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Sinopse:
Quando Holly Maguire herda a «Camilla’s Cucinotta», a escola de cozinha italiana da avó, dezasseis alunos inscritos no curso de culinária desistem. Afinal, Holly não é Camilla, conhecida por ser a «deusa do amor», cujos molhos secretos possuem propriedades afrodisíacas e cujas adivinhações têm o poder de mudar a vida dos seus alunos.

Holly é uma mulher de trinta e dois anos, desencantada com a vida, que nem sequer sabe cozinhar. Mas depois da morte da avó, decide manter vivo o seu legado.

Armada do caderno de receitas de Camilla, Holly acolhe os novos alunos: Mia, uma menina desesperada por aprender a cozinhar para impedir o pai de casar com a namorada imbecil; Juliet que chora a filha perdida; Simon, que se esforça por ser um pai presente para a filha depois do divórcio; e Tamara, que anseia pelo verdadeiro amor.

Todas as receitas de Camilla incluem desejos e memórias, tristes ou doces. Misturando desejos ardentes e memórias agridoces com molhos apetitosos e deliciosos pratos italianos, Holly e os seus alunos acabam por criar as suas próprias receitas para a felicidade e descobrir que, afinal, o futuro pode se bem doce…


A minha opinião:

Com um passado familiar algo complicado, Holly foi sempre uma mulher em busca de um lar próprio que lhe desse segurança e um sentimento de pertença.
Talvez por isso, tenha entregue o seu coração de uma forma tão incondicional a John Reardon que, de uma forma fria e sintética, o destruiu.

Agora, na terceira década da sua vida, Holly vê-se de volta ao único lugar que alguma vez amou e se sentiu amada com a mesma intensidade - a ilha de Blue Crab Island - lar da sua nonna (avó) italiana.

Apesar do amor de avó e neta serem eternos, a vida humana não o é. E em breve Holly ver-se-à na famosa Camilla's Cucinotta sem a sua amada avó.

Agora, Holly terá de enfrentar dificuldades de todos os tipos - financeiros, culinários,...
Mas, à medida que vai descobrindo o seu próprio talento, Holly desvenda os segredos desta ilha e dos seus habitantes. Segredos esses que ninguém quer ver revelados.

Este livro é simplesmente MARAVILHOSO. Em muitos momentos achei-o semelhante ao "O feitiço da Lua", onde temos também uma personagem feminina que através da magia da culinária consegue tocar nas vidas dos que a rodeiam.


Para ler e saborear. Recomendadíssimo!

8,5/10

 
Sinopse:
Livro vencedor do prestigiado World Fantasy Award, A Biblioteca reune seis histórias fantásticas ligadas à bibliofilia, fazendo-nos pensar em Jorge Luis Borges e na sua biblioteca infinita, mas também no universo de Kafka ou de Umberto Eco.
No conto de abertura, um escritor descobre um site onde todos os seus livros, inclusive os que ainda não escreveu, se podem consultar; num outro, uma comum biblioteca transforma-se durante a noite num arquivo de almas; noutro, ainda, o Diabo decide estabelecer os níveis da literacia infernal...
 
 
A minha opinião:
 
Esta é a segunda vez que um pequeno livro, quer em dimensões (de bolso), quer em número de páginas, me preenche as medidas de forma tão completa.

O primeiro livro foi "Desconhecido nesta morada" que ainda hoje permanece na minha memória e coração como sendo um dos meus livros favoritos de sempre.
Esta "A Biblioteca" não chega ao patamar do anterior, mas anda lá perto como uma obra multifacetada, hilariante e ao mesmo tempo estranhamente assustadora a quem, como eu, adora livros e gosta de ter uma biblioteca pessoal, por muito pequena que seja.
 
É constituído por seis contos em que a bibliofilia é representada como rainha do mundo:
 
- A Biblioteca Virtual - Retrato de uma biblioteca à distância de um clique. Descoberta através de um mail que a princípio parecia um mero spam, o protagonista ver-se-à enredado por uma situação tensa e limite.
 
 
- A Biblioteca Particular - E se um dia na nossa caixa de correio dessemos conta de um livro misterioso de título "Literatura Universal"? E se um volume não fosse o fim? E que tal dezenas deles? Quais as consequências de tal descoberta?
 
 
- A Biblioteca Nocturna - Desta vez o protagonista chega à hora do fecho da Biblioteca e vê-se fechado durante o fim-de-semana. Mas o que parecia ser uma catástrofe, transforma-se numa descoberta impensável - a existência de uma biblioteca nocturna onde apenas existem "os livros de vida".
 
 
- A Biblioteca Infernal - E um dia morremos... mas vamos parar ao inferno. E para penitência eterna? Qual o pior castigo que nos poderiam dar para toda a eternidade? Algo impensável!
 
 
- A Biblioteca Minimal - Um escritor com problemas de inspiração é presenteado com um estranho livro que de cada vez que se abre, uma nova obra literária aparece. Será que ele vai conseguir à tentação?
 
 
- A Biblioteca Requintada - Aqui a ironia é rainha! Imaginem um leitor com uma biblioteca particular. Leitor esse que tem um profundo desprezo por livros de bolso. Mas eis que um dia depara-se com um instruso nas suas estantes. Nada mais, nada menos do que um horrível livro de bolso no meio das sua belíssimas encadernações, denominado "A Biblioteca". Quem ganhará a batalha das vontades? O livro ou o Homem?
 
