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Sinopse:
Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário. No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento. Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.


A minha opinião:
Este é o terceiro livro desta autora que leio e que, tal como o primeiro - "A criança que não queria falar" - é uma autêntica tempestade de emoções. Ninguém que leia este testemunho pode ficar indiferente ou não ser conquistado pelo que leu, é impossível.
A história de Kevin é simplesmente aterradora e incrível. Como é que uma criança sobrevive a tais terrores? Para mim, uma situação como esta é simplesmente inaceitável e revoltante.
Torey vê-se afastada, de vez e por opção própria, do mundo escolar e aceita um trabalho numa clínica particular. Um dos primeiros casos que lhe é atribuído já vem com o rótulo de caso perdido. Uma criança que os próprios enfermeiros e técnicos especializados que lidam com ele há já 15 anos chamam de o enjaulado.
De início Torey sente-se fascinada com a possibilidade de estar a lidar com um caso tão raro, complexo e misterioso de mutismo voluntário, mas com o evoluir das sessões de terapia começa a sentir que este é dos casos mais perigosos e exigentes que já teve de lidar.
Um livro maravilhoso que nos faz sentir frágeis na nossa condição de seres humanos e que mexe com a nossa consciência.
Depois de o ler não posso deixar de me sentir um pouco diferente e reverenciadora do trabalho realizado pelos profissionais dedicados a esta área. Uma leitura indispensável.
8/10
Lido a 24 de Setembro de 2009
Sinopse:
Torey Hayden publicou A Criança Que Não Queria Falar, em 1980, relatando o caso verídico e comovente da sua relação com uma menina de seis anos que aparecera, gravemente perturbada, na sua aula de ensino especial. Ao longo de vários meses a jovem professora lutou para fazê-la desabrochar sob o calor generoso da sua espantosa intuição e amor e levá-la a descobrir um mundo que podia ser luminoso. Separadas pelas contingências da vida, só voltam a encontrar-se anos mais tarde quando Sheila já tem 13 anos. Para surpresa de Torey, a adolescente parece ter perdido uma grande parte das memórias dos primeiros tempos que passaram juntas e, à medida que elas ressurgem do passado com os sentimentos que lhes estão associados, a sua competência de terapeuta e a sua devoção vão de novo ser duramente postas à prova.


A minha opinião:
É de facto de lamentar que as primeiras 41 páginas sejam um resumo do livro anterior. Se este livro é a continuação de um outro, eu já o sabia, e por isso mesmo é que li primeiro o "A criança que não queria falar" e só depois dediquei a minha atenção a este.
Fora este pormenor, devo dizer que gostei de ler este livro, mas não tanto como gostei de ler o primeiro. Este livro veio apenas demonstrar que a vida nem sempre é o mar de rosas que sonhamos. Mesmo depois de todas as dificuldades que a autora passou para melhorar alguns aspectos da vida da Sheila (aspectos higiénicos, sociais, emocionais,...), senti-me um pouco triste ao verificar que nada tinha mudado e a violência pela qual a Sheila continuou a vivenciar foi a mesma violência atroz e inominável que verifiquei no primeiro livro.
O que eu li é um retrato sentido e doloroso de abuso e maus tratos infantis. Um retrato de uma vida feita em farrapos por familiares negligentes e inconscientes, e, pelas circunstâncias da vida e da sociedade.
(Lido a 16 de Março de 2008)
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