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E já se passou mais uma Feira do Livro do Porto!


















Este ano não consegui aproveitar a Hora H. Fora isto, visitei a Feira três vezes. Nessas três visitas aproveitei:

  • a promoção da Leya de leve 4 pague 3;
  •  na Saída de Emergência a habitual promoção do pague 2 e leve um da selecção gratuitamente;
  • a incrível promoção da Bizâncio (que sinceramente aproveito todos os anos) onde comprei o livro "Toque de Veludo" por 5€;



  


  • a inacreditável promoção na tenda dos pequenos editores onde comprei "O Psicanalista" por 5€;
  • e como fui MUITO BEM ATENDIDA pelo senhor da Planeta no penúltimo dia, resolvi trazer todos os que estavam na minha lista dessa Editora. Porque depois de ter enfrentado vários stands em que as pessoas pareciam ter caído da cama com mau humor, a simpatia e amabilidade acompanhado por um sorriso que este senhor apresentou levou-me a aproveitar uma promoção especial e a comprar mais do que esperava.



Mas de uma forma geral, penso mesmo que com crise ou sem ela, havia (pelo menos nas alturas em que estive lá) muita gente a comprar livros, mas a maioria dos stands não tinha efectivamente qualquer promoção de jeito. Porque convenhamos, um desconto de 10% ou 20% não é nada pois durante o ano tenho estas condições sempre disponíveis!

Outro aspecto que me irritou um pouco foi a pouca variedade de artigos. Trouxeram pouco mais do que as novidades e nem sempre o que interessa são apenas os livros que saíram à menos de 3 meses.
Sinopse:
Num vale belo e pacífico desponta uma antiga casa de pedra, conhecida como Mas Lunel. O seu proprietário é Aramon Lunel, um alcoólico de tal forma assombrado pelo seu passado violento que é incapaz de qualquer existência relevante, negligenciando os cães de caça e a propriedade da família. Numa casinha à vista de Mas Lunel mora a sua irmã, Audrun, que sonha com a vingança de todas as tragédias que lhe destruíram a vida.
Este mundo fechado e abalado por experiências sinistras é visitado por Anthony Verey, um negociante de antiguidades exilado, oriundo de Londres, que espera poder reconstruir a sua vida em França e começa a visitar propriedades na região.

Dois mundos e duas culturas colidem. Ultrapassam-se limites ancestrais, quebram-se tabus, comete-se um crime. E, enquanto o mundo desaba, as colinas de Cévennes observam.


A autora:

Rose Tremain é uma conhecida autora de romances, contos e peças de teatro. Vive em Norfolk, Londres, com o biógrafo Richard Holmes.
Os seus livros estão traduzidos em diversas línguas, e têm conquistado muitos prémios, entre os quais, o Whitebread Novel of the Year, o Prémio James Tait Black Memorial, o Prémio Femina Etranger, o Prémio Dylan Thomas, o Angel Literary Award e o Livro do Ano do Sunday Express.
Restauração foi nomeado para o Booker Prize e adaptado a filme; The Colour foi nomeado para o Orange Prize e seleccionado pelo Clube de Leitura do Daily Mail. A mais recente colectânea de Rose Tremain, The Darkness of Wallis Simpson, foi nomeada para o First National Short Story Award, bem como para o Frank O’Connor International Short Story Award. Regressar a Casa (The Road Home) foi galardoado com o Orange Prize for Fiction 2008.


A minha opinião:

Este não foi um livro fácil de ler... pelo menos de início. A autora optou por fazer uma abordagem quase estéril das personagens durante quase todo o livro, só revelando a verdadeira natureza de cada um, quase nas páginas finais. Tal escolha tornou difícil que sentisse simpatia ou mesmo empatia por estas personagens.
Mas o ex-libris deste livro é a trama. De um lado temos dois irmãos franceses, Aramon Lunel e Audrun Lunel, sua irmã; do outro lado temos dois irmãos ingleses, Victoria e Anthony Verey. Pelo meio surge uma criança que se afasta da sua turma e da sua professora e descobre algo trágico e traumático nas planícies francesas.

