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Outubro acabou e chegou o momento de eu rever o que li durante o mês.
 


"Duas irmãs um duque" foi um livro que comecei no final de Setembro mas terminei-o logo no início de Outubro.

Como já fiz aqui um post no blogue sobre a minha opinião  não vou voltar a repetir o que já disse. Ou melhor, escrevi.

Basta dizer que fiquei bastante triste por não ter gostado tanto como esperava.

Dei 2 estrelas em 5.









Com este primeiro audiolivro do mês terminei a trilogia Daniel Vartanian.
 
Os dois primeiros livros foram publicados aqui no nosso país pela Bertrand - "Morre por mim" e "Grita por mim" - mas a editora optou por não publicar o último livro.
 
Os dois primeiros livros foram excelentes, assim como o terceiro.
 
Muitas voltas e reviravoltas. Muitas surpresas e descobertas. E acima de tudo muitas personagens com muito a esconder e que farão tudo para não revelar os seus segredos aterradores.

Quem começa a ler não faz ideia da teia intrincada que une todas estas personagens que conhecemos.
 
Mas embora o 1º e o 2 livro possam ser lidos isoladamente, este terceiro não o recomendo pois trata-se do desfecho e da união de pontas soltas deixadas pelos volumes anteriores.
 
Um livro excelente ao qual dei 5 estrelas em 5.
 
Sei que a Círculo de Leitores tem vindo a publicar esta autora (tenho vários na estante que espero ler em breve) o que muito me agrada. Pois autoras desta qualidade é que precisamos de ler.





Comecei este livro muito por causa do filme que já tinha estreado e que eu queria muito ver, mas não antes de ler o livro.
 
Este é um daqueles livros que fizeram furor no mundo dos leitores, recebendo muitos prémios e talvez por isso, mesmo não querendo, tinha elevadas expetativas o que nunca é bom.
 
Também escrevi a minha opinião aqui no blogue por isso vou deixar aqui o link para quem quiser espreitar.
 
Gostei mas não o adorei.
 
Dei 3 estrelas em 5.
 
 
 
 
 
Segundo audiolivro do mês que é um clássico do horror gótico.
 
É um conto pequeno (cerca de 112 páginas) sobre um estudante da Universidade de Pádua que um dia vê uma linda rapariga num jardim.
O que este pobre rapaz desconhece é que ele será um peão no jogo perverso de dois cientistas inimigos.
 
Um conto lindo mas com um final aberto que me deixou um pouco desesperada para saber mais (não sou muito fã dos finais abertos).
 
Dei 3 estrelas em 5.
 
 
 
 
 
 
 
Eu sei que é um livro infantil.
Mas talvez por isso não esperava muito dele.
A surpresa foi minha.
Gostei. Muito até.

Um livro simples mas com uma importante mensagem para aquelas crianças que se sentem insatisfeitas por não terem o que querem ou por os pais nem sempre corresponderem em 100% ao seus anseios.
Estou curiosa para ver o filme.
 
Dei 4 estrelas em 5.
 
 
 
 
 
Um romance com uma base linda e uma protagonista resistente e lutadora como há muito não via.
 
Victoria Seaton viu-se afastada de todos os que a amavam, do mundo que conhecia e ainda por cima traída pelo homem com quem ela pensava passar a sua vida.
 
É um livro muito bem escrito mas que me deixou muitas vezes revoltada pela manipulação exercida por outras personagens.
 
Dei 3,5 estrelas em 5.
 
 
 
 
 
E comecei - FINALMENTE - a ler esta série tão conhecida mundialmente. E que até já tem uma adaptação cinematográfica.
 
E o que dizer?
É simplesmente viciante.
Tudo bem que é um young adult e que não é um primor da literatura, mas oferece umas horas de puro prazer ao leitor.
De referir a coragem da Planeta editora em respeitar o design original com esta capa linda, linda.
E ainda o trabalho dantesco na tradução. Se há livro que eu não gostava de estar na pele do tradutor é este. Gente! Que horror. Que palavreado fantasista mais problemático.
Acho sinceramente que se lesse este livro em inglês iria ter algumas dificuldades. E olhem que eu até leio bastante bem e percebo bastante.
 
