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De leitura fácil e muito agradável, este thriller está muito bem escrito e é um absoluto prazer lê-lo. Não é com qualquer leviandade que James Patterson é considerado um dos melhores escritores do mundo.
Mal o livro saiu fui de imediato comprá-lo.
Em parte por ser Patterson.
Em parte pela sinopse espetacular.
Em parte pelo trailer do filme baseado neste livro que estreia a 3 de janeiro de 2013 e que eu tenho todas as intenções de ir ver.
 
Mas também tenho de referir o bom trabalho que esta nova editora fez.
Além de ter apostado num EXCELENTE autor, publicou este livro usando um design na capa absolutamente cativante.
Adorei as páginas negras que separam cada capítulo. Parece que dá uma sensação ainda mais rica ao leitor do quão negro é esta personagem do Carniceiro, assim como a vida de Cross.
 
Apesar desta editora se estar a estrear no mercado, apostou na presença de um tradutor (Maria João Freire de Andrade) assim como um revisor (José João Leiria). Facto de louvar!
Apesar disso, encontrei um parágrafo sem qualquer sentido: "Embora a localização do condomínio a bem conhecida, as grandes que o ladeavam eram seguras, e Maggione duplicara os seus guarda-costas." 4º parágrafo, da página 288
 
Só pedia um pouco mais de cuidado aos senhores e senhoras desta editora, pois se eles têm intenção de continuar a publicar as obras de Patterson, eu tenho toda a intenção de as continuar a comprar.
 
E quem não o fizer, não sabe o que está a perder!
 
 
Voltando à escrita fenomenal deste escritor, é difícil não se ser seduzido. Com uma perspicácia e inteligência acutilantes passamos de momentos brutais a momentos de humor até mesmo aos sentimentais (de dor, de perda, de pesar ou refleção).
 
Com um assassino em série a contrato que é impossível de prever; mortes brutais; e um Cross atormentado pela morte da sua amada e pela ameaça constante à sua família enquanto tenta preservar alguma sanidade mental, eu não consegui largar este livro até acabá-lo.
 
Mas o que eu já não me lembrava em Patterson é a sua ironia mordaz. Desde o Cross a ver um filme de Tyler Perry e a "aplaudir como um louco". E agora quem é que está a fazer de Cross no grande ecrã? Tyler Perry!!
 
Até uma machadada na obra literária de outro autor muito conhecido chamado John Updike.
 
Pois não é que o frio e cruel carniceiro leu a obra "Pecados e Seduções" e de quem disse que "(...)o velho Updike (...) tinha uns setenta e tal anos, e ainda rabiscava acerca de sexo como se fosse um adolescente numa quinta da Pensilvânia que comia tudo aquilo que encontrava, tudo aquilo que tivesse duas ou três ou quatro patas."
E não acabou aqui!!! Não!
O carniceiro ainda chama o Updike de "(...) sapo excitado (...)"
 
Não aguentei. Quando li isto tive de parar para libertar uma gargalhada.
Patterson... que mauzinho!
 
Só não dou a pontuação máxima porque achei o final um pouco rápido demais.
 
Resumindo - Quem não leu. Toca a ler que este vale a pena!
 
8 em 10
Sinopse:

Um assassino chamado Quimera parece matar ao acaso. Estarão as nossas investigadoras à altura da missão?

Uma menina de 11 anos morre quando um maníaco abre fogo contra uma igreja. Uma idosa é encontrada enforcada. Em comum, as vítimas têm apenas o facto de serem negras.
Lindsay Boxer, depois de ter resolvido o trágico caso do «Assassino dos Noivos», é designada para o caso e desconfia que se trata de algo mais do que uma onda de crimes raciais.
Lindsay acredita que os dois crimes foram cometidos por um assassino em série e que duas das vítimas estavam indirectamente relacionadas com a polícia. Um símbolo detectado nas cenas do crime conduz a um grupo racista, mas o assassino volta a atacar, deixando pistas deliberadas e iludindo a polícia com inteligência. Entretanto, cada uma das quatro amigas corre risco de vida, e o assassino sabe exactamente quem são e onde as encontrar.

A minha opinião:

Depois de ter lido tantas e boas opiniões sobre o primeiro volume desta série, lá resolvi experimentar. E devo dizer que experimentei, gostei e quero mais!
A escrita é soberba! Simples, sintética, perspicaz, directa ao assunto. Não há momentos chatos, nem os ditos "encher chouriços", o que muito me agrada. Aliás, basta abrirem este volume e repararem que cada capítulo tem poucas páginas.
Apesar de não ter lido o primeiro volume (com muita pena minha), consegui acompanhar muito bem a dinâmica deste grupo de amigas investigadoras nos tempos livres. A trama está excelentemente bem construída e não é fácil descobrirem a identidade do verdadeiro assassino. A meu ver, mais um ponto a favor.

De uma forma muito geral, trata-se de um caso estranho em que Lindsay Boxer se vê envolvida. Tudo começa com o assassinato, à primeira vista aleatório, de uma criança negra à porta de uma igreja. Sem pistas, sem erros, o assassino desaparece sem deixar rasto. Mas alguém viu algo... uma carrinha com um estranho símbolo.
O início do livro leva a nossa detetive Boxer a começar a investigar este caso com o pé esquerdo, uma vez que esta não é a primeira vítima deste assassino e a menina não foi assassinada por acaso.
Com um criminoso à solta que está sempre um ou dois passos à sua frente, Lindsay terá de recorrer, mais uma vez, à ajuda preciosa das restantes meninas do clube de investigadoras. Isto se não quiser que o criminoso as mate uma a uma.

O meu lovor à editora, Quinta Essência, pelo grafismo, design e tradução acompanhada de revisão. Tudo impecável! Fazendo com que valha a pena, cada vez mais, comprar livros desta editora sem qualquer receio.

7/10
Lido a 26 de Julho de 2010
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