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Sinopse:
Ele levou onze séculos a encontrar a mulher certa. Não está pelos ajustes de perdê-la agora.

Jessi St. James precisa de ter vida própria. Demasiadas horas passadas a estudar antigos artefactos provocaram na jovem arqueóloga um caso sério de obsessão por sexo. Quando vê um homem deslumbrante semi despido a fitá-la de dentro de um antigo espelho, pensa que só pode estar a sonhar. Mas numa fracção de segundo, é salva de um atentado à sua vida e vê-se a braços com um metro e noventa e oito de escaldante, insaciável macho alfa.
Herdeiro da arcana magia dos seus antepassados Druidas, Cian MacKeltar foi encurralado dentro do Espelho Negro há onze séculos. E quando o Espelho Negro é roubado, um velho inimigo tudo fará para reavê-lo. Para Jessi, o deus sexual dentro do espelho é divinamente real e oferece a sua protecção - ainda que Jessi não compreenda o porquê. Tudo o que ele quer em troca é o sublime prazer de partilhar a sua cama...        


A minha opinião:

Apesar de ao reler a sinopse deste livro, antes de iniciar propriamente a sua leitura me tenha provocado um arrepio de "Ai Jesus que lá vem mais do mesmo", o facto é que não pude acabar a sua leitura sem suspirar "Raios, agora é que fica interessante?!"

O enredo é bastante mais interessante que os anteriores, apesar de haver muitos clichés que já tinha lido nos anteriores volumes.

O facto é que neste volume as personagens dos anteriores livros se interligam todas neste. E vemos que estas ligações entre Highlanders e um Tuatha Dé com mulheres humanas foram um pouco manipuladas para servir o propósito de alguém. O que me despertou bastante a curiosidade foi este monólogo da rainha dos Fae:


"Abaixo dela, no salão nobre do Castelo Keltar, os humanos falavam, abstraídos da sua presença. Bem-aventuradamente desconhecedores de que, a pouco mais de cinco anos do futuro deles, o seu mundo estava em caos, os muros entre Homens e Fae estavam derrubados e os Unseelie governavam com brutal mão de gelo. (...)


Não podia esperar predizer o que não podia entender. Houvera tempos em que suspeitara que o amor humano albergava um poder mais elementar e maior do que o que qualquer raça possuísse. Infundia nas coisas uma força impossivelmente superior à soma das suas partes. Deveras, fora a união de cada Keltar ali em baixo com a sua companheira que os havia temperado, dando-lhes âmagos de aço, e feito dos seus Druidas aliados dignos de uma rainha."


Ou seja, agora é que (espero eu) a autora vai abandonar um pouco as cenas de romance escaldante e apaixonado de enjoar, convidando o leitor a presenciar algo mais rico do que o que tenho lido até agora.

Resumindo... o próximo volume leio-o. Mas se a autora voltar ao mesmo, desisto.


7,5/10



Sinopse:
Toda a mulher tem os seus pra­ze­res proi­bi­dos… 

 Para a deli­cada e tímida Daphne Wade, o mais ape­te­cí­vel pra­zer proi­bido é obser­var dis­cre­ta­mente o seu patrão, o duque de Tre­more, enquanto este tra­ba­lha numa esca­va­ção na sua her­dade. Daphne foi con­tra­tada para res­tau­rar os tesou­ros de valor incal­cu­lá­vel que Anthony tem estado a desen­ter­rar, mas não é fácil para uma mulher concentrar-​se no seu tra­ba­lho quando o seu atra­ente patrão está sem­pre em tronco nu. Ape­sar dele não repa­rar nela, quem a pode cen­su­rar por, mesmo assim, se ter apai­xo­nado deses­pe­ra­da­mente por ele?

