é arrastada para o sedutor mundo de Damen, onde abundam os segredos e os mistérios, começam a surgir-lhe mais perguntas do que respostas. Além de que não faz ideia de quem realmente é... ou daquilo que é. Apenas sabe que se está a apaixonar desesperadamente.


A minha opinião:
Com um começo a lembrar o famoso livro "Crepúsculo" e com um conteúdo claramente dirigido a um público mais juvenil era para pensar que o meu prazer em lê-lo seria diminuto. Mas depois de ter lido um livro tão completo e de certa forma exigente como foi a minha anterior leitura, este (como se diz por aqui) caiu que nem ginjas.

"Eternidade" não é nenhuma obra prima mas sim uma boa promessa de uma boa série. Com pitadas de originalidade e um tom de frescura na escrita, Alyson Noël é uma autora que irei estar atenta.

Ever é uma adolescente que se sente culpada com o trágico acidente que vitimou toda a sua família, incluindo Botão de Ouro, o cão da família.
A contar com apenas uma tia no mundo, Ever começa uma nova etapa na sua vida, uma etapa que se adivinha difícil e tumultuosa, não só por causa da perda da sua família, mas também pelas estranhas aparições da sua falecida irmã e pela capacidade que Ever tem de ler a mente das pessoas.
Além de todas estas dificuldades, Ever ainda tem de lidar com o estranho e misterioso Damen e com um(a) assassino(a) que planeia o seu fim de vida antecipada da forma mais cruel possível.

Um pequeno bombom de prazer fantástico que devorei em três horas.
Fico agora à espera dos restantes volumes.
6/10
Lido a 23 de Abril de 2010
Sinopse:
Nuno Gonçalves, nascido com um dom quase sobrenatural para a pintura, desvia-se dos ensinamentos do mestre flamengo Jan Van Eyck quando perigosas obsessões tomam conta de si. Ao mesmo tempo, na sequência de uma cruzada falhada contra a cidade de Tânger, o Infante D. Henrique deixa para trás o seu irmão D. Fernando, um acto polémico que dividirá a nobreza e inspirará o regente D. Pedro a conceber uma obra única. E que melhor artista para a pintar que Nuno Gonçalves, estrela emergente no círculo artístico da corte? Mas o pintor louco tem outras intenções, e o quadro que sairá das suas mãos manchadas de sangue irá mudar o futuro de Portugal. Entretecendo História e fantasia, O Evangelho do Enforcado é um romance fantástico sobre a mais enigmática obra de arte portuguesa: os Painéis de São Vicente. É, também, um retrato pungente da cobiça pelo poder e da vida em Lisboa no final da Idade Média. Pleno de descrições vívidas como pinturas, torna-se numa viagem poderosa ao luminoso mundo da arte e aos tenebrosos abismos da alienação, servida por uma riquíssima galeria de personagens.


A minha opinião:
Terminei a leitura deste livro com a sensação de vir à tona, como se à poucos momentos atrás estivesse estado prestes a afogar-me.
Ainda algo zonza e com a mente pouco lúcida preparo-me para escrever esta breve opinião, com a certeza prévia de que todas as palavras que possa escrever serão parcas em sentido e em conteúdo e que a experiência que acabei de ter apenas será possível ao ler o livro.

Já tinha lido um livro deste autor, mas que não me tinha impressionado. Pelo que desta vez resolvi experimentar este, que tantas boas opiniões tem tido.

A escrita de David Soares não se pode classificar. É algo impossível de rotular como sendo ficção, romance histórico ou de fantasia. Simplesmente é uma miscelânea de todos os ingredientes, na quantidade certa para dar a sensação ao leitor de plenitude. Não tenho maneira de me exprimir melhor do que desta - sinto que acabei de sair de um labirinto de corredores cujas paredes estavam todas engalanadas com quadros do mestre Dali.


O autor tenta, de uma forma bem documentada, mas totalmente ficcionada, explicar a origem dos famosos painéis de S. Vicente, criados pelo pintor Nuno Gonçalves, ao mesmo tempo que nos retrata um Portugal medieval.

Até o seu estranho e algo caótico nascimento que Nuno Gonçalves foi original e de alguma maneira demoníaco.
Aquando dos seus parcos 9 anos começa a apaixonar-se pela forma e odor dos ossos de cadáveres. Nuno encontra uma beleza quase perfeita nestes alicerces que antes formavam os seres vivos e simplesmente não lhes consegue resistir. É esta obsessão que dará origem a homicídios perpretados pelo próprio e que lhe permitirá pintar seres humanos na perfeição.

