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Sinopse:
Os corvos não são aves predadoras. Mas também não são calmos e submissos. O detective-inspector Wexford julgava estar apenas a cumprir o seu dever cívico quando aceitou conversar com Joy Williams a propósito do desaparecimento do seu marido. E certamente não esperava ver-se envolvido num homicídio tão invulgar...


A minha opinião:
Ruth Rendell é, na minha opinião, um ícone literário no policial tal como Agatha Christie. Adoro as duas, e os seus livros são devorados por mim numa questão de meras horas. Este só se tratou de uma excepção por causa da letra minúscula e do amarelo torrado das páginas. Mas devo dizer que este exemplar de Maio de 1986 mostrou-se um valente e amigável companheiro em viagens e esperas. Só foi pena que a desastrada (diga-se eu mesma) tenha descolado a capa ao andar com ele dentro das carteiras.

Quanto à história começa por um desaparecimento de um marido do qual ninguém está muito preocupado e mesmo o nosso detective Wexford vai falar pela primeira vez com a esposa do dito desaparecido só como forma de um favor e ao mesmo tempo de uma simpatia a uma vizinha. Mas quando um segundo marido desaparece de forma misteriosa e sem deixar qualquer rasto, testemunha e em condições parecidas com o primeiro, aí Wexford fica mais atento e desconfia que este caso tem mais que se lhe diga.

Um mistério delicioso nos últimos dias deste ano.
6/10
Lido a 23 de Dezembro de 2010

Sinopse:
Quando a maioria das pessoas teria gritado, a Sra. Hathal reagiu calmamente ao encontrar a nora assassinada. Embora já tivesse visto a morte, por diversas vezes, nunca tinha, porém, visto de perto a morte violenta...
O Inspector Wexford não consegue descobrir nenhum motivo, circunstância ou suspeita para o crime. Recusando-se a aceitar as evidências - a vítima deu boleia a um estranho que a estrangulou - o Inspector seguirá a sua própria intuição que o levará a descobrir uma estranha mistificação que transforma a própria vítima em assassino. Uma história clássica e surpreendente, a análise da obsessão que leva a camuflar um crime menor, com outro de grande mostruosidade. Mais uma obra magistral de Ruth Rendell.

A minha opinião:
Um livro de mistério que me agradou bastante e cuja leitura é ideal para esta época do ano, enroscada no sofá com a lareira acesa.
É impressionante que este livro tenha sido escrito em 1975. Este facto faz-me valorizar ainda mais esta obra.
Este é mais um livro onde entra o perspicaz Inspector Wexford. O caso inicia-se com a ida relutante da mãe de Robert Hathall a casa deste, com o objectivo de fazer as pazes com a nora. No entanto, ao chegarem a casa do casal, Robert e a sua mãe, estranham o silêncio que nela reina. Preocupado e nervoso, Robert começa a vasculhar a casa à procura da esposa com um único pensamento "Isto não está a correr como eu esperava", pedindo à sua mãe que se acomode no quarto das visitas. Esta, impressionada com a limpeza da casa e tal e qual uma sogra daquelas que justificam todos os preconceitos e piadas a elas associadas, começa a espreitar o quarto do casal para ver se a sua "querida" nora se deu ao trabalho de limpar toda a casa, ou se é apenas fachada. Mas quando entra no quarto do filho e depara-se com a nora deitada na cama, o seu primeiro pensamento é depreciativo, não suspeitando que a nora está morta.
A partir deste ponto vi-me perante um mistério de avanços lentos mas certos, onde a rede de enganos e segredos se começa a revelar com o desfile de personagens: Ginge, o informador vago e criminoso que trabalha por dinheiro e álcool, Eileen e Rosemary, respectivamente a primeira esposa e filha de Robert Hathall, ...
Acompanhei o investigador na sua busca por pistas que não existiam, tal era a perfeição do acto criminoso, busca esta que se tornou numa autêntica obsessão para esta personagem. É com o cruzar de investigações que finalmente Wexford começa a unir as pontas soltas deste caso, tendo por base apenas a sua intuição, chegando ao derradeiro final que constituiu uma verdadeira surpresa, com uma reviravolta no enredo que não esperava.
Um verdadeiro clássico de leitura obrigatória para todos os que gostam de um bom mistério.
7/10
Lido a 29 de Dezembro de 2008

Sinopse:
Corações de Pedra é uma obra onde se pressente o sopro de alguns inomináveis terrores. As suspeitas sucedem-se às suspeitas e, quando a narrativa afinal se aproxima do seu clímax, quando é lida a última das frases do livro, a surpresa é simultaneamente absoluta e arrepiante.

