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Sinopse:
Londres, 1833. Quando numa noite Lady Viola conheceu o galante visconde John Hammond foi amor à primeira vista. Vendo-se repentinamente envolvida numa relação séria, só se apercebeu da chocante verdade após o casamento: o seu amado John nunca tinha gostado dela verdadeiramente, casando com ela apenas pela sua fortuna... e o pior, é que ele não via nada de errado nisso. Desolada, Viola jurou nunca mais permitir que o canalha que a tinha enganado se voltasse a deitar com ela.
John, na verdade, nunca teve a intenção de ferir a bela e determinada mulher que se tornou numa estranha para ele.
Agora, depois de anos de um casamento faz de conta, ele precisa de um herdeiro, e vê-se confrontado com um intrigante e atraente desafio: ter de seduzir a sua própria mulher. Ele tem de convencer Viola a regressar ao seu leito matrimonial, mas desta vez pode ser ele o único a perder o coração.

A minha opinião:
Apesar de ter visto os livros desta autora à venda, sinceramente não lhes liguei nenhuma. Era mais uma roupagem diferente ao mesmo e esbatido enredo de sempre - foi o que pensei na altura. Mas depois de ter lido as opiniões positivas de duas bloguistas - a Célia e a WhiteLady - que muito estimo, fui logo pesquisar onde poderia comprar os dois volumes desta autora já editados em Portugal pela Livros D'Hoje.
Só que houve um problema... aqui a desatinada em vez de pegar no primeiro volume, fui antes ao segundo volume. No entanto, acho que não foi isso que influenciou a minha opinião acerca deste livro, pois apesar de ser a continuação do "Prazeres Proibidos", lê-se muito bem como livro individual e independente de outros.

A base desta história já está toda escancarada na sinopse: uma belíssima mulher que em toda a sociedade é considerada como sendo fria e a principal causa do facto de o seu esposo andar por toda a Londres a visitar camas femininas...

Mas Lady Viola não é tão fria assim, e como se pode adivinhar, a sua aparente frieza provém do facto de ter sido magoada pelo marido que muito amava e adorava. Mas quando John Hammond decide que precisa urgentemente de um herdeiro legítimo, tenta retornar ao seu casamento. A um casamento que já não existe, com uma mulher que o odeia profundamente e que não precisa de John para nada.
Mas o que ninguém, nem Viola, sabe é que o John possui um segredo terrível. Um segredo do passado que ele dará tudo para que ninguém o descubra. Um segredo que destruirá a sua imagem como homem isento de coração.

Não gostei tanto como esperava. Foi uma boa leitura mas, no meu entender, um pouco romaceada em demasia e com muito muito pouco realismo. Aliás, para mim, a melhor parte foi o final pois está criativo e bem escrito.
Gosto de romances, mas daqueles que não me fazem pensar a meio da leitura - "Pois sim. É mesmo isso, é."

5/10
Sinopse:
O brilhante romance histórico de Barry Unsworth retrata a forma como a guerra entre Muçulmanos e Cristãos influencia a mente e o coração de Thurstan, um cavaleiro que ama duas mulheres.

A corte do rei Rogério na Sicília do século XII gira à volta de paixões voláteis de Cristãos, Muçulmanos, Judeus, Latinos e Gregos. Entre eles, um jovem normando chamado Thurstan Beauchamp arranja emprego sob a tutela de Yusuf, um muçulmano que controla os cordões da bolsa do rei cristão. Mas enquanto Thurstan deseja ser agraciado com o título de cavaleiro, não lhe interessam as intrigas da corte e em vez disso divide o seu tempo entre o que é divino – sob a forma da sua querida de infância Lady Alicia – e o que é delicioso: a sensual e exótica dançarina Nesrin.
No entanto, na sua procura pelo amor e cavalheirismo, Thurstan tem ainda de se aperceber de que pode ser um peão num jogo muito mais mortífero.


A minha opinião:
Apesar de na capa se ler que o The Times considerou este livro como "Tão intenso como O Nome da Rosa", eu tenho de o negar pela simples razão que apesar do filme "O nome da rosa" ser um dos meus filmes favoritos, o livro que lhe deu origem já lhe peguei pelo menos 2 vezes e não consigo acabar de o ler; e sinceramente este livro do Barry Unsworth lê-se bastante bem.
 
