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Título: A filha do optimista
Autor: Eudora Welty
Editora: Relódio D'Água
Páginas: 133
Ano de publicação: 2012


filha

Sinopse: 
A Filha do Optimista conta-nos a história de Laurel Mckelva Hand, uma jovem mulher que abandonou o sul, regressando, anos depois, a Nova Orleães, onde seu pai está a morrer.
Após a morte deste, Laurel e a sua provinciana madrasta regressam à pequena cidade no Mississípi onde Laurel havia crescido.
Sozinha na sua antiga casa, Laurel chega a importantes conclusões sobre o seu passado, os seus pais e ela própria.

A minha opinião: 
Este livro tem passagens lindíssimas. 
Frases daquelas que lemos e voltamos atrás para reler uma, duas, três vezes.
O tema sobre o qual se debruça é dos mais delicados, perturbantes e emotivos pelo qual qualquer ser humano tem de sobreviver - a passagem de um ente querido.
Então porquê as 2 estrelas?

Eudora Welty. A escrita de Eudora Welty. Não consegui sentir-me cativada, envolvida.
Foi um livro que passou pelas minhas mãos mas não consigo abandoná-lo sentindo algo por ele.
Estou anestesiada. 
Não sinto nada. 
Sinto-me vazia. 
Oca.

E penso que uma leitura com tão belas frases, sobre um tema tão Humano, não deveria ser assim.

“Quando Laurel era criança, neste quarto e nesta cama onde se encontrava agora, fechava os olhos assim e o rítmico som nocturno das vozes dos dois entes queridos, a lerem alternadamente, subia as escadas para ir ter com ela. (...) Pela noite fora, as vozes deles a lerem um para o outro (...) sem deixar que nenhum silêncio as interrompesse, uniam-se numa voz única e ininterrupta que a envolvia (...) Adormecia sob um manto aveludado de palavras, (...), enquanto eles prosseguiam a leitura no interior dos seus sonhos". Página 49

“Mas a culpa por sobrevivermos àqueles que amamos, é justo que a carreguemos, pensava ela. Sobreviver-lhes é uma desconsideração que lhes fazemos.” Página 121


“A memória pode ser ferida, uma e outra vez, mas aí talvez resida a sua clemência final. Enquanto for vulnerável ao momento da vida, vive para nós, e enquanto vive, e enquanto formos capazes, podemos dar-lhe o que lhe e devido.” Página 132




Sinopse:
 
No Romance de Cordélia Rosa Lobato de Faria compraz-se em caminhar no fio da navalha, inventando um género que deliberadamente invoca, pelo avesso, o romance de cordel, forçado a figurar na primeira pessoa em algumas das passagens mais tortuosamente divertidas do livro. Livro que se constrói, em ficção, sobre uma série de histórias de vida reais, cuidadosamente recolhidas pela autora e por ela sabiamente recontadas, sem que se perca o drama, a violência, a ternura, a linguagem de um submundo forçado a ocultar-se sob a abas da nossa vergonha colectiva.(...) Mas, mais vale experimentá-lo que julgá-lo: quem, tendo-o começado, for capaz de o abandonar merece um doce. O cianeto é por minha conta.

João Bettencourt da Câmara
Doutor em Ciências Sociais.
Professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.
 
 
A minha opinião:
 
Este é um daqueles livros que comprei numa feira de velharias aqui na zona e há mais de 10 anos tem estado parado, sem ser lido.
Pois esta espera terminou graças à iniciativa da mulher que ama livros e a sua #lerosnossos.
Às vezes preciso de pequenos empurrões destes para pegar em livros há muito esquecidos que habitam os cantos e recantos aqui da casa.
 
Quis logo escolher uma autora portuguesa. Quis ler no feminino.
Fui visitar a mini-estante mais empoeirada e fui direta a Rosa Lobato Faria. Porquê? Porque foi dela que li o meu primeiro livro de poesia. Eu que me considero uma amadora nesse campo, de imediato fui conquistada sem um pingo de resistência.
 
 
 
E este título "Romance de Cordélia"? Curioso, não?
 
Antes mesmo de iniciar a leitura sou confrontada com a dedicatória da autora:
"Às reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires, cuja verdade tornou possível esta ficção."
 
