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Quando cheguei ao final de Junho eu ia jurar que tinha lido pouco, muito pouco. Mas ao olhar para a minha página no Goodreads afinal a sensação não se comprovou.

Foram lidos 3 livros físicos, da minha estante; uma trilogia completa que intercalei entre os livros em papel e os audiolivros; e ainda 2 audiolivros.

 
 
Começando pelos livros que tinha na estante o primeiro que li foi "Em nome do amor" da autora Meg Rosoff. Este é um livro muito conhecido internacionalmente e que até já tem uma adaptação cinematográfica (que ainda não vi).
 
 
Pelo que vi do trailer, o filme é algo diferente do livro, mas a essência parece estar lá.
Tinha algumas expetativas antes de começar a leitura e como o livro até é fininho pensei estar a começar bem o mês. Não estou a dizer que não gostei, pelo contrário. Não foi o que estava à espera, isso é certo.
 

A história em si é muito rica e admito mesmo que houve uma determinada cena que me deixou quase em lágrimas (tudo o que envolva animais eu sou uma chorona). Mas a escrita da autora na segunda parte do livro foi tão fria e pouco emotiva. Tão seca. Acho que esta história tinha mais a ganhar se fosse escrita por outra pessoa. E é uma pena, pois a autora transmitiu-me tudo o que tinha na primeira metade. Uma pena, mesmo.
 
O segundo livro que retirei da estante foi o "Highlander - Desejo de um escocês" de Maya Banks.
O que dizer dele? Viciante. Absolutamente viciante. Devorei-o num instante. A escrita é cativante e esta autora sabe como trabalhar o leitor de modo a que nos sintamos envolvidos.
Este é o segundo livro da série "The Montgomerys and Armstrongs" e apesar de se ser possível pegar no segundo livro sem ler o primeiro, pessoalmente recomendo que não o façam. Acho que vão perder imenso da grandiosidade que estas poucas páginas transmitem.
Que história fabulosa!
 
Apesar de ser um pouco mais dirigido às leitoras, os leitores também vão gostar.
Tem intriga; traições familiares; clãs envolvidos em guerras e disputas que agora têm de estabelecer novos laços; assassinatos.... Tantos, tantos elementos capazes de conquistar o leitor independentemente do seu sexo.

O último livro que li apenas em papel foi o "Huntress of the sea" de Alan Temperley.
Que livrinho fantástico e completamente aterrador.
Não sei se ele integra na categoria de fantástico ou terror.



 
Um homem que desaparece abandonando mulher e filho pequenino, mas não sem que "algo" os ataque violentamente. Passados anos volta transformado e transtornado. Mas algo o persegue (ou será o próprio) matando animais e atacado os pobres habitantes da pequena localidade. Desde que este homem retornou à sua família, algo ou alguém procura, persegue e assombra quem ousa viver naquela zona. E as consequências serão terríveis para todos.
Só um grande sacrifício poderá fazer com que a paz volte.
A sério. Tentem arranjar em ebook, ou audiolivro, ou em papel. Uma pequena gema que terá lugar de destaque na minha estante.
Alan Temperley - um nome a que vou estar atenta.

...

Tinha prometido a mim mesma que este seria o ano em que iria (finalmente) ler a famosíssima trilogia Millennium do autor Stieg Larsson. E consegui ler toda a trilogia durante o mês de Junho. Todas as 1870 páginas que perfazem os 3 livros das edições portuguesas.
Quando peguei no primeiro livro a leitura arrancou às mil maravilhas, apenas com um problema: eu não queria largar o livro e este era um verdadeiro calhamaço cansativo de agarrar. Solução? Quando podia lia o livro físico e em português. Quando tinha de fazer as habituais tarefas do quotidiano recorria ao audiolivro que estava em inglês.
E este procedimento prolongou-se pelos restantes 2 volumes.

O primeiro livro é verdadeiramente fantástico. Que personagem extravagante esta Lisbeth Salander. É muito bom ver personagens femininas fortes e determinadas no centro de qualquer livro ou livros.
É um facto que o meu entusiasmo não diminuiu ao percorrer os restantes 2 livros, mas achei que o segundo é mais fraquinho que o primeiro, com muitos momentos demasiado descritivos a falar de pormenores que pouco contribuem para o enredo.
Quanto ao terceiro volume já o achei meramente satisfatório. Uma boa conclusão para esta trilogia. Tudo o que era inovador e novo já tinha sido referido ou no 1º ou no 2º livros, e por isso foi só colocar os pontos nos I's e traçar todos os T's.
Aliás, a distribuição de post-it revela claramente o que se passou.

