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Sinopse:
UM JURAMENTO SAGRADO
UM ANJO CAÍDO

UM AMOR PROIBIDO
Apaixonar-se não fazia parte dos planos de Nora Grey. Nunca se sentira atraída por nenhum dos rapazes da sua escola, apesar da insistência de Vee, a sua melhor amiga.
Então, aparece Patch. Com um sorriso fácil e uns olhos que mais parecem trespassar-lhe a alma, Patch seduz Nora, deixando-a completamente indefesa.
Mas, após uma série de encontros assustadores com Patch, que parece estar sempre onde ela está, Nora não consegue decidir se há-de cair-lhe nos braços ou fugir sem deixar rasto.

Em busca de respostas para o momento mais confuso da sua vida, Nora dá consigo no centro de uma antiga batalha entre imortais. E quando é chegada a altura de escolher um rumo, a opção errada poderá custar-lhe a vida.


A minha opinião:
Para ser sincera peguei neste livro a pensar que iria ler o início e ficaria por aí. Tenho andado um pouco saturada de tantos livros de e sobre vampiros, e neste parecia-me que a autora tinha feito uma pequena reciclagem (substituiu os vampiros por anjos) e a receita seria a mesma. Como me enganei!
Aqui está um bom exemplo de um livro fantástico original e que poderá viciar muitos leitores sem recorrer à mesma fórmula vampiresca da Stephanie Meyer.

Nora Grey é uma jovem sem grandes paixões. É uma aluna que tenta obter boas notas e que luta para vencer o desgosto de ter o seu pai assassinado em circunstâncias misteriosas. Com uma mãe praticamente ausente por causa do trabalho, Nora é uma jovem solitária que pode contar apenas com a empregada Dorothea que é quase da família e a sua amiga tresloucada Vee. Apesar de compreender que a ausência da sua mãe é uma luta para não perder o emprego e conseguir dinheiro suficiente para a sobrevivência das duas e para a manutenção da casa de família, Nora irá constantar que a solidão a que se dedica poderá revelar-se fatal.

De um momento para outro a vida pacífica e quase monótona de Nora vê-se totalmente preenchida com a presença de Patch, o motoqueiro negro e sedutor, o simpático e sempre prestável Elliot que anda sempre acompanhado pelo estranho Jules, ao que se adiciona a nova psicóloga da escola que está mais interessada em afastar Nora de Patch do que no trauma pelo qual Nora passou há um ano atrás.

O livro é altamente viciante e para isso contribui o facto de quase todas as personagens terem algo a esconder. Até a amiga de infância Vee parece estar sempre a convidar Nora para irem para sítios isolados.

Suspeitas, ameaças, vingança e mortes são alguns dos ingredientes deste livro que me deu bastante prazer.
Não é de todo uma obra prima, mas será uma série que irei acompanhar com muito gosto.
Porto Editora... para quando os próximos volumes?

7,5/10
Lido a 4 de Dezembro de 2010

Sinopse:
No Inverno mais frio de que há memória na Suécia, um homem, nu e obeso é encontrado pendurado num carvalho solitário no meio das ventosas planícies de Ostergotland. O cadáver apresenta sinais evidentes de violência mas, em volta, a jovem e ambiciosa inspectora Malin Fors só pode constatar como a neve cobriu e ocultou para sempre as eventuais pistas deixadas pelo assassino. A única certeza é que o macabro achado vai abalar a vida tranquila da pequena comunidade de província e trazer de volta terríveis segredos há muito escondidos.

Sangue Vermelho em Campo de Neve - Inverno revela aos leitores portugueses Mons Kallentoft, um autor brilhante que, com este livro, ocupou de imediato os primeiros lugares nos top de vendas dos países nórdicos e está a ser traduzido pelas mais importantes editoras na Europa.


A minha opinião:
Mas que raio de decepção de livro!
O enredo é satisfatório, a complexidade das personagens é boa. No entanto, a acção é demasiadas vezes intercalada por momentos parados ou demasiado lentos de descrição e/ou pensamentos de alguma personagem, levando qualquer um a achar que este é um livro morno e por vezes chato de continuar a ler.
O que salvou a coisa foi o desfecho que foi original e que foi enriquecido pela, como já referi, complexidade das personagens.
Mas saldo final - o livro é uma absoluta perda de tempo e não me verão, com toda a certeza a prosseguir leitura pelos restantes volumes desta tetralogia.