 
9/10
 
 


Sinopse:
Before the Civil War, there lived in Louisiana, people unique in Southern history. For though they were descended from African slaves, they were also descended from the French and Spanish who enslaved them.

In this dazzling historical novel, Anne Rice chronicles four of these so-called Free People of Color--men and women caught periolously between the worlds of master and slave, privilege and oppression, passion and pain.


 
A minha opinião:
Todos os anos é sempre a mesma coisa. Mal o trabalho começa a abrandar é ver-me a fazer uma limpeza nos milhares de papéis, fichas e documentos variados que se foram acumulando cá em casa. Pois este ano, depois de uma boa hora a enviar dezenas de folhas para a reciclagem, redescobri, com alguma surpresa que tinha colocado num buraquinho livre da escrevaninha um audiolivro da Anne Rice, constituído por 2 cassetes. Sim... eu disse cassetes. E lá fui eu em busca do meu velhinho mas ainda funcional walkman. E foi ver-me a continuar a limpeza com outro ânimo e vigor a ouvir esta lindíssima obra literária.

Assim, ao contrário de muito boa gente, iniciei-me na obra desta escritora com este romance histórico em vez dos famosos livros sobre vampiros que a celebrizou.

Quanto a esta obra, confesso que fiquei espantada com a riqueza histórica e cultural que ela possui.
A caracterização pormenorizada de personagens, ambientes e locais, sem tornar aborrecido de acompanhar, é o que faz deste livro excepcional.

A partir do primeiro momento somos drenados para uma Nova Orleães de 1840, onde acompanhamos o crescimento e amadurecimento real e cru de um menino de 14 anos chamado Marcel.
Marcel é dotado de uma beleza incomparável o que atrai atenções positivas mas também negativas o que é bastante perigoso para uma criança cuja ascendência constitui-se de uma mãe negra e um pai branco, dono de uma plantação.

Desde o seu nascimento que o pai de Marcel lhe prometeu uma educação privilegiada o que se concretiza quando o ídolo de Marcel chega à cidade com o intuito de criar uma escola dedicada a jovens de cor.

Enquanto isso a irmã de Marcel - Marie - de uma beleza exótica, está sendo cortejada por um amigo próspero e respeitado de Marcel, mas a sua vulnerabilidade e inocência aliadas aos planos invejosos e quase maquiavélicos de outros irão comprometer a sua felicidade.

Um obra lindíssima a ouvir e ouvir e a guardar no meu coração.
Recomendo vivamente.

Agora só quero ver o filme baseado nesta obra:



9/10



Sinopse:
Esta é a história do último dos unicórnios e da sua demanda por terras estranhas no sentido de encontrar os seus pares.
É também uma belíssima metáfora sobre a imaginação e a criatividade humanas, sobre a magia e a literatura, sobre a condição humana e a sua capacidade de se auto-superar.

Comparado aos grandes clássicos da literatura fantástica de todos os tempos (Tolkien, irmãos Grimm, Hawthorne, Twain, Karen Blixen ou Michael Ende), este livro traduzido em mais de 15 línguas, foi considerado em 1987 durante o congresso mundial de literatura fantástica a 5ª melhor obra de sempre apenas atrás de Tolkien e Ursula K. LeGuin e o seu autor foi considerado o 4.º autor de ficção fantástica de todos os tempos.

Esta é uma obra para todas as idades tendo conquistado os mais diversos públicos ao ponto de ter sido em 1981 passado à tela num filme de animação que contava com as vozes dos maiores actores de Hollywood de então (como Jeff Bridges, Mia Farrow, Christopher Lee ou Angela Landsbury) e alguns dos mais avançados efeitos especiais da altura.

Devido à sua qualidade literária esta obra ultrapassou já as fronteiras da literatura fantástica tendo sido objecto de teses universitárias, estudos e artigos nos mais prestigiados órgãos de informação literária como o rígido Times Literary Supplement ou a New York Review of Books.



A minha opinião:

Um clássico é sempre um livro que, não raras vezes, nos impressiona e nos marca. Este é sem dúvida um desses exemplos.

Um livro de uma beleza impressionante do qual guardarei no coração todas as peripécias e tropelias descritas neste pequeno excerto e mais algumas:

"(...) o mágico contou rapidamente aos Príncipe Lír a história das suas aventuras, começando pela sua própria e estranha história e pelo seu ainda mais estranho destino; relatou a destruição do Carnaval da Meia-Noite e a sua fuga com o unicórnio, e continuou, referindo o seu encontro com Molly Grue, a viagem para Hagsgate e a narrativa de Drinn sobre a dupla maldição da cidade e do castelo."
Retirado da página 170


Tudo começa quando um unicórnio ouve a conversa de uns caçadores que estão a discutir sobre se os unicórnios estarão extintos ou não.
Com a terrível suspeita de que poderá ser a última da sua espécie, este unicórnio fará uma espectacular viagem em direcção a um reino amaldiçoado onde supostamente habita um demónio em forma de touro que provavelmente será a razão do desaparecimento dos unicórnios.

Um livro a guardar, estimar e voltar a desfolhar com carinho.
Agora estou ansiosa para ver o filme de 1982 baseado nesta obra.


 9/10

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