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Sinopse:
 
Joe Hill, the acclaimed, award-winning author of the New York Times bestsellers Heart-Shaped Box and Horns, plunges you into the dark side of the imagination with a thrilling novel of supernatural suspense . . .

Victoria "Vic" McQueen has an uncanny knack for finding things. When she rides her bicycle over the rickety bridge in the woods near her house, she always emerges in the places she needs to be. Vic doesn't tell anyone about her unusual ability.

Charles Talent Manx has a gift of his own. He likes to take children for rides in his 1938 Rolls-Royce Wraith with the vanity plate NOS4A2. In the Wraith, he and his innocent guests can slip out of the everyday world to an astonishing playground of amusements he calls Christmasland. Mile by mile, the journey across the highway of Charlie's twisted imagination transforms his precious passengers, leaving them as terrifying and unstoppable as their benefactor.

And then comes the day when Vic goes looking for trouble . . . and finds her way, inevitably, to Charlie. Now the only kid ever to escape Charlie's twisted imagination is all grown up and desperate to forget. But Charlie Manx hasn't stopped thinking about Vic McQueen. On the road again, he won't slow down until he's taken his revenge. . .
 
 
 
A minha opinião:
 
Esta é das opiniões mais difíceis que até agora escrevi. Não por não ter gostado (adorei-o) mas mais por causa da complexidade que o integra.
 
Em versão de papel o livro chega às 720 páginas e talvez por isso tenha demorado mais de um mês a ouvir o audiolivro que está brilhantemente lido por Kate Mulgrew. Mas acho que era porque queria prolongar a leitura ao máximo.
 


 

Esta senhora fez um trabalho verdadeiramente notável e com a ajuda da sua voz e da sua interpretação é muito, muito fácil deixarmo-nos levar pelo ambiente que este livro evoca.

 

No final do audiolivro o próprio Joe Hill conta porque escolheu esta atriz para narradora do seu último livro e não economiza nos elogios.

 
Para quem não sabe Joe Hill é um dos filhos de Stephen King e o título do livro refere-se ao arqui-inimigo da nossa personagem principal Victoria McQueen, conhecida por "Vic" - Charles Manx.
NOS4A2 também é a matrícula do carro de Manx, viatura que tem uma forte presença e importância ao longo de todo o livro.
 
 
Quanto ao livro em si, é difícil de catalogá-lo devidamente. Resvala o horror, o drama, não é bem um livro natalício mas também não é um livro de Halloween. Anda pelo meio destas categorias sem se incluir totalmente numa delas.
 
Embora o autor tenha dilacerado os meus sentimentos em vários momentos, confesso que não queria acabar de o ler.
Joe Hill criou todo um mundo fantástico e um pouco aterrador em volta do espírito natalício e recheou-o com um leque de personagens consistentes e multidimensionais pelas quais ainda estou extasiada.
 
E o ritmo do livro? É avassalador. Sempre a dar. Sempre a revelar. Sempre a matar.
 
Não vou, aliás recuso-me terminantemente a revelar o que seja do enredo deste livro fabuloso. Deixo apenas o meu incentivo para que leiam este livro já.
Para quem já leu o livro anterior deste autor - "Horns" ou em português "Cornos" - do qual já existe uma adaptação cinematográfica, digo-vos que este "NOS4A2" é muito superior em qualidade e em complexidade.
 
 
Com este livro Joe Hill tornou-se num autor a que vou estar muito atenta.
 
Dei 5 estrelas em 5.
 



Durante o mês de Setembro as minhas leituras foram bastante variadas.

Logo no 1º de Setembro avancei com a iniciativa da maratona do Goodreads. Aí li 4 livros e todos bastante bons.


Comecei com "A invenção de Hugo Cabret" de Brian Selznick sobre o qual já fiz aqui um post.
Gostei muito e considero uma obra inovadora não pela história em si mas pela forma como é contada.
As fotos e os desenhos que intercalaram o texto foram escolhidos com muito cuidado pois não se destacam da história. Fazem sim parte dela.
Um livro quase cinematográfico tal é a forma como revela o seu conteúdo.
Dei 4 estrelas em 5.





