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Acabei de ler este livro e sinto-me zangada. MUITO zangada.
 
Eu explico.
 
Eu adoro romances.
 
Eu adoro romances históricos.
 
Eu adoro romances históricos com alguns momentos eróticos.
 
Mas este livro é uma desgraça.
Já não bastava esta autora ter escrito um romance sem romance algum.
Simplesmente temos 2 personagens principais que se sentem fortemente atraídos um pelo outro e entregam-se a esta atração sem se ralar com mais ninguém.
 
Quando li a sinopse deste livro estava à espera de alguns momentos de tensão entre as personagens. Algum dilema e luta interior antes de ceder à tentação. Tentação esta que de sentimental tem muito pouco e de sexual tem em exagero.
 
A dado momento as duas personagens principais admitem isto mesmo, quando uma delas diz: "-Talvez seja apenas um daqueles homens governados pela luxúria." Página 208
 
Resumindo, as personagens neste livro não têm qualquer profundidade. São unidimensionais, superficiais e altamente enervantes.
 
 
 
Quanto à história em si é do mais simplista que existe.
Duas irmãs educadas para serem duquesas.
Uma está prometida desde o nascimento e garante à partida o casamento prometido.
A outra vai visitar um possível pretendente (duque nº2) ao cargo e leva a irmã.
A visita foi criada pela mãe do duque de modo a arranjar uma nora à altura.
Interesse ou motivação do duque nº2? Zero. Nicles.
É como um negócio.
Como comprar carne num talho.
E o que acontece?
O duque nº2 sente-se fortemente atraído pela outra irmã que já está noiva de outro e os dois cedem logo.
Conflitos? Não existe.
Dormem juntos e já está tudo resolvido.
Como é que a autora resolve o problema do duque nº1?
Alerta de spoiler (Para ler, passar com o rato por cima e selecionar ao mesmo tempo. Está com letra branca) - Mata-se o duque nº 1 da forma mais estúpida que alguma vez li (então o duque nº1 vai com um pequeno grupo de homens para a guerra e consegue conquistar uma muralha que ninguém conseguiu antes e depois cai de um muro enquanto recita poesia? BLAH!!!!).
E a família do duque nº1? Não fica zangada ou revoltada? Não! Com a notícia do que aconteceu ao duque nº1 o seu pai desmaia e fica inconsciente e à beira da morte. Já está. Tudo resolvido.
 
ORA TENHAM A SANTA DA PACIÊNCIA!!!!!!!
 
Mas pensam que estou zangada por apenas isto?
 
Não.
 
Há mais.
 
A editora publicou este livro sem ter o mínimo de cuidado a verificar a sua qualidade.
 
Como é possível (pergunto eu) que um livro com uma tradutora e uma revisora devidamente identificadas nas primeiras páginas seja publicado com os erros mais parvos que já vi.
 
Má tradução irrita-me. Mas o descuido e o desleixo em profissionais irrita-me ainda mais.
 
E dos vários casos que este livro apresenta deixo aqui apenas um exemplo.
 
 
"- Uma pessoa não se casa com base na loucura - disse tentando dar um tom frio à voz.
(...)
- Conhece então este tipo de leitura? - perguntou em voz átona. - Acontece-lhe muitas vezes?"
Página 161
 
 
 
O que me apetecia era pedir os meus 14,94€ de volta.
 
Dei 2 estrelas em 5.
 

 
 
Continua a convencer-te disso Sandra. Continua, a ver se resulta.



Durante o mês de Setembro as minhas leituras foram bastante variadas.

Logo no 1º de Setembro avancei com a iniciativa da maratona do Goodreads. Aí li 4 livros e todos bastante bons.


Comecei com "A invenção de Hugo Cabret" de Brian Selznick sobre o qual já fiz aqui um post.
Gostei muito e considero uma obra inovadora não pela história em si mas pela forma como é contada.
As fotos e os desenhos que intercalaram o texto foram escolhidos com muito cuidado pois não se destacam da história. Fazem sim parte dela.
Um livro quase cinematográfico tal é a forma como revela o seu conteúdo.
Dei 4 estrelas em 5.





