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Nos últimos dias tenho vindo a pensar neste meu cantinho que deixei abandonado pela internet.
 
A vida não estava fácil e a cabeça não andava no sítio certo. E por isso fui deixando de cá vir e escrever o que via e o que lia. Pedacinhos de mim e do meu dia.
Mas nas últimas semanas senti saudade.
Saudade de escrever.
Saudade de refletir sobre o que li e o que vi e pôr sob a forma de palavra escrita.
 
Não tenho parado.
Aderi ao instagram.
Aderi ao twitter.
Aderi ao Snapchat e desisti por pura ignorância de como aquilo funciona.
Aderi ao WhatsApp e apaguei a minha conta com todas aquelas mudanças sobre a privacidade e transmissão dos nossos números de telemóvel.
E li. Li muito. Li bons livros, péssimos livros e livros que ao pensar neles nem sequer me recordo do que tratavam.
Comprei livros. Velhos, em segunda mão ou novos com aquele cheiro típico de gráfica.
Vendi livros que já li e que tive de os realojar devido à inexistência de um espacinho nas estantes. Porque sim. As estantes estão cheias de livros e não cabe nem mais um alfinete.
Outros vendi, porque me apercebi que tinha mais do que uma edição da mesma obra. Enfim. Sem comentários.
 
Com tantas coisas que me aconteceram e que eu fiz com que acontecessem, o bichinho de cá voltar e escrever despertou novamente.
Não vou prometer nada.
Vou voltar.
Escrever o que quero. Quando puder. Com a mesma paixão e carinho de sempre.
 
Para os que visitarem este pequeno espaço da internet, este pedacinho de mim, o meu muito obrigada. Espero que gostem. E espero que vejam por aqui algo que também queiram ler, ou ver, ou falar sobre.
E comentem. Estejam à vontade.
 
Um até já.
Sandra

2016 está a ser um daqueles ano complicados. Tem me acontecido de tudo um pouco.
Fui operada pela primeira vez.
Tive um acidente de carro aparatoso (o meu primeiro acidente de carro sendo eu a condutora).
Cheguei ao ponto de estar a trabalhar em 4 trabalhos part-time ao mesmo tempo.
Visitei o IPO do Porto por razões que preferia que não existissem.
E mais... e mais...
 
Quem me conhece sabe que tento ser sempre positiva na vida, mas bolas, este ano está a fazer com que me esforce.
 
O que tenho a dizer é isto: 
Ando a despachar todos os azares e momentos menos bons no início do ano para depois ter uma segunda metade de 2016 espetacular. (E ai de quem disser o contrário, ehehhe).
 
Para quem continua a ser meu seguidor ou seguidora aqui no blogue, agradeço-vos do fundo do coração.
Este é um pequeno pedacinho de mim, que se foca numa das minhas paixões - os livros.
 
E falando neles, quais são os que habitam neste momento a minha mesa de cabeceira?
 
 
O primeiro é o "The Strange and Beautiful Sorrows od Ava Lavender" da autora Leslye Walton.
 
Este é bem original. Vou a meio e comparo-o muito ao "A casa dos Espíritos" da Isabel Allende.
É um livro ideal para quem gosta da escrita da senhora Allende ao que se juntam elementos mágicos.
 
Mas mágicos como?
Já leram algum livro da fabulosa Sarah Addison Allen?
Ou o livro "Como água para chocolate" da Laura Esquivel?
Pois é. É algo assim.
 
Quando acabar escrevo uma opinião mais estruturada.
 
 
Continuo com este lindíssimo livro parado. Não existe nenhuma razão a não ser que ele é enorme e pesado.
 
Além disso é um livro de contos (magnificamente ilustrados) o que permite ler uma história e depois pousá-lo.
 
Os contos são todos sobre fantasmas ou elementos do sobrenatural e, dos que li, são simplesmente lindos na sua simplicidade mas também no que nos mostram sobre o ser Humano.
 
 
E por último ando com este audiolivro no telemóvel.
Está estruturado por capítulos, ou seja cada capítulo é um ficheiro mp3 o que me facilita muito a vida.
 
E cada capítulo é sobre um assunto  ou momento da vida da autora.
 
Ideal para quando estou a fazer as tarefas mais chatas cá de casa. Tipo passar a ferro ou tirar a roupa de Inverno das gavetas e guarda-fatos e pôr a roupa de Verão.
 
O que para ser sincera nem sei para que ando com este trabalho todo, uma vez que o tempo chuvoso arrependeu-se e voltou novamente.
 
Até as andorinhas de cá de casa andam confusas. Andavam a restaurar os ninhos do ano passado e até já pararam de o fazer.
 
 
Beijos e boas leituras

 
 


Sinopse:
 
Uma Missão a Marte. Um acidente aparatoso. A luta de um homem pela sobrevivência.