"(...) O truque que eu uso, e é um gosto revelá-lo a Vossa Excelência, que mostrou fina inteligência artística, é imaginar os ossos do modelo. (...) O truque é, lá está, partir de dentro para fora." Excerto da página 246

Mesmo que por alguns momentos me tenha sentido inquieta com a fria crueza do que lia, não posso deixar de admitir que este é um grande livro e que mudei completamente a ideia que tinha acerca deste autor português.
Uma excelente leitura.
8/10
Lido a 22/04/2010


Painéis de S. Vicente
Sinopse:
Se já ninguém se importa com os vivos, imagine com os mortos.
Inverno de 1943. Frente de Leninegrado. Um soldado da Divisão Azul é encontrado sem vida num lago, com uma enigmática frase gravada no seu peito: «Mira que te mira Dios». Será o primeiro de uma cadeia de crimes, tão brutais como desconexos. Um soldado de passado obscuro e um fiel sargento do Exército recebem a missão de encontrar o móbil e o culpado, mas não terão facilidades da parte de uma cúpula militar cheia de segredos.

Aos poucos serão revelados os mistérios de uma história em que ninguém é o que parece e onde os passos nos encaminham para um lugar em que reina o horror, o vazio, o absurdo, os imperadores estranhos.



A minha opinião:
Demorei meses a pegar neste livro, mas quando lhe peguei li-o num ápice.
Com descrições realistas e quase cruéis da segunda Guerra Mundial, na frente russa, é impossível não nos sentirmos impulsionados a ler o resto do livro para desvendarmos depressa a verdade escondida por detrás dos crimes.

"Mira que te mira Dios;

mira que te está mirando;

mira que vas a morir;

mira que no sabes cuándo.


Só um grande escritor poderia, numa quadra, resumir a essência de todo este livro, sem revelar o mais ínfimo pormenor.
 
Acho que me deu ainda mais prazer, por conjugar o crime com uma lição de História. Desconhecia, por exemplo, que a Alemanha tivesse os seus tentáculos tão enterrados na nossa vizinha Espanha, durante este terrível acontecimento histórico.
 
Um bom livro, mas para ler quando estivermos num momento mais calmo e estivermos predispostos a ler e a aprender ao mesmo tempo.
Gostei.
6,5/10
Lido a 22 de Abril de 2010
Sinopse:
Ele viu-a e pagou uma fortuna para ficar com ela.
Pelo menos, era o que todos pensavam.
Mas este casamento não é o que parece…

Lady Christiana Fitzwaryn está apaixonada. Infelizmente, o seu futuro marido não é o homem dos seus sonhos mas sim um perfeito desconhecido, com quem o próprio rei Eduardo negociou o enlace. Sobre este homem, Christiana apenas sabe tratar-se de um mero mercador plebeu. Não estava, pois, preparada para o primeiro encontro: David de Abyndon revela ter um carisma extraordinário e nutre uma indiferença desconcertante em relação ao estatuto social dela. Para sua grande surpresa, é a aristocrata quem se sente perturbada na presença daquele homem de enigmáticos olhos azuis.

Por seu lado, David guarda uma dor secreta. Como pode confessar a Christiana que há mais naquele casamento do que aquilo que salta à vista? Como pode falar-lhe do seu acordo com o rei? Conseguirá convencê-la de que o amor que ela procura não se encontra no cavaleiro com quem ela sonha mas sim nos seus braços?

É que David pode ter-lhe comprado o corpo mas, no negócio, ter perdido para sempre o seu coração…

A minha opinião:
Comprei este livro ontem ao final da manhã e já vinha no metro a lê-lo. Os livros desta autora são imperdíveis e altamente viciantes.

Mais uma vez temos um romance histórico que nos surpreende.
David é, aparentemente, apenas um simples mercador e como filho bastardo de pai incógnito, nunca deveria ter pretensões a casar com uma filha da nobreza. Mas os seus alargados conhecimentos e contactos permitem que se torne noivo de uma protegida do rei. Mas o que David não sabia era que esta menina o iria fazer perder a razão e o coração, antes de ele ter tempo de completar os seus planos de vingança e justiça.