Escusado será dizer que fiquei curiosa.
Esta minha edição é da Círculo de Leitores e na sua contracapa não tem qualquer informação. Nem sinopse, nem uma única frase de valor. Nada.


 
Mas vamos lá falar do seu tutano. Da sua substância formativa.
 
A história começa com um monólogo de uma mulher não identificada que já se encontra na prisão e que confessa estar inocente. Confessa para si e para os seus botões, uma vez que admite não valer de nada anunciar tal facto a outros.
 
Está na cadeia. Foi condenada e esta é a sua vida.
 
E vamos desenrolando este cordel de vida. Primeiro o passado de Cordélia (é este o nome da nossa heroína), salpicado com momentos presentes, e depois o seu futuro/ final.
 
Toda a vida de Cordélia foi repleta de escolhas infelizes, de confiança dada a pessoas sem um pingo de valor, de tristeza e lágrimas. Mas Cordélia não se abate. Cordélia é uma mulher de força e resiliência e avança pelas tragédias como um marinheiro em alto-mar em dia de tempestade.
 
Se alguém espera um livro feliz este não é o livro ideal. Tudo começa de forma triste e tudo acaba de forma trágica. Cordélia é a única luz neste livro.
 
Mas não se enganem. Este é um livro que DEVE ser lido. Para nunca nos esquecermos do destino que ainda aguarda os que habitam as nossas cadeias. Da sua luta pela sobrevivência numa sociedade que (vamos falar com sinceridade) não vê com bons olhos alguém que tem uma passagem pela cadeia no seu currículo.
É bem mais fácil virar a cara e fazer de conta que não vemos.
Mas falamos de seres Humanos. Pessoas. Alguns, pessoas como nós, e que tal como Cordélia não tiveram alguém de bom carácter que os ajudasse a seguir um bom caminho.
 
Cordélia não teve uma vida digna de romance de cordel, foi mais uma tragédia.
E apesar de todo o livro ser algo triste, a autora não deixou de o enfeitar com as suas habituais delícias. Passagens tão belas que me vi a lê-las mais do que uma vez. Passagens como estas:
 
"Noite. Lugar de mágoas e remorsos, saudades e rancores, pedras na consciência e penas no coração. A noite traz os demónios da memória, deixa-me à sua mercê, num combate desigual com o acontecido de que só o sono me pode salvar.
O dia é diferente. Hoje, no tear, correu-me bem. Terminei os seis metros da encomenda, amanhã é dia de montar a teia para um novo trabalho. Há uma alegria atávica no labor manual das mulheres que nasce, como a obra, dos dedos nus, da alma vaga, de um sonho por achar." (página 60)
 
 
"Mas agora estou aqui a fazer passar a lançadeira na cala e a pensar que sou, que somos, o fio que não conhece o desenho em que está inserido e a que vai dando forma, inexoravelmente, até cumprir o seu destino de fio, de teia, de tecido.
São coisas que eu penso nas minhas horas leves, em que as mãos sorriem e o coração divaga." (página 130)
 
 
Rosa Lobato Faria.
 
 
 
Mulher portuguesa. Poeta. Encantadora não de serpentes mas de serpentinas de palavras. Uma excelente autora portuguesa a incluir  nas nossas bibliotecas, nas nossas vidas e (na minha opinião) uma excelente opção para prendinhas de Natal.
Falo por mim, adorava receber um livro desta autora (que ainda não tivesse) no meu sapatinho.
 
 

 
Nos últimos dias tenho vindo a pensar neste meu cantinho que deixei abandonado pela internet.
 
A vida não estava fácil e a cabeça não andava no sítio certo. E por isso fui deixando de cá vir e escrever o que via e o que lia. Pedacinhos de mim e do meu dia.
Mas nas últimas semanas senti saudade.
Saudade de escrever.
Saudade de refletir sobre o que li e o que vi e pôr sob a forma de palavra escrita.
 
Não tenho parado.
Aderi ao instagram.
Aderi ao twitter.
Aderi ao Snapchat e desisti por pura ignorância de como aquilo funciona.
Aderi ao WhatsApp e apaguei a minha conta com todas aquelas mudanças sobre a privacidade e transmissão dos nossos números de telemóvel.
E li. Li muito. Li bons livros, péssimos livros e livros que ao pensar neles nem sequer me recordo do que tratavam.
Comprei livros. Velhos, em segunda mão ou novos com aquele cheiro típico de gráfica.
Vendi livros que já li e que tive de os realojar devido à inexistência de um espacinho nas estantes. Porque sim. As estantes estão cheias de livros e não cabe nem mais um alfinete.
Outros vendi, porque me apercebi que tinha mais do que uma edição da mesma obra. Enfim. Sem comentários.
 
