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O ano de 2010 em termos de leituras não foi tão preenchido como o anterior. Espero que 2011 me ofereça mais tempo para me dedicar a algo que eu gosto tanto de fazer... ler.
Descobri novos autores e voltei a ler Banda Desenhada, o que já não fazia há anos.
2010 resumiu-se a 46 livros lidos:

1- "Shutter Island" de Dennis Lehane
2- "O jardim encantado" de Sarah Addison Allen
3- "A lenda do cavaleiro sem cabeça" de Washington Irving
4- "A terra pura" de Alan Spence
5- "A pousada no fim do rio" de Nora Roberts
6- "O aprendiz de Veneza" de Elle Newmark
7- "Como salvar um coração partido" de Susan Richards
8- "O quarto mágico" de Sarah Addison Allen
9- "Encontrar o amor" de Susanna Jones
10- "Alguém para amar" de Jude Deveraux
11- "Segredos de Verão" de Elin Hilderbrand
12- "A hora secreta - Midnighters I" de Scott Westerfeld
13- "O príncipe corvo" de Elizabeth Hoyt
14- "Jogo mortal" de Iris Johansen
15- "As regras da sedução" de Madeline Hunter
16- "O rapaz que falava com o Diabo"
17- "A busca" de Iris Johansen
18- "Casamento de conveniência" de Madeline Hunter
19- "O tempo dos imperadores estranhos" de Ignacio del Valle
20- "O evangelho do enforcado" de David Soares
21- "Eternidade" de Alyson Noël
22- "O último desejo" de Andrzej Sapkowski
23- "Refúgio" de Nora Roberts
24- "Osso a osso" de Carol O'Connell
25- "Pérolas a porcos - Adoro bacon" de Stephan Pastis
26- "Dália azul" de Nora Roberts
27- "Um oficial em Malta" de Mark Mills
28- "A rosa negra" de Nora Roberts
29- "O beijo dos elfos" de Aprilynne Pike
30- "Segunda oportunidade" de James Patterson
31- "O labirinto de água" de Eric Frattini
32- "Sangue-do-coração" de Juliet Marillier
33- "Uma aposta perversa" de Emma Wildes
34- "A virgem das amêndoas" de Marina Fiorato
35- "O anjo da morte" de Ariana Franklin
36- "O lírio vermelho" de Nora Roberts
37- "A vida secreta das abelhas" de Sue Monk Kidd
38- "O feitiço da lua" de Sarah Addison Allen
39- "Murmúrios da morte" de Simon Beckett
40- "Titus o herdeiro de Gormenghast" de Mervyn Peake
41- "Sangue vermelho em campo de neve" de Mons Kallentoft
42- "Hush, hush" de Becca Fitzpatrick
43- "A magia do amor" de Barbara Bretton
44- "Os pecados de Lord Easterbrook" de Madeline Hunter
45- "Um bando de corvos" de Ruth Rendell
46- "Noites de paixão" de Cheryl Holt

Mas vamos ao que interessa. Os melhores foram:


"Shutter Island" de Dennis Lehane
Este foi o primeiro livro que li em 2010 e ficou-me marcado. Talvez por ter sido lido a altas horas da noite, em pleno Inverno Lisboeta. Mas para ser sincera não sei especificar o porquê. Há livros que nos tocam mais do que outros sem qualquer justificação.
Lembro-me do filme estrear e eu correr até ao cinema para o ver e sair desiludida, porque a riqueza da história, o que se imagina e o que se sente ao ler a obra é muito mais intenso do que ver a adaptação cinematográfica. Se ainda não viram o filme, façam um favor a vocês mesmos e leiam primeiro o livro.
Este autor está bem alto na minha consideração. A ler mais.

"O aprendiz de Veneza" de Elle Newmark
Muito bom! Lembro-me de ficar chocada com a crueldade que era a vida de um orfão a tentar sobreviver nas ruas de Veneza neste tempo. Mas o que o livro me ofereceu depois está gravado no meu coração.