A leitura a seguir foi "A escola nocturna" de C.J. Daugherty (1º volume).
Gostei muito mais do que estava à espera.
Principalmente por causa da escrita da autora que é irrepreensível.
A maneira como manteve o suspense ao longo de todo o livro é algo que poucos escritores conseguem fazer.
Claro que é uma obra dirigida a jovens adolescentes ou jovens adultos, mas gostei na mesma.
Fiquei surpreendida pela positiva.
Também já escrevi a minha opinião aqui no blogue.
Dei 4 estrelas em 5.




Com "O livro das lendas" da Selma Lagerlöf a leitura foi diferente.
Tratando-se de um livro de contos, alguns com fundo ou moral religiosa, o ritmo de leitura abrandou.
Demorei o meu tempo com ele, quer lendo com calma, quer observando as lindíssimas ilustrações incluídas nesta edição.
Dei 3 estrelas em 5.





Curiosa com o que tinha lido no primeiro volume, não esperei muito tempo para ler o 2º.
Neste "A escola nocturna - O legado" de C.J. Daugherty os segredos continuam, mas já entrei na leitura mais alerta para possíveis vira-casacas.
A autora manteve o enredo mas enriqueceu mais as personagens. Nem sempre os bons são sempre bons e nem sempre os maus são sempre maus.
Assim como na vida real, as pessoas não são unidimensionais e por isso vemos algumas personagens a redimirem-se e outras a revelarem as suas verdadeiras faces.
Adorava que a Alfaguara continuasse a publicar esta série.
Dei 4 estrelas em 5.






Tendo lido o primeiro livro desta duologia e ido ao cinema ver a adaptação cinematográfica desse 1º volume, não podia deixar de pegar neste.
Em "Espera por mim" de Gayle Forman é Adam que nos conta o que se passa depois de 3 anos desde a tragédia que afetou toda a gente.
Adam e Mia não estão juntos como eu pensava que estariam e aos poucos percebemos o porquê.
Por um acaso ambos encontram-se em Nova Iorque e tudo se desmorona a partir daí.
Simplesmente adorei este livro.
Dei-lhe 5 estrelas.






Com a maratona finalizada precisava de mudar de ares e avancei para este thriller que tem uma premissa bem cativante.
Três mulheres, duas jornalistas e uma agente da polícia. Três vidas com objetivos agendados. As três a lutarem para desvendar a identidade de um assassino que não deixou pontas soltas.
Mas uma das três tem um segundo objetivo - matar o seu pai que tanto sofrimento causou e continua a fazê-lo sem remorsos.
Gostei do livro mas achei a escrita da autora demasiado simplista além de que o motivo do crime podia ter sido mais elaborado.

Uma boa obra que retrata, sem artifícios, a violência doméstica e que nos alerta para o papel indispensável que a sociedade possui em casos como este.
Mais do que uma vez a autora vincou a importância de uma denúncia atempada e para as consequências gravíssimas que a passividade pode trazer.
Dei 3 estrelas em 5.





Não é segredo nenhum que adoro a Madeline Hunter. Os livros desta autora são sempre uma lufada de ar fresco, floral e romântico.
Este a "Pecadora" é o 3º da série "As Flores Mais Raras" e acompanha Celia Pennifold no seu regresso à sociedade londrina depois da sua verdadeira identidade ter sido revelada.
A luta desta personagem em garantir um emprego decente e o seu coração amável que não se esquece dos mais desafortunados fez-me gostar ainda mais dela.
Claro que depois vem um homem cativante e que altera um pouco o mundo de Celia, mas sem a deixar sem rumo.
Uma história bonita e simples. Ideal para as mais românticas.
Dei 3 estrelas em 5.