 Quando a irmã de Anthony, Viola, decide trans­for­mar esta jovem e sim­ples mulher de óculos dou­ra­dos numa pro­vo­cante bel­dade, ele declara a tarefa impos­sí­vel. Daphne fica arra­sada quando sabe… mas está deter­mi­nada a pro­var que ele está errado. Agora, uma vigo­rosa e cati­vante Daphne sai da sua con­cha e o fei­tiço vira-​se con­tra o fei­ti­ceiro. Será que Anthony con­se­guirá per­ce­ber que a mulher dos seus sonhos esteve sem­pre ali?

A minha opinião:
Já tinha lido o outro livro desta autora que foi publicado cá em Portugal e que simplesmente não me encheu as medidas.
Já este livro achei-o bom na sua simplicidade e na cumplicidade que se gere entre as personagens.
A trama em si não tem lá muito complexidade e para ser sincera o início do livro quase que me indicava que seria um romance cor-de-rosa bem meloso, mas quando Dapnhe ouve uma conversa particular entre Anthony e a sua irmã onde diz exactamente o que ele pensa de Daphne, aí sim! É que o livro melhora a 80%.
Um autêntica delícia de livro que se lê muito bem em duas tardes.
A guardar com carinho...
8/10

Sinopse:
Com os seus longos cabelos negros e olhos escuros magnetizantes, Adam Black significa Sarilhos com S maiúsculo. Imortal, arrogante e intensamente sensual, ele vive através dos tempos e dos continentes em perseguição dos seus apetites insaciáveis.

Até ao dia em que uma maldição o destitui da sua imortalidade e o torna invisível - cruel destino para homem tão irresistível. Agora a única esperança de sobrevivência para Adam está nas mãos da única mulher que o pode realmente ver. Para Gabrielle, uma estudante de Direito amaldiçoada com a capacidade de ver ambos os mundos, é o início de uma longa e perigosa sedução.

Quando a demanda de Adam para recuperar a sua imortalidade os faz mergulhar num mundo de magia intemporal, o preço da rendição bem pode ser a própria vida. Tudo por um destino que poucos mortais jamais conhecem: um glorioso, assombroso, infindável amor…                                            


A minha opinião:
Não posso dizer que não tenha gostado. Digo antes que entreteve.
Não acrescentou nada à série a não ser a apresentação/descrição de uma nova personagem masculina.

Trata-se de um belo exemplo de uma autora a pegar numa fórmula que resultou, muda os nomes das personagens, muda um bocadito de enredo e já está... mais um livro para as bancas.
Vou dar mais uma oportunidade a esta autora, pois já tenho aqui o livro na mesa de cabeceira. Se o próximo não me cativar, paro por aqui com esta série.
6/10

Quem me conhece sabe que ando sempre com um livro dentro da carteira, na possibilidade de ter alguns minutos livres. Então quando tenho de ir a um consultório, um livro é indispensável.

Cheguei cedo. estacionei o carro. Fiz o check-in. Sentei-me na sala de espera. Abro a carteira (que ultimamente parece mais a gruta do Ali Babá). Retiro o livro e passadas algumas páginas, sinto suores frios e estranhamente nervosa. Olho em redor, mas ninguém está a ver o que eu vejo.
Passam-se mais alguns instantes e tenho mesmo de pousar a minha leitura e ir beber um pouco de água para me acalmar.

Esta foi a razão do meu ligeiro ataque de pânico:



"Toda a gente sabe que os livros devoram espaço sem qualquer piedade. E não existe defesa possível. Qualquer que seja o espaço que se lhes dê, nunca lhes chega. Ocupam primeiro as paredes, e depois continuam a espalhar-se por onde conseguirem. Apenas o tecto fica poupado. Chegam sempre uns novos, enquanto o dono não tem coração para se livrar de nenhum dos velhos. E assim, devagar, sem dar nas vistas, volumes de livros empurram tudo à sua frente. Como glaciares."

Excerto do conto "A biblioteca particular" de Zoran Zivkovic



Digam lá se não é assustadoramente verídico?
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