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Sinopse:
Uma história de caça às bruxas, regicídio e frenesim religioso na França do século XVII...

Forçada pelas circunstâncias a procurar refúgio com a sua jovem filha na remota abadia de Saint Marie-de-la-Mer, a actriz Juliette reinventa-se como Sóror Auguste sob a tutela de uma bondosa abadessa. A pouco e pouco, Juliette adapta-se a tão grande mudança: ao colorido das viagens e constantes descobertas da sua vida de actriz seguem-se as novas exigências de uma existência em semi-clausura. Mas os tempos estão a mudar: o assassinato de Henrique IV transforma-se num catalisador para a sublevação em França, e a nomeação de uma nova abadessa, cuja ânsia pela Reforma não conhece limites, rapidamente destrói tudo aquilo que Juliette começara a amar na sua nova vida. Mas o pior está ainda para vir... A nova abadessa, Isabelle, é uma criança de onze anos, vinda de uma família nobre e corrupta, e faz-se acompanhar de um fantasma do passado de Juliette: disfarçado de clérigo, eis um homem que ela tem todas as razões para temer…

Tratando com subtileza um tema delicado – a religião como subterfúgio, como manobra de evasão face às dolorosas realidades da existência – Joanne Harris constrói uma história bem ao seu jeito, tocante e vívida, apaixonante desde a primeira página.


A minha opinião:
Um romance maravilhoso e mágico que retrata a vida nómada dos saltimbancos no séc. XVII.
A irmã Auguste, do convento de Sainte Marie de la Mer, vive em paz com a sua filha Fleur até ao dia em que a madre superiora morre deixando o caminho livre para alguém com os planos mais tenebrosos que se possam imaginar. Alguém do passado de Auguste, cujo último encontro entre ambos deixou-a grávida e à espera da forca. Alguém que sabe manipular os outros como se fossem peões num jogo. Alguém que sabe todos os segredos da verdadeira mulher escondida sob o nome de sóror Auguste. Alguém que não esquece e que anseia a vingança...
Adorei verdadeiramente cada página deste livro, cada momento deste relacionamento entre as duas personagens principais que balança entre o amor e o ódio.
O final foi surpreendente e com as reviravoltas necessárias para me deixar agarrada a este livro até ao fim.

Imagem da igreja de Sainte Marie de la Mer.

A localidade de Sante Marie de la Mer onde decorre este romance existe e é na realidade uma pequena vila piscatória que se localiza na costa de França, banhada pelo mar Mediterrâneo, na região de Camargue.


Escavações arqueológicas e diversas pesquisas e estudos têm revelado que este local tem sido considerado como sagrado por diversas culturas (Celtas, Romanos, Cristãos e mais recentemente Ciganos da Roménia).



9/10
Lido a 22 de Agosto de 2008

Tudo o que pode ser sonhado é verdadeiro
Fábulas, 12



Sinopse:
Dizia-se que era uma marca de ruína…
Maddy Smith nunca foi uma criança como as outras. Nasceu com uma marca cor de ferrugem na mão e em Malbry, a sua aldeia natal, todos pensam que se trata de um símbolo dos antigos deuses, uma marca mágica. E isso, como se sabe, é caminho aberto ao caos e uma ameaça.

No princípio era o Verbo,
E o Verbo gerou o Homem,
E o Homem gerou o Sonho,
E o Sonho gerou os deuses.
Depois disso, as coisas ficaram ligeiramente mais complicadas

Lokabrenna, 6:6:6


Uma aventura alucinante com as personagens das velhas lendas nórdicas: imprevista e cheia de perigos e imaginação.


A minha opinião:
Este livro é invulgar se repararmos quem é a autora. Nunca antes Joanne Harris tinha escrito um livro destes, totalmente dedicado à fantasia e ao mundo mágico.
A história inicia-se com a apresentação da rebelde menina Maddy Smith. Desprezada por todos na sua aldeia, a aldeia de Malbry, ignorada e repudiada, apenas por ter nascido com uma estranha marca cor de ferrugem na palma da mão. Sinal este que toda a gente dizia que era a ruína da bruxa.
No entanto, ao longo do livro fui-me dando conta que esta marca afinal é uma benção para a triste vida de Maddy.
A aldeia de Malbry é controlada por uma personagem de regras restritivas e exigentes da mais elevada moral, que é o vigário Nat Parson. Nat segue à risca as palavras do Livro Sagrado, livro este que contém a Palavra e que será a origem da mais pura destruição.
Mas a pequena aldeia fica perto de uma colina chamada de Colina do Cavalo Vermelho, da qual todas as pessoas se afastam e evitam-na devido às histórias que existem sobre ela e por causa dos goblins que lá habitam (seres pequenos, cínicos e muito desafiadores, cujo único propósito é perturbar todos os seres).
No entanto, Maddy sempre gostou de ir até a essa colina por ser um local calmo e isolado onde poderia passar algum tempo em paz. E será nesse mesmo local que irá conhecer a pessoa mais importante da sua vida, o seu melhor amigo, o Zarolho, um estranho viajante que a população chamava de o Forasteiro.
Maddy conhece o Zarolho no Verão em que ela faz sete anos e é logo desvendado a maneira de ser especial de Maddy e é aqui que ela descobre que a marca que ela possui é a marca rúnica dos fogosos. É o Zarolho que, ao longo dos anos, vai ensinando a Maddy tudo o que ela precisa de saber e tudo o que ele acha que ela precisa de saber.
Passados alguns anos e apesar da grande amizade que Maddy sente pelo Zarolho, ela finalmente descobre a verdadeira razão pela qual o Zarolho volta todos os anos àquele local. Ele desconfia que a Colina do Cavalo Vermelho é a porta para um submundo onde está guardado um importante e incalculável tesouro - o sibilo.
É esta busca pelo Sibilo que vai desvendar o verdadeiro enredo deste livro. Um enredo que se traduz num combate titânico entre mundos:
"Vejo um exército pronto para a batalha. Vejo um General isolado. Vejo um traidor no portal. Vejo um sacrifício.
(...)
Os mortos acordarão nos salões do Tártaro. E o Inominável erguer-se-à, e os Nove Mundos serão perdidos, a menos que os Sete Adormecidos despertem, e o Trovejante, solto no Mundo Subterrâneo..."
Excerto da página 150
Devo dizer que este livro não é nada de excepcional, e daí estar classificado como sendo juvenil. Embora haja um personagem que eu adorei e simpatizei bastante devido à sua complexa construção: o Loki.
Lido a 3 de Abril de 2008
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