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Sinopse:
Esta é a história do último dos unicórnios e da sua demanda por terras estranhas no sentido de encontrar os seus pares.
É também uma belíssima metáfora sobre a imaginação e a criatividade humanas, sobre a magia e a literatura, sobre a condição humana e a sua capacidade de se auto-superar.

Comparado aos grandes clássicos da literatura fantástica de todos os tempos (Tolkien, irmãos Grimm, Hawthorne, Twain, Karen Blixen ou Michael Ende), este livro traduzido em mais de 15 línguas, foi considerado em 1987 durante o congresso mundial de literatura fantástica a 5ª melhor obra de sempre apenas atrás de Tolkien e Ursula K. LeGuin e o seu autor foi considerado o 4.º autor de ficção fantástica de todos os tempos.

Esta é uma obra para todas as idades tendo conquistado os mais diversos públicos ao ponto de ter sido em 1981 passado à tela num filme de animação que contava com as vozes dos maiores actores de Hollywood de então (como Jeff Bridges, Mia Farrow, Christopher Lee ou Angela Landsbury) e alguns dos mais avançados efeitos especiais da altura.

Devido à sua qualidade literária esta obra ultrapassou já as fronteiras da literatura fantástica tendo sido objecto de teses universitárias, estudos e artigos nos mais prestigiados órgãos de informação literária como o rígido Times Literary Supplement ou a New York Review of Books.



A minha opinião:

Um clássico é sempre um livro que, não raras vezes, nos impressiona e nos marca. Este é sem dúvida um desses exemplos.

Um livro de uma beleza impressionante do qual guardarei no coração todas as peripécias e tropelias descritas neste pequeno excerto e mais algumas:

"(...) o mágico contou rapidamente aos Príncipe Lír a história das suas aventuras, começando pela sua própria e estranha história e pelo seu ainda mais estranho destino; relatou a destruição do Carnaval da Meia-Noite e a sua fuga com o unicórnio, e continuou, referindo o seu encontro com Molly Grue, a viagem para Hagsgate e a narrativa de Drinn sobre a dupla maldição da cidade e do castelo."
Retirado da página 170


Tudo começa quando um unicórnio ouve a conversa de uns caçadores que estão a discutir sobre se os unicórnios estarão extintos ou não.
Com a terrível suspeita de que poderá ser a última da sua espécie, este unicórnio fará uma espectacular viagem em direcção a um reino amaldiçoado onde supostamente habita um demónio em forma de touro que provavelmente será a razão do desaparecimento dos unicórnios.

Um livro a guardar, estimar e voltar a desfolhar com carinho.
Agora estou ansiosa para ver o filme de 1982 baseado nesta obra.


 9/10

Para mim é uma delícia ver que em pequenos objectos como num simples saco de compras se pode ler e ver um pouco de Cultura:


"Leio e abandono-me,

não à leitura,

mas a mim
."

Fernando Pessoa



Chamem-me esquisita, mas gosto de ver estes detalhes em qualquer sítio.
(Retirado de um saco da Bertrand)
Sinopse:
Ele levou onze séculos a encontrar a mulher certa. Não está pelos ajustes de perdê-la agora.

Jessi St. James precisa de ter vida própria. Demasiadas horas passadas a estudar antigos artefactos provocaram na jovem arqueóloga um caso sério de obsessão por sexo. Quando vê um homem deslumbrante semi despido a fitá-la de dentro de um antigo espelho, pensa que só pode estar a sonhar. Mas numa fracção de segundo, é salva de um atentado à sua vida e vê-se a braços com um metro e noventa e oito de escaldante, insaciável macho alfa.
Herdeiro da arcana magia dos seus antepassados Druidas, Cian MacKeltar foi encurralado dentro do Espelho Negro há onze séculos. E quando o Espelho Negro é roubado, um velho inimigo tudo fará para reavê-lo. Para Jessi, o deus sexual dentro do espelho é divinamente real e oferece a sua protecção - ainda que Jessi não compreenda o porquê. Tudo o que ele quer em troca é o sublime prazer de partilhar a sua cama...        