3/10
Lido em Novembro de 2010

Sinopse:
Titus, o Herdeiro de Gormenghast é literatura fantástica mas não se assemelha a nada que tenha sido escrito antes ou depois. Gormenghast é um castelo antiquíssimo, do tamanho de uma cidade e que, tanto quanto sabemos, pode ser a única construção em todo o mundo. Sem pontos de referência para a nossa realidade, o romance adquire uma atmosfera surreal e mágica. As personagens são todas elas bizarras: o taciturno e cadavérico Mr. Flay, o vulgar e obeso Swelter, o ligeiramente deformado mas brilhante Steerpike. E Titus, o herdeiro de Gormenghast. O castelo de Gormenghast é um mundo de pesadelo e nenhuma pessoa sã lá quereria viver... e no entanto, quão estranho, belo e divertido é esse mundo! Arrisque-se nesta leitura pois nunca mais a irá esquecer.


A minha opinião:
Esta foi, sem qualquer margem para dúvidas, uma minha crítica/opinião que mais me custou escrever. Não porque tenha detestado o livro, nada disso! Apenas porque, enquanto escrevo estas linhas, sei perfeitamente que, por muito que eu tente descrever as sensações e o ambiente sombrio que o leitor sente ao ler este livro, NUNCA se aproximará da realidade.
Isto não é um livro... é uma experiência de vida descrita em papel.

No início do livro, o foco é dirigido a Titus, o herdeiro de todo o Gormenghast. É descrito com todo o pormenor o ambiente de caos que todo o castelo vive em consequência deste nascimento, por uns desejado, por outros estranhado.
Durante várias páginas, vamos acompanhando o crescimento de Titus, ao mesmo tempo que conhecemos mais profundamente algumas das personagens... e que personagens! Não bastava o ambiente soturno, sombrio e gótico, ainda nos deparamos com personagens estranhas, perversas, curiosas, mas absolutamente fascinantes.
Mas eis que, a dado momento do livro, o enfoque do enredo altera-se e começamos a acompanhar Steerpike, um simples rapaz, ajudante na cozinha de Gormenghast que, aos poucos, vemos que de "simples" este moço não tem nada. A complexidade desta personagem, combinada com a sua ambição desmedida, torna-a sedutora e viciante.

Basicamente, este livro não tem grande acção ou momentos excitantes, consistindo em 437 páginas de descrições e narrações.
 
Saio deste livro com um sentimento de estranheza, comparável apenas ao que se sente ao vermos um filme do grande Tim Burton.
6/10
Lido em Outubro de 2010
Sinopse:
David Hunter, o antropólogo forense que protagonizou os romances A Química da Morte e Escrito nos Ossos, regressa aos Estados Unidos onde o espera um dos maiores desafios da sua carreira. Numa cabana nos bosques é encontrado um corpo cujo estado de decomposição aponta para uma morte ocorrida há pelo menos seis dias. Porém, a quantidade de sangue no local e o facto de a vítima ter os membros amarrados sugerem que esta ainda estava viva quando a cabana foi alugada, cinco dias antes. Será David capaz de decifrar o quebra-cabeças ou terá enfim encontrado um rival à altura?


A minha opinião:
Já li este livro à cerca de um mês, mas ficou retido na minha memória como um dos melhores que li este ano.
Apesar de não ter lido nada do autor, inclusivé os dois títulos que foram publicados pela Editorial Presença antes deste, não pude deixar de o comprar dado o seu preço (uma pechincha). Depois peguei-o mais no espírito do ora vamos lá ver se isto vale a pena ou é mais um para esquecer. Sim, porque a minha ausência neste blogue não se deve ao facto de não andar a ler, mas sim de andar a ler livros que me desesperam dada a sua fraca qualidade e inegável qualidade de me fazerem pensar mas porque raios estou eu a perder tempo a ler isto? Mas isto fica para um post posterior. Quanto a este livro o que posso dizer além de que é fabuloso?