A leitura a seguir foi "A escola nocturna" de C.J. Daugherty (1º volume).
Gostei muito mais do que estava à espera.
Principalmente por causa da escrita da autora que é irrepreensível.
A maneira como manteve o suspense ao longo de todo o livro é algo que poucos escritores conseguem fazer.
Claro que é uma obra dirigida a jovens adolescentes ou jovens adultos, mas gostei na mesma.
Fiquei surpreendida pela positiva.
Também já escrevi a minha opinião aqui no blogue.
Dei 4 estrelas em 5.




Com "O livro das lendas" da Selma Lagerlöf a leitura foi diferente.
Tratando-se de um livro de contos, alguns com fundo ou moral religiosa, o ritmo de leitura abrandou.
Demorei o meu tempo com ele, quer lendo com calma, quer observando as lindíssimas ilustrações incluídas nesta edição.
Dei 3 estrelas em 5.





Curiosa com o que tinha lido no primeiro volume, não esperei muito tempo para ler o 2º.
Neste "A escola nocturna - O legado" de C.J. Daugherty os segredos continuam, mas já entrei na leitura mais alerta para possíveis vira-casacas.
A autora manteve o enredo mas enriqueceu mais as personagens. Nem sempre os bons são sempre bons e nem sempre os maus são sempre maus.
Assim como na vida real, as pessoas não são unidimensionais e por isso vemos algumas personagens a redimirem-se e outras a revelarem as suas verdadeiras faces.
Adorava que a Alfaguara continuasse a publicar esta série.
Dei 4 estrelas em 5.






Tendo lido o primeiro livro desta duologia e ido ao cinema ver a adaptação cinematográfica desse 1º volume, não podia deixar de pegar neste.
Em "Espera por mim" de Gayle Forman é Adam que nos conta o que se passa depois de 3 anos desde a tragédia que afetou toda a gente.
Adam e Mia não estão juntos como eu pensava que estariam e aos poucos percebemos o porquê.
Por um acaso ambos encontram-se em Nova Iorque e tudo se desmorona a partir daí.
Simplesmente adorei este livro.
Dei-lhe 5 estrelas.






Com a maratona finalizada precisava de mudar de ares e avancei para este thriller que tem uma premissa bem cativante.
Três mulheres, duas jornalistas e uma agente da polícia. Três vidas com objetivos agendados. As três a lutarem para desvendar a identidade de um assassino que não deixou pontas soltas.
Mas uma das três tem um segundo objetivo - matar o seu pai que tanto sofrimento causou e continua a fazê-lo sem remorsos.
Gostei do livro mas achei a escrita da autora demasiado simplista além de que o motivo do crime podia ter sido mais elaborado.

Uma boa obra que retrata, sem artifícios, a violência doméstica e que nos alerta para o papel indispensável que a sociedade possui em casos como este.
Mais do que uma vez a autora vincou a importância de uma denúncia atempada e para as consequências gravíssimas que a passividade pode trazer.
Dei 3 estrelas em 5.





Não é segredo nenhum que adoro a Madeline Hunter. Os livros desta autora são sempre uma lufada de ar fresco, floral e romântico.
Este a "Pecadora" é o 3º da série "As Flores Mais Raras" e acompanha Celia Pennifold no seu regresso à sociedade londrina depois da sua verdadeira identidade ter sido revelada.
A luta desta personagem em garantir um emprego decente e o seu coração amável que não se esquece dos mais desafortunados fez-me gostar ainda mais dela.
Claro que depois vem um homem cativante e que altera um pouco o mundo de Celia, mas sem a deixar sem rumo.
Uma história bonita e simples. Ideal para as mais românticas.
Dei 3 estrelas em 5.





E acabei o mês a ouvir este "20th Century Ghosts" de Joe Hill, filho de Stephen King.
Mais um audiolivro que me deu a oportunidade de conhecer esta obra tão amada pelos fãs do terror.
Numa obra de contos tão variados é inevitável que se goste mais de uns do que outros.
Os contos "Best New Horror", "Abraham's Boys" e "The Black Phone" foram os que me ficaram na memória pela sua qualidade e pela sua criatividade.
Muito bons mesmo.
Apesar de ter gostado destes 3 contos, não acho que os restantes (que são a maioria) fossem particularmente inovadores daí só ter dado 2 estrelas em 5.



