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Sinopse:
Stephan está a reescrever a forma como as pessoas as pessoas encaram o cartoon contemporâneo. No seu estrondoso sucesso Pérolas a Porcos, publicado em mais de 150 jornais de todo o mundo, ele demonstra-nos a todos quão hilariante e surpreendente pode ser uma tira subversiva.

Neste segundo volume, Nem Tanto Nem Tão Porco, o rato, o porco, a zebra, e o bode - a companhia de espalha-brasas privativa de Pastis - exploram o estranho e maravilhoso mundo que os rodeiam, um sítio estranhamente parecido com o nosso.


A minha opinião:
Já desde a adolescência que não lia BD nenhuma. Aliás, a última compra (que me lembre) de um livro de Banda Desenhada foi o gigantesco e muito adorado "O Mundo da Mafalda" que volta e meia redescubro.
Neste ponto da minha vida, vejo que a banda desenhada, para mim, tem de ser ácida, irónica, perspicaz e muito inteligente, capaz de me fazer libertar umas boas gargalhadas. Cada vez mais vejo-me como uma leitora sem grande paciência para perder o meu tempo a ler baboseiras insossas e irrito-me mesmo quando gasto dinheiro num livro que não vale a pena perder 1 minuto sequer a ler a sinopse.

Stephan Pastis tornou-se um ídolo para mim. Alguém que vê o mundo desta forma sarcástica tem de ser uma boa pessoa. E digo-vos sinceramente, há muito tempo que não punha tantos marcadores num livro. Este volume é surpreentemente arrebatador. Com saídas geniais como esta:


ou esta:


como é que alguém consegue resistir?
Espero bem que a editora Bizâncio reedite alguns dos volumes que se encontram esgotados. Esta notícia (depois de muitas viagens a livrarias, Fnac e Bertrand) deixou-me um pouco triste, pois estou a ficar uma fã verdadeira desta série e gostava de a completar... mas enfim.
Um guilty pleasure, uma pequena delícia que ando a descobrir aos poucos. E que bem que me sabe!
8,5/10
Por alguns dias, que passaram a meses, tive de fazer uma pausa...
O meu trabalho exige que por vezes passe algumas horas, por dia, no computador e nunca quis que a manutenção deste ou do meu outro blogue passassem a ser um fardo, uma obrigação. Sou bloguista desde Setembro de 2006 e este meio sempre foi para mim um prazer. Para o continuar a ser tive de fazer este momento prolongado de silêncio que hoje interrompo.
As leituras foram-se acumulando e as opiniões já tardam em publicar. Por isso nos próximos dias, as minhas publicações serão de leituras realizadas já este ano e até ao momento.
Regressei com muita saudade dentro de mim, prontinha a ser exorcizada.
O ano de 2010 em termos de leituras não foi tão preenchido como o anterior. Espero que 2011 me ofereça mais tempo para me dedicar a algo que eu gosto tanto de fazer... ler.
Descobri novos autores e voltei a ler Banda Desenhada, o que já não fazia há anos.
2010 resumiu-se a 46 livros lidos:

1- "Shutter Island" de Dennis Lehane
2- "O jardim encantado" de Sarah Addison Allen
3- "A lenda do cavaleiro sem cabeça" de Washington Irving
4- "A terra pura" de Alan Spence
5- "A pousada no fim do rio" de Nora Roberts
6- "O aprendiz de Veneza" de Elle Newmark
7- "Como salvar um coração partido" de Susan Richards
8- "O quarto mágico" de Sarah Addison Allen
9- "Encontrar o amor" de Susanna Jones
10- "Alguém para amar" de Jude Deveraux
11- "Segredos de Verão" de Elin Hilderbrand
12- "A hora secreta - Midnighters I" de Scott Westerfeld
13- "O príncipe corvo" de Elizabeth Hoyt
14- "Jogo mortal" de Iris Johansen
15- "As regras da sedução" de Madeline Hunter
16- "O rapaz que falava com o Diabo"
17- "A busca" de Iris Johansen
18- "Casamento de conveniência" de Madeline Hunter
19- "O tempo dos imperadores estranhos" de Ignacio del Valle
20- "O evangelho do enforcado" de David Soares
21- "Eternidade" de Alyson Noël
22- "O último desejo" de Andrzej Sapkowski
23- "Refúgio" de Nora Roberts
24- "Osso a osso" de Carol O'Connell
25- "Pérolas a porcos - Adoro bacon" de Stephan Pastis
26- "Dália azul" de Nora Roberts
27- "Um oficial em Malta" de Mark Mills
28- "A rosa negra" de Nora Roberts
29- "O beijo dos elfos" de Aprilynne Pike
30- "Segunda oportunidade" de James Patterson
31- "O labirinto de água" de Eric Frattini
32- "Sangue-do-coração" de Juliet Marillier
33- "Uma aposta perversa" de Emma Wildes
34- "A virgem das amêndoas" de Marina Fiorato
35- "O anjo da morte" de Ariana Franklin
36- "O lírio vermelho" de Nora Roberts
37- "A vida secreta das abelhas" de Sue Monk Kidd
38- "O feitiço da lua" de Sarah Addison Allen
39- "Murmúrios da morte" de Simon Beckett
40- "Titus o herdeiro de Gormenghast" de Mervyn Peake
41- "Sangue vermelho em campo de neve" de Mons Kallentoft
42- "Hush, hush" de Becca Fitzpatrick
43- "A magia do amor" de Barbara Bretton
44- "Os pecados de Lord Easterbrook" de Madeline Hunter
45- "Um bando de corvos" de Ruth Rendell
46- "Noites de paixão" de Cheryl Holt