E acabei o mês a ouvir este "20th Century Ghosts" de Joe Hill, filho de Stephen King.
Mais um audiolivro que me deu a oportunidade de conhecer esta obra tão amada pelos fãs do terror.
Numa obra de contos tão variados é inevitável que se goste mais de uns do que outros.
Os contos "Best New Horror", "Abraham's Boys" e "The Black Phone" foram os que me ficaram na memória pela sua qualidade e pela sua criatividade.
Muito bons mesmo.
Apesar de ter gostado destes 3 contos, não acho que os restantes (que são a maioria) fossem particularmente inovadores daí só ter dado 2 estrelas em 5.



E o saldo final? 8 Livros num mês. Nada mau, para mim.


Quem? Quem é que não gosta dos Minions? Aquelas figurinhas amarelas adoráveis que levam o Gru à loucura.
 
E um marcador de livro em formato Minion? Este fim de semana já vou fazer o meu.
 
E parece-me bem simples.



Muita gente ainda estranha os audiolivros.
 
 
Se experimentaram e correu mal então é hora de tentar de novo.
 
 
Primeiro têm de pensar que tipo de leitores são. Eu sou daquelas que lê a uma velocidade moderada e preciso de pouco barulho ou então sem ruído nenhum.
Nunca consegui ser daquelas pessoas que conseguiam estudar com música. O mais certo era perder-me no que estava a ler e começar a cantarolar a música de fundo.
 
 
Depois de pensarem nisto, devem escolher o tipo de audiolivro e o momento ideal para o experimentarem.
No meu caso comecei por audiolivros em português. Infelizmente como os poucos audiolivros à venda são um pouco caros demais para a minha bolsa, experimentei os que tinha disponíveis na minha biblioteca municipal.
Lá tinham alguns da Agatha Christie que pelos vistos foram distribuídos com o jornal Expresso.
Como a experiência correu-me bem passei de imediato para audiolivros em inglês para ver se conseguia e também para melhorar as minhas capacidades de compreensão em inglês.
E não é que consegui? E gostei? Claro que há uma ou outra palavra que ainda me escapa e lá vou eu procurar o significado. A última palavra que descobri foi corduroy que vim a saber era bombazine.

Mas o mais importante foi que eu consegui adaptar o audiolivro ao momento ou momentos ideiais para o ouvir e não perder o sentido do que é lido.
Percebi que, para mim, os audiolivros são excelentes quando faço uma atividade que não exija muitos neurónios ou muita concentração (jardinagem, passar a ferro, limpeza da casa...).

Este ano já lá vão 23 audiolivros e tenho adorado a experiência. E recomendo muito, muito.

E o que uso? Um mp4 velhote (comprei-o em 2009 e nunca lhe dei grande uso até agora) que dá muito bem para mim.

E pela internet existem tantos sítios com audiolivros gratuitos!

Deixo aqui uma página que tem 10 links seguros (são os que tenho usado) onde qualquer pessoa pode fazer o download do que desejar e de quantos desejar.


Se não se entenderem com o inglês usado num clássico de literatura, então experimentem uma obra mais contemporânea.



São inúmeros os estudos científicos que afirmam que os audiolivros só possuem vantagens, mesmo nas crianças.

Só este ano descobri tantos e bons autores por este meio - o cómico David Sedaris, a romântica Abbi Glines, as fabulosas Rainbow Rowell e Sharon Biggs Waller - e li/ouvi clássicos que até este ano me escapavam - "Frankenstein" de Mary Shelley; "The Screwtape Letters" de C.S. Lewis e o  "The Scarlet Letter" de Nathaniel Hawthorne.

A minha experiência tem sido tão boa e tão gratificante que não podia deixar de incentivar outros a tentarem.

E se um livro não resultou, experimentem outro. Há milhares de audiolivros gratuitos na internet. Mesmo em português. Basta ir ao Google e escrever "audiolivros gratuitos".

Boas leituras e aventurem-se .
 
 
 


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