Aos poucos a autora deixa-nos entrar neste mundo dos irmãos Lunel e das suas fixações pela casa de família - Mas Lunel. Outrora um lar imponente, veio a degradar-se irreversivelmente a partir do momento em que Aramon herdou a propriedade após a morte dos pais. Audrun herdou uma pequena floresta onde possui a sua pequena casinha.
As constantes recordações que pairam e assombram a restante família Lunel, empresta a esta narrativa uma aura de pesar e negrume. E aos poucos vamos vendo que esta luta entre ambições e invejas irá, com toda a certeza, acabar mal.

Quanto aos dois irmãos ingleses, Victoria vive em França onde é, aparentemente feliz. Enquanto que o seu irmão, um vendedor de antiguidades que não gosta de vender as suas peças por considerar que os compradores não possuem a consciência das riquezas que Anthony vende, ainda vive em Londres. Mas Anthony encontra-se em falência e começa a ponderar viver em França, onde a sua irmã é feliz. É desta forma que Anthony, o inglês, e Aramon, o francês, se encontram e decidem na compra e venda de Mas Lunel, nem que isso signifique passar Mas Lunel para mãos estrangeiras e "que a casa de sua irmã, tenha que ser destruída para garantir o negócio".
Os trágicos acontecimentos que se adivinhavam, começam a desenrolar-se de uma forma vertiginosa, até que o leitor se vê num vórtice de uma vingança genialmente planeada.

Um livro que para mim constituiu um arranque difícil mas que me conquistou pelo final.
Uma surpresa literária agradável.
6/10
Sinopse:
Bem-vindos a bordo deste cruzeiro pelo Mediterrâneo, onde nada é o que parece…

Quando o magnata inglês Sir Robert Waldo Hardwick morre de forma misteriosa num acidente de viação, deixa uma carta a nomear seis pessoas que suspeita lhe tenham desejado a morte. Daisy Keane e o investigador Harry Montana juntam-se para levar os suspeitos (e outros convidados como manobra de diversão) num fabuloso cruzeiro pelo Mediterrâneo, com todas as despesas pagas pelo falecido Sir Robert. O mistério aumenta à medida que vão aportando em Monte Carlo, Saint-Tropez e Sorrento. E as reviravoltas inesperadas são apenas o princípio.

Por fim, chegam à bela Villa Belkiss em Capri, onde será lido o testamento de Sir Robert... e o assassino desmascarado. Com a beleza da paisagem do Yorkshire, as estâncias do Mediterrâneo e o magnífico iate de cruzeiro, mais a atracção intensa entre o solitário Harry Montana e a desconfiada Daisy, as paixões inflamam-se e o encanto da Villa Belkiss deslumbra. Ninguém escreve viagens maravilhosas ou suspense como Elizabeth Adler.

Todos estão convidados para bordo desde cruzeiro decadente pelo Mediterrâneo… onde nada é o que parece, ninguém diz a verdade e o homicídio paira nas mentes dos passageiros…

Sobre a autora:

Elizabeth Adler é britânica. Autora de mais de vinte romances, é reconhecida internacionalmente pelas suas histórias envolventes que combinam de forma magistral mistério, amor e destinos de sonho. Os seus livros estão publicados em vinte e cinco países, com mais de quatro milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.

Adler e o marido viveram em vários países até que fixaram residência em La Quinta, Califórnia, onde passam dias tranquilos na companhia dos seus dois gatos.


A minha opinião:
Ao largar as últimas páginas deste livro fica-me a sensação que este livro é um autêntico refresco de limão, numa tarde quente de Verão.
Sir Robert Hardwick, um homem agreste e sem qualquer atractivo físico, consegue, numa festa repleta e barulhenta, visualizar a independente e profissional Diana Keane como o que ela é de verdade - uma mulher traída que não tem onde viver ou trabalhar.
Nesse momento Sir Robert convence Diana a trabalhar para ele como sua secretária pessoal, apesar da negação teimosa desta.
 
