"Os livros são abelhas que levam o pólen de uma inteligência a outra." James Lowell
A razão do meu desaparecimento por tanto tempo foi o de que manter este blogue não estava a ser um prazer mas mais uma tarefa.
Assim, de modo a não me chatear por completo e abandonar este blogue (que tanto gosto) de vez, resolvi afastar-me durante uns tempos. Mas não era para ser por tanto tempo. Simplesmente aconteceu.
De qualquer das formas, senti saudades deste meu cantinho onde desabafava as minhas alegrias e desilusões literárias, e por isso voltei.
Voltei com outro ânimo. Com outra vontade. E com novas ideias.
A quem ainda me visitar e ainda gostar deste meu cantinho deixo um beijinho e um até já (desta vez pequenino).
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Sandra Dias
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Já estava na altura de atualizar o que andei a ler desde o fabuloso "O livro das coisas perdidas" de John Connolly até agora.
Vou fazendo isto aos bocadinhos, começando por estes cinco livros que li a seguir ao do Connolly.
Gostei deste pequeno livro. Uma leitura bem bonita e bem enquadrada no espírito Natalício. Eu é que o li fora do tempo (Fevereiro). Um mistério que envolve uma criança desaparecida, um roubo sem suspeitos e uma mãe famosa destroçada.
Li-o no meu kobo, tal era a curiosidade que tinha neste livro. Já leram a sinopse? É tão interessante.
A trama é bem criativa e cativante. Não é nenhuma obra-prima, mas é tão delicioso de ler!
35 meninas e apenas um lugar que garante o seu futuro e o da sua família, livre da fome e da miséria. Mas o que lentamente se vai descobrindo é que esta seleção está envolta em tramas e conspirações que poderão tornar-se fatais quer para a família real, como para a eleita. Fiquei "em pulgas" para ler o segundo, mas ainda não o arranjei :(
Livros que envolvam Highlanders lá vou eu a correr comprar e ler. Embora este foi, até agora, o mais fraquinho desta temática que li em português.
Na minha opinião este livro só melhorou após as primeiras 100 páginas o que não é lá muito auspicioso, tratando-se de um livro relativamente fino (336 páginas).
No entanto, foi uma leitura muito gira e engraçada e mesmo romântica, que me deu prazer em ler.
Agora é só rezar que a parva da Bertrand não faça jus à sua fama e pelo menos publique os restantes 2 livros da trilogia a que este livro pertence.
No entanto, foi uma leitura muito gira e engraçada e mesmo romântica, que me deu prazer em ler.
Agora é só rezar que a parva da Bertrand não faça jus à sua fama e pelo menos publique os restantes 2 livros da trilogia a que este livro pertence.
Primeiro livro que li do grande Stephen King. E não tenho palavras. Confirma-se apenas que quando se lê uma obra deste autor estamos perante algo inédito e ao mesmo tempo grandioso.
Excerto das páginas 31/32:
"(...) o que acontece é as pessoas inventarem uma história e agarrarem-se a ela - disse Vince. - Isso é bastante fácil, desde que haja apenas um fator desconhecido: um envenenador, um conjunto de luzes misteriosas, um barco naufragado com a maior parte da tripulação desaparecida. Mas com o Homem do Colorado não havia senão fatores desconhecidos e, portanto, não houve história. (...) Steffi, as pessoas não gostam de coisas assim. Não querem coisas assim. Uma onda é bonita de se ver quando se desfaz na praia, mas demasiadas fazem-nos sentir enjoados."
"(...) o que acontece é as pessoas inventarem uma história e agarrarem-se a ela - disse Vince. - Isso é bastante fácil, desde que haja apenas um fator desconhecido: um envenenador, um conjunto de luzes misteriosas, um barco naufragado com a maior parte da tripulação desaparecida. Mas com o Homem do Colorado não havia senão fatores desconhecidos e, portanto, não houve história. (...) Steffi, as pessoas não gostam de coisas assim. Não querem coisas assim. Uma onda é bonita de se ver quando se desfaz na praia, mas demasiadas fazem-nos sentir enjoados."
Publicada por
Sandra Dias
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Talvez as gerações que não cresceram com os livros do Harry Potter, que não tiveram por isso a possibilidade de vivência e crescimento em part-time num mundo mágico, poderão não assimilar na totalidade a grandiosidade deste "pequeno" livro de 300 páginas.
Se o livro é totalmente perfeito?
Não o é.
Há momentos de confusão, de incompreensão e até mesmo um pouco de loucura do leitor.
Mas o livro, na sua totalidade, é excelente.
Se um livro, nas suas primeiras páginas começa com o seguinte parágrafo, apenas deve anunciar um restante maravilhoso, e tal foi o que aconteceu:
"Contudo, as histórias eram diferentes: elas ganhavam vida ao serem contadas. Sem uma voz humana para as ler ou um par de olhos arregalados a seguir as letras à luz de uma lanterna por baixo dos cobertores, as histórias não tinham experiência real no nosso mundo.
Eram como sementes no bico de um pássaro, à espera de caírem à terra, ou como notas de uma canção pousadas numa pauta, ansiando ardentemente que um instrumento desse vida à sua música."
Pensando melhor, este prenúncio de grandeza começou antes. Ao ler a dedicatória.
Uma dedicatória das mais belas que alguma vez li.
David, pequeno e corajoso David, que tanto sofreu e tanto sofrerá à conta dos seus próprios maus sentimentos.
Mas do desespero e da busca se fará homem, enquanto os que o rodeiam serão mortos, e outros sobre ele farão planos para o desviar do seu destino e da sua busca de um rei e de um reino esquecido.
Cada capítulo deste livro é uma aventura tortuosa, um tormento viciante para o leitor.
Sempre que David se livrava de uma, eu até temia quando tinha de iniciar outro capítulo.
Mas era impossível parar.
Impensável pousar o livro.
Pois temia pelo destino de David.
O que haveria afinal no fim da sua viagem, à espera?
A morte?
Um fim ainda pior?
E no fim...
No fim tive pena de o acabar.
Tive pena de o pousar.
Esfolheei-o novamente a recordar o turbilhão de emoções vividas.
A tristeza que senti com o lenhador e com Roland, a dor de muitas outras personagens vítimas da perversidade de terceiros, o quanto eu estava incrédula do que lia quando cheguei ao capítulo dos anões e das gargalhadas que dei...
Um livro como este não deve ficar esquecido.
Nem em estantes.
Nem em livrarias.
Nem em bibliotecas.
Nem nos nossos corações.
5/5
Publicada por
Sandra Dias
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