Elvira e Spinny, cuja mãe faleceu recentemente, vivem com o pai numa casa muito antiga, junto ao recindo de uma catedral de uma pequena cidade universitária. O pai é um homem tranquilo, bastante culto, professor da Universidade local. Mas, em breve, as irmãs começam a sentir-se preocupadas com o envolvimento afectivo que o liga a Mary Leonard, outro membro da universidade com quem planeia voltar a casar.


Sobre a autora:

Romancista policial inglesa, Ruth Barbara Grassman nasceu a 17 de Fevereiro de 1930, na cidade de Londres.
Filha de professores, terminou os seus estudos secundários no Loughton County High School, no Essex. Deu então início a uma carreira no jornalismo, desempenhando as funções de repórter e subeditora em diversos periódicos regionais.
Em 1950 casou com o colega Don Rendell e, engravidando do seu primeiro e único filho, abandonou o trabalho para se recolher ao lar. Decorreram cerca de dez anos durante os quais Ruth Rendell utilizou os tempos que lhe sobravam das lides domésticas para se experimentar na escrita, tentando vários géneros literários, fixando-se afinal no do romance policial. Assim, publicou o seu primeiro livro em 1964, com o título From Doon With Death. Neste romance, a escritora apresentava o Inspector Reginald Wexford, detective da pequena localidade de Kingsmarkham, personagem que obteve desde o começo grande popularidade. Seguiram-se muitos outros volumes, entre os quais To Fear A Painted Devil (1965), Vanity Dies Hard (1966) e Wolf To The Slaughter (1967).
Durante a década de 80 começou a publicar romances policiais utilizando o pseudónimo Barbara Vine para exprimir uma sua faceta mais psicológica. As obras assim assinadas constituíram um sucesso de vendas bastante significativo.
Escritora prolífica, publicou cerca de meia centena de livros policiais, que a crítica dividiu em três categorias. Uma série dedicada ao Inspector Wexford, de que podem destacar Kissing The Gunner's Daughter (1992) e Road Rage (1997); uma outra à psicologia patológica, marcada sobretudo por obras como A Judgement In Stone (1977) e The Lake Of Darkness (1980); e os romances que assinou como Barbara Vine, de que se podem salientar A Fatal Inversion (1987) e King Solomon's Carpet (1991).
Vencedora de vários prémios literários da especialidade, Ruth Rendell foi nomeada membro vitalício da Câmara dos Lordes do Parlamento britânico, com o título de baronesa.


A minha opinião:
Trata-se de um pequeno diário escrito por uma das protagonistas da estória, Elvira.
É uma estória que me lembra muito o ambiente negro e emocionalmente pesado que os contos de Edgar Allan Poe possuem. Aliás, estes contos são muitas vezes referidos por Elvira como a sua leitura de conforto.
Ao longo do livro fui suspeitando de que algo de errado se passava com esta família, mas só a partir de metade do livro é que comecei a suspeitar da verdadeira razão de tantos acontecimentos trágicos e mortais acontecerem neste pequeno núcleo familiar. Núcleo este que é apenas constituído por um pai viúvo e pelas suas duas filhas.
Tudo começa com a morte da mãe e a estranha aparição do fantasma de um gato preto, acompanhada por um fantasmagórico chamamento que apenas Spinny (a irmã mais nova) consegue ouvir. A partir daqui fui devorando as páginas na ânsia de descobrir a verdade. Mas só quando surge a avó das duas raparigas, e graças a um comentário referido por esta, é que tive a certeza das minhas suspeitas.
Este pequeno livro, que li num instante, surpeendeu-me pelo final. É impossível que este final tivesse sido outro e me tivesse deixado num maior estado de excitação. Pois quando surge, por fim, o clímax entre assassino e a sua vítima final, o livro acaba, deixando qualquer leitor em êxtase de adrenalina.
Um livro a ler e a guardar para futuras releituras.


Lido a 22 de Junho de 2008
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