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Sinopse:
Com os seus longos cabelos negros e olhos escuros magnetizantes, Adam Black significa Sarilhos com S maiúsculo. Imortal, arrogante e intensamente sensual, ele vive através dos tempos e dos continentes em perseguição dos seus apetites insaciáveis.

Até ao dia em que uma maldição o destitui da sua imortalidade e o torna invisível - cruel destino para homem tão irresistível. Agora a única esperança de sobrevivência para Adam está nas mãos da única mulher que o pode realmente ver. Para Gabrielle, uma estudante de Direito amaldiçoada com a capacidade de ver ambos os mundos, é o início de uma longa e perigosa sedução.

Quando a demanda de Adam para recuperar a sua imortalidade os faz mergulhar num mundo de magia intemporal, o preço da rendição bem pode ser a própria vida. Tudo por um destino que poucos mortais jamais conhecem: um glorioso, assombroso, infindável amor…                                            


A minha opinião:
Não posso dizer que não tenha gostado. Digo antes que entreteve.
Não acrescentou nada à série a não ser a apresentação/descrição de uma nova personagem masculina.

Trata-se de um belo exemplo de uma autora a pegar numa fórmula que resultou, muda os nomes das personagens, muda um bocadito de enredo e já está... mais um livro para as bancas.
Vou dar mais uma oportunidade a esta autora, pois já tenho aqui o livro na mesa de cabeceira. Se o próximo não me cativar, paro por aqui com esta série.
6/10

Quem me conhece sabe que ando sempre com um livro dentro da carteira, na possibilidade de ter alguns minutos livres. Então quando tenho de ir a um consultório, um livro é indispensável.

Cheguei cedo. estacionei o carro. Fiz o check-in. Sentei-me na sala de espera. Abro a carteira (que ultimamente parece mais a gruta do Ali Babá). Retiro o livro e passadas algumas páginas, sinto suores frios e estranhamente nervosa. Olho em redor, mas ninguém está a ver o que eu vejo.
Passam-se mais alguns instantes e tenho mesmo de pousar a minha leitura e ir beber um pouco de água para me acalmar.

Esta foi a razão do meu ligeiro ataque de pânico:



"Toda a gente sabe que os livros devoram espaço sem qualquer piedade. E não existe defesa possível. Qualquer que seja o espaço que se lhes dê, nunca lhes chega. Ocupam primeiro as paredes, e depois continuam a espalhar-se por onde conseguirem. Apenas o tecto fica poupado. Chegam sempre uns novos, enquanto o dono não tem coração para se livrar de nenhum dos velhos. E assim, devagar, sem dar nas vistas, volumes de livros empurram tudo à sua frente. Como glaciares."

Excerto do conto "A biblioteca particular" de Zoran Zivkovic



Digam lá se não é assustadoramente verídico?
Sinopse:
Para a atmosfera rarefeita do Hotel du Lac entra, timidamente, Edith Hope, autora de romances de amor e detentora de sonhos modestos.
Edith fora exilada de sua casa depois de se ter envergonhado a si e aos seus amigos. Recusou-se a sacrificar os seus ideais e manteve-se, teimosamente, solteira. Mas entre as mulheres mimadas e a pequena nobreza, Edith encontra o senhor Neville e renova-se a sua oportunidade de fugir a uma vida humilhante de solteira…

 
A minha opinião:
Esta autora é absolutamente impecável ao descrever a condição humana e o mundo feminino.
A protagonista, Edith, é quase como enviada por amigos bem intencionados para passar uma temporada num hotel quase remoto na Suíça.
Isto acontece porque Edith ousou abandonar o bom, mas aborrecido, noivo no altar, esperando com isso ter algumas hipóteses com o seu amante que é um homem casado. O escândalo é inevitável.
Aquando da sua chegada ao Hotel du Lac, pensamos que Edith vai-se tornar reflexiva e aproveitar bem esta tempo para pensar na sua vida e acalmar os seus ímpetos sentimentais.
O que se esperava ser um Hotel calmo, com pessoas simples e sem grandes confusões. Mas por vezes, no oceano mais calmo é onde se encontram os maiores icebergues (que o diga o Titanic).
Edith envolve-se novamente com um homem rico mas chato quase apático que a pede em casamento quase como se de um contrato entre amigos se tratasse.
Mas as surpresas que a natureza humana revela impede que Edith tenha o final que esperamos.
Este é um livro sobre as tristezas e desilusões que temos quando queremos o que não temos e ignoramos o que já temos. Alcançar o inalcançável.
Livro vencedor do Booker Prize em 1984.
5/10
Sinopse:
Noiva do encantador e sedutor Greg Anders, Sara Shaw mal consegue esperar pelo dia do seu casamento em Edilean, na Virgínia. A data foi marcada, as flores encomendadas e o seu vestido, já usado por várias gerações de noivas da família, está pronto. Mas apenas três semanas antes do dia do casamento, Greg recebe um telefonema durante a noite e sai sem dar qualquer explicação. Dois dias mais tarde, um homem aparece através de um alçapão no soalho da casa de Sara, afirmando que é o irmão da sua melhor amiga e informando-a que se vai mudar para casa dela.