Com tantas coisas que me aconteceram e que eu fiz com que acontecessem, o bichinho de cá voltar e escrever despertou novamente.
Não vou prometer nada.
Vou voltar.
Escrever o que quero. Quando puder. Com a mesma paixão e carinho de sempre.
 
Para os que visitarem este pequeno espaço da internet, este pedacinho de mim, o meu muito obrigada. Espero que gostem. E espero que vejam por aqui algo que também queiram ler, ou ver, ou falar sobre.
E comentem. Estejam à vontade.
 
Um até já.
Sandra

2016 está a ser um daqueles ano complicados. Tem me acontecido de tudo um pouco.
Fui operada pela primeira vez.
Tive um acidente de carro aparatoso (o meu primeiro acidente de carro sendo eu a condutora).
Cheguei ao ponto de estar a trabalhar em 4 trabalhos part-time ao mesmo tempo.
Visitei o IPO do Porto por razões que preferia que não existissem.
E mais... e mais...
 
Quem me conhece sabe que tento ser sempre positiva na vida, mas bolas, este ano está a fazer com que me esforce.
 
O que tenho a dizer é isto: 
Ando a despachar todos os azares e momentos menos bons no início do ano para depois ter uma segunda metade de 2016 espetacular. (E ai de quem disser o contrário, ehehhe).
 
Para quem continua a ser meu seguidor ou seguidora aqui no blogue, agradeço-vos do fundo do coração.
Este é um pequeno pedacinho de mim, que se foca numa das minhas paixões - os livros.
 
E falando neles, quais são os que habitam neste momento a minha mesa de cabeceira?
 
 
O primeiro é o "The Strange and Beautiful Sorrows od Ava Lavender" da autora Leslye Walton.
 
Este é bem original. Vou a meio e comparo-o muito ao "A casa dos Espíritos" da Isabel Allende.
É um livro ideal para quem gosta da escrita da senhora Allende ao que se juntam elementos mágicos.
 
Mas mágicos como?
Já leram algum livro da fabulosa Sarah Addison Allen?
Ou o livro "Como água para chocolate" da Laura Esquivel?
Pois é. É algo assim.
 
Quando acabar escrevo uma opinião mais estruturada.
 
 
Continuo com este lindíssimo livro parado. Não existe nenhuma razão a não ser que ele é enorme e pesado.
 
Além disso é um livro de contos (magnificamente ilustrados) o que permite ler uma história e depois pousá-lo.
 
Os contos são todos sobre fantasmas ou elementos do sobrenatural e, dos que li, são simplesmente lindos na sua simplicidade mas também no que nos mostram sobre o ser Humano.
 
 
E por último ando com este audiolivro no telemóvel.
Está estruturado por capítulos, ou seja cada capítulo é um ficheiro mp3 o que me facilita muito a vida.
 
E cada capítulo é sobre um assunto  ou momento da vida da autora.
 
Ideal para quando estou a fazer as tarefas mais chatas cá de casa. Tipo passar a ferro ou tirar a roupa de Inverno das gavetas e guarda-fatos e pôr a roupa de Verão.
 
O que para ser sincera nem sei para que ando com este trabalho todo, uma vez que o tempo chuvoso arrependeu-se e voltou novamente.
 
Até as andorinhas de cá de casa andam confusas. Andavam a restaurar os ninhos do ano passado e até já pararam de o fazer.
 
 
Beijos e boas leituras

 
 


Sinopse:
 
Uma Missão a Marte. Um acidente aparatoso. A luta de um homem pela sobrevivência.

Há exatamente seis dias, o astronauta Mark Watney tornou-se uma das primeiras pessoas a caminhar em Marte. Agora, ele tem a certeza de que vai ser a primeira pessoa a morrer ali.
 