E o saldo final? 8 Livros num mês. Nada mau, para mim.



Sinopse:
Judas Coyne colecciona o macabro: um livro de receitas para canibais… uma corda usada num enforcamento… um filme snuff. Uma lenda do death metal de meia-idade, o seu gosto pelo bizarro é tão conhecido entre a sua legião de fãs como os excessos da sua juventude. Mas nada do que ele possui é tão inverosímil ou tão medonho como a sua última descoberta, um artigo à venda na Internet, uma coisa tão estranha que Jude não consegue resistir a pegar na carteira.
“Vendo o fantasma do meu padrasto a quem fizer a licitação mais alta.”

Por mil dólares, Jude tornar-se-á o orgulhoso dono do fato de um homem morto que se diz estar assombrado por um espírito inquieto. Ele não tem medo. Passara a vida a lidar com fantasmas – o fantasma de um pai violento, o fantasma das amantes que abandonara sem compaixão, o fantasma dos companheiros de banda que traíra. Que importância teria mais um? Mas o que a transportadora entrega à sua porta numa caixa preta em forma de coração não é um fantasma imaginário ou metafórico, não é um benigno motivo de conversa. É real.



Críticas da Imprensa:
“Uma obra de terror da maior qualidade.”
Time

“Uma história de terror desenfreada, hipnotizante e perversamente espirituosa.”
The New York Times

“Uma história de horror forte. Tem momentos genuinamente emocionantes.”
Library Journal

“Uma estreia memorável.”
Publishers Weekly

“Joe Hill criou uma obra que está ao nível de muitos clássicos do horror.”
Horror World Book Reviews

“A obra de Hill é tão assustadora como um telefonema de um amigo que morreu.”
Entertainment Weekly

“A Caixa em Forma de Coração é uma leitura assustadora.”
Chicago Sun Times



Sobre o autor:
Joe Hill é o pseudónimo utilizado pelo filho de Stephen King para assinar as suas obras, por não querer ser beneficiado pela fama do pai.
Nasceu em Bangor, no Maine, andou no Vassar College e licenciou-se em Inglês em 1995. Hill começou a escrever histórias e romances depois de terminar a faculdade, editando algumas histórias em 1996, catorze das quais reunidas na sua colecção de estreia, 20th Century Ghosts (2005). Também escreve para banda desenhada, incluindo o número Fanboyz da série Spider-Man Unlimited (2005).
Foi galardoado com o Ray Bradbury Fellowship e o A. E. Coppard Long Fiction Prize e ganhou o prémio William L. Crawford de melhor escritor de fantasia actual em 2006. Vive com a mulher em New England.


A minha opinião:
Uma excelente estreia do filho do aclamado Stephen King.
Tudo se inicia com um estranho leilão em que o objecto leiloado é um fato negro. Mas o problema é que o fato traz algo de sinistro consigo. Quem o comprar estará para sempre acompanhado pelo espírito maligno de Craddock McDermott. Um homem que em vida tinha sido tão cruel como o limite da nossa imaginação conseguir visualizar. Um homem que nem depois de morto descansa. Um homem com sede de sangue, com sede de vingança.
Judas Coyne colecciona tudo o que tenha a haver com o macabro e quando vê o leilão na internet não resiste e compra o fato. O que Judas desconhece é que desse fatídico momento em frente, a sua vida não terá mais sossego. A paz só virá com a sua morte e a morte de todos aqueles a quem Judas sente carinho e amor.
Se a isto tudo acrescentarmos uma motivação obscura e mortal para o tal leilão, então temos um livro perfeito para ler à noite em caso de insónia.
Não posso dizer que adorei lê-lo, mas sim que gostei mesmo muito. Já à muito tempo que não lia um livro de terror/ horror e gostei de conhecer a obra do filho de Stephen King. Já diz o velho ditado que filho de peixe sabe nadar.
7/10
Lido a 6 de Agosto de 2008
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