Mas vamos ao que interessa. Os melhores foram:


"Shutter Island" de Dennis Lehane
Este foi o primeiro livro que li em 2010 e ficou-me marcado. Talvez por ter sido lido a altas horas da noite, em pleno Inverno Lisboeta. Mas para ser sincera não sei especificar o porquê. Há livros que nos tocam mais do que outros sem qualquer justificação.
Lembro-me do filme estrear e eu correr até ao cinema para o ver e sair desiludida, porque a riqueza da história, o que se imagina e o que se sente ao ler a obra é muito mais intenso do que ver a adaptação cinematográfica. Se ainda não viram o filme, façam um favor a vocês mesmos e leiam primeiro o livro.
Este autor está bem alto na minha consideração. A ler mais.

"O aprendiz de Veneza" de Elle Newmark
Muito bom! Lembro-me de ficar chocada com a crueldade que era a vida de um orfão a tentar sobreviver nas ruas de Veneza neste tempo. Mas o que o livro me ofereceu depois está gravado no meu coração.

"A virgem das amêndoas" de Marina Fiorato
 Não é uma grande obra, mas sim uma que é bela na sua simplicidade.
Talvez se eu o lesse num ano com mais leituras este livro não sairia destacado, mas assim está na minha memória como uma delícia histórica.

"O jardim encantado" de Sarah Addison Allen
Esta autora é um achado! Com livros deliciosos, em que este para mim foi o melhor até agora, e altamente viciantes, o prazer de ler está garantido.

"A vida secreta das abelhas" de Sue Monk Kidd
A mais valia deste livro é a riqueza e profundidade sentimental e dramática que é retratada. Uma criança que cresce a acreditar que assassinou a própria mãe... o que poderá ser mais cruel? Como se sobrevive a isto? Como se consegue até respirar sem sofrimento? A ler e a surpreender.



Dou os primeiros passos em 2011, desejando ardentemente que este ano seja melhor em quantidade e qualidade de leitura.

Agora é ler e... ler mais e melhor.
Sinopse:
Os corvos não são aves predadoras. Mas também não são calmos e submissos. O detective-inspector Wexford julgava estar apenas a cumprir o seu dever cívico quando aceitou conversar com Joy Williams a propósito do desaparecimento do seu marido. E certamente não esperava ver-se envolvido num homicídio tão invulgar...


A minha opinião:
Ruth Rendell é, na minha opinião, um ícone literário no policial tal como Agatha Christie. Adoro as duas, e os seus livros são devorados por mim numa questão de meras horas. Este só se tratou de uma excepção por causa da letra minúscula e do amarelo torrado das páginas. Mas devo dizer que este exemplar de Maio de 1986 mostrou-se um valente e amigável companheiro em viagens e esperas. Só foi pena que a desastrada (diga-se eu mesma) tenha descolado a capa ao andar com ele dentro das carteiras.

Quanto à história começa por um desaparecimento de um marido do qual ninguém está muito preocupado e mesmo o nosso detective Wexford vai falar pela primeira vez com a esposa do dito desaparecido só como forma de um favor e ao mesmo tempo de uma simpatia a uma vizinha. Mas quando um segundo marido desaparece de forma misteriosa e sem deixar qualquer rasto, testemunha e em condições parecidas com o primeiro, aí Wexford fica mais atento e desconfia que este caso tem mais que se lhe diga.

Um mistério delicioso nos últimos dias deste ano.
6/10
Lido a 23 de Dezembro de 2010
FELIZ NATAL para todos!
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