Depois de uma tempestade de areia ter obrigado a sua tripulação a evacuar o planeta, e de esta o ter deixado para trás por julgá-lo morto, Mark encontra-se preso em Marte, completamente sozinho, sem perspetivas de conseguir comunicar com a Terra para dizer que está vivo. E mesmo que o conseguisse fazer, os seus mantimentos esgotar-se-iam muito antes de uma equipa de salvamento o encontrar.

De qualquer modo, Mark não terá tempo para morrer de fome. A maquinaria danificada, o meio ambiente implacável e o simples «erro humano» irão, muito provavelmente, matá-lo primeiro. Apoiando-se nas suas enormes capacidades técnicas, no domínio da engenharia e na determinada recusa em desistir — e num surpreendente sentido de humor a que vai buscar a força para sobreviver —, ele embarca numa missão obstinada para se manter vivo. Será que a sua mestria vai ser suficiente para superar todas as adversidades impossíveis que se erguem contra si?

Fundamentado com referências científicas atualizadas e impulsionado por uma trama engenhosa e brilhante que agarra o leitor desde a primeira à última página, O Marciano é um romance verdadeiramente notável, que se lê como uma história de sobrevivência da vida real.
 
A minha opinião:
 
Ok, vou ser sincera. Este foi um livro que quando foi publicado não me interessou. De todo.
Depois vieram as opiniões positivas de outros que o liam e o adoravam. Mesmo assim achei que não era para mim.
Entretanto veio a publicação do livro cá em Portugal pela Topseller e pouco depois a notícia que o livro ia ser adaptado para a grande tela do cinema.
Aí a minha curiosidade despertou pois o ator principal seria o Matt Damon e regra geral gosto sempre dos filmes que ele faz.
 
Chegou a oportunidade de o comprar em segunda mão e bem baratinho e... aproveitei.
 
Mas li-o imediatamente?
 
Não.
 
Ficou alguns meses na estante à espera, como é usual em mim.
 
Quando o filme estava a estrear, com ainda mais vídeos pelo you tube de gente que elogiava esta obra e por me ter estreado numa maratona de 24 horas da qual falei aqui, peguei nele.
 
A minha leitura começou pelo livro em formato de papel. Mas como o início do livro revelou-se um pouco lento, resolvi experimentar o audiobook em inglês que tantos elogios tem recebido.
 
E uau!
 
Que espetáculo.
 
Aconselho vivamente a leitura através do audiolivro em inglês. O profissional que o narra faz um trabalho fabuloso. Parece que estamos a ver/ouvir um filme de ação.
 
Ri, voltei a rir, afligi-me, e voltei a rir à gargalhada.
 
Ao contrário do que estava à espera, este livro é extremamente divertido, muito graças à personagem principal Mark Watney, que irei recordar para sempre com muito carinho.
 
Sim, há termos científicos e matemáticos e assuntos relativos às Ciências, mas nunca se tornou aborrecido. Demora um bocadinho a arrancar, mas quando o Mark é deixado para trás em Marte, o livro nunca mais para. Depois é vermos como é que Mark tenta sobreviver num ambiente nunca antes habitado pelo ser humano.
 
Apesar do bom humor de Mark, nunca perdemos a sensação de perigo. Qualquer pequena distração levará à morte certa.
Disso são exemplo os momentos em que Mark nos conta as suas tarefas diárias para sobreviver num ambiente hostil e de repente BUM, uma explosão.
 
Nunca senti tédio. Nunca senti que este livro era um livro menor, pelo contrário.
 
Este é um livro fabuloso que toda a gente vai gostar. Mesmo aqueles que, como eu, têm algumas renitências.
 
Uma excelente prenda de Natal. Digo eu.
 
 
 
Estupidamente ainda não vi o filme, mas isto é algo que em breve irei corrigir.
 
Um dos melhores livros que li este ano.
 
E a segunda melhor surpresa literária de 2015.
 
 
 
Este fim de semana gostava imenso de ler estes meninos.
 
 
O The Walker Book of Ghost Stories é um livro de contos fantasmagóricos e deliciosos que queria acabar de o ler.
 
Também queria acabar de ler o Marvel 1602 este fim de semana.
Comecei-o ontem à noite, mas estava tão cansada que acabei por adormecer.


Quanto aos outros dois, o Aquele Beijo e o Sem dizer adeus, ainda não os comecei, mas são dois livros que me interessam muito neste momento.
 
