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Sinopse:
David Hunter, o antropólogo forense que protagonizou os romances A Química da Morte e Escrito nos Ossos, regressa aos Estados Unidos onde o espera um dos maiores desafios da sua carreira. Numa cabana nos bosques é encontrado um corpo cujo estado de decomposição aponta para uma morte ocorrida há pelo menos seis dias. Porém, a quantidade de sangue no local e o facto de a vítima ter os membros amarrados sugerem que esta ainda estava viva quando a cabana foi alugada, cinco dias antes. Será David capaz de decifrar o quebra-cabeças ou terá enfim encontrado um rival à altura?


A minha opinião:
Já li este livro à cerca de um mês, mas ficou retido na minha memória como um dos melhores que li este ano.
Apesar de não ter lido nada do autor, inclusivé os dois títulos que foram publicados pela Editorial Presença antes deste, não pude deixar de o comprar dado o seu preço (uma pechincha). Depois peguei-o mais no espírito do ora vamos lá ver se isto vale a pena ou é mais um para esquecer. Sim, porque a minha ausência neste blogue não se deve ao facto de não andar a ler, mas sim de andar a ler livros que me desesperam dada a sua fraca qualidade e inegável qualidade de me fazerem pensar mas porque raios estou eu a perder tempo a ler isto? Mas isto fica para um post posterior. Quanto a este livro o que posso dizer além de que é fabuloso?

David Hunter é um antropólogo forense com algumas cicatrizes resultantes de encontros mano a mano com assassinos. É um homem calmo e perfeitamente realista que nos parece o vizinho do lado, normalíssimo. Depois de David ter tido um valente susto (que terei de ler os livros anteriores para saber o que é que foi exactamente) decide viajar até aos Estados Unidos e aprofundar os seus conhecimentos através de uma visita à famosa Quinta dos Cadáveres (que existe na realidade) e aproveita para visitar o seu velho amigo Tom Lieberman. Mas esta viagem será mais para acalmar a sua constante sensação de estar a ser vigiado, perseguido, atacado... enfim, aliviar a adrenalida que ainda permanece no seu organismo após o último livro.
Mas nem tudo são rosas e descanso, e após pouco tempo David vê-se convidado a visitar o local de um estranho homicídio. Embora seja convidado a dar o seu parecer neste caso, existirão muitas pessoas que não vêem a intervenção deste inglês com bons olhos e tudo farão para o afastar. A isto adiciona-se um assassino GENIAL cuja inteligência e astúcia me fez lembrar o famoso Hannibal Lecter. Este será o início de muitas páginas de puro prazer e deleite de qualquer leitor. 


No meu entender de simples leitora apreciadora de policiais e thrillers, este livro não tem defeitos a apontar.
Apesar de não ter lido os livros anteriores senti-me sugada na história e acompanhei com fervor estas personagens de tal modo que dei por mim a sentir pena de as deixar, ao virar a última página.


9/10
Lido em Outubro de 2010

Sinopse:
No seu mais recente romance mágico, Sarah Addison Allen convida-nos a visitar uma pitoresca cidade do Sul dos Estados Unidos onde duas mulheres bem diferentes descobrem como encontrar o seu lugar no mundo, por mais deslocadas que se sintam.

Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de resolver pelo menos alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com o avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite, e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre.
Mas porque desencorajam todos a relação de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby?
Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mas perguntas.
Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily?
As respostas não são nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.



A minha opinião:

Desta autora adorei "O jardim encantado", gostei do "O quarto mágico" e com este novo "O feitiço da lua" acho mesmo que a magia que senti no primeiro livro voltou e cativou-me.
Nestes 3 livros é fácil de ver que esta autora segue sempre a mesma linha condutora - a de misturar a vida comum, do dia-a-dia, com elementos mágicos, do fantástico, e o resultado não desilude.

Este livro começa com a chegada da jovem Emily a Mullaby, para viver com o seu avô. Avô este que não é um homem normal, devido à sua elevada estatura.
Emily veio em busca da sua única família directa, mas também para descobrir que a mulher perfeccionista e justa que era a sua mãe, não o era quando vivia em Mullaby. Aliás, para toda a população, Emily é personna non grata por causa de uma tragédia do passado provocada pela sua mãe.
Enquanto luta para convencer a população desta pequena cidade de que ela não deve ser responsabilizada pelo que a sua mãe possa ter feito, Emily começa a sentir-se cada vez mais próxima do único rapaz em toda a Mullaby que lhe está interdito. O porquê... será o que Emily irá descobrir, contra tudo e contra todos.

