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Sinopse:
Intriga, duplicidade e perversão. Agnès de Souarcy enfrenta agora as garras do Tribunal da Inquisição.
O segundo volume de uma trilogia histórica, arrepiante de mistério e suspense, de uma das «Rainhas da Ficção» internacionais da actualidade.

1304. Acusada de cumplicidade com os heréticos e de comércio com o Demónio, Agnès de Souarcy é levada perante o Tribunal da Inquisição. Nicolas Florin, o Grande Inquisidor, fica radiante: está obcecado por aquela mulher deslumbrante. Quer vê-la soluçar, suplicar. E uma misteriosa silhueta veio visitá-lo exigindo a morte da Senhora de Souarcy. Mas a pior surpresa, para Agnès, virá da jovem Mathilde, a sua própria filha...
Entretanto, na abadia feminina dos Clairets, algumas monjas morrem umas após outras, envenenadas. A criminosa está entre elas... para Éleusie de Beaufort, a abadessa, há uma única certeza: o objectivo do assassino é a posse dos manuscritos secretos da Abadia, aos quais só ela conhece o acesso.
Mas neste mundo povoado de horrores, Agnès, sem o saber, tem aliados: Artus, conde d’Authon, pronto a matar para salvar a mulher por quem se apaixonou; Francesco de Leone, cavaleiro da Ordem dos Hospitalários, que sabe que a sua missão passa por Agnès e que, custe o que custar, tem de a proteger; e o próprio Clément, cuja sabedoria precoce pode vir a mudar o rumo do seu destino, bem como o da sua Senhora...
Segundo quadro de uma trilogia palpitante, O Sopro da Rosa abre-nos as portas sombrias da Inquisição.

Excerto:
"Um breve sorriso iluminou aquele rosto marcado que lhe recordava o do seu padrinho hospitalário.
- Sabeis tão bem como eu que o perigo é como uma amante caprichosa, Francesco. Raramente se encontra onde o esperamos, daí a sua sedução."
Página 177

A minha opinião:
Por vezes, é vulgar nas trilogias, o segundo volume torna-se num simples preenchimento de páginas, num prolongamento evitável, mas engana-se quem pegar neste volume a pensar isso - confesso que era esse o meu receio. Neste livro acompanhamos e sofremos com a senhora de Souarcy e estamos com ela ao longo das torturas psicológicas e físicas provocadas pelo desprezível Florin. Florin, um ser tão belo e tão sádico...
Além disso a acção avança em mais duas frentes nada, nada calmas e pacíficas. Uma passa-se na abadia dos Clairets onde ocorrem uma série de assassínios. Estes são tão bem engendrados e planeados que eu, uma amante do bom policial, ainda não consegui desvendar a verdadeira identidade da assassina, ainda... Envergonhada confesso que a que eu supunha ser a assassina foi das primeiras vítimas.
Aqui acompanhamos a luta titânica de mentes entre a assassina e a abadessa que une esforços com a inteligentíssima boticária Annelette (adoro esta personagem). Mal posso esperar para o desfecho desta batalha.
Quanto à terceira e última frente narrativa, esta ocorre no exterior, no mundo corrupto de câmaras e antecâmaras em que se encontra concentrado o poder da religião católica. Aqui surgiu uma maravilhosa e perversa personagem que promete fazer-me sentir ansiedade e tensão pelo final desta estória maravilhosa.
Sem qualquer dúvida que este segundo volume prometeu e cumpriu. Recomendo a todos os amantes do bom romance histórico.
De valorizar o empenho da autora em criar e apresentar aos leitores um "Breve anexo histórico", um "Glossário" e em apresentar a "Bibliografia" de obras consultadas.
9/10
Lido a 1 de Dezembro de 2008

3 comentários

Canochinha disse...

Deixaste-me curiosa em relação a esta colecção... A sinopse faz lembrar um pouco "O Nome da Rosa", mas suponho que a leitura deve ser bem mais fácil :)

flicka disse...

Deixaste-me deveras curiosa com esta trilogia... Gostava de experimentar, será que me podias emprestar o primeiro desta trilogia para ver se gosto...? Pode ser? *^_^*
Jokitas enormes!

flicka disse...

Que engraçado,ainda não tinha lido o comentário da canochinha, e a primeira frase está quase igualzinha... lol

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