David Hunter é um antropólogo forense com algumas cicatrizes resultantes de encontros mano a mano com assassinos. É um homem calmo e perfeitamente realista que nos parece o vizinho do lado, normalíssimo. Depois de David ter tido um valente susto (que terei de ler os livros anteriores para saber o que é que foi exactamente) decide viajar até aos Estados Unidos e aprofundar os seus conhecimentos através de uma visita à famosa Quinta dos Cadáveres (que existe na realidade) e aproveita para visitar o seu velho amigo Tom Lieberman. Mas esta viagem será mais para acalmar a sua constante sensação de estar a ser vigiado, perseguido, atacado... enfim, aliviar a adrenalida que ainda permanece no seu organismo após o último livro.
Mas nem tudo são rosas e descanso, e após pouco tempo David vê-se convidado a visitar o local de um estranho homicídio. Embora seja convidado a dar o seu parecer neste caso, existirão muitas pessoas que não vêem a intervenção deste inglês com bons olhos e tudo farão para o afastar. A isto adiciona-se um assassino GENIAL cuja inteligência e astúcia me fez lembrar o famoso Hannibal Lecter. Este será o início de muitas páginas de puro prazer e deleite de qualquer leitor. 


No meu entender de simples leitora apreciadora de policiais e thrillers, este livro não tem defeitos a apontar.
Apesar de não ter lido os livros anteriores senti-me sugada na história e acompanhei com fervor estas personagens de tal modo que dei por mim a sentir pena de as deixar, ao virar a última página.


9/10
Lido em Outubro de 2010

Sinopse:
No seu mais recente romance mágico, Sarah Addison Allen convida-nos a visitar uma pitoresca cidade do Sul dos Estados Unidos onde duas mulheres bem diferentes descobrem como encontrar o seu lugar no mundo, por mais deslocadas que se sintam.

Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de resolver pelo menos alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com o avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite, e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre.
Mas porque desencorajam todos a relação de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby?
Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mas perguntas.
Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily?
As respostas não são nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.



A minha opinião:

Desta autora adorei "O jardim encantado", gostei do "O quarto mágico" e com este novo "O feitiço da lua" acho mesmo que a magia que senti no primeiro livro voltou e cativou-me.
Nestes 3 livros é fácil de ver que esta autora segue sempre a mesma linha condutora - a de misturar a vida comum, do dia-a-dia, com elementos mágicos, do fantástico, e o resultado não desilude.

Este livro começa com a chegada da jovem Emily a Mullaby, para viver com o seu avô. Avô este que não é um homem normal, devido à sua elevada estatura.
Emily veio em busca da sua única família directa, mas também para descobrir que a mulher perfeccionista e justa que era a sua mãe, não o era quando vivia em Mullaby. Aliás, para toda a população, Emily é personna non grata por causa de uma tragédia do passado provocada pela sua mãe.
Enquanto luta para convencer a população desta pequena cidade de que ela não deve ser responsabilizada pelo que a sua mãe possa ter feito, Emily começa a sentir-se cada vez mais próxima do único rapaz em toda a Mullaby que lhe está interdito. O porquê... será o que Emily irá descobrir, contra tudo e contra todos.

Ao mesmo tempo que acompanhamos Emily na descoberta sobre a verdade do passado da sua mãe, vemos outra personagem feminina desabrochar ao longo do livro - Julia Winterson.
Julia, que quando era jovem era considerada estranhíssima por todos, teve uma vida difícil e tumultuosa. Depois de tantos anos a viver noutra cidade, ela veio a Mullaby enfrentar a ambiciosa e fria madrasta enquanto tenta pagar as dívidas que o seu falecido pai deixou. Mas Julia não pretende ficar em Mullaby a viver. O plano é trabalhar no restaurante do pai e vendê-lo com uma boa margem de lucro para conseguir saldar todas as dívidas, e prosseguir a sua vida bem longe desta cidadezinha que lhe faz sentir, a cada virar de esquina, uma pessoa insignificante e sem importância. Mas um homem, Sawyer, está decidido a não deixar escapar Julia... não desta vez! Mas Sawyer primeiro vai ter de derrubar as mil e uma barreiras que Julia criou como armadura e descobrir que a ligação entre ele e Julia ainda existe, mas que se desvendar o que é que ainda os une após tantos anos, existe o perigo de que essa verdade pode destruí-lo.

Um livro delicioso que li num instante, mas cujo fim não esmiuça tudo e deixa algumas coisas em aberto para desfrute da imaginação de cada leitor.

7,5/10
Lido em Outubro de 2010
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