"A virgem das amêndoas" de Marina Fiorato
 Não é uma grande obra, mas sim uma que é bela na sua simplicidade.
Talvez se eu o lesse num ano com mais leituras este livro não sairia destacado, mas assim está na minha memória como uma delícia histórica.

"O jardim encantado" de Sarah Addison Allen
Esta autora é um achado! Com livros deliciosos, em que este para mim foi o melhor até agora, e altamente viciantes, o prazer de ler está garantido.

"A vida secreta das abelhas" de Sue Monk Kidd
A mais valia deste livro é a riqueza e profundidade sentimental e dramática que é retratada. Uma criança que cresce a acreditar que assassinou a própria mãe... o que poderá ser mais cruel? Como se sobrevive a isto? Como se consegue até respirar sem sofrimento? A ler e a surpreender.



Dou os primeiros passos em 2011, desejando ardentemente que este ano seja melhor em quantidade e qualidade de leitura.

Agora é ler e... ler mais e melhor.
Sinopse:
Os corvos não são aves predadoras. Mas também não são calmos e submissos. O detective-inspector Wexford julgava estar apenas a cumprir o seu dever cívico quando aceitou conversar com Joy Williams a propósito do desaparecimento do seu marido. E certamente não esperava ver-se envolvido num homicídio tão invulgar...


A minha opinião:
Ruth Rendell é, na minha opinião, um ícone literário no policial tal como Agatha Christie. Adoro as duas, e os seus livros são devorados por mim numa questão de meras horas. Este só se tratou de uma excepção por causa da letra minúscula e do amarelo torrado das páginas. Mas devo dizer que este exemplar de Maio de 1986 mostrou-se um valente e amigável companheiro em viagens e esperas. Só foi pena que a desastrada (diga-se eu mesma) tenha descolado a capa ao andar com ele dentro das carteiras.

Quanto à história começa por um desaparecimento de um marido do qual ninguém está muito preocupado e mesmo o nosso detective Wexford vai falar pela primeira vez com a esposa do dito desaparecido só como forma de um favor e ao mesmo tempo de uma simpatia a uma vizinha. Mas quando um segundo marido desaparece de forma misteriosa e sem deixar qualquer rasto, testemunha e em condições parecidas com o primeiro, aí Wexford fica mais atento e desconfia que este caso tem mais que se lhe diga.

Um mistério delicioso nos últimos dias deste ano.
6/10
Lido a 23 de Dezembro de 2010
FELIZ NATAL para todos!
Sinopse:
Ele entrou na vida dela com a ousadia de uma tempestade.
Ela arrebatou-o com a intensidade de um furacão.
Sete anos e milhares de quilómetros depois… o reencontro está finalmente marcado.

Christian é excêntrico, enigmático, o mais famoso recluso da aristocracia inglesa. Vive isolado, não tem amigos e o seu coração nunca foi tomado por ninguém… com excepção de Leona, uma mulher determinada, exótica, belíssima. Mas isso aconteceu em Macau, naquela que parece ter sido uma outra vida.
As notícias da chegada de Leona a Londres deixam-no aturdido. Christian decide então que nada o impedirá de finalmente a possuir. Não podia saber que entre as famílias de ambos pulsam segredos impossíveis de ignorar… e que o grande amor da sua vida acalenta um mortal desejo de vingança!

Uma viagem no tempo até uma era marcada por escândalos, intriga e desejos secretos, no novo e sensual romance de Madeline Hunter: a história de um homem capaz de arriscar tudo pela mulher que ama – até a revelação do seu mais secreto pecado.




A minha opinião:
Já não é mistério nenhum que eu gosto desta autora. Sempre que a Asa edita algum livro desta senhora é ver-me a ir direitinha a uma FNAC, BERTRAND ou livraria da esquina.
Parte do fascínio que esta autora provoca deve-sa sobretudo à fluidez na escrita dela que permita que, por muito complicada que seja a trama, os leitores devorem os seus livros sem dar conta do passar de páginas.