O carácter, de início, inocente e ingénuo de Christiana e que aos poucos se vai transformando numa mulher ousada e inteligente, misturado com a personalidade dura e misteriosa de David resultam numa relação ardente e faz com que muitos dos obstáculos entre eles se tornem gigantescos.

Apesar deste livro ser o livro com mais momentos eróticos desta autora, que li até agora, estes momentos não são em exagero, uma vez que o equilíbrio foi mantido e não satura o leitor, o que já me aconteceu ao ler outros livros.

A mais valia deste livro é sem dúvida o mistério em relação ao passado de David e às suas dúbias origens. As relações entre este "simples" mercador e o rei Eduardo de Inglaterra e as suas conversas, quase em surdina em passagens secretas com franceses, numa altura em que Eduardo pensa em invadir a França, transformam a personagem David infinitamente mais interessante.

Mais uma excelente aposta por parte da editora ASA.
Só um apontamento a quem já leu os outros dois livros desta autora - este livro não pertence à mesma colecção que os outros dois, mas sim a outra série.
Fico a rezar para que agora pensem em publicar "The sins of Lord Easterbrook", que deve retratar uma personagem que já esteve presente nos outros dois livros e que me parece genial e também esperar que publiquem o outro livro que falta da tetralogia que é o "Lessons of desire" (Elliot and Phaedra’s story), fazendo com que a colecção esteja completa. E que já agora publiquem os restantes livros da série a que pertence este último livro que li - "By possession" e "By design".

Obrigada ASA pela oportunidade de ler mais um livro desta excelente autora!

7/10
Lido a 18 de Abril de 2010
Sinopse:
Um novo romance de suspense de Iris Johansen, autora de Jogo Mortal e de A Face da Mentira. Uma nova heroína num romance de perder o fôlego em que se cruzam personagens dos livros anteriores da autora.

Integrando uma equipa de elite de busca e salvamentos, Sarah Patrick e o seu cão Monty, têm o dom de encontrar aquilo que mais ninguém conseguiria localizar, seja um sobrevivente enterrado vivo durante um tremor de terra ou o esqueleto de uma criança assassinada. É a Sarah que Eve Duncan deve a recuperação dos restos da filha Bonnie (ver os anteriores romances da autora publicados pela Gradiva). Mas agora Sarah é forçada a tomar parte numa missão de vida ou de morte por um homem que sabe o suficiente sobre o seu passado para garantir a sua cooperação. Um homem que não aceita uma recusa.

John Logan está habituado a conseguir o que quer e o que quer agora é a ajuda de Sarah. O seu laboratório ultra-secreto foi sabotado, as instalações destruídas e o pessoal, que escolheu a dedo, massacrado. O único sobrevivente foi vítima de sequestro. Logan sabe que a única maneira de salvar o homem, e os segredos que guarda, é encontrá-lo o mais rapidamente possível.

Correndo contra o tempo para impedir o derramamento de sangue antes que surjam mais vítimas, Sarah e Logan vão apontar directamente ao coração do mal.


A minha opinião:
Depois de ter lido o livro "Jogo mortal" e ter adorado, a ânsia de ler este era grande.
No entanto, a alma que este livro nos transmite é mais romântica, mais sensível e emocional. Mas a adrenalina tão presente nos primeiro livro continua.

Apesar da maior parte das personagens do primeiro livro se manter, o foco desta vez é mantido na Sarah Patrick e no Logan.
Admirei imenso a personagem Sarah e muitas vezes identifiquei-me com o que ela pensava ou com o que ela fazia perante as dificuldades. Mas confesso que gostava de ter, por vezes, parte da força que ela demonstrava.
É uma personagem fortíssima, com um carácter e uma inteligência impressionantes. Mas ao mesmo tempo é muito humana. E é essa humanidade que constitui o único ponto fraco de Sarah, que outros irão aproveitar para usarem Sarah a seu belo prazer. Um deles é Logan, que pressiona Sarah para satisfazer uma ordem sua. Mas Logan irá arrepender-se, porque com o que ele não conta é com a força interior dela. Uma personagem muito bem criada!

Passei umas horas excelentes na companhia deste livro. De tal forma, que me vi a prolongar a leitura por ter pena de o acabar.
Iris Johansen... uma escritora a fixar, a procurar e a ler mais. Muito bom e recomenda-se.

7/10
Lido a 16 de Abril de 2010
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