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Sinopse:
 Jeremy Dare North, marquês de Wolverton, é um espião e um libertino. Frio e calculista, no passado tinha sido um jovem apaixonado, disposto a fugir e a deixar tudo pela sua amada. Mas a traição desta levou-o a alistar-se no exército e a fechar para sempre o seu coração.
 
 Anos mais tarde, quando a traição ameaça a Coroa, Dare vê-se forçado a recrutar Julienne, o seu primeiro e único amor, para o ajudar a desmascarar um traidor mortífero. Forçada a trair o único homem que amou, Julienne quer apenas esquecer a terna paixão que ambos conheceram em jovens
 
 Porém, quando Dare anuncia publicamente que a tomará de novo como amante, ela responde ao desafio com um da sua autoria: fazer ajoelhar aquele homem arrogante.
 
 O reencontro do casal desencadeará muitas paixões e um perigoso jogo de sedução. No final, juntos descobrirão o que Dare negou toda a sua vida: que não existe maior prazer que o verdadeiro amor.
 
 
A minha opinião:
 Quem, como eu, lê estes livros deve saber que este não terá nada de novo.
Horas de divertimento e de concentração profunda no que estamos a ler é garantia suficiente para mim. E é por isso mesmo que eu continuo a comprá-los e a lê-los compulsivamente.

O que me fez gostar deste então?
Se a receita é sempre a mesma, o que me fez dar 3 estrelas em 5 e a acabar de o ler com a certeza que comprarei o seguinte desta autora?
Divertimento. Puro divertimento.
Adoro ler histórias em que no início nada é perfeito. E se as duas personagens principais andarem um pouco às turras, então é perfeito.

Julienne já não é uma jovenzinha inocente e sonhadora, graças às muitas desilusões e a momentos cruéis pelos quais teve de passar. A forma como conseguiu sobreviver a eles foi recriar-se e mostrar-se cada vez mais poderosa e altiva, de modo a que as mais venenosas linguarudas da sociedade a temessem e a respeitassem.

Dare é um homem muito confiante de si mesmo que tem a mais profunda certeza que consegue dar a volta a qualquer cabecinha feminina com um dos seus olhares ou um dos seus sorrisos retorcidos.

Quando estas duas personagens se encontram pela primeira vez é um choque de titãs. E o segundo/terceiro encontro? Tive mesmo um ataque de riso.

Gostei mesmo muito das personagens.
Quanto ao resto? A receita é a mesma e está tudo dito.

 

Sinopse:
 Sentado no seu café preferido, Hercule Poirot prepara-se para mais um jantar de quinta-feira quando é surpreendido por uma jovem mulher. Ela chama-se Jennie e diz estar prestes a ser assassinada.
 Mais insólita do que esta afirmação é a sua súplica para que Poirot não investigue o crime. A sua morte é merecida, afirma Jennie, antes de desaparecer noite dentro, deixando o detective perplexo e ansioso por mais informação.

 Perto dali, o elegante Hotel Bloxham é palco de três assassinatos. Os crimes têm várias semelhanças entre si: os três corpos estão dispostos em linha reta com os braços junto ao corpo e as palmas das mãos viradas para baixo. E dentro das bocas das vítimas, encontra-se o mais macabro dos pormenores: um botão de punho com o monograma PIJ.

 Poirot junta-se ao seu amigo Catchpool, detetive da Scotland Yard, na investigação deste estranho caso.
 Serão os crimes do monograma obra do mesmo assassino? E poderão de alguma forma estar relacionados com a fugidia Jennie que, por uma razão indecifrável, não abandona os pensamentos do detetive belga?
 
 Hercule Poirot está de regresso num mistério diabólico que vai testar ao limite as suas célebre celulazinhas cinzentas.
 
 
A minha opinião:
 
 Tudo o que diga "Agatha Christie" eu estou lá. Adoro a senhora e a sua mente perversa e retorcida que conseguia pegar na mais carismática e inocente personagem e revelá-la como a mais cruel das assassinas.
 
Vá lá, quem é que não gosta disso?
 
Desconhecia de todo esta obra que foi escrita pela autora Sophie Hannah, tendo como inspiração a personagem original de Poirot.
Quando soube da publicação cá em Portugal pela Asa fiquei logo entusiasmada, mas depois de ter visto que a autora não era a Agatha Christie, não vou mentir, fiquei um pouco renitente.
 
Assim, resolvi ver se havia o original mais barato e se gostasse comprava a obra em papel e em português.
A minha escolha recaiu no audiolivro, mais especificamente nesta edição:
 

Gostei muito da voz da narradora e a fazer de Poirot esta senhora (Julian Rhind - Tutt) é exímia.
Logo de início senti-me enredada nesta trama tão curiosa (ler a sinopse). Não vou, de todo, referir qualquer pormenor da história, pois acho que a sinopse já revela até demais. Vou antes falar de outros aspetos.
A caraterização das personagens está muito bem feita e devo dizer que neste aspeto a autora chegou quase aos calcanhares da grande Christie. Mas noutros assuntos nem tanto.

O que eu gostava e ainda gosto das obras originais, é o fato de enquanto lia as primeiras páginas era impossível não ficar cativada. Depois, mais ou menos a meio, lá começava eu a imaginar mil e uma maneiras de desvender o que se passava e identificar o verdadeiro criminoso. Esta minha cabecinha arranjava com ideias mirabolantes deste e de outro mundo. E depois? Depois a autora mostrava que afinal era tudo tão simples e que o criminoso estava mesmo à minha frente sem que eu conseguisse sequer imaginar que era ele.
Na minha opinião, esta é uma das razões pela qual Agatha Christie ficou tão famosa, a sua capacidade de nos iludir e sempre com uma simplicidade desarmante.

Quanto a este livro, tal não foi possível. Infelizmente vi logo o que se passava. E não, não é assim tão difícil.
Quando um autor comete o mesmo erro que aqui foi cometido, o leitor fica logo desconfiado. E qual foi esse erro? Excesso de pormenores e de voltas e reviravoltas, numa tentativa de mostrar que conseguia escrever uma trama complicada, mas quem acabou enredada num nó foi a própria autora.

Eu sei que é muito difícil alguém ter a capacidade de Christie de criar com simplicidade algo original e que no entanto nos parece tão complicado. E não vou dizer que não gostei, porque gostei, mas não me encheu as medidas, por assim dizer. E a partir do momento em que identifiquei o/a assassino/a então foi ouvir o resto para acabar o livro (detesto deixar leituras inacabadas).

Dei 3,5 estrelas em 5.
 
Esta é uma série de livros que queria terminar ainda este ano.
 
Numa tentativa de ser uma leitora mais determinada e coerente com as minhas leituras peguei neste 3º volume da série "Os Instrumentos mortais" ou como ficou em Portugal os "Caçadores de Sombras".
 
Achei melhor pegar o quanto antes neste pois o volume anterior já foi lido há 4 meses e tinha receio de me esquecer de alguns pormenores da história.
 
Mas felizmente, neste volume, a autora fornece pequenos vislumbres do que já aconteceu, o que me tem ajudado a reentrar facilmente neste mundo sem me sentir perdida.
 
Estou a gostar bastante até. Só é pena não ter mais tempo para o ler.
 


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