Um por que me parece uma história tocante e é de uma autora brasileira que desconhecia e da qual apenas sei que foi uma lutadora e uma feminista. O outro porque é da Julia Quinn e isso já é dizer imenso para mim.
 
E vocês o que pretendem ler este fim de semana?
 
 
 


Vi isto e tinha de partilhar.
 
Para fazer rir qualquer leitor.
 
 

Sinopse:

 
Can you save someone from something that’s already happened?
 


Daniel’s expectations for his forced vacation with his father at the Leisure World Holiday Complex are low. He hates sports, and his father is mostly lost in drink and depression.
But then he sees a strange girl swimming in the fake lake, and everything changes.
Lexi has a smart mouth and a killer swim stroke, but dark secrets swirl around her. She’s got bruises and cuts that seem to be getting worse instead of better. She’s always alone. And her watch is ticking backwards.
 
When a dark figure begins to stalk Lexi and Daniel, the truth must come out.
 
This gripping ghost story will raise goose bumps and questions: does a traumatic past mean the future is a foregone conclusion?
 
 
 
A minha opinião:
Este foi um dos livros que consegui começar e acabar durante a Dewey's 24 Hour Readathon, que decorreu no passado mês de Outubro.
Já agora se alguém tiver interessado em se inscrever na próxima readathon deixo - aqui - o link da página de internet onde está tudo explicado e informo que a próxima terá início a 23 de Abril de 2016.
 
Foi a primeira vez que aderi a esta readathon e não me inscrevi em mais nenhuns desafios pois o meus objetivo era tentar ler o máximo possível em 24 horas, sem pressões.
 
Mas voltando ao livro.
Esta foi uma das minhas comprinhas de Setembro pelo abebooks, que desde já recomendo. Comprei-o usado e ele chegou novo. Como é óbvio paguei mais pelos portes do que pelo livro, que veio quase de graça (0,01 dollars).
 
A minha edição é a da capa preta, de capa dura, cuja sobrecapa tem uma textura suave mas quase de borracha (idêntica às capas dos penguin english library que eu tanto gosto e que existe em qualquer FNAC ou Bertrand cá em Portugal).
 
O livro não é extenso, e talvez por isso tenha gostado tanto dele. Nas suas 216 páginas o autor não usou palavras difíceis (pelo menos para mim que não tenho o inglês como língua materna) nem grandes artifícios ou patranhas para enganar o leitor. Foi conciso e direto à história em si. E eu, que na altura andava com pouca paciência, adorei ainda mais o livro por isso.
 
A história em si não é inovadora, mas a forma como foi contada é que me conquistou.
Temos então o Daniel Lever, um adolescente com problemas de autoestima e excesso de peso que tem de lidar e cuidar de um pai destruído pelo final do casamento. Ricky é um homem que amava verdadeiramente a mulher, mas esta, após vários ultimatos, abandonou a família por não conseguir lidar mais com a imaturidade do marido e com o seu problema grave de alcoolismo.
 
Numa tentativa de lidar melhor com a situação em que se encontra, Rick leva o filho para uma estância de férias que incentiva a prática de desporto. Ora isto é o pior pesadelo de Daniel. Além de ter de cuidar do próprio pai, arrumar a casa, e outras preocupações do tipo, Daniel ainda vai ter de tentar evitar ser vítima de bullying.
 
Um dia Daniel tenta refugiar-se numa das margens do lago que é rodeado por um bosque, aliás toda a estância fica num bosque. É quando avista uma rapariga que nada no lago. Daniel fica cativado pela forma como a rapariga consegue nadar tão velozmente e sem fazer grande esforço, quase como se estivesse a deslizar pela água escura.
É aí que Daniel reconhece a rapariga. É a mesma que o táxi que os transportava para a estância, no primeiro dia, quase atropelou, mas que ninguém viu. Nem o pai. Nem o taxista.
E aqui começa a parte interessante.
A busca por um assassino perigoso que ataca todos os anos os visitantes da estância de férias.
O revelar do que se passa verdadeiramente neste local "idílico" para férias, e o que os seus trabalhadores tentam esconder.
E acima de tudo, descobrir quem é mesmo esta rapariga.
 
