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Não é novidade para ninguém que 2015 está repleto de novas adaptações cinematográficas de livros que ou já ouvimos falar, ou que já lemos, ou então que habitam as nossas estantes e ainda esperam para serem lidos.
 
Este é, infelizmente, um exemplo do último caso que referi.

"Child 44" de Tom Rob Smith, ou como foi publicado em Portugal, "A criança nº44" é um livro que habita a minha estante e um dos muitos exemplares que ainda estão por ler.



A sua sinopse é arrebatadora:

União Soviética, 1953.  A mão de ferro de Estaline nunca esteve tão apertada, fortalecida pelo Departamento de Segurança Estatal - uma força policial secreta cuja brutalidade não é segredo para ninguém.  Debaixo deste jugo, a população é levada a acreditar que o crime simplesmente não existe. No entanto, quando o cadáver de uma criança é encontrado na linha de comboio, o agente Leo Demidov - um herói de guerra dedicado ao Departamento - é surpreendido ao ouvir que a família da criança está convencida de ter-se tratado de um assassínio. Os superiores de Leo ordenam-lhe que ignore tal suspeita e ele obedece sem se questionar. Mas algo lhe diz que há muito mais por detrás desta história. De um momento para o outro, a sua confiança de que tudo o que faz por ordem do Partido serve um bem maior é abalada e, arriscando tudo, Leo sente-se no dever de perseguir o terrível assassino - mesmo sabendo que ao fazê-lo se tornará, ele próprio, um inimigo do Estado...

 
 E o filme já está a caminho dos cinemas mundiais a partir de 17 de Abril.
Com atores como Tom Hardy *blush*, Gary Oldman, Noomi Rapace, o resultado só poderia ser este:



E o que ainda estou eu a fazer à espera para ler o livro? Tss, tss...
 
 



Sinopse:
Libertino. Devasso. Debochado. Três adjetivos que podiam descrever Michael Stirling na perfeição. Bem conhecido nas festas londrinas, quer desempenhasse o papel de sedutor ou o papel de seduzido, uma coisa era certa: nunca entregava o coração. Ele teria até acrescentado a palavra “pecador” ao seu cartão de visita se não achasse que isso mataria a pobre mãe.
Mas ninguém é imune ao amor. Quando a seta de cupido atinge Michael, dá início a uma longa e tortuosa paixão – pois o alvo dos seus afetos, Francesca Bridgerton, tem casamento marcado com o seu primo.
Mas isso foi antes. Agora, Francesca está novamente livre. Infelizmente, ela vê Michael apenas como um ombro amigo – até à fatídica noite em que lhe cai inocentemente nos braços, e a paixão se revela mais poderosa e intensa do que o mais perverso dos segredos…
 
 
 
A minha opinião:
 
Desde 2012 que sigo religiosamente esta série e mal um é publicado em português eu tenho, eu preciso de o comprar. É quase um vício.
Este já é o sexto volume, sobrando apenas mais dois para deixar de acompanhar esta família maravilhosa que tanto gosto.
São todos personagens cativantes, muito bem estruturados e complexos o que conjugado a uma trama com tantos pormenores suculentos resulta numa delícia de livro.
 
Nas primeiras páginas somos transportados a um momento passado em que Francesca está casada com John, o seu maior amigo e amor, o seu primeiro adorado, o homem com quem sempre quis casar. Mas o que nós já sabemos que aconteceu (através da leitura dos outros livros da série) tragicamente chega. O que não contava era que fosse de uma forma tão brusca que cheguei mesmo a sentir o sofrimento de Francesca. Não consigo imaginar uma maneira mais cruel de escrever esta morte.
 
Na família Bridgerton todo o mundo desaba.
 
Enlouquecida pela perda e pela dor Francesca ainda vê o seu segundo melhor amigo, o primo do falecido marido, Michael a afastar-se e a viajar para outro continente sem qualquer aviso.
Entendi este afastamento quase como um ato de sobrevivência por parte de Michael. E até gostei desta opção da autora.
 
Os anos passam e Michael volta para Inglaterra. 
Foi a partir daqui  que começam os momentos de pura casmurrice destas duas personagens que me levaram a lançar o olhar ao céu.
Mesmo quando pensamos que tudo já está mais ou menos encaminhado para eles se entenderem de vez, eis que a autora escolhe um destes teimosos para dar um ou dois passos atrás, transformando esta relação numa dança de passinhos à frente, passinhos atrás. Esta foi sem dúvida a maior falha deste livro.
 
Mas como é que posso dizer de consciência limpa que não gostei? Não posso. Gostei e muito. Embora se trate do livro mais fraquinho da série que li até ao momento.
 
Pontuei com 3,5 em 5.
 

E já foi lançado o trailer para "Paper Tows", a adaptação cinematográfica do livro de John Green.
O livro já foi publicado em Portugal pela Editorial Presença e no Brasil pela Editora Intrínseca.
Foi uma leitura que gostei mesmo muito, mais do que esperava. Talvez li-o na altura certa. Não sei. Gostei da história. Gostei da mensagem. Gostei de tudo.
 
 
 
 
Um excelente livro para ler sem expetativas e ver onde ele nos leva.
Uma viagem pelas cidades de papel.
 
 
 
 
 

 
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