Ao mesmo tempo que acompanhamos Emily na descoberta sobre a verdade do passado da sua mãe, vemos outra personagem feminina desabrochar ao longo do livro - Julia Winterson.
Julia, que quando era jovem era considerada estranhíssima por todos, teve uma vida difícil e tumultuosa. Depois de tantos anos a viver noutra cidade, ela veio a Mullaby enfrentar a ambiciosa e fria madrasta enquanto tenta pagar as dívidas que o seu falecido pai deixou. Mas Julia não pretende ficar em Mullaby a viver. O plano é trabalhar no restaurante do pai e vendê-lo com uma boa margem de lucro para conseguir saldar todas as dívidas, e prosseguir a sua vida bem longe desta cidadezinha que lhe faz sentir, a cada virar de esquina, uma pessoa insignificante e sem importância. Mas um homem, Sawyer, está decidido a não deixar escapar Julia... não desta vez! Mas Sawyer primeiro vai ter de derrubar as mil e uma barreiras que Julia criou como armadura e descobrir que a ligação entre ele e Julia ainda existe, mas que se desvendar o que é que ainda os une após tantos anos, existe o perigo de que essa verdade pode destruí-lo.

Um livro delicioso que li num instante, mas cujo fim não esmiuça tudo e deixa algumas coisas em aberto para desfrute da imaginação de cada leitor.

7,5/10
Lido em Outubro de 2010

Sinopse:
Um romance sobre o poder transcendente do amor e a faceta feminina de Deus.
Uma história que as mães gostarão de contar às filhas.

 

Lily cresceu na convicção de que, acidentalmente, matou a mãe quando tinha apenas quatro anos. Do que então aconteceu, ela tem não só as suas próprias recordações mas também o relato do pai. Agora, aos catorze anos, tem saudades da mãe, a quem mal conheceu mas de quem recorda a ternura, e sente uma desesperada necessidade de perdão. Vive com o pai, violento e autoritário, numa quinta da Carolina do Sul, e tem apenas uma amiga, Rosaleen, uma criada negra cujo semblante severo esconde um coração doce.

Na década de 60, a Carolina do Sul é um sítio onde a segregação é ainda realidade. Quando, ao tentar fazer valer o seu recém-conquistado direito de voto, Rosaleen é presa e espancada, Lily decide agir. Fugidas à justiça e ao pai de Lily, elas seguem o rasto deixado por uma mulher que morreu dez anos antes e encontram refúgio na casa de três excêntricas irmãs apicultoras. Para Lily esta vai ser uma viagem de descoberta, não só do mundo, mas também do mistério que envolve o passado de sua mãe.

A Vida Secreta das Abelhas é um romance sobre o poder transcendente do amor e a faceta feminina de Deus. Sue Monk Kidd, ao escrever sobre o que é misterioso, e até difícil, na vida, ilumina tudo o que esta tem de maravilhoso. Ela prova que uma família pode ser encontrada nos sítios menos prováveis – talvez não sob o nosso próprio tecto, mas no sítio mágico onde encontramos o amor.


A minha opinião:
Este é mais um livro que saltou da sua posição poeirenta que tinha na estante, e neste passado Setembro, veio-me deliciar. Um livro que ficará para sempre no meu coração.


Praticamente todo o enredo está muito bem sumariado nesta sinopse que a Asa disponibiliza aos seus leitores, mas o que é absolutamente indescritível é o carinho que sentimos pelas personagens, o desespero com que acompanhamos esta evolução anti-racista pela qual a América passou  na década de 60 e a saudade com que este livro nos deixa quando lemos o último parágrafo.

Sinceramente não pensei que este livro estaria tão bem escrito e que me sentiria tão atraída por esta história. Parti para esta leitura a pensar que a personagem principal, a pequena Lily, seria uma moça traumatizada e profundamente perturbada por saber que foi ela a assassina da própria mãe, o que em parte é verdade, mas o que também é verdade é que Lily é uma menina extraordinariamente forte psicologicamente e o crescimento físico, emocional e mesmo social que acompanhamos ao longo destas 285 páginas, tornou-me muito mais rica enquanto ser humano.

Um livro a guardar, a reler e a recomendar a toda a gente. Muito bom.
E agora toca a ver o filme...

9/10
Lido em Setembro de 2010


Sinopse:
Neste cativante último romance da trilogia NO JARDIM, da brilhante autora de sucesso de vendas Nora Roberts, três mulheres aprenderam que o coração da sua histórica casa é habitado por um mistério antigo.

Hayley WB Phillips procura em Memphis um novo começo para si e para a sua filha. Aí encontra um lar e grandes amizades, incluindo Harper, que se torna mais do que um amigo… Mas Hayley receia ceder ao desejo, pois suspeita que os sentimentos que nutre não são só seus, mas copiados da wb. Imagens do passado e um comportamento imprevisível levam-na a acreditar que a Noiva Harper se introduziu na sua mente e no seu corpo. Está na altura de a Noiva descansar em paz; só assim Hayley poderá perceber de novo o seu coração e saber se está disposta a correr o risco…


A minha opinião:

E assim acabei de ler a minha primeira trilogia desta autora.
As surpresas não foram muitas - já se sabia qual seria o casal romântico retratado; o passado de cada personagem e as suas expectativas; a razão pela qual o fantasma da noiva Harper insistia em perseguir e atormentar os descendentes desta família e até já se sabia que se houvesse algum casal que se atrevesse a algum acto de romantismo na mansão, então teria de enfrentar a fúria deste fantasma.