 


Por fim, quanto aos livros que apenas ouvi, houve um que entrou diretamente para o Top deste ano.


O "The last olympian" de Rick Riordan foi mesmo para concluir a leitura de mais uma série que tinha por terminar.
Que me perdoem os fãs da série mas é uma série mais para o público juvenil e por isso não amei assim tanto.
A série tem momentos excelentes (o 1º e 4º livros foram geniais) mas já não é para mim. Gostei de os ter lido mas não são livros que quero ter na minha estante.
Este último volume, então foi um "OK, acabou". Uma boa conclusão de uma série de livros que tem o seu valor.

Quanto ao "Lexicon" de Max Barry a história já é outra.
Quem ama ler. Quem gosta de livros. Quem se senta cativado pelo mundo da linguagem. ESTE É UM LIVRO QUE TEM DE LER.

Nossa senhora, que criatividade, quanta imaginação!
Do que se trata? Desculpem, mas não posso revelar. Todo o pouquinho que eu disser já será muito.
O melhor mesmo é pegarem nele sem saberem nada, tal como eu fiz, e permitirem ser deslumbrados.

Este é sem dúvida um livro que eu quero muito, muito ter na estante e de  preferência nesta edição LiNdA da Penguin Press. O preço é que é verdadeiramente proibitivo.

E estas foram as minhas leituras de Junho. E apesar de eu querer ler sempre mais e mais, estou muito satisfeita comigo mesma por ter conseguido pegar em toda a trilogia Millennium e ainda acabar outra série.

Agora é seguir por Julho a fora e ler como uma louca ;)


 

 
Já estava na altura de atualizar o que andei a ler desde o fabuloso "O livro das coisas perdidas" de John Connolly até agora.
Vou fazendo isto aos bocadinhos, começando por estes cinco livros que li a seguir ao do Connolly.
 
 
 
 
 
 
Gostei deste pequeno livro. Uma leitura bem bonita e bem enquadrada no espírito Natalício. Eu é que o li fora do tempo (Fevereiro). Um mistério que envolve uma criança desaparecida, um roubo sem suspeitos e uma mãe famosa destroçada.
 
 
 
 
 
Li-o no meu kobo, tal era a curiosidade que tinha neste livro. Já leram a sinopse? É tão interessante.
A trama é bem criativa e cativante. Não é nenhuma obra-prima, mas é tão delicioso de ler!
 
35 meninas e apenas um lugar que garante o seu futuro e o da sua família, livre da fome e da miséria. Mas o que lentamente se vai descobrindo é que esta seleção está envolta em tramas e conspirações que poderão tornar-se fatais quer para a família real, como para a eleita. Fiquei "em pulgas" para ler o segundo, mas ainda não o arranjei :(
 
 
 
 
 
Livros que envolvam Highlanders lá vou eu a correr comprar e ler. Embora este foi, até agora, o mais fraquinho desta temática que li em português.
 
Na minha opinião este livro só melhorou após as primeiras 100 páginas o que não é lá muito auspicioso, tratando-se de um livro relativamente fino (336 páginas).

No entanto, foi uma leitura muito gira e engraçada e mesmo romântica, que me deu prazer em ler.

Agora é só rezar que a parva da Bertrand não faça jus à sua fama e pelo menos publique os restantes 2 livros da trilogia a que este livro pertence.

 
 
 
 
Primeiro livro que li do grande Stephen King. E não tenho palavras. Confirma-se apenas que quando se lê uma obra deste autor estamos perante algo inédito e ao mesmo tempo grandioso.
 

Excerto das páginas 31/32:
"(...) o que acontece é as pessoas inventarem uma história e agarrarem-se a ela - disse Vince. - Isso é bastante fácil, desde que haja apenas um fator desconhecido: um envenenador, um conjunto de luzes misteriosas, um barco naufragado com a maior parte da tripulação desaparecida. Mas com o Homem do Colorado não havia senão fatores desconhecidos e, portanto, não houve história. (...) Steffi, as pessoas não gostam de coisas assim. Não querem coisas assim. Uma onda é bonita de se ver quando se desfaz na praia, mas demasiadas fazem-nos sentir enjoados."



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