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Sinopse:
Caitrina não tenciona trocar o pai e os irmãos por um marido, ainda por cima um dos odiados Campbell, mas a força rude e sensual de Jamie, e um beijo escaldante, ameaçam estilhaçar-lhe a resistência.

Quando o seu mundo idílico se desfaz, a única esperança de salvar o seu clã reside nos braços de Jamie Campbell, o inimigo que ela responsabiliza pela sua ruína.

Conseguirão as tréguas precárias, nascidas na escuridão aveludada das suas noites de paixão, forjar um amor tão forte quanto a espada que governa as Terras Altas?

A minha opinião:
Se houve algo que despertou de imediato a minha curiosidade em relação a este livro sem dúvida que foi a capa.
A promessa de uma viagem às terras altas da Escócia aliada a uma boa história de lutas entre clãs impediu-me imediatamente de trazer qualquer outro livro que não fosse este, para casa.

Caitrina é uma bela moça que por ser muito amada pela sua família é protegida e deixada a viver na plena ignorância política e social.
Quando os problemas vêm ter com a sua família na forma de um homem inteligente como Jamie, Caitrina começa a ver como o seu desconhecimento pode trazer consequências graves e mortíferas para as pessoas que mais ama no mundo.

Um romance que me despertou da inércia literária que andava. Um livro que devorei em 2 tardes e que me relembrou como o acto de ler pode trazer tanto deleite.

Não se trata de um mero romance cor-de-rosa, mas sim e também uma obra que nos faz reflectir nas muitas facetas Humanas e em como somos tão condicionados pelos deveres e normas sociais, culturais e até mesmo pelas ligações familiares.

Gostei imenso.
8,5/10




Sinopse:
Quando Holly Maguire herda a «Camilla’s Cucinotta», a escola de cozinha italiana da avó, dezasseis alunos inscritos no curso de culinária desistem. Afinal, Holly não é Camilla, conhecida por ser a «deusa do amor», cujos molhos secretos possuem propriedades afrodisíacas e cujas adivinhações têm o poder de mudar a vida dos seus alunos.

Holly é uma mulher de trinta e dois anos, desencantada com a vida, que nem sequer sabe cozinhar. Mas depois da morte da avó, decide manter vivo o seu legado.

Armada do caderno de receitas de Camilla, Holly acolhe os novos alunos: Mia, uma menina desesperada por aprender a cozinhar para impedir o pai de casar com a namorada imbecil; Juliet que chora a filha perdida; Simon, que se esforça por ser um pai presente para a filha depois do divórcio; e Tamara, que anseia pelo verdadeiro amor.

Todas as receitas de Camilla incluem desejos e memórias, tristes ou doces. Misturando desejos ardentes e memórias agridoces com molhos apetitosos e deliciosos pratos italianos, Holly e os seus alunos acabam por criar as suas próprias receitas para a felicidade e descobrir que, afinal, o futuro pode se bem doce…


A minha opinião:

Com um passado familiar algo complicado, Holly foi sempre uma mulher em busca de um lar próprio que lhe desse segurança e um sentimento de pertença.
Talvez por isso, tenha entregue o seu coração de uma forma tão incondicional a John Reardon que, de uma forma fria e sintética, o destruiu.

Agora, na terceira década da sua vida, Holly vê-se de volta ao único lugar que alguma vez amou e se sentiu amada com a mesma intensidade - a ilha de Blue Crab Island - lar da sua nonna (avó) italiana.

Apesar do amor de avó e neta serem eternos, a vida humana não o é. E em breve Holly ver-se-à na famosa Camilla's Cucinotta sem a sua amada avó.

Agora, Holly terá de enfrentar dificuldades de todos os tipos - financeiros, culinários,...
Mas, à medida que vai descobrindo o seu próprio talento, Holly desvenda os segredos desta ilha e dos seus habitantes. Segredos esses que ninguém quer ver revelados.

Este livro é simplesmente MARAVILHOSO. Em muitos momentos achei-o semelhante ao "O feitiço da Lua", onde temos também uma personagem feminina que através da magia da culinária consegue tocar nas vidas dos que a rodeiam.


Para ler e saborear. Recomendadíssimo!

8,5/10

 
Sinopse:
Livro vencedor do prestigiado World Fantasy Award, A Biblioteca reune seis histórias fantásticas ligadas à bibliofilia, fazendo-nos pensar em Jorge Luis Borges e na sua biblioteca infinita, mas também no universo de Kafka ou de Umberto Eco.
No conto de abertura, um escritor descobre um site onde todos os seus livros, inclusive os que ainda não escreveu, se podem consultar; num outro, uma comum biblioteca transforma-se durante a noite num arquivo de almas; noutro, ainda, o Diabo decide estabelecer os níveis da literacia infernal...
 