Este livro é um romance histórico na sua mais pura forma. É um livro que nos transporta para o século XII e que facilmente compreendemos os usos e costumes dos vários povos daquela altura.
Numa Sicília dividida entre Cristãos e Muçulmanos, Thurstan Beauchamp é o provedor real de prazeres e espectáculos. Um jovem católico que trabalha para muçulmanos. Ora nesta época de tensão e conflitos religiosos, tal situação não poderia nunca levar alguém a um final feliz, ainda para mais sendo tão inocente e ignorante das verdadeiras jogadas que os outros realizam à sua volta como Thurstan parece ser.
 Graças a esta sua característica, Thurstan vai-se encontrando em situações cada vez mais complicadas ao ponto da sua vida ser quase arruinada. É ao longo destas atribulações que vamos simpatizando cada vez mais com este jovem adulto e compreendendo o ambiente volátil em que a alta sociedade se movimentava. As traições, essas vão ser muitas e os mistérios e mortes também, mas Thurstan vai aprendendo em quem deve confiar e em que momento é melhor para revelar a as suas verdadeiras intenções de modo a evitar a sua própria ruína e consequente morte. Pois uma das mais importantes lições que Thurstan aprende é que todos têm uma intenção mais ou menos perversa, mas no momento das culpas serem atribuídas há sempre algum inocente que se torna o bode espiatório.
 
Mas voltando ao enredo... Numa das suas muitas viagens para comprar os mais variados e exóticos artigos para a corte, Thustan é enviado para Calabria para tratar da compra de pássaros destinados à caça. Numa incursão pelos variados mercados da zona, Thurstan encontra uma trupe de dançarinos que viajam da Anatólia oriental e logo começa a negociar com estes para que possam actuar na corte do Rei Rogério. Após todas as negociações, Thurstan consegue o que queria e um pouco mais - a admiração de uma das dançarinas. Mas nesta viagem Thurstan encontra a mulher que amou e não esqueceu, Lady Alicia. Só que Lady Alicia tem outros planos para Thurstan que envolvem o assassínio de uma das mais proeminentes figuras muçulmanas da Sicília. E o resto é para ser lido...
 
Apesar deste livro ter um início um pouco confuso, este livrinho é uma boa aposta para acrescentar à lista do "A comprar" na próxima Feira do Livro. Ainda mais porque a editora está a comercializá-lo a 5 euros (ver aqui).
 
Já agora, tenho de admitir que apesar da editora Civilização ter optado pelo mesmo design da publicação da Penguin, gostava muito mais que tivessem optado por uma destas versões mais atraentes e cativantes:
 
Editora: Hamish Hamilton
Editora: Nan A. Talese
 
6,5/10


Sinopse:
Londres 1810: Lorde Damien Sinclair, o mais reconhecido libertino da alta sociedade londrina, preocupa-se apenas com o seu próprio prazer, até que a sua irmã mais nova, Olivia, num encontro proibido, sofre um acidente e a sua reputação fica arruinada. Damien fará de tudo para destruir o jovem culpado pelo estado de Olivia... E Vanessa Wyndham protegerá o seu insensato irmão a todo o custo, mesmo que isso signifique entrar num pacto ilícito com o perigosamente bonito «Lorde Sin».
Quando Vanessa se oferece para o cargo de ama de companhia da irmã incapacitada de Lorde Sin, Damien aceita mas impõe uma condição escandalosa - ele perdoará a «dívida» do seu irmão, se ela concordar tornar-se sua amante.