Embora Mike Newland esteja realmente a dizer a verdade sobre a sua identidade, a razão que o levou ali tem muito mais que se lhe diga. É um detective que trabalha infiltrado; a sua missão é usar Sara para descobrir o paradeiro de uma mulher — uma das criminosas mais notórias dos Estados Unidos — que, por acaso, é a mãe do homem com quem Sara tenciona casar.

Mike acredita que a investigação não será difícil — isto é, caso consiga arranjar maneira de fazer com que uma jovem de «boas famílias» como Sara confie em si. No entanto, Mike não faz a mais pequena ideia do que aquela missão lhe reserva. Esforçou-se ao máximo para esconder as suas ligações a Edilean, as quais remontam ao tempo em que a sua avó vivera naquela localidade, em 1941.

Mas à medida que Mike e Sara se vão conhecendo, ele não consegue evitar partilhar segredos que nunca tinha partilhado com ninguém. Ela retribui confidenciando a Mike aspectos da sua vida que jamais teria revelado a Greg.

Enquanto trabalham juntos para resolverem os dois mistérios, o amor crescente que desabrocha
entre os dois começa a sarar cicatrizes de uma forma que nunca teriam imaginado ser possível.

A minha opinião:
Apesar de não ter lido o livro "Jardim de Alfazema" resolvi dar uma oportunidade a este, em grande parte devido à sinopse que me despertou de imediato a curiosidade.

Talvez por este livro ter sido lido de rajada (em 2 tardes) e pelos pormenores estarem tão frescos enquanto desfolhava o livro, achei-o uma absoluta delícia. Mesmo muito bom dentro deste género de romances.

A escrita desta autora pode-se traduzir como sendo equilibrada. Muitos autores querm conjugar romance com suspense e mistério tudo com um ar de policial mal embrulhado e muitas vezes o que daí resulta é uma tremenda confusão que não atrai o leitor. Mas devo dizer que o equilíbrio de todos estes elementos foi excelentemente bem conseguido ao que se ainda acrescenta uma boa dose de humor.

Gostei bastante e confesso não estar nada à espera...
Tenho já o volume anterior para ver o que dali sai, uma vez que da primeira vez que li a sinopse de "Jardim de Alfazema" não me cativou particularmente.

7,5/10

Sinopse:
Cleary, uma pacata cidade da Carolina do Norte, foi abalada pelo desaparecimento de cinco mulheres em dois anos e meio. Não há corpos, pistas ou suspeitos, apenas uma misteriosa fita azul abandonada no local onde cada mulher foi vista pela última vez...

Lilly Martin regressa a Cleary para concluir a venda da sua cabana de montanha e pôr um ponto final ao casamento com Dutch Burton, o chefe da polícia local. Depois de fechar as portas ao seu passado, não imaginava voltar atrás tão cedo. Mas, ao deixar a casa, sob um temporal, Lilly perde o controlo do carro e atropela um homem que emergia inesperadamente do bosque. Trata-se de Ben Tierney, que ela conhecera no Verão passado. Os dois são então forçados a regressar à cabana para esperarem pelo fim da terrível tempestade de neve.


Incontactáveis, com poucos víveres e quase sem aquecimento, Lilly e Ben vão aproximar-se um do outro, ao mesmo tempo que cresce a atracção e o desejo entre ambos. Mas, à medida que o isolamento se prolonga e os dois se envolvem, Lilly receia que a maior ameaça não seja o temporal, mas sim o homem ao seu lado...

Quem será o misterioso Ben Tierney: o raptor ou o homem capaz de salvar Lilly da tragédia que a assombra?

Calafrio é um romance intenso, no qual confiar na pessoa errada pode marcar a diferença entre a vida e a morte.

A minha opinião:
Depois de estar muito tempo na estante, resolvi pegar neste livro e ver se iria concordar com as muitas opiniões positivas sobre ele.

As primeiras páginas do livro são chocantes e explícitas, o que me deixou a pensar que, uma vez que o assassino já estaria identificado, a surpresa maior que este livro poderia oferecer-me já estaria perdida. Como me enganei...

O enredo praticamente está todo na sinopse, mas se eu pensava que isto era um contra, vejo agora que era apenas para me iludir e enganar. A autora, tal qual um ilusionista, faz com que olhemos para uma direcção para depois verificarmos que o segredo, a verdade, está no que não observamos de início, para o que deveríamos ter estado atentas.

Já há muito tempo (desde o "Aula de risco") que não lia um livro tão carregado de suspense e tensão, que fez com que me sentisse sempre ansiosa para virar a página e ver qual seria o próximo passo das personagens.
O ambiente quase claustrofóbico em que as personagens se encontram transparece para nós facilmente com a escrita desta autora.


Trata-se de um bom cartão de visita desta autora. Um bom início.
Agora quero ver se os aspectos positivos continuam nos outros livros de Sandra Brown.


7/10


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