Há exatamente seis dias, o astronauta Mark Watney tornou-se uma das primeiras pessoas a caminhar em Marte. Agora, ele tem a certeza de que vai ser a primeira pessoa a morrer ali.
 

Depois de uma tempestade de areia ter obrigado a sua tripulação a evacuar o planeta, e de esta o ter deixado para trás por julgá-lo morto, Mark encontra-se preso em Marte, completamente sozinho, sem perspetivas de conseguir comunicar com a Terra para dizer que está vivo. E mesmo que o conseguisse fazer, os seus mantimentos esgotar-se-iam muito antes de uma equipa de salvamento o encontrar.

De qualquer modo, Mark não terá tempo para morrer de fome. A maquinaria danificada, o meio ambiente implacável e o simples «erro humano» irão, muito provavelmente, matá-lo primeiro. Apoiando-se nas suas enormes capacidades técnicas, no domínio da engenharia e na determinada recusa em desistir — e num surpreendente sentido de humor a que vai buscar a força para sobreviver —, ele embarca numa missão obstinada para se manter vivo. Será que a sua mestria vai ser suficiente para superar todas as adversidades impossíveis que se erguem contra si?

Fundamentado com referências científicas atualizadas e impulsionado por uma trama engenhosa e brilhante que agarra o leitor desde a primeira à última página, O Marciano é um romance verdadeiramente notável, que se lê como uma história de sobrevivência da vida real.
 
A minha opinião:
 
Ok, vou ser sincera. Este foi um livro que quando foi publicado não me interessou. De todo.
Depois vieram as opiniões positivas de outros que o liam e o adoravam. Mesmo assim achei que não era para mim.
Entretanto veio a publicação do livro cá em Portugal pela Topseller e pouco depois a notícia que o livro ia ser adaptado para a grande tela do cinema.
Aí a minha curiosidade despertou pois o ator principal seria o Matt Damon e regra geral gosto sempre dos filmes que ele faz.
 
Chegou a oportunidade de o comprar em segunda mão e bem baratinho e... aproveitei.
 
Mas li-o imediatamente?
 
Não.
 
Ficou alguns meses na estante à espera, como é usual em mim.
 
Quando o filme estava a estrear, com ainda mais vídeos pelo you tube de gente que elogiava esta obra e por me ter estreado numa maratona de 24 horas da qual falei aqui, peguei nele.
 
A minha leitura começou pelo livro em formato de papel. Mas como o início do livro revelou-se um pouco lento, resolvi experimentar o audiobook em inglês que tantos elogios tem recebido.
 
E uau!
 
Que espetáculo.
 
Aconselho vivamente a leitura através do audiolivro em inglês. O profissional que o narra faz um trabalho fabuloso. Parece que estamos a ver/ouvir um filme de ação.
 
Ri, voltei a rir, afligi-me, e voltei a rir à gargalhada.
 
Ao contrário do que estava à espera, este livro é extremamente divertido, muito graças à personagem principal Mark Watney, que irei recordar para sempre com muito carinho.
 
Sim, há termos científicos e matemáticos e assuntos relativos às Ciências, mas nunca se tornou aborrecido. Demora um bocadinho a arrancar, mas quando o Mark é deixado para trás em Marte, o livro nunca mais para. Depois é vermos como é que Mark tenta sobreviver num ambiente nunca antes habitado pelo ser humano.
 
Apesar do bom humor de Mark, nunca perdemos a sensação de perigo. Qualquer pequena distração levará à morte certa.
Disso são exemplo os momentos em que Mark nos conta as suas tarefas diárias para sobreviver num ambiente hostil e de repente BUM, uma explosão.
 
Nunca senti tédio. Nunca senti que este livro era um livro menor, pelo contrário.
 
Este é um livro fabuloso que toda a gente vai gostar. Mesmo aqueles que, como eu, têm algumas renitências.
 
Uma excelente prenda de Natal. Digo eu.
 
 
 
Estupidamente ainda não vi o filme, mas isto é algo que em breve irei corrigir.
 
Um dos melhores livros que li este ano.
 
E a segunda melhor surpresa literária de 2015.
 
 
 
Este fim de semana gostava imenso de ler estes meninos.
 
 
O The Walker Book of Ghost Stories é um livro de contos fantasmagóricos e deliciosos que queria acabar de o ler.
 
Também queria acabar de ler o Marvel 1602 este fim de semana.
Comecei-o ontem à noite, mas estava tão cansada que acabei por adormecer.


Quanto aos outros dois, o Aquele Beijo e o Sem dizer adeus, ainda não os comecei, mas são dois livros que me interessam muito neste momento.
 
Um por que me parece uma história tocante e é de uma autora brasileira que desconhecia e da qual apenas sei que foi uma lutadora e uma feminista. O outro porque é da Julia Quinn e isso já é dizer imenso para mim.
 
E vocês o que pretendem ler este fim de semana?
 
 
 


Vi isto e tinha de partilhar.
 
Para fazer rir qualquer leitor.
 
 
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