 
A minha opinião:
 
Esta é a segunda vez que um pequeno livro, quer em dimensões (de bolso), quer em número de páginas, me preenche as medidas de forma tão completa.

O primeiro livro foi "Desconhecido nesta morada" que ainda hoje permanece na minha memória e coração como sendo um dos meus livros favoritos de sempre.
Esta "A Biblioteca" não chega ao patamar do anterior, mas anda lá perto como uma obra multifacetada, hilariante e ao mesmo tempo estranhamente assustadora a quem, como eu, adora livros e gosta de ter uma biblioteca pessoal, por muito pequena que seja.
 
É constituído por seis contos em que a bibliofilia é representada como rainha do mundo:
 
- A Biblioteca Virtual - Retrato de uma biblioteca à distância de um clique. Descoberta através de um mail que a princípio parecia um mero spam, o protagonista ver-se-à enredado por uma situação tensa e limite.
 
 
- A Biblioteca Particular - E se um dia na nossa caixa de correio dessemos conta de um livro misterioso de título "Literatura Universal"? E se um volume não fosse o fim? E que tal dezenas deles? Quais as consequências de tal descoberta?
 
 
- A Biblioteca Nocturna - Desta vez o protagonista chega à hora do fecho da Biblioteca e vê-se fechado durante o fim-de-semana. Mas o que parecia ser uma catástrofe, transforma-se numa descoberta impensável - a existência de uma biblioteca nocturna onde apenas existem "os livros de vida".
 
 
- A Biblioteca Infernal - E um dia morremos... mas vamos parar ao inferno. E para penitência eterna? Qual o pior castigo que nos poderiam dar para toda a eternidade? Algo impensável!
 
 
- A Biblioteca Minimal - Um escritor com problemas de inspiração é presenteado com um estranho livro que de cada vez que se abre, uma nova obra literária aparece. Será que ele vai conseguir à tentação?
 
 
- A Biblioteca Requintada - Aqui a ironia é rainha! Imaginem um leitor com uma biblioteca particular. Leitor esse que tem um profundo desprezo por livros de bolso. Mas eis que um dia depara-se com um instruso nas suas estantes. Nada mais, nada menos do que um horrível livro de bolso no meio das sua belíssimas encadernações, denominado "A Biblioteca". Quem ganhará a batalha das vontades? O livro ou o Homem?
 
 
9/10
 
 


Sinopse:
Before the Civil War, there lived in Louisiana, people unique in Southern history. For though they were descended from African slaves, they were also descended from the French and Spanish who enslaved them.

In this dazzling historical novel, Anne Rice chronicles four of these so-called Free People of Color--men and women caught periolously between the worlds of master and slave, privilege and oppression, passion and pain.


 
A minha opinião:
Todos os anos é sempre a mesma coisa. Mal o trabalho começa a abrandar é ver-me a fazer uma limpeza nos milhares de papéis, fichas e documentos variados que se foram acumulando cá em casa. Pois este ano, depois de uma boa hora a enviar dezenas de folhas para a reciclagem, redescobri, com alguma surpresa que tinha colocado num buraquinho livre da escrevaninha um audiolivro da Anne Rice, constituído por 2 cassetes. Sim... eu disse cassetes. E lá fui eu em busca do meu velhinho mas ainda funcional walkman. E foi ver-me a continuar a limpeza com outro ânimo e vigor a ouvir esta lindíssima obra literária.

Assim, ao contrário de muito boa gente, iniciei-me na obra desta escritora com este romance histórico em vez dos famosos livros sobre vampiros que a celebrizou.

Quanto a esta obra, confesso que fiquei espantada com a riqueza histórica e cultural que ela possui.
A caracterização pormenorizada de personagens, ambientes e locais, sem tornar aborrecido de acompanhar, é o que faz deste livro excepcional.

A partir do primeiro momento somos drenados para uma Nova Orleães de 1840, onde acompanhamos o crescimento e amadurecimento real e cru de um menino de 14 anos chamado Marcel.
Marcel é dotado de uma beleza incomparável o que atrai atenções positivas mas também negativas o que é bastante perigoso para uma criança cuja ascendência constitui-se de uma mãe negra e um pai branco, dono de uma plantação.

Desde o seu nascimento que o pai de Marcel lhe prometeu uma educação privilegiada o que se concretiza quando o ídolo de Marcel chega à cidade com o intuito de criar uma escola dedicada a jovens de cor.

Enquanto isso a irmã de Marcel - Marie - de uma beleza exótica, está sendo cortejada por um amigo próspero e respeitado de Marcel, mas a sua vulnerabilidade e inocência aliadas aos planos invejosos e quase maquiavélicos de outros irão comprometer a sua felicidade.

Um obra lindíssima a ouvir e ouvir e a guardar no meu coração.
Recomendo vivamente.

Agora só quero ver o filme baseado nesta obra:



9/10


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