Apetece-me fazer desta imagem o meu cartão de visita
"Os livros são abelhas que levam o pólen de uma inteligência a outra." James Lowell
Sinopse:
Não é que fosse diferente das outras. Um pouco estranha, sim. E antipática. Talvez por isso, objeto de chacota e do riso de toda a turma. Ou talvez a sua antipatia fosse antes o resultado de se ver sempre o alvo da troça de todas...
Mas, quanto ao resto não. Carrie era uma moça normal. Como todas as outras. E mais, como todas as outras seria se não fosse aquela "incrível" mulher que era sua mãe.
Mas isso não explica tudo. Sobretudo, não explica que naquela noite, "a noite do baile", uma cidade inteira tenha sido arrasada por Carrie, sem que ela precisasse de mexer sequer um dedo...
Um romance palpitante, que se lê de um fôlego e que nos coloca perante os mistérios do espírito humano e dos seus estranhos poderes. Uma porta aberta sobre um mundo desconhecido e inexplorado.
Ficção científica? E talvez não. Sobretudo se tivermos em conta as recentes achegas da psicologia e casos reais da atualidade.
Mas, quanto ao resto não. Carrie era uma moça normal. Como todas as outras. E mais, como todas as outras seria se não fosse aquela "incrível" mulher que era sua mãe.
Mas isso não explica tudo. Sobretudo, não explica que naquela noite, "a noite do baile", uma cidade inteira tenha sido arrasada por Carrie, sem que ela precisasse de mexer sequer um dedo...
Um romance palpitante, que se lê de um fôlego e que nos coloca perante os mistérios do espírito humano e dos seus estranhos poderes. Uma porta aberta sobre um mundo desconhecido e inexplorado.
Ficção científica? E talvez não. Sobretudo se tivermos em conta as recentes achegas da psicologia e casos reais da atualidade.
A minha opinião:
Há uns anos atrás tinha muito o hábito de ir a feiras de velharias e a alfarrabistas. Não tanto para comprar livros recentes mas para comprar livros que tinha ouvido falar ou lido que eram considerados indispensáveis e/ou clássicos.
Um deles foi este.
Noutras edições o título deste livro é igual ao original - "Carrie".
Mas esta edição da década de 70 tem um título completamente diferente que em si já é um spoiler.
Quanto ao cuidado dado à tradução (da responsabilidade de Fernanda Pinto Rodrigues) não tenho nada a apontar. Absolutamente impecável.
Mas as distinções não ficam por aqui.
Adoro estas edições mais antigas porque por vezes trazem algumas surpresas.
A foto do autor na contracapa:
Não digam que o Stephen King à la anos 70 não tinha um certo charme?!
Na penúltima página do livro:
Reparem no que diz o ponto 4.
Quanto ao que li, devo dizer que há algum tempo que um livro não me transtornava assim tanto.
Devem ser poucas as pessoas que não tem alguma ideia do que se trata, mas eu fui sempre uma das que recusei ver as adaptações cinematográficas sem ler o livro primeiro e não me arrependo.
Tinha uma ideia muito vaga da história e principalmente do terrível baile de finalistas daqueles jovens, mas não conhecia os pormenores.
Por isso quando comecei este pequeno livro (a minha edição tem 207 páginas) não imaginava que ia sentir-me tão revoltada, tão zangada. Na primeira metade tive mesmo de pousar o livro várias vezes para apenas conseguir respirar.
O nível de bullying a que Carrie é sujeita é simplesmente insuportável. Esta pobre jovem não tinha descanso nem em casa, nem na escola, nem na rua. Costuma-se dizer que até para nascer é preciso sorte e este é um desses casos flagrantes.
Carrie foi violentamente abusada por todos os que conhecia e foi conduzida a um ponto de ebulição tal que não havia outra solução a não ser a destruição. Ou destruição da própria ou destruição dos seus agressores.
Neste ponto admito que se a opção do autor fosse outra eu ia ficar MUITO zangada.
Neste ponto admito que se a opção do autor fosse outra eu ia ficar MUITO zangada.
Não sei porque é que esta obra não está incluída no Plano Nacional de Leitura pois é extremamente rica e faria muito bem aos nossos adolescentes debaterem sobre as perspetivas de cada uma das personagens. Pois aqui apenas há personagens Humanas. Com falhas, defeitos e com mais ou menos capacidade de se julgarem e corrigirem-se. Reconheço que existe alguma violência, mas nem se compara à violência que os jovens estão habituados a verem quer em jogos ou filmes.
Para um livro escrito em 1976 o seu tema continua bastante atual. Talvez o bullying esteja hoje mais presente do que nunca.
Para um livro escrito em 1976 o seu tema continua bastante atual. Talvez o bullying esteja hoje mais presente do que nunca.
Entretanto já vi o filme de 2013 e que até está muito próximo ao que li. Gostei. Só digo que fiquei arrepiada com a interpretação da Julianne Moore.
Mas pretendo ver a adaptação de 2002 e principalmente a de 1976 que foi realizada por Brian De Palma e que foi agraciada com 2 nomeações nos Óscares de 1977.
Depois de muito pensar dei ao livro 4 estrelas em 5.
Publicada por
Sandra Dias
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Stephen King
"(...) Quando era novidade, nessa altura é que era fabuloso. Tudo é fabuloso quando é novidade. É como quando somos criancinhas. É tudo uma maravilha espetacular."