A minha opinião:

Apesar de ao reler a sinopse deste livro, antes de iniciar propriamente a sua leitura me tenha provocado um arrepio de "Ai Jesus que lá vem mais do mesmo", o facto é que não pude acabar a sua leitura sem suspirar "Raios, agora é que fica interessante?!"

O enredo é bastante mais interessante que os anteriores, apesar de haver muitos clichés que já tinha lido nos anteriores volumes.

O facto é que neste volume as personagens dos anteriores livros se interligam todas neste. E vemos que estas ligações entre Highlanders e um Tuatha Dé com mulheres humanas foram um pouco manipuladas para servir o propósito de alguém. O que me despertou bastante a curiosidade foi este monólogo da rainha dos Fae:


"Abaixo dela, no salão nobre do Castelo Keltar, os humanos falavam, abstraídos da sua presença. Bem-aventuradamente desconhecedores de que, a pouco mais de cinco anos do futuro deles, o seu mundo estava em caos, os muros entre Homens e Fae estavam derrubados e os Unseelie governavam com brutal mão de gelo. (...)


Não podia esperar predizer o que não podia entender. Houvera tempos em que suspeitara que o amor humano albergava um poder mais elementar e maior do que o que qualquer raça possuísse. Infundia nas coisas uma força impossivelmente superior à soma das suas partes. Deveras, fora a união de cada Keltar ali em baixo com a sua companheira que os havia temperado, dando-lhes âmagos de aço, e feito dos seus Druidas aliados dignos de uma rainha."


Ou seja, agora é que (espero eu) a autora vai abandonar um pouco as cenas de romance escaldante e apaixonado de enjoar, convidando o leitor a presenciar algo mais rico do que o que tenho lido até agora.

Resumindo... o próximo volume leio-o. Mas se a autora voltar ao mesmo, desisto.


7,5/10



Sinopse:
Toda a mulher tem os seus pra­ze­res proi­bi­dos… 

 Para a deli­cada e tímida Daphne Wade, o mais ape­te­cí­vel pra­zer proi­bido é obser­var dis­cre­ta­mente o seu patrão, o duque de Tre­more, enquanto este tra­ba­lha numa esca­va­ção na sua her­dade. Daphne foi con­tra­tada para res­tau­rar os tesou­ros de valor incal­cu­lá­vel que Anthony tem estado a desen­ter­rar, mas não é fácil para uma mulher concentrar-​se no seu tra­ba­lho quando o seu atra­ente patrão está sem­pre em tronco nu. Ape­sar dele não repa­rar nela, quem a pode cen­su­rar por, mesmo assim, se ter apai­xo­nado deses­pe­ra­da­mente por ele?

 Quando a irmã de Anthony, Viola, decide trans­for­mar esta jovem e sim­ples mulher de óculos dou­ra­dos numa pro­vo­cante bel­dade, ele declara a tarefa impos­sí­vel. Daphne fica arra­sada quando sabe… mas está deter­mi­nada a pro­var que ele está errado. Agora, uma vigo­rosa e cati­vante Daphne sai da sua con­cha e o fei­tiço vira-​se con­tra o fei­ti­ceiro. Será que Anthony con­se­guirá per­ce­ber que a mulher dos seus sonhos esteve sem­pre ali?

A minha opinião:
Já tinha lido o outro livro desta autora que foi publicado cá em Portugal e que simplesmente não me encheu as medidas.
Já este livro achei-o bom na sua simplicidade e na cumplicidade que se gere entre as personagens.
A trama em si não tem lá muito complexidade e para ser sincera o início do livro quase que me indicava que seria um romance cor-de-rosa bem meloso, mas quando Dapnhe ouve uma conversa particular entre Anthony e a sua irmã onde diz exactamente o que ele pensa de Daphne, aí sim! É que o livro melhora a 80%.
Um autêntica delícia de livro que se lê muito bem em duas tardes.
A guardar com carinho...
8/10
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