Apesar de saber tudo isto, gostei de ler este livro. Apesar de se saber já com antecedência tudo o que iria acontecer neste terceiro e último volume, foi com algum espanto que fui surpreendida com o desfecho. Nora Roberts permitiu-se uma última cartada que qualquer leitor não estará, de todo, à espera.

6/10
Lido em Agosto de 2010
Sinopse:
Em Cambridge, uma criança foi violentamente assassinada e outras crianças desapareceram. Os judeus, bodes expiatórios do clero cristão todo-poderoso, foram forçados a esconder-se no castelo para evitar a matança por parte dos revoltados habitantes da cidade. Henry, o rei da Inglaterra, não está satisfeito. Os judeus representam grande parte do seu provento e o verdadeiro assassino tem de ser encontrado, e rapidamente. Um investigador famoso, Simon de Nápoles, é recrutado e chega à cidade vindo do continente acompanhado de um árabe e de uma jovem, Adelia Aguilar. Há poucas médicas na Europa do século XII, mas Adelia é uma delas, tendo frequentado a grande Escola de Medicina de Salerno. Além disso, a sua especialidade é o estudo de cadáveres; ela é, de facto, uma mestra da arte da morte, uma capacidade que deve ser escondida pois pode levar a jovem a ser acusada de bruxaria. A investigação de Adelia leva-a a Cambridge, aos seus castelos e conventos, e, numa cidade medieval cheia de vida, ela faz amigos e até se apaixona. Fatalmente, atrai a atenção de um assassino que está preparado para matar mais uma vez.


A minha opinião:
Mais um livro que saltou da estante, onde estava a ganhar pó à algum tempo, para a minha mesa de cabeceira.

Cambridge, ano de 1170, altura da Páscoa. Um condado pacato, onde a vida se concretiza no arrastar lento de dias, sem grandes emoções ou confusões. Até ao dia em que um menino é encontrado morto no fundo do rio que atravessa Cambridge.

As pessoas que vêem o pobre corpinho de Pedro de Trumpington juram que ele tinha marcas de crucificação, ao que se juntam outros testemunhos de pessoas que juram terem visto uma cruz pendurada na casa do mais importante e influente judeu de Cambridge, e isto tudo enquanto nesta mesma casa se celebrava um casamento.
As suspeitas são muitas e as dúvidas ainda são mais, uma vez que estamos em pleno século XII, as mentes são pouco iluminadas e as testemunhas são pessoas simples, camponeses, cuja instrução e educação é nula.
Este trágico acontecimento leva à revolta da população que assassina o dono da casa onde a cruz foi vista e a sua esposa, e leva a que todos os judeus de Cambridge se refugiem no castelo.

Um ano passa e mais crianças começam outra vez a desaparecer, sem testemunhas ou pistas.
Apesar do povo judeu ainda se encontrar confinado às paredes do castelo, são eles o bode espiatório, colocando o xerife do condado numa posição ingrata uma vez que é ele que está a abrigar os judeus e os restantes habitantes exigem um linchamento conjunto a todos os assassinos.

Ao rei de Inglaterra Inglaterra, Henrique II, que ainda está fragilizado com a confusão política e religiosa que levou ao assassínio de Thomas Beckett (ver aqui), toda esta situação caótica é profundamente enervante e exige uma solução rápida e eficaz. Não tanto pela justiça, mas mais porque o povo judeu são quem emprestam dinheiro aos mais necessitados e nesses empréstimos recaem impostos que constituem uma importante fonte de rendimento do rei.
Assim, Henrique II escreve ao seu primo, o rei de Nápoles um pedido de ajuda. Nápoles envia um homem que reserva algumas surpresas e que será acompanhado por "(...) uma pessoa entendida nas causas da morte." - retirado da página 22. Onde mais ir buscar tal pessoa sem ser em Salerno? Capital mundial dos avanços na Medicina.
Assim, Salerno envia a pessoa mais especializada nesse campo, o problema é que é... uma mulher.

Numa Inglaterra retrógrada onde o preconceito é lei, e em que uma mulher é facilmente acusada de bruxaria, Adelia Aguilar, terá que ser muito subtil, quase transparente nos seus actos e intenções.

Este livro revela uma boa pesquisa, e a envolvência com o leitor é quase perfeita. Com um enredo bem construído e com personagem simplesmente deliciosas que me ficarão na memória, este é um livro que vale a pena comprar e passar umas boas horas onde o prazer de ler é garantido!
7,5/10
Lido em Agosto de 2010
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