Ao longo de tudo isto vemos o Daniel a tornar-se um rapaz mais confiante, mais seguro de si e apesar de amedrontado pelo que anda a descobrir sem poder confiar nem no pai, porque este está constantemente bêbado, vemos Daniel a lutar contra o tempo para tentar salvar mais uma vítima de um assassino inominável.
 
Este livro lembrou-me o "NOS4A2" do Joe Hill. Uma versão mais "leve" e jovem adulto do mesmo, mas igualmente cativante.
 
 
 
 
 


Sinopse:
Even monsters need peace. Even monsters need a person who truly wants to listen - to hear - so that someday we might find the words that are more than boxes. Then maybe we can stop men like me from happening...

A prisoner sits on death row in a high security prison. His only escape is through the words he dreams about, the world he conjures around him using the power of language. For the reality of his world is brutal and stark. He is not named, nor do we know his crime. But he listens. He listens to the story of York, the prisoner in the cell next to him who has been sentenced to death. He hears The Lady, a mitigation specialist who is piecing together York's past. He watches as The Lady falls in love with The Priest and wonders if love is still possible in this place. He sees the corruption and the danger as the tensions in the prison build. And he waits. For even monsters have a story....
 

A minha opinião:
Este é um livro maravilhoso mas tenebroso. Basta dizer que assombrou os meus dias durante a semana em que o li e as semanas depois de o ler.
 
Acho que nunca li nada assim. Com um ambiente sombrio embora repleto de magia e ilusão.

 Será impossível traduzir na plenitude a riqueza deste livro, todas as suas camadas e andares, todos os seus cantos e recantos.

A única forma que vejo de explicar este livro é imaginarem o filho literário de Sarah Addison Allen e Dennis Lehane (ambos autores maravilhosos que eu adoro e que já foram publicados em Portugal).
 
Mas não vou enganar ninguém, este não é um livro que agradará a todos. 
Principalmente porque nem tudo é real e não há propriamente um fio condutor na ação. Existe sim um monte de fios emaranhados e ao longo destas 238 páginas é nossa função desenredá-los.

O ambiente sombrio e pesado sente-se logo no primeiro capítulo e se não tivermos dispostos a ler um livro destes, mais vale pousá-lo e reservá-lo para uma altura em que estejamos mais dispostos a algo assim.

Rene Denfeld retrata o dia a dia de uma prisão de alta segurança em que os prisioneiros condenados à morte estão numa espécie de cave, sem janelas ou qualquer acesso à luz solar. Tais condições têm um custo, quer para quem vive em tal local, como para quem trabalha aí.

Quem nos vai contando o que se passa é um dos condenados à morte. O nome dele ou dela apenas descobriremos no final e digo-vos já que embora o suspeitasse foi um choque. Primeiro porque esta pessoa capaz de atos animalescos foi entrando devagarinho no meu coração e acabei por gostar tanto, mas tanto dela. E assim, no final acabei em conflito comigo mesma. COMO é que consegui simpatizar com alguém assim? Que fez o que fez? A minha cabeça não se permitia perceber o que o meu coração sentia.
Mas depois de muito refletir, acabei por fazer as pazes comigo mesma. Até porque esta personagem acaba mesmo por admitir que o melhor para ela era a morte. Uma vez que a vida lhe foi tão cruel e nada lhe deu ao não ser terror e dor, a morte poderia pelo menos dar-lhe paz.
 
 
 
"This is an enchanted place. Others don´t see it but I do." 

Somos todos monstros, mas uns mais do que outros.
O ser humano levado ao extremo é capaz de coisas inomináveis e inimagináveis.

O que esta autora conseguiu fazer em 200 e tal páginas é algo fabuloso.
Autores que não precisam de 500 páginas ou às vezes mais para escrever livros desta qualidade, são autores que entram imediatamente no meu radar de "autores a seguir e devorar tudo o que eles escreverem".

"The most wonderful enchanted things happen here - the most enchanted things you can imagine. I want to tell you while I still have time, before they close the black curtain and I take my final bow."

Infelizmente ainda não está traduzido cá em Portugal nem no Brasil, mas qualquer pessoa com conhecimentos mínimos de inglês consegue lê-lo no original. Não senti dificuldades com o vocabulário usado pois a autora usa uma linguagem bastante simples para criar algo de extraordinário.

Um livro a ler... se se atreverem.
 