Quanto a este livro, os principais pontos já estão escarrapachados na sinopse e daí eu não avançar mais.
A personagem principal masculina Christian, ou Edmund, já tinha aparecido nos livros anteriores como alguém afastado da sociedade por sua escolha, um autêntico eremita excêntrico com muito poder social e político, mas a verdadeira razão do seu afastamento apenas neste volume é desvendado. Por acaso é algo que não me passava pela cabeça, cuja surpresa fez-me gostar ainda mais deste livro.
Christian é um homem que já está habituada a que os outros se vergam perante a sua vontade e ímpetos e não admite um não, respondendo com ferocidade quanto tal acontece. Com Leona ele irá enfrentar uma mulher forte, determinada e que está habituada a lutar no perigoso mundo dos homens (piratas, muçulmanos,...) e que não age contra os seus princípios ou determinações. Perante tal mulher Christian terá de refrear muito o seu ego gigantesco.

Gostei da luta entre as duas personagens, embora a personagem principal masculina não tenha sempre lutado de forma honesta. O único GRANDE senão neste livro é a sua enorme carga erótica. Tantas referências sexuais entre estas duas personagens! Demasiadas, na minha opinião. Tirando isto, este é mais um excelente livro que nos ensina (pelo menos a mim ensinou, porque desconhecia por absoluto) a enorme culpa que Inglaterra teve no tráfico e disseminação do ópio pelo mundo.

7,5/10
Lido a 15 de Dezembro de 2010

Sinopse:
Por vezes é necessário enfrentar aquilo que mais tememos para não perdermos o amor.

Em Feitiços de Amor, Barbara Bretton, cujas obras figuram na lista das mais vendidas do USA Today, apresentou Chloe Hobbs, filha de uma feiticeira e proprietária de uma loja de lãs. Agora, nesta sequela mágica, Chloe, que conserva ainda alguns dos seus poderes, está prestes a descobrir que o amor pode não conquistar todos, ao contrário de uma fada maléfica...
Alguma vez tiveram a sensação de que o destino finalmente acertou em cheio? Foi o que senti quando conheci Luke MacKenzie. E ninguém me podia ter convencido do contrário – nem os trolls, selkies, ou espíritos que também chamam terra natal a Sugar Maple, em Vermont. Mas se habito numa vila que abunda em segredos, porque me admiro que o homem que amo também esconda alguns? É que a sua ex-mulher apareceu sem mais nem menos, exigindo ver o espírito da filha de ambos, Steffie, uma criança cuja existência eu desconhecia.
Agora, parece que o espírito de Steffie está refém de uma certa líder das fadas. E se eu urdir um feitiço para libertar o espírito da menina, a minha inimiga também ficará livre – livre para destruir a minha loja de lãs, toda a vila de Sugar Maple e todos os que nela vivem. Mas se eu não o fizer, Steffie não será a única a passar a eternidade no inferno. Eu irei ter com ela, amaldiçoada com um coração destroçado…



A minha opinião:
Já tinha lido o Feitiços de amor (livro anterior desta autora) e ficou em mim uma certa insatisfação. Esperava mais e até tinha dito para mim mesma que se calhar esta não era uma boa aposta a seguir.
Mas depois de ter lido uma crítica tão boa num dos blogues que sigo, decidi dar uma oportunidade ao A Magia do Amor. Concordo que desta vez houve uma tentativa da autora de aprofundar a história e alargar um pouco os horizontes, tendo como personagens activas alguns dos habitantes de Sugar Maple, em Vermont. Mas além disso o que tem este livro a oferecer que o primeiro volume já não tenha dado ao leitor? Eu respondo - simplesmente nada.
Apesar de surgir a ex-mulher do Luke que dá um pouco mais de entusiasmo à coisa, essa pitada de entusiasmo depressa se desvanece quando nos apercebemos que este livro é quase uma repetição do 1º livro - a má da fita é a mesma, os objectivos idênticos, os problemas sociais e emocionais das personagens são iguaizinhos. Enfim, acho que quando temos tanta variedade de bons romances à venda e ainda a descobrir, este é um livro a esquecer.
Resumindo, esta foi uma completa desilusão...
3/10
Lido a 13 de Dezembro de 2010
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