A minha opinião:
Lord Damien é um reconhecido libertino na sociedade londrina do século XIX. Os seus actos e os do seu grupo de amigos com as mesmas tendências desrespeitosas da moral e dos bons costumes, é motivo frequente de conversas. Aliás, não é em vão que Damien é mais conhecido por Lord Sin, ou seja, Lord Pecado.
Mas tudo muda quando Damien fica a saber da tragédia que atingiu a sua irmã mais nova, Olivia. Olivia, uma jovem protegida ao ponto do exagero e criada numa redoma de cuidados, vê-se pela primeira vez no foco da atenção e carinho de um jovem inconsequente e conquistador -  Aubrey Trent. Após um breve contacto, Olivia aceita encontrar-se com Aubrey e as consequências são devastadoras para a sua saúde e para a sua reputação. A partir desse maldito dia, Lord Damien vê a sua irmã adorada cair numa depressão profunda causada por um desgosto de amor e pelo desânimo em viver, uma vez que graças aquele fatídico dia Olivia encontra-se paralítica.
Cheio de ódio e com uma brutal sede de vingança, Lord Damien acerca-se de Aubrey e faz com que este último perca o dinheiro que possui assim como a casa onde a sua família vive.
Desesperada, a irmã mais velha de Aubrey - Vanessa Wyndham - tenta contactar Lord Damien de modo a que este recue nas suas intenções e perdoe. Mas em vez disso Lord Damien faz-lhe uma proposta inacreditável e impossível de aceitar - que Vanessa se torne sua amante. O problema é que Vanessa já sofreu muito com o seu falecido esposo e já não é a mesma menina inocente que um dia foi. Até porque costuma-se dizer que gato escaldado, de água fria tem medo.

Um livro bem escrito, com algumas cenas sensuais mas não ao ponto do enjôo. Deu para me distrair durante umas boas horas, pois não sendo uma obra-prima da literatura cumpriu o propósito maior que era a minha satisfação enquanto leitora.
7/10
Sinopse:
Stephan está a reescrever a forma como as pessoas as pessoas encaram o cartoon contemporâneo. No seu estrondoso sucesso Pérolas a Porcos, publicado em mais de 150 jornais de todo o mundo, ele demonstra-nos a todos quão hilariante e surpreendente pode ser uma tira subversiva.

Neste segundo volume, Nem Tanto Nem Tão Porco, o rato, o porco, a zebra, e o bode - a companhia de espalha-brasas privativa de Pastis - exploram o estranho e maravilhoso mundo que os rodeiam, um sítio estranhamente parecido com o nosso.


A minha opinião:
Já desde a adolescência que não lia BD nenhuma. Aliás, a última compra (que me lembre) de um livro de Banda Desenhada foi o gigantesco e muito adorado "O Mundo da Mafalda" que volta e meia redescubro.
Neste ponto da minha vida, vejo que a banda desenhada, para mim, tem de ser ácida, irónica, perspicaz e muito inteligente, capaz de me fazer libertar umas boas gargalhadas. Cada vez mais vejo-me como uma leitora sem grande paciência para perder o meu tempo a ler baboseiras insossas e irrito-me mesmo quando gasto dinheiro num livro que não vale a pena perder 1 minuto sequer a ler a sinopse.

Stephan Pastis tornou-se um ídolo para mim. Alguém que vê o mundo desta forma sarcástica tem de ser uma boa pessoa. E digo-vos sinceramente, há muito tempo que não punha tantos marcadores num livro. Este volume é surpreentemente arrebatador. Com saídas geniais como esta:


ou esta:


como é que alguém consegue resistir?
Espero bem que a editora Bizâncio reedite alguns dos volumes que se encontram esgotados. Esta notícia (depois de muitas viagens a livrarias, Fnac e Bertrand) deixou-me um pouco triste, pois estou a ficar uma fã verdadeira desta série e gostava de a completar... mas enfim.
Um guilty pleasure, uma pequena delícia que ando a descobrir aos poucos. E que bem que me sabe!
8,5/10
Por alguns dias, que passaram a meses, tive de fazer uma pausa...
O meu trabalho exige que por vezes passe algumas horas, por dia, no computador e nunca quis que a manutenção deste ou do meu outro blogue passassem a ser um fardo, uma obrigação. Sou bloguista desde Setembro de 2006 e este meio sempre foi para mim um prazer. Para o continuar a ser tive de fazer este momento prolongado de silêncio que hoje interrompo.
As leituras foram-se acumulando e as opiniões já tardam em publicar. Por isso nos próximos dias, as minhas publicações serão de leituras realizadas já este ano e até ao momento.
Regressei com muita saudade dentro de mim, prontinha a ser exorcizada.
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