Pontuei com 4 estrelas em 5.
E estou curiosa para avançar com a série.
 
 
 
 
 
E este foi o último audiolivro do mês.
 
Mais um clássico e uma autora muito amada pelos americanos.
 
Dorothy Parker foi um génio em escrever com humor, sarcasmo e crítica aquilo que a rodeava na sociedade dos anos 20.
 
Toda aquela pompa e circunstância, todo aquele diz que disse, toda aquela ilusão da aparência é revelada pelo que realmente é.
Um bom exemplo é o texto "The Waltz".
 
Este audiolivro compila toda a obra desta autora que varia ao longo do verso, contos, ensaios e jornalismo de uma das autoras mais citáveis ​​do século XX .
 
3 Estrelas em 5.
 
 
 
E ainda deixei 2 obras a meio. Um é um livro físico e outro é um audiolivro cujas opiniões ficam para o próximo mês.

Sinopse:
 
Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…

Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo - mas será mesmo um assassino?

Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?
 
 
A minha opinião:
 
Vou ser brutalmente sincera. Um bom livro não se qualifica como "bom" pelo número de páginas.
 
Para um livro de 511 páginas as primeiras 274 páginas foram um verdadeiro arrastar de descrições e pequeninos acontecimentos e lembranças que a autora usa para conhecermos as personagens. Poucos desenvolvimentos se veem por aqui.
Será que eram mesmo necessárias tantas páginas para fazer entender que a Amy é uma mulher sacrificada, cândida e inocente; que o Nick é um sacana machista egocêntrico que não se lembra que a sua mulher também tem vontades e desejos, apenas pensando no que o satisfaz; e por fim que os pais de Amy veem a filha como uma fonte de rendimento?
 
Claro que a segunda metade (quase metade) do livro é verdadeiramente excecional, mas não me faz esquecer a semana que passei a tentar avançar as páginas e sem conseguir.
 
Penso que foi por volta da 160ª página que pensei para mim - "Ok. Ou pouso o livro de vez, ou tenho de arranjar uma estratégia."
E o que me lembrei?
Procurar na internet se havia disponível a versão audível. E não é que há?
 
Embalada pelo audiolivro eis que chego à segunda parte do livro e aí a coisa mudou totalmente de figura.
A excitação de querer virar a página e saber o que se passa volta e acresce até culminar num último capítulo psicótico.
É aqui que sinto o tão desejado desassossego. Aquela inquietação que se espera ao ler um thriller de qualidade.
 
Agora entendo aquela frase na capa - "Acha mesmo que conhece a pessoa que dorme ao seu lado?"
A ideia é simplesmente arrepiante. Mas verdadeira.
Quantos de nós já conhecemos alguém que não apresentou o seu verdadeiro ser? Apenas vimos aquilo que queríamos ver ou que essa pessoa queria que víssemos? No meu caso já foram tantas!

Como muitas outras pessoas também achei o final um pouco insatisfatório por não ser aquele que queria, mas entendi a escolha da autora.

E apesar de ter gostado daquela segunda metade, penso que o livro no seu todo não é assim tão espetacular.

Quando uma pessoa já leu thrillers absolutamente perfeitos (e aqui vêm-me à memória o livro "Terapia de Choque" de Sebastian Fitzek) vê este livro com outros olhos. E apesar de ter uma excelente construção psicológica de personagens tão perturbadas social e mentalmente, não posso esquecer-me que demorei quase 2 semanas a acabá-lo.

Tudo bem que não sou uma leitora rápida.
Mas não sou assim tão lenta.

Dei 3,5 estrelas em 5.

Agora tenho curiosidade em ver o filme.

 
 
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