Excerto do livro "O espetacular momento presente" de Tim Tharp, página 119
É surpreendente como um autor consegue traduzir a alma de todo um livro em poucas palavras.
Publicada por
Sandra Dias
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Sinopse:
Tristan, duque de Castleford, acaba de herdar uma pequena casa e, com ela, uma grande surpresa: Daphne Joyes, uma bela mas agressiva inquilina. O irreverente Tristan deixa logo bem claro que tenciona seduzi-la, dar-lhe prazer, e vê-la coberta apenas de diamantes. Mas Daphne conhece bem a escandalosa reputação do duque, e não está disposta a ceder às suas provocações.No entanto, ambos têm um inimigo em comum. Um homem cuja malevolência acaba por os ajudar de uma estranha e inesperada forma. Existe, todavia, um entrave: o segredo que Daphne guarda e que a leva a ser uma mulher extremamente cautelosa. Mas embora o seu novo senhorio seja arrogante e se entregue a uma vida de deboches (exceto às terças-feiras!), Daphne dá por si a baixar perigosamente a guarda. Até porque, afinal, os diamantes ficam bem com tudo… e também com nada…
A minha opinião:
Quando li os outros livros desta série houve sempre uma personagem que me agradou acima de outras - Tristan, o duque de Castleford.
Quer pela sua irreverência, quer pelo seu total desprezo das regras mais básicas de convivência em sociedade ou mesmo pelo seu sarcasmo sempre presente.
Quanto a Daphne Joyes sempre tive uma certa admiração por esta personagem.
Uma mulher que gere um negócio numa época em que poucas mulheres conseguiam vingar em posições de chefia e ainda dedica-se a acolher qualquer mulher perseguida e aterrorizada que não tenha mais sítio nenhum para onde se fugir, respeitando os seus segredos, é digna de TODA a minha admiração.
Mas Dapnhe também tem o seu passado negro e quando descobri o seu segredo fiquei um pouco triste. Para uma alguém (mesmo fictício) que tinha vindo a gostar tanto, não desejava aquilo nem para alguém que não gostasse.
Como gostava tanto do casal principal, é lógico que acabei por detestar a Némesis.
Que homenzinho mais baixo, rasca, vil e desprezível.
Mas tinha de haver um elemento para destabilizar esta conquista.
Tristan é muito senhor de si e pensava que qualquer mulher acabaria por desabar perante o seu olhar, mas Daphne deu-lhe que fazer.
E se fosse tudo muito fácil eu com certeza que não teria gostado tanto como gostei.
Mais um livro desta autora que não consegui pousar durante muito tempo.
Dei 4 estrelas em 5.
Publicada por
Sandra Dias
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Madeline Hunter
Opus Dei proíbe 79 livros de autores portugueses
A organização da Igreja Católica tem uma listagem de 33 573 livros proibidos, com diferentes níveis de gravidade, sendo que nos três níveis mais elevados encontram-se 79 obras de escritores portugueses, revela o Diário de Notícias. José Saramago e Eça de Queirós são os mais castigados pela “lista negra”.
Além de livros, também há uma lista de filmes.
A censura da Opus Dei já tem várias críticas, colocando-se mesmo em causa a legalidade desta proibição.
Só José Saramago tem 12 livros censurados. “Caim”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “O Manual de Pintura e Caligrafia” e “O Memorial do Convento” são considerados os mais perigosos.
Em declarações ao mesmo jornal, a presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, considera “grosseiro e repugnante” este índice, deixando várias críticas: “ É uma organização a que chamamos seita porque somos educados. Por acaso, eles não são”, considera a viúva do escritor.
Pilar reforça ainda que José Saramago nunca escreveu sobre a Opus Dei porque considerava a organização “uma formiga”.
Também a escritora Lídia Jorge, que tem dois livros censurados, revelou-se chocada com a existência da lista, afirmando que “a Opus Dei devia ter vergonha”.
Outro autor censurado e mais estudado na cultura portuguesa é Eça de Queirós.
Carlos Reis, antigo director da Biblioteca Nacional e especialista na obra queirosiana, defende que “este tipo de procedimento é contrário a princípios fundamentais”, considerando que “qualquer lista de livros ou similar, que contribua para limitar o acesso das pessoas à informação e cultura é, por princípio, inaceitável”. Carlos Reis lembra ainda que Eça de Queirós é um escritor lido e estudado.
Este texto é um excerto de uma notícia retirada do Jornal i.
Para ler na íntegra clicar aqui.
Também o Diário de Notícias teve esta notícia publicada, para ler clicar aqui.
Pelos vistos não é uma notícia nova, mas eu desconhecia por completo e na minha opinião é revoltante.
Há certas áreas que NUNCA se deveriam misturar.
Neste caso a Religião não deveria tentar alterar/limitar a liberdade na leitura.
Para ler e cada um refletir.
Também o Diário de Notícias teve esta notícia publicada, para ler clicar aqui.
Pelos vistos não é uma notícia nova, mas eu desconhecia por completo e na minha opinião é revoltante.
Há certas áreas que NUNCA se deveriam misturar.
Neste caso a Religião não deveria tentar alterar/limitar a liberdade na leitura.
Para ler e cada um refletir.
Publicada por
Sandra Dias
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