Alguns anos após este momento, Sir Robert Hardwick morre num trágico acidente de viação. Mas o que é curioso é que poucos dias antes, Sir Robert escreveu uma carta destinada a Diana contando-lhe que suspeitava que seria assassinado por uma das seguintes pessoas do seu passado:
Rosalia Alonzo Ybarra (o seu primeiro amor);
Lady Diana Hardwick (ex-mulher);
Filomena Algardi (ex-amante);
Charles Clemente (ex-amigo);
Davis Farrell (ex-amigo);
Marius Dopplemann (cientista conceituado e ex-amigo).
Com a promessa de uma avultada gratificação, caso aceitem viajar num cruzeiro em direcção à famosa Villa em Capri que Sir Robert comprou há muitos anos atrás, cada uma destas pessoas será enredada numa teia de suspeitas e perigosas descobertas que traduzir-se-ão na identidade do verdadeiro assassino.

A acrescentar a estas estranhas circunstâncias Diana é abordada no funeral de Sir Robert, por um misterioso e atraente homem que se diz ser um grande amigo do falecido, o qual lhe incumbiu a dolorosa tarefa de averiguar quem é o(a) assassino(a).

Agora Diana vê-se em alto-mar, rodeada de desconhecidos e sob a ameaça de um possível criminoso. Será que todos os convidados chegarão ao destino com vida?


Não sendo uma obra de elevada complexidade,é no entanto um livro delicioso que gostei muito de ler e que aconselho sem reservas. Uma autora a continuar a seguir com muita atenção.
7/10


Sinopse:
Um retrato vivo da época vitoriana. Uma leitura absorvente e poderosa!


Londres, mais propriamente, o submundo da capital londrina, na época em que a rainha Vitória ascende ao trono.

Cordelia Preston, uma actriz em declínio, tenta resistir aos infortúnios da vida e às marcas da idade. Como não tem grandes poupanças económicas, sobretudo agora, que já não lhe são atribuídos os papéis principais, decide enveredar pela antigo ofício de sua tia Hester, uma hipnotizadora, uma mesmerizadora. Dedica-se então ao estudo da frenologia e do mesmerismo, mas o seu ofício, que a transporta por entre os laços do passado, oscila entre a alcoviteirice e uma espécie de consultório de apoio matrimonial.

Apesar da rejeição social e dos preconceitos religiosos, em relação ao hipnotismo e à sexualidade feminina, Cordelia, juntamente com uma amiga, gere um negócio próspero.

Mas o sucesso é uma bola de cristal bem frágil e numa noite o cenário altera-se. É então que, na Avenida Bloomsbury, surge um corpo: um nobre violentamente assassinado e desprezivelmente abandonado. E Cordelia fora a última a vê-lo com vida...


A autora:

A minha opinião:
Esta sinopse levou-me ao engano. Peguei neste livro a pensar que seria principalmente um livro de mistério e crime e o que me foi desvendado foi algo diferente e muito mais complexo do que imaginava.

Em primeiro lugar devo dizer que NUNCA compraria este livro, não estivesse ele em promoção. Sendo o preço normal dele uns 27,81€ acabei por encontrá-lo a 5 euros na FNAC. Que grande diferença, não é? Quer me parecer que cada vez mais querem extinguir por completo o leitor que compra livros, lê e completa a sua biblioteca particular. Graças aos preços praticados por certas editoras, daqui a um ano ou pouco mais, este tipo de leitor será visto como uma espécie em extinção e como tal a proteger... obrigando assim a baixar os preços dos livros (isto já é a minha Esperança a falar).
Mas quem, no seu perfeito juízo consegue dar 27,81 euros por um livro de 377 páginas (por muito bom que ele seja), sem se sentir incomodado? Tenham piedade meus senhores!!!!!


Depois deste pequeno desabafo... lá vou eu redigir a minha opinião.

Realmente este livro é de uma qualidade que me desconcertou, pela simples razão de que não estava nada à espera.
Ao longo de mais de metade do livro acompanhamos as suas personagens principais femininas - Cordelia Preston e Rillie Spoons - duas actrizes de meia-idade que lutam para fazer uns biscates que lhes permita, no mínimo, ter pão para comer.
A vida na era vitoriana, em Londres, não era nada fácil e os estigmas sociais e morais tornavam a vida das mulheres ainda mais difícil. O contexto histórico mas principalmente os contextos sociais e culturais desta época estão tão bem descritos e enredados na acção que me envolvi de tal maneira neste livro que quando o acabei de ler tive uma sensação imediata de perda. Não queria de todo acabá-lo e deixar estas maravilhosas personagens no passado.
Adorei a Cordelia e a Rillie; a mãe da Rillie (o que eu me ri com ela); o Monsieur Roland e o inspector Rivers... e mais algumas personagens secundárias que no momento em que entram para primeiro plano, são tão reais que não nos parecem secundárias, mas sim fundamentais!


