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Sinopse:
Um lugar especial, uma paixão inesperada e um Verão inesquecível…

O Clube de Praia e Hotel da ilha de Nantucket - uma estância balnear privada - é um lugar onde se guardam memórias, onde despontam paixões e onde nascem relacionamentos que se fortalecem de ano para ano. Em cada época, os hóspedes, os proprietários e os empregados entrelaçam os seus destinos, criando amizades e inimizades, revelando ou ocultando os seus segredos.
Mack Petersen fugiu do passado e começou de novo num hotel que se tornou a sua vida, mas é chegada a altura de decidir o seu futuro…
Cecily Elliott, a jovem e bela filha dos proprietários, tem um amor secreto e vê-se obrigada a escolher entre aqueles que mais ama…
Love O’Donnell vem de Aspen para trabalhar no Clube de Praia, decidida a pôr em prática um plano ousado: encontrar um homem que a engravide…
Vance Robbins é um homem orgulhoso e ressentido, a quem uma arma e uma mulher oferecem, finalmente, a oportunidade de se vingar do homem que mais odeia…
Lacey Gardner, uma viúva solitária que frequenta o hotel há quarenta e cinco anos, partilha a sua experiência de vida com aqueles que a recebem e que considera já a sua família.
Um Verão escaldante que marcará de forma indelével a vida de todos os protagonistas.


A minha opinião:
Já tinha lido um outro livro desta autora com as mesmas ideias principais - romance, paixões, ciúmes e ódios temperados pela praia e pelo mar no Verão.
A autora volta ao mesmo, mas na minha opinião, de uma forma bem melhor.

Tudo começa com a chegada das personagens à ilha de Nantucket, ao hotel e clube de praia, e com estas chegadas vamos acompanhando o check-in das suas estórias e das razões que os levaram a vir para esta pequena ilha paradisíaca.
O que surge após estas chegadas é um desatar de nós que a vida se encarregou de conceber. Os sonhos, as expectativas, as esperanças são apenas nuvens que a realidade se vai encarregar de varrer em meros cinco meses.
Quem é que não fez planos e depois viu-os serem negados ou relegados para segundo plano? Eu sou uma dessas pessoas.

Além disso, houve mais dois pontos que me fizeram gostar deste livro:
- O facto de não haver apenas uma estória, mas sim várias estórias interligadas e que veremos que estão todas dependentes umas das outras.
- O facto de não existir uma única personagem principal ou pelo menos uma personagem em que haja maior foco, mas sim várias personagens diferentes e cada uma com uma profundidade e um carácter tão humano que enriqueceu muito este livro.

Ao contrário do primeiro livro que li - "Descalças" -, desde o início que me senti absorvida por este livro. Uma absorção lenta quase como uma carícia. E acredito que é um bom livro para qualquer leitor, por retratar de forma tão clara algo tão complicado como é a Vida.

Depois de uma curtíssima pesquisa sobre a autora descobri que este foi o primeiro livro editado (2000) e que o "Descalças" só surgiu sete anos depois (2007), o que para mim foi uma pequena surpresa, considerando que este livro é muito superior ao que ela escreveu sete anos depois.
7/10
Lido a 28 de Março de 2010
Sinopse:
Três mulheres – carregadas com crianças e alguns problemas emocionais óbvios – chegam ao aeroporto de Nantucket numa quente tarde de Verão. Vicki, mãe de dois rapazes, está a tentar aceitar a notícia de que tem uma doença grave; a irmã, Brenda, foi despedida do seu prestigiado emprego de professora universitária por manter uma relação íntima com um estudante; e a amiga de ambas, Melanie, após sete tentativas falhadas de fertilização in vitro, está finalmente grávida – depois de descobrir que o marido tem um caso.
Com o intuito de sarar as suas feridas, apanhando sol e sentindo a areia nos pés, «fugiram» para Nantucket sem saber que encontrariam Josh, um desconhecido que mudará as suas vidas. Será que a adorável casa de férias, que pertence à família há gerações, vai ser suficientemente grande para o turbilhão de emoções que a invade?
Descalças une estas quatro vidas numa história irresistível. Um romance tão divertido, memorável e agridoce quanto a própria vida.


A minha opinião:
A estória foca-se na tentativa de três mulheres de passarem um verão maravilhoso, longe dos seus problemas mas, e como sempre acontece, os problemas que as atormentam não as abandonam mas sim vão acompanhá-las durante todo o verão.
As duas irmãs Vicki e Brenda, face a uma tragédia que cada uma viveu nos últimos tempos, decidem viajar sozinhas para Nantucket onde a família possui uma pequenina mas muito acolhedora casa. Ambas têm a esperança de ao recolherem-se na casa onde foram tão felizes na infância, possam resolver alguns dos problemas mais graves que as atormentam, Vicki é a de morrer em breve de uma doença terrível, Brenda a ideia de não conseguir reerguer a sua vida profissional e amorosa que no momento está em cinzas.
A ideia era a de irem apenas as duas, mas quando Vicki descobre que a sua melhor amiga, Melanie, está grávida e com o seu casamento em perigo, não hesita e convida-a para irem todas. Esta será uma decisão de que Vicki irá se arrepender... Mas o verão possui muitas surpresas reservadas para estas três mulheres.
É um livro morno, sereno. Nem muito excitante, nem muito aborrecido. Foi uma leitura linear sem grandes surpresas e que me fez passar momentos agradáveis.
Durante todo o livro sente-se uma certa tristeza pelo que estas mulheres estão a passar mas também sentimos uma certa simpatia por elas, pela luta que fazem para vencerem as dificuldades que são muito reais, aliás todo este livro é o retrato do que se passa em muitas vidas na realidade. Quem pensar que este é um romance adocicado com os habituais floreados desengane-se, o sabor doce e amargo permanece connosco do início até ao fim.
O desenlace de todo este enredo pareceu-me um pouco sem sal (excepto para Vicki) e para mim inesperado, pois já estava a imaginar finais algo diferentes para estas personagens que acabei por simpatizar.
De valorizar a editora por ter conseguido uma capa que em tudo tem a haver com a estória e os meus parabéns por um trabalho impecável a Elsa Vieira (responsável pela tradução), Anabela Mesquita e Jorge Amaral (responsáveis pela revisão).
Como balanço final, não posso dizer que adorei este livro, mas sim que gostei de ter tido a oportunidade de o ler.
6/10
Lido a 1 de Maio de 2009
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