Deixo apenas um conselho. Se quiserem comprar este livro e optarem por esta edição maravilhosa inglesa, por favor não comprem no awesomebooks ou abebooks se for usado.
Isto porque esta capa é toda cobre brilhante e este meu livro quando chegou tive de o restaurar completamente, desde a sobrecapa (está cheio  de fita-cola no interior) até às páginas. Mesmo assim ainda se vê claramente alguns riscos.
É a chatice que capas ou sobrecapas brilhantes têm.
Se puderem comprem ou no bookdepository ou na amazon como used - like new. Não arrisquem.
 
 

 
 
 

 
Sinopse:
Caitlin é uma menina de dez anos muito especial. Por sofrer da síndrome de Asperger, tudo o que não seja a preto e branco é-lhe confuso. Dantes, quando as coisas se tornavam confusas, Caitlin podia contar com a ajuda do irmão mais velho, Devon. Mas Devon morreu e o pai está tão perturbado que não lhe consegue estender a mão.
 
É então que um dia Caitlin ouve a expressão «fazer o luto» e percebe que é exatamente aquilo de que precisa. Mas, para consegui-lo, terá de descobrir que o mundo está na realidade cheio de cores – estranhas e belas.
 
 
 
 
A minha opinião:
 
Tendo em conta que se trata de um livro escrito para o público juvenil acho que é uma obra bastante boa.
 
Ideal para quem, como eu, acabou uma leitura emocionalmente pesada e que deseja um livro cuja linguagem seja simples mas não desprovido de conteúdo.
Considero mesmo que é uma excelente obra para conhecer os cantos e recantos de uma doença ainda pouco conhecida do público em geral como é o Síndrome de Asperger.
 
Foi uma leitura agradável, mas que me enriqueceu enquanto ser humano. A acabá-lo não senti que as horas dedicadas a ele foram vazias. Aprendi.
 
A tudo isto acrescenta-se o excelente trabalho de tradução e revisão.
 
Só não gosto do design da capa. Mas isto já se refere ao meu gosto pessoal.
 
Pessoalmente acho a edição brasileira e a alemã muito mais bonitas e em concordância com a história.
 

Mas como disse, isto já tem a haver com o gosto de cada um.

Ainda a referir a montanha de prémios que este livro possui:

National Book Award Winner, 2010
Golden Kite Honor Book, 2011
International Reading Association Award, 2011
Crystal Kite Award, 2011
Southern Independent Booksellers Award, 2011
American Library Association’s Children’s Notable Book, 2011
American Library Association’s Best Fiction for Young Adults, 2011
Bank Street Best Children’s Books (Outstanding Merit), 2011
Dolly Gray Children’s Literature Award, 2012

Com tantos prémios sob a sua alçada, acho que esta obra merecia um pouco mais de publicidade, pois acredito que a maioria dos leitores, sejam eles pais ou não, desconhecem a existência deste livro no mercado português.
Mesmo sendo um livro inicialmente publicado por cá em 2012.

Dei 3,5 estrelas em 5.
 
 


Tive a oportunidade de ler este livrinho porque a Cata ofereceu-mo, e por isso MUITO obrigada Catarina.

Para quem tiver curiosidade neste livro deixo aqui os seus dados:

Publicado em Portugal pela Editorial Presença
Coleção: Estrela do Mar
Nº na Coleção: 141
Data 1ª Edição: 03/07/2012
ISBN: 978 972 234 8515
Nº de Páginas: 184
Dimensões: 135x205mm
Link da página do livro - aqui
 

Encontra-se disponível para download gratuito este novo livro da autora portuguesa Carina Rosa.
 
Podem ler em formato epub (ideal para quem tem um kobo como eu, tablets e mesmo a maioria dos telemóveis já lê este formato); em mobi (para quem tem um kindle é o mais apropriado); ou podem mesmo ler diretamente no computador clicando onde diz "online reader".
 
Esta autora tem tido muito boas opiniões e acredito que, tal como eu, ainda existam muitos leitores que desconhecem a sua obra.
 
Esta será a minha primeira leitura de Carina Rosa. E caso me agrade não será a última.
 
Uma boa oportunidade para conhecer mais um autor português e que não podia deixar de divulgar.
 
Link para download - AQUI.
 
Boas leituras.

Layout por Maryana Sales - Tecnologia Blogger