Cordelia, ao ver que o trabalho para actrizes envelhecidas não existe e que as suas parcas economias depressa se esgotam, resolve tentar ser uma mesmerizadora, tal como a sua tia o era. Aos poucos, Cordelia vai descobrindo novos mundos e novas realidades até ao momento em que verifica que a sociedade vitoriana não permite a descoberta e o conhecimento em demasia. Aí Cordelia ver-se-á numa grande confusão que a destruirá a si e a Rillie para sempre, colocando a impiedosa sociedade a um passo de desvendar o doloroso e proibido passado de Cordelia, onde um dia foi feliz.

Nota-se uma grande pesquisa por parte desta escritora da Nova Zelândia no que toca ao mesmerismo e à frenologia. Ciências muito em voga na época Vitoriana e que pura e simplesmente eu não sabia nada deste assunto e muito se aprende ao longo desta maravilhosa leitura.


Eu cheguei a este livro sem saber o enredo principal, e por isso estou grata. A melhor maneira de ler este livro é saber tão pouco sobre o assunto quanto possível, e aproveitar as suas voltas e reviravoltas.

Um excelente livro para quem gosta de mistério, romance histórico, intriga, crime (uma pitada apenas), ou para qualquer pessoa que gosta de ler um livro escrito com maestria.

Sem dúvida que se trata do melhor livro deste ano... até ao momento.


10/10
Sinopse:
Catherine Anderson, autora de vários livros bestsellers do New York Times "nunca nos deixa de tocar no coração", escreveu Ann Krentz. Em Mais Perto do Céu, oferece-nos uma história de duas pessoas que descobrem o poder que o amor tem de nos curar.

Carly Adams sente que lhe deram uma nova oportunidade na vida. Nascida com uma doença rara dos olhos, manteve-se cega até uma operação recente lhe ter possibilitado a recuperação da visão. Agora está ansiosa por experimentar tudo o que o mundo tem para oferecer - incluindo as palavras doces de um vaqueiro muito bonito que desperta o seu desejo…

Hank Coulter não tem quaisquer planos para assentar, até que descobre que Carly Adams está grávida do seu filho - uma gravidez que lhe ameaça a visão.


A minha opinião:
Catherine Anderson é uma autora que não desilude. Apesar de já saber que os livros dela não são obras de extrema complexidade, quando pego num livro desta autora já tenho uma certeza - a de que vou passar umas boas horas bem acompanhada.
Ainda não li nenhum livro dela que não gostasse e este não foi excepção.
Além de estarmos sempre na presença de bons romances, esta autora foca sempre (pelo menos nas obras que li dela até ao momento) uma doença humana, permitindo ao leitor ou leitora aprender ou aperfeiçoar os seus conhecimentos sobre a dita doença.

Carly Adams nasceu com uma doença rara dos olhos que a impossibilitou, durante toda a sua curta vida, ver o mundo que a rodeia. Mas agora, graças a uma intervenção cirúrgica inovadora, Carly cumpre o seu maior sonho - ver.

Como nunca tinha saído à noite, a sua melhor amiga convence-a a ir a um bar de cowboys para poder pela primeira vez sair, divertir-se e quem sabe, dançar um pouco.
Mas Carly não irá fazer nada disso. Em vez disso, a noite que prometia ser tão cheia de promessas de felicidade e alegria, rápido se transforma no seu pior pesadelo.

Agora, Carly terá de enfrentar as terríveis consequências que a sua inocência lhe ditou - uma gravidez inesperada, uma cegueira repentina e a impossibilidade de prosseguir vitoriosa pelo seu futuro, como tantas vezes tinha planeado.
Mas Carly não está sozinha, ao seu lado está Hank Coulter, um cowboy que se apaixona por ela e que tentará conquistar o seu coração... se não for tarde demais.

Uma